sábado, 19 de julho de 2008

Sobre Convicções.


Gosto das ditas polêmicas. Não que o faça de propósito, mas simpatizo com algumas coisas não aceitas por boa parte da sociedade. Tamanhas perseguições e algumas injúrias feitas a certas pessoas ou temas, causam-me curiosidade e torno a pesquisar mais sobre tais temas. Foi assim com Hitler, como já fora citado e com alguns temas dos quais vou abordar.

Sobre Nazismo:

Como já ressaltado em outro texto e por nome como trato meu blog, Hitler foi grande personagem em meu caráter histórico e social. Jamais defendi seus atos genocidas, porém é de fato verdade que demonizaram a imagem de um homem para tornar heróis muitos outros, tão cruéis quanto Adolf.

Sobre Aborto:

Sou totalmente a favor do aborto e sei que isso pode causar discussão. Como pode uma vida ser tirada é o que muitos alegam. Mas se esta vida vier para um mundo em caos e não tiver condições de sobreviver, qual o sentido de deixar a morrer ao relento? . Se esta dita vida vier para arruinar a vida de um casal, ou uma garota que seja. Acabar com o amor que existe entre eles e arriscando não ter felicidade para a criança que nascerá. Por estes poucos e até enrolados motivos que sou a favor do aborto. Não pode se abdicar de sua própria vida, para dar felicidade a outro. Como poderia ser seu filho feliz, se tu estás triste e com a vida comprometida por uma responsabilidade inesperada. Se não estás preparado, é melhor que a criança nem venha a nascer.

Sobre Caridade:

Revolto-me ao ver pessoas se gabando, por doações feitas para entidades ou grupos de ajuda. Não que seja contra, mas não existe motivo para se gabar de ajudar alguém. Se o ato foi feito na dita boa fé, de bom coração, o fato não precisa ser contado a todos com gritos aos quatro cantos. Tenho certeza que uma ação mais simples e que mostre sua presença na caridade seria mais gratificante. Preferia eu visitar o lugar que ajudo, seja brincando com crianças, ou conversando com idosos. Tenho em minha cabeça que o ato de doar quantias exorbitantes, de certa forma são modos de se desculpar com a sociedade ou com o que é em sua própria consciência.

Sobre Religião:

Ultima convicção. A religião, fato que me intriga ao extremo. É claro que fui batizado, e não tomem isso como uma afronta a meus pensamentos. Fiz a primeira comunhão ainda como um subordinado da família e colégio. Neguei-me a fazer a dita crisma e então reneguei a religião em si.

Não consigo entender como pessoas conseguem agradecer sua vida ou fatos dela, a alguém que sequer sabem se existe ou que jamais lhe dera provas disto.

Tenho em minha cabeça uma única explicação para isto. As pessoas tentam se agarrar em alguma coisa, seja ela divina ou não, para viverem de forma mais relaxada. É de mais fácil pensar que alguém cuida de todos nós e que temos regras da moral e bons princípios estipulados desde antes do começar dos anos, na tal bíblia sagrada.

Mesmo que eu acreditasse em uma entidade divina, capaz de tudo e que nos protege, tento ainda entender o motivo da dita igreja, templo e afins. Se esta entidade divina não quer nada de nós em troca, além da bondade. Por que teria de ter uma “casa” e nela todos teríamos de pagar dízimos? . São perguntas que me faço, e custo a achar respostas. A religião não passa de mais uma organização política, da qual fiéis colaboram apenas por ter de acreditar em algo acima da realidade. Algo que possa futuramente nos salvar, após a morte e levar-nos a um céu, onde o paraíso reside. Bobagens e mais bobagens que são palestradas por séculos já.

Matheus.

Um comentário:

  1. Texto muito inteligente, mula! Gostei!!!

    "Por que teria de ter uma “casa” e nela todos teríamos de pagar dízimos?" Também não tenho resposta!

    ResponderExcluir