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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Sobre o Imortal.


Adentro a madrugada, sem sono e com milhões de pensamentos. Não paro de pensar, não consigo crer que acabara desta forma, porém não estou triste.

Sinto algo diferente, uma sensação nova. A revolta e a frustração não são nada comparadas ao orgulho que sinto agora.

Estou orgulhoso do resultado e como lutamos para chegar a ele. Sinto que a honra e o respeito foram readquiridos por todos os gremistas durante este campeonato.

O ano que começou bem e passara por algumas turbulências chega ao seu final.

Não consigo demonstrar tudo que sinto, mas posso lhes dizer que estou satisfeito. Chorei com a vitória e a coroação de toda uma campanha, mas fica um gosto de querer mais, uma vontade que só a Libertadores pode saciar.

Ao Grêmio deixo meu amor incondicional, minha fervorosa paixão e meu incessante apoio.

Estamos voltando, aos poucos e sem grandes gastos. Somos imortais e isto já basta.

Vivemos de loucura e o fácil para nós não existe. Somos arrogantes, queremos sempre mais, mesmo não sendo há nossa hora. Temos motivos para tal arrogância e não abro mão de afirmar aos quatro ventos que sou do Grêmio campeão mundial.

Nossa hora está marcada e nada mudará o destino promissor que nos aguarda. A reconquista já fora traçada e o primeiro alvo é a América em 2009.


Salve ao Grêmio e a sua torcida, a melhor do Brasil e do mundo.

Matheus.

domingo, 10 de agosto de 2008

Sobre o líder.


Estou em êxtase. Ó, como é bom gritar e expandir sua alegria.

Reconheço que estou a tempos sem escrever sobre meu único e eterno amor. Grande Grêmio, eu não entrarei nos méritos do jogo de hoje, mas falarei das tuas virtudes e de todo amor e sensação de paz que me passas.

Sensacional seria um belo adjetivo a campanha que fazes, e mais que isso, tu estas sendo o Grêmio.

O time com a melhor defesa do campeonato, defesa sólida, um time que começa pela defesa. Comandada por Victor, Pereira, Rever, Léo e por vezes Thiego, a meta tricolor tem sido quase intransponível.

O melhor ataque do campeonato conta com a colaboração dos meias e principalmente dos volantes, que aparecem para o jogo após as roubadas sempre certeiras.

Tenho de dizer que jamais imaginei que estaríamos nesta situação e com futebol tão convincente. O Grêmio joga em equipe, o time todo joga no limite, tanto na marcação como nos contra ataques fulminantes.

A regularidade é notável e o resto que todos vemos não passa da sempre tradicional camisa tricolor. Tamanha mística criada, capaz de transformar nomes desconhecidos, jogadores não renomados, virarem grandes atletas de grupo e fundamentais para uma equipe que joga, acima de tudo, em conjunto. A presença das categorias de base mostra uma boa administração e que nos renderá grandes frutos em um futuro ainda próximo.

Imortal tricolor que desafia a lógica e que faz mais gols fora do que em casa, que sempre acaba surpreendendo a todos e mesmo desacredito virá candidato.

Grande Grêmio e que jamais duvidem dele, pois este é um clube que sempre desafia a normalidade.

Que o título do Brasil seja conquistado por ti, com nosso apoio terás toda condição disto. Peço-lhe este que cobiço há 12 anos, desde nossa ultima conquista. Sem grandes estrelas, criticado pela imprensa e colhendo, com o tempo, os louros das boas atuações. Que faça como o grande time da década de 90, sem comparações, mas é inevitável devido as circunstâncias.

Fico por aqui, quem sabe mais tarde faça uma análise mais abrangente sobre tamanha liderança.

Vamos Grêmio em busca do tri campeonato e a manutenção do mais vitorioso clube em campeonatos nacionais.

Matheus.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Sobre o decorrer da noite.


Um novo ciclo se inicia. Novas perspectivas e ambições.
Novo ânimo e intensa ansiedade.
Ao tardar da noite, ao buscar assuntos, percebo algo engraçado. Disse que pensara nela em todos os dias. A falta de assunto me remete a pensar em algo bonita para escrever. Reitero minha posição de indiferença. Não tenho mais curiosidade em saber nada, não penso ao longo do dia e sempre soube que isso acabaria.
Elevei minha forma de falar, de me expressar e sinto que isto me ajudou. Consigo ser poético, quando necessário, e ser normal na maior parte do tempo.
Veremos como me comportarei, agora sem uma mágoa para me assolar. Não sei se conseguirei escrever algo novo, que não seja assunto já escrito e tantas vezes repetido.
Ó meu grande tricolor, que me enche de orgulho e que lidera este campeonato. Vamos para cima Grêmio, pois tu és forte, sempre foi e sempre será.
Contra tudo, contra todos e sempre calando a boca dos críticos. Buscaremos esta taça tão cobiçada e que não nos pertence a 12 anos.
Fico por aqui Ralf, com a sensação de ter perdido o brilho no olhar. Sentindo estar mais indiferente e me agrada bastante isto.
Sobre a minha paixão, o Grêmio, brevemente escreverei algo mais elaborado para analisar teu desempenho.
Matheus.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

A Casa do Imortal

A Casa do Imortal

Era ano de 1954, e o grandioso Grêmio precisava de uma nova casa, uma casa que fizesse abrigar toda sua torcida e fazer jus a sua fama de imortal, já instaurada por Lupicínio Rodrigues em 1953. Os dirigentes tricolores então apresentam a sua torcida um novo campo de batalha para o Grêmio, mas não um simples campo para se jogar futebol, e sim um estádio imponente, moderno para sua época para dar mais comodidade a torcida vibrante do imortal tricolor.

O nome tinha de ser definido, teria que ser algo ligado a imortalidade, algo grandioso, portanto Olímpico foi o nome escolhido. Olímpico que se refere à Olimpo, do latim Olympus, lugar onde residem os deuses, os imortais.

Em seu jogo de inauguração no novo estádio, o tricolor dos pampas enfrentou nada menos que o grande Nacional do Uruguai, aplicando 2 tentos a meta uruguaia o Grêmio saiu vencedor.

Em 1980 após alguns anos da construção do estádio Olímpico, o Grêmio termina de fechar a ultima parte do anel superior, tornando o então estádio Olímpico em Monumental.

Como já diz o nome, monumental, vem de grandioso, magnífico que se refere o monumento, portanto o Olímpico Monumental nada mais era que, o monumento ao Imortal.

quarta-feira, 12 de março de 2008

O Craque Imortal

O Craque Imortal

Ao escrever o hino do Grêmio em 1953, o então compositor Lupicínio Rodrigues jamais poderia imaginar que em sua grande composição houvesse um termo que seria eternizado por toda torcida tricolor.

O então imortal, Eurico Lara, o grande goleiro gremista dos anos 30, veio a se tornar realidade depois que o grandioso Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense incorporou a sua história feitos inacreditáveis, que só podem ser explicados no plano da imortalidade. Jamais alguma equipe teve tanta semelhança com sua dita mística quanto o Grêmio.

Ao mencionar Lara como o craque Imortal, o grande Lupicínio já tinha idéia do que este grande arqueiro havia feito pelas cores do Grêmio. Antes de se tornar imortal.

Nascido em1898 na cidade de Uruguaiana, fronteira com a Argentina, Eurico Lara começou a jogar futebol pelo time do exército de Uruguaiana. O que se escutava na época é “que havia um goleiro que quando jogava seu time não perdia”. Sempre atento a novos talentos do meio futebolístico, o Grêmio mandou um de seus dirigentes para observar o então grande goleiro. A primeira impressão que se o dirigente tricolor teve era a de que se tratava de um goleiro com a cara e o jeito do Grêmio.

Porém, Lara nunca tivera o sonho de ser jogador de futebol e recusou a proposta, alegando querer continuar servindo ao Exército em sua cidade natal. Com bons contatos dentro da corporação, alguns dirigentes do tricolor conseguiram a transferência do grande goleiro do quartel de Uruguaiana para o de Porto Alegre, e estando mais perto do Grêmio, Lara acabou aceitando a proposta do tricolor.

Sua chegada ao Grêmio se deu no ano de 1920, quando o Grêmio se consagrou campeão do campeonato da cidade de Porto Alegre.

Lara foi titular da equipe tricolor de 1920 a 1935, conquistando 5 campeonatos gaúchos e 11 campeonatos da cidade de Porto Alegre.A imortalidade de Lara não se deu apenas pelo fato de ser um grande goleiro, mas pelo seu amor ao vestir o manto sagrado tricolor.

Boatos contam que o grandalhão de Uruguaiana, em um dos milhares de jogos feitos pelo tricolor, quebrou um dos braços. Contudo, negou-se a sair, permanecendo em campo até o termino da partida, inclusive defendendo muitas bolas que teriam o destino da meta tricolor.

Era o ano de 1935, em disputa o campeonato da cidade de Porto Alegre, e a equipe tricolor vinha de uma reação incrível. Após um inicio conturbado, o Grêmio retomou o foco na competição; visando a ser campeão citadino daquele mesmo ano, precisava de duas vitórias consecutivas nos 2 últimos jogos, e mesmo assim ainda dependia de 2 fracassos do “outro clube de porto alegre” para que no embate decisivo da última rodada, no GRE-nal, o titulo fosse decidido.O empate bastava para o clube da beira do Guaíba e a certeza de que o título ficaria do lado vermelho de Porto Alegre era mais que certo. Todavia, do lado tricolor o Grêmio vinha com um grande reforço para esta partida histórica: Eurico Lara, que havia sido proibido por médicos de atuar novamente em um jogo de futebol. Lá estava ele em campo, ainda que debilitado devido à tuberculose. O Gre-nal farroupilha, como ficou conhecido por se ter passado na data comemorativa dos 100 anos da Revolução, foi marcado por um grande equilíbrio e pela grandiosa atuação de um goleiro, Eurico Lara.O “outro time de Porto Alegre”, mesmo tendo a vantagem do empate, partiu para cima e conseguiu um pênalti ainda no primeiro tempo. Assim, o jogo poderia ter sido decidido, se não fosse o emblemático Eurico Lara na meta tricolor. Lara, que já havia se destacado durante o primeiro tempo, defendeu a cobrança de seu irmão, que jogava no lado “vermelho”.

Final da primeira etapa da grande decisão do campeonato citadino de Porto Alegre, o placar mantinha-se zerado para ambos os lados, graças à atuação de gala do grandalhão de Uruguaiana que, além de defender a penalidade máxima, teve uma das mais brilhantes atuações de um goleiro, segundo fontes da época. Infelizmente Lara não agüentou continuar em campo naquela tarde de muita glória. Fortemente debilitado, substituído, foi encaminhado de ambulância ao Hospital Beneficência Portuguesa, de onde jamais saiu.

Dois meses após sua internação,no dia 22 de setembro de 1935, Eurico Lara o Craque Imortal, veio a falecer no dia 6 de novembro do mesmo 1935. O Grêmio perdia um herói, mas estava ganhando uma lenda.

Mesmo sem Lara de volta à etapa complementar do Gre-nal Farroupilha, o Tricolor mostrou-se imponente, buscando a vitória até o fim do jogo .Aos 38 minutos do segundo tempo, depois de tanto insistir, o Grêmio chegou ao seu gol, em uma jogada ensaiada. Foguinho, outro craque imortal, disse a seu companheiro que jogasse a bola em cima de Risada, zagueiro colorado. Dito e feito. Após a cobrança da falta, Risada sobe mais alto que todos e tira a bola da área colorada de cabeça, mas a bola sobra nos pés de Foguinho, que já esperava o rebote na entrada da área adversária, disparando um tento sem chances ao goleiro “vermelho”, que só tem o trabalho de buscar a bola dentro do gol. Grêmio 1 x 0 “outro time de porto alegre” . O campeonato já estava decidido naquele momento, o gol tricolor abalou o time da beira do Guaíba que, 2 minutos mais tarde, ainda levaria outro gol em um contra-ataque mortal o ponta-direita Laci, dando números finais ao jogo e ao campeonato.

Se dera a tamanha importância deste título ao Grêmio, que direção e jogadores prometeram comemorar durante 100 anos esta conquista épica, que ficou marcado como o Gre-nal Farroupilha, e como a ultima partida de Eurico Lara pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

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domingo, 24 de fevereiro de 2008

A mística desta camisa

O começo um tanto quanto assustador, nos jogos de bento gonçalves, a desconfiança pairava o ar.
Será que o "novo" time do Grêmio não seria competitivo como os formados nos anos anteriores, será que a direção errou nas contratações?
Essas eram as perguntas de muitos que acompanhavam e temiam pelo futuro incerto do Grêmio neste ano de 2008. Em meio a turbulência de negociações ditas mal feitas, por boa parte da torcida, como o caso do zagueiro William, e da contratação de Victor, então goleiro rebaixado para série C com o Paulista de Jundiaí, surge um nome distante, que sequer vinha a mente dos torcedores gremistas. Sem especulação alguma, Roger, sim aquele mesmo que foi chamado de craque no fluminense e chinelinho no corinthians, chega ao Grêmio, com uma missão. Ser o camisa 10 da equipe.
O que parecia até então um ano ruim, começa a se tornar um ano tenebroso para os críticos mais oportunistas, que sequer esperam a estréia do mais novo contratado para começar a criticá-lo.
A estréia veio, e com ela uma atuação apenas discreta, sem brilho, mas dentro do esperado. Na seqüência, mesmo com o time armado errado, pelo então comandante Mancini, Roger consegue chamar a responsabilidade e mostrar um pouco do que sabe.
Mas foi preciso, a chegada de um novo técnico, Celso Roth, para que o então camisa 10 pudesse jogar a vontade, sem precisar marcar como um volante, mas cercando e dando o primeiro combate, jogando solto, ele chama a responsabilidade e faz sua melhor partida com a camisa tricolor. É um outro Roger, disposto a livrar-se da estirpe de "chinelinho" e subir a condição de craque, de camisa 10.
Alertei-os que vieram me dizer que esta contratação de Roger era um erro, disse a eles que o Grêmio tem camisa, e que está camisa tem história de fazer muitos até então "operários" a craques, e que não seria difícil, somente devolver o brilho a quem já nasceu com ele.


Matheus Sulis

sábado, 15 de setembro de 2007

104 anos de amor ao tricolor

Parabéns a ti tricolor, nascido em 1903 o que menos faltaste em tua gloriosa trajetória, foi a emoção, seja ela presente nas simples vitórias, nas derrotas mais árduas ou nas grandes conquistas, outra coisa que jamais ficastes sem, foi desta torcida que sempre te apóia, seja nas horas boas ou nas horas ruins , faça chuva ou faça sol, jamais existiu e nunca existirá torcida igual a esta.
Tu fostes denominado de imortal, devido a teus grandes feitos,ora chamados de a prova da imortalidade,pelos que te admiram,ora chamados de varzeano pelos que te invejam, mas mesmo assim seguem a te copiar.

Desafiados, juntos fomos,quando por má administração sucumbimos a segunda divisão,mas juntos superamos mais este capitulo da tua história, que para não passar como um ano perdido, tu destes uma forma de glorificar essa conquista, mesmo quase matando toda tua torcida do coração, tu seguistes vivo e mais forte, pois ao invés de perder torcedores, ganhastes admiradores, todos incrédulos pelo que tinham acabado de presenciar, MILAGRE já gritava o locutor da rádio e isso explica melhor o que aconteceu do que qualquer tentativa de descrição.

Sempre acreditaremos em ti tricolor, assim como acreditamos todos esses anos. Em 77 quando derrubastes o então favorito com um gol de André, ou em 81 quando o Morumbi tu silenciastes comandado por Paulo Isidoro e Baltazar como “maestros” da grande equipe tricolor.
A primeira Copa do Brasil, na época inédita, tu nos deste, com direito a goleada de 6 a 1 e "show" de Cuca e Assis, 94 veio e junto dele o bi campeonato do Brasil, era muito para um time que a 2 anos atrás disputara a segunda divisão, mas pouco para um time que sonhava com a América.

A Libertadores de 95 mostrou isto, e com nosso time ainda mediano, para a imprensa do centro do Brasil, fomos juntos, nós dois tricolor, buscando vitórias até então impossíveis, derrotamos adversários ditos mais fortes, mas mesmo assim éramos considerados zebras, mesmo depois de termos conquistado mais esta taça, para teu já dourado memorial. É verdade que o mundial não ganhamos, porém no tempo regulamentar não perdemos, uma grande decepção para todos, como torcedores do Grêmio, mas não para nós como gremistas, pois já pensávamos em como seria o próximo caneco a ser levantado.
O ano de 96 foi primoroso, ganhamos do rival com um gol de bicicleta, nos sagramos bi campeões brasileiro,em mais uma de tuas ditas grandes façanhas, tu começastes o jogo de forma arrasadora, mas deixastes para o final da partida o que seria o gol do título, o gol de Ailton, um lindo chute de esquerda do destro e criticado Ailton, ganhamos a recopa sul americana, e só não nos sagramos tri campeões do Brasil por um erro da arbitragem, mas deixa isso para lá, que reclamar com a arbitragem é coisa do co-irmão da padre cacique.
O tri campeonato do Brasil, porém veio um ano depois, em cima do queridinho da imprensa brasileira, o Flamengo de Romário, sucumbiu a ti meu querido tricolor. Estes títulos que vos citei, mostram somente algumas das dificuldades pelas quais tu passou grande Imortal Grêmio, encarando-as frente a frente e na maioria das vezes, tu as derruba, seja na força e na vontade, seja com a ajuda de tua fiel torcida. Estaremos sempre contigo Grêmio, jamais te sentirá sozinho, pois onde existir um tricolor, sempre existirá a paixão por ti Grêmio, essa benção que nos deste de torcer por ti, será passada de pai pra filho, assim cultivando uma paixão sem limites chamada Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Matheus Sulis



*A Copa do Brasil de 2001 não foi mencionada pois o chocolate dado aos corinthianos em pleno morumbi não chegou a ser algo de dificuldade

quarta-feira, 4 de julho de 2007

sobre a volta...

Chegando hoje de Porto Alegre, resolvi escrever algo nesta birosca.
Muitos falam que o Grêmio fez feio nesta libertadores da américa, como poderia um time com 6 derrotas ser campeão??
Mas eis que me pergunto o time com as tais 6 derrotas não estava na final?
e aquele outro time de porto alegre que somente ganhou 3 partidas em toda sua grande participação na libertadores da américa , como fica?

Sobre o jogo , nenhuma palavra conseguiria descrever o que todo gremista sentiu naquele dia 20 de junho de 2007. O time tricolor havia perdido o primeiro jogo da final por 3 a 0, muitos arriscaram dizer que estavamos mortos , mas NENHUM gremistas havia desistido, NENHUM digo mais uma vez , seria o reflexo da imortalidade tricolor ?
Tenho total certeza que sim , um time que se acostumou a reverter resultados adversos , não poderia ficar sem o apoio de sua torcida logo na hora mais dificil do caminho.
A torcida tricolor lotou o monumental , todos acreditando em uma vitória certa, em mais uma reversão de placar, todos juntos por um unico motivo, APOIAR O GRÊMIO.
A torcida deu show , o olimpico era um caldeirão azul preto e branco , dentro de campo o Grêmio não correspondeu , mas tu achas que ficamos lamentando dias e dias por essa derrota?
Estas enganado, logo após a derrota decretada , a torcida gremista canta o hino do imortal tricolor e apoia seus jogadores , que visivelmente ficam emocionados com tamanha paixão por uma equipe.
Ha quem diga que todo gremista estava abatido , não digo abatido , mas sim triste, porém pronto estavamos para o Grenal.
Poderia ser o Grenal do inter , decretando uma queda brusca de rendimento e animo da equipe tricolor, ou poderia ser o Grenal do Grêmio , reanimando a equipe , dando mais forças a um grupo forte e unido , e foi isso que aconteceu.
Mesmo desfalcado o tricolor foi para cima , com lucio jogando de meia e desmontando o esquema do inter , o tricolor vence o Grenal com sobras e da um novo gás para o Brasileirão.
Nada como um grenal para nos reanimar , todos gremistas estão de parabens pela excelente festa , pela maravilhosa demonstração de fé e de paixão por este que é denominado imortal tricolor.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

sobre ansiedade

Céu azul , temperatura amena , nem quente nem frio ,como se nesta terra fizesse frio algum dia.
Dia perfeito para a pratica de esportes , saida com os amigos , ainda mais para alguem que esta de férias, mas e o que fazer quando uma ansiedade toma conta de ti e tu acaba não conseguindo fazer mais nada , além disto , tu não consegue mais pensar em nada , somente no motivo que te causa tamanha ansiedade , algo que o deixa angustiado , temeroso.
Assim me sinto , fui ao ingles , tentei jogar winning eleven , mas meu foco é hoje a noite ,algo que não consigo tirar da cabeça , nem por um segundo , qualquer coisa se é motivo para continuar pensando no jogo de hoje , e na classificação tricolor.
Peito apertado , uma vontade de sair gritando a todos que ja estamos com um pé na final , mas esta tudo guardado , tudo na sua devida hora ,mas isso esta acabando comigo , me deixa angustiado , nunca torci tanto para que um jogo chegasse logo , são 5 da tarde , o jogo é as 15 para as 10 , o que fazer até la? como enganar tamanha aflição?
Pode ser a coroação de um grupo , a coroação a uma torcida que apoia ,somente cobrando empenho ,uma torcida que ja demonstrou diversas vezes como é apaixonada por este clube, uma torcida que jamais o abandonou.
Falaram que somos "bixonas" e "bandidos" , isto só faz aumentar tamanha expectativa pelo jogo,
como será a reação dos jogadores , perante a tamanho absurdo?
espero que todos da equipe , não me interessa quem vai jogar , desde que honrem o manto tricolor , e honrem nosso estado ,pois este foi difamado em rede nacional , mas a resposta vira em campo , calaremos a todos que duvidaram de nós e nos fizeram de chacota .
o Grêmio é maior que isso , e sua torcida também.
Sempre jogamos no limite ,somente para fazer o resultado, e é isto que me deixa tão ansioso, será que o mano fara o time jogar que nem quarta passada?
perguntas sem respostas , pelo menos até a hora da partida começar.
Tranquilo estou,este clima de guerra , pode até nos favorecer dentro de campo , pois temos jogadores mais lutadores , com este espirito de guerra, de luta , de superação.
Minha unica preocupação é com alguma futura expulsão , desfalcando o tricolor a final.

ah se eu pudesse fazer o tempo andar mais rapido , com toda certeza ja estaria comemorando a classificação tricolor

quarta-feira, 30 de maio de 2007

De 2004-2007

um texto tosco que eu fiz sobre o Grêmio :)


Fazendo uma breve analise dos fatos que tem ocorrido desde 2004 até 2007 com o Grêmio de foot ball porto alegrense veremos que o que muitos acham pode estar errado.

Final de 2004 o então ano da "morte" do Grêmio para mim nada mais é que do que o renascimento do Grêmio, sim o renascimento do Grêmio.

Foi quando o time tricolor começou a sentir sua forte torcida que mesmo o time estando na ultima posição e já sem chances de permanecer na primeira divisão, a torcida gremista lotava os estádios do interior e demonstrava todo seu amor por este que é chamado de imortal.

Vamos explicar melhor esse "renascimento”, o Grêmio dos anos 90 comandando por Felipão ganhou praticamente tudo, colecionou títulos e a torcida gremista estava acostumada a ver um time aguerrido que ganhava de tudo e de todos, quando não se tinha mais técnica se ganhava na raça. E então eis que veio uma nova década, e o Grêmio acostumado a ter times lutadores começa a formar um time mais "refinado", jogadores como Zinho, Marcelinho Paraíba, Fabio baiano estão no elenco.

Este time foi campeão da Copa do Brasil com folgas, mas esse não o tipo do Grêmio, e nos anos seguintes na libertadores, o castigo veio.

O time então jogando no modo "faceirinho" foi eliminado pelo Olímpia em uma decisão por pênaltis conturbada onde a torcida reclama até hoje de o goleiro paraguaio teria se adiantado na hora das cobranças do Grêmio.

Mas reparem que ficar chorando erros de arbitragem nunca foi a cara do Grêmio, nunca foi a cara do torcedor gremista.

Sempre corremos atrás do resultado sem nunca reclamarmos de erros de arbitragens, apenas levantávamos a cabeça e sempre nos reerguíamos.

O Grêmio havia mudado, havia perdido sua identificação com a raça a alma gaúcha, os torcedores já não estavam tão identificados com o clube.

E então eis que chega o fatídico ano de 2004, mas por incrível que pareça o time do Grêmio é fraco tecnicamente perto dos outros times formados nesta mesma década, este time têm mercenários e nem a raça que muitas vezes bateu a técnica existe neste time.

O campeonato tem seqüência e o Grêmio vai tendo fracassos atrás de fracassos, mas no fim do campeonato, com o time praticamente rebaixado surge algo que estava escondida desde a época do Grêmio copeiro e peleador de Felipão.

A imortalidade volta a dar sinais de vida para os lados da azenha, sim em um jogo perdido de 3 a 0 no primeiro tempo em Erechim, o Grêmio comandado por Cláudio pitbull busca um empate heróico e acaba tirando o atlético paranaense do caminho do titulo.

Este Cláudio pitbull criado no olímpico acostumado a ver grandes jogos do tricolor, da espetáculo novamente contra o palmeiras mas não é suficiente e o Grêmio cai para a segunda divisão.

Muitos diriam que o Grêmio estaria morrendo, prefiro acreditar que era a volta da imortalidade.

Um time falido, sem grandes jogadores, mas com algo que nenhum time tem igual. A torcida tricolor da show na série B, e sem técnica, mas com muita força ,vontade, raça e apoio fervoroso da torcida o Grêmio vai chegando depois de um inicio preocupante.

O Grêmio segue batendo os então "favoritos" dentro do monumental os adversários tremem ao encarar o Grêmio, mas não se enganem, não era só o Grêmio jogando eles estavam enfrentando mais uma massa inteira disposta a levar o tricolor para o seu lugar de origem.

ENTRE OS GRANDES.

O Grêmio é tido como um dos mais fracos da competição, porém quando entramos em uma competição, entramos para ganhar.

Não gostamos de ser vice ou então de apenas nos classificarmos sempre entramos para ganhar e podem ter certeza, esta camisa que vos digo, azul preta e branco pesa e como pesa em uma decisão, o náutico que o diga.

Quando muitos falam deste jogo ser o jogo mais "varzeano" eu até concordo, porém essa várzea que aconteceu fez com que eu sentisse que o verdadeiro Grêmio. O Grêmio copeiro e imortal estava de volta, pois a imortalidade, aquela mesma que começou a denunciar sua volta no final de 2004, estava de volta e com força total nesta decisão que vencemos de forma inacreditável.

Na raça mais uma vez, contra tudo e contra todos, o Grêmio saiu campeão.

Não se deve vangloriar um titulo de "acesso" é o que muitos falam, mas acredito que muitos gremistas assim como eu não comemoraram o tal "acesso" mas sim a volta do imortal tricolor e tamanha façanha que havia realizado.

Sempre nos subestimam e sempre acabamos surpreendendo a todos que desconfiavam de nós.

O Gauchão de 2006 foi mais uma prova disto, quando todos achavam que a goleada viria para os lados do beira rio, o que se viu foi mais uma taça e a décima sétima conquista de gauchão em cima do inter, em pleno beira rio.

No brasileiro éramos candidatos ao rebaixamento, porém desafiando tudo e todos patrolamos quase todos adversários no olímpico, e nossa campanha foi razoável chegando a libertadores sim nosso real sonho era o titulo, mas pelas circunstancias foi muito boa essa campanha.

Chegamos ao ano de 2007, e junto a Libertadores da América.

Na lista de favoritos de muitos estavam: Inter, São Paulo, Santos e até o Flamengo na nossa frente.

Os jogos vieram e a desconfiança só aumentava, começamos a nos complicar perdemos jogos considerados fáceis por muitos, para adversários "ridículos" segundo outros, e em meio a uma derrota para o Caxias no Gauchão, todos diziam:

"Grêmio eliminado do Gauchão e da Libertadores" .

É mas eles duvidaram do time errado, da torcida errada.

O Grêmio mais uma vez mostrou todo seu poder dentro do monumental e junto com toda massa gremista reverteu um placar contra o Caxias, mas para muitos isso era o Gauchão, na Libertadores era diferente.

Precisávamos ganhar de 1 a 0 , e de 1 a 0 ganhamos.

"Grêmio do regulamento debaixo do braço" - já dizia o bom jornalista peninha.

Nas oitavas de final, encaramos o São Paulo, dito por muitos o favorito depois da desclassificação precoce do internacional.

E em São Paulo perdemos por 1 a 0, tiveram a chance de nos matar, quando Souza entrou livre e tentou encobrir Saja.

Deviam ter nos matado enquanto podiam, pois apenas provocaram o IMORTAL.

E mais uma vez seguindo os cânticos de sua torcida o Grêmio foi imortal e reverteu o placar diante do favorito São Paulo, mas ainda não passávamos de "zebras".

Fomos ao Uruguai, e lá em uma partida para ser esquecida, perdemos por 2 a 0.

E a velha desconfiança voltava

"Este time é muito fraco já esta fora da Libertadores"

Mas ainda restava o jogo da volta, e o Grêmio de novo foi IMORTAL.

Dessa vez o placar não foi revertido, chegamos ao empate no placar agregado.

E nas penalidades o Grêmio conseguiu a vaga, e olha que as penalidades não é o forte do Grêmio.

Pelo que me lembre a ultima vitória foi em 95 pela Copa do Brasil em cima do Flamengo de Luxemburgo e companhia.

Luxemburgo este nosso próximo adversário, que venha o favorito santos, pois não queremos enfrentar os fracos, queremos ganhar dos grandes.

Pois segundo uma jornalista do sportv,esta é a definição para o Grêmio.

"O Grêmio é que nem bola de neve vai passando por cima de tudo e só vai crescendo"

Nosso time esta em crescimento, este time pode não ser primoroso na técnica, mas nele existe algo que nas outras equipes não se encontra.

A ALMA.

Este time tem alma tem sangue de guerreiro, este time é imortal, tem raça é copeiro. Faz-me lembrar os anos 90.

A imortalidade esta de volta, portanto, segurem-nos, pois o imortal voltou e agora é pra ficar.

Reconquistaremos tudo que já foi nosso.

RUMO AO TRI DA AMÉRICA

Matheus Sulis