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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Sobre um carma.



Eu me protegi. Fugi de todas as coisas que um dia deram errado, apaguei lembranças, sentimentos e sensações.


Eu me recriei, sempre tomando como base o que já vivi e o que não quero mais viver. Reinventei meus hábitos e pensamentos. 


Talvez eu seja muito intenso. Confundo-me dentro da bipolaridade que meu coração me prega. 


Sinto que toda falta de sentimentos e todo desinteresse alheio é canalizada nessa intensidade que não sei controlar.


Sinto-me zonzo, longe de meu confortável ambiente e minha realidade paralela. Não sei mais jogar este jogo e me perco na batidas rápidas e inconstantes do meu peito. 


Por vezes eu acredito que isso possa ser só um carma, uma forma de a vida me mostrar que por vezes eu posso ser humano sim.


Não consigo respirar, ou dormir, estou imerso sem saber o que fazer. 


Hoje eu me sinto normal, longe do meu pragmatismo habitual.




Matheus.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Sobre um mar.



Lá vamos nós, de novo. Talvez esta seja só mais uma tentativa frustrada de retomar o habito, sem talento, sem sentimento e sem o velho costume.


Por vezes sinto uma vontade absurda de relatar uma enorme falta de sentir. A sensação de andar, pensar e agir sem danos maiores, sem causas, ou arrependimentos posteriores.

Talvez esta jornada tenha me levado ao clímax do meu existir. 


Nada parece influenciar minhas ações, ou como penso. Eu não me importo, seja com opiniões, ou com pessoas.


Eu estou aqui, sentado e enrolando meus cabelos. Já me senti recluso, mas hoje não.


Vejo a vida passar e vou junto, no meu ritmo e aproveitando toda falta de sofrimento que um dia me fora imposto.



Matheus.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Sobre um 2015



Então parece definitivo. Meus dedos não param, seja escrevendo, ou arrancando meus cabelos.


Preciso escrever. Sinto a necessidade de aliviar tudo que passa dentro da minha cabeça e peito.


Minha ânsia me consome em pensar que terminou. Que o sempre imaginado não fora verdadeiro. Meu peito teima em sentir, em parecer acreditar que talvez isso seja um pesadelo, ou apenas uma crise.


Meu coração me diz que isto não é o fim, que nossa felicidade está guardada ali, bem pertinho, somente à nossa espera. Me sinto engasgado, de certa forma triste. Queria poder te mostrar que nós somos bons e que esse tempo foi mera bobagem.


Penso tanto no que te falar, mas talvez já tenha dito até demais. Meus pensamentos pairam sobre ti em todos os momentos. Eu quero ser feliz, quero te fazer feliz junto de mim, como um dia já aconteceu, como acontece até hoje.


Eu não sou a pessoa certa, longe de ser, mas eu te juro que sempre fiz tudo para que isso não morresse. Eu sei que não morreu, nem para mim, nem para ti.


Em algum lugar, escondido talvez, está todo nosso companheirismo e a nossa paixão.

Não esconde mais isso de mim, não te esconde mais de mim. Eu quero te achar, como eu já te achei uma vez.


Se entrega, se joga e deixa que o destino faz o resto. Este sou eu tendo fé pela primeira vez na vida.


O que tu sente por mim? Tu não sente a minha falta? E se valer a pena tentar?


Sigo com a mesma paixão de ontem, semana passada, do ano passado e querendo te ter mais uma vez.





Matheus.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Sobre o nosso grande amor.



Então estamos aqui de novo. Retornando ao meu velho lar, recinto das lamúrias e desabafos antes tão constantes. 


Pareço recriar o hábito pelas palavras, pela escrita corriqueira e carregada de sentimento, talvez este seja meu dom, o meu maior. Meu lado dramaturgo parece falar alto em todas as descrições, toda vez que tento exemplificar o que sinto, ou o que senti.


Então eu amei. Mentira, pois eu ainda amo. Então eu me apaixonei. Todos os dias durante semanas e meses eu me apaixonei. Os diferentes pedaços do corpo, as formas diferentes de sorrir, de chorar, de gargalhar. Eu me abri, deixei que esse amor tomasse conta de mim, não só do meu coração, mas do meu corpo, da minha cabeça e principalmente da minha alma.


Um amor constituído antes do primeiro beijo, do primeiro toque, do primeiro chamego. Um amor que lutou contra desconfianças iniciais, que venceu a estranheza naturalmente e me disse claramente para viver, aproveitar cada dia. Eu aproveitei, eu vivi e eu me apaixonei de novo. Me apaixonei pela pessoa que tornou meus dias menos entediantes, que me fez querer ser bobo para que ela pudesse rir sem parar, uma risada tosca e engraçada.


Eu me apaixonei por te ver dormindo deitada no meu ombro, enquanto tu apertavas minha mão, como se pedisse para eu não sair. E eu não saí, eu continuo aqui, sendo a mesma pessoa que se apaixonou há algum tempo atrás.


Meu coração parece palpitar forte, louco para que essa espera termine, para que possamos ser felizes novamente, como já fomos, como juntos nós somos. Minha eternidade aguarda tua mão para que possamos ir juntos buscar nosso entendimento, nossa maneira de ser sensacionais, de novo.


Quase como que de costume eu fiz um texto, carregado da minha maior qualidade referente à ti. O meu intenso e inesgotável amor.


Vem para cá, vem ser feliz moça.


Com toda vontade do mundo de estar junto outra vez,

Matheus.





terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sobre um esboço.

Eu sou invisível, ou assim me sinto. Talvez eu não exista, seja apenas ilusão, ou uma criação de mais uma fábula de amor.

Estou aqui, sem ninguém, sem luz, ou esperança. Nada vejo, além da escuridão que parece cercar a minha volta.

Estou em todo lugar, mas ninguém parece querer me encontrar. Sou meu próprio buraco negro, por vezes perdido e sem reação.

Sinto-me literário, um personagem, porém sem uma história, pulando diretamente para o fim, talvez o meu próprio.


Sem mais delongas por hoje.


Matheus.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sobre uma mesma recaída.


Hoje eu escrevo relembrando o que senti e falei.

A angustia toma conta de mim, dos meus pensamentos e principalmente de meu peito.

Volto a sentir palpitações fora de ritmo, comandadas pela raiva, fúria e por vezes por um tom sarcástico, fazendo paródia de meu próprio ser.

Fecho meus olhos e tento destruir o que me consome, é fato que não tenho sucesso em minha jornada. Meus dedos arrancam cada fio de cabelo quebradiço.

Eu te amei e do fundo do meu coração eu te digo isto. Eu simplesmente sou apaixonado por tudo que te cerca, pelo teu sorriso e olhar.

Meu humor se vira contra mim, sem sorrisos sinceros, ou um olhar de calma. Meu breve sofrimento se chama recaída e como todas as outras há de ter fim, tal como eu, ou como o nosso amor.




Matheus.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sobre uma certa paz.


Talvez o até breve tenha sido longo demais. Cá estou, com alguns meses de atraso, mas tentando me recompor. É verdade, o tempo se passara, trocaram as estações e junto delas se foram as minhas sensações.

Por mais uma madrugada de inverno, contraditoriamente quente esta noite, eu, enrolo meus cabelos, quebro-os e penso, talvez em vão, ou não.

O vazio se fora junto com meus males, pesadelos e quantas outras estirpes de ruindade eu tenha criado. Sinto-me realmente diferente, um tanto alegre e não mais ranzinza como ultimamente. Meus hábeis dedos digitam rapidamente, enquanto viajo acordado.

Mais uma vez meu sorriso se estampa, olhos pequenos e sem medo. Sinto meus ombros livres, sem um peso a carregar, fugindo de todo trauma que lhe fora imposto outrora.

Bocejo, rio e quem sabe esta seja à hora de me despedir mais uma vez, voltar à cama e dar continuação a este sonho.


Matheus.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sobre um olhar.


O sono finalmente bate a minha porta. Meus dedos se entrelaçam por meus cabelos vagarosamente. Já ameaço fechar meus olhos, pequenos, atentos e hoje um tanto tristes.

Respiro fundo, ameaço bocejar e começo a pensar.

Sinto-me só hoje, diferente de outros dias. Não estou completo, algo parece ter fugido de mim, ou quem sabe do meu controle.

Minha alma dorme, repousa em algum lugar, acho que desconhecido até então. Meu coração continua assim, parado, constante em suas batidas, como vem sendo nos últimos tempos.

Despeço-me, tomo meu rumo e vou sonhar, mais uma vez.



Matheus.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sobre a angustia.


Eu olho e tudo parece igual. Olho de novo, mas nada parece mudar. Os ponteiros estão parados, presos no tédio, na solidão.

Algo me faz diferente hoje. Meus olhos, já pequenos, se estreitam, parecem prever algo.

Meu peito mistura a angustia com uma dose não muito saudável de palpitações fora do ritmo.

Estou rangendo meus dentes, talvez em uma raiva sem precedentes, ou em uma ânsia do que parece inevitável, ou talvez já consumado.

O calor me consome, mas desta vez ele é estranho. Chamas incandescentes que queimam de dentro para fora, tentando levar tudo de mim, tudo que me faz me sentir daqui, humano talvez.

Minha respiração se assanha, parece afoita, diferente dos últimos dias, últimos tempos. Castigo meus cabelos, a cada enrolar dos dedos que parecem não se cansarem de tal tarefa tão repetitiva.

Engulo seco, algo me está errado, resta descobrir se ainda tem conserto.


Matheus.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sobre uma luz.


Vejo uma luz, longe, ainda fraca, mas querendo aparecer. Sinto algo diferente, algo iluminando minha escuridão e preenchendo meu vazio.

Minha cabeça não para. Dezenas, centenas e milhares de pensamentos que me passam, voam e se dispersam em frações de segundos.

Meu coração parece ter renascido e, de volta, começa a bater interruptamente pelo que todos já conhecem.

Teu cheiro está eternizado junto de mim, assim como teus lindos olhos e sorriso.
Com uma dose de saudade bem aguçada eu te vejo, seja em meus delírios diários, ou em meus sonhos.

Sinto-te, te beijo, te abraço em cada gesto, antes de dormir, ou ao pensar que tu és minha e, sinceramente, sempre vai ser.

Ao meu leito tomo destino, procurando mais uma vez os sonhos que por vezes eu gostaria que fosse realidade.


Com carinho,

Matheus.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sobre sussurrar.


Eu escrevo, na madrugada, como sempre. Eu penso, mais uma vez, em nós dois. Eu fico, de novo, só em meu leito.

Ainda por estas mesmas linhas me remeto ao saudosismo, relembro cada palavra, gesto, ou atitude para abrir um sorriso, ainda tímido que seja.

Sussurro por minha alma as palavras que tanto tentei lhe falar, mas que por vergonha, ou ocasião não foram ditas. Abro meu coração para te mostrar que não sou mais um, sou teu, aquele que te ama e não consegue mensurar isto.

Minhas lágrimas secaram, já não escorrem mais. Meus olhos se fecham e começo a fantasiar o sonho, nosso futuro já escrito.

Minhas mãos estão livres, sem nada a prendê-las. Meu coração bate, invariavelmente por ti, só por ti.

Dona de todos meus sentimentos e suas variações. Minha frieza se esvaece em mais uma dose do meu sentimentalismo dedicado a tua pessoa.

Com amor,


Matheus.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sobre o longo tempo.


É verdade, faz tempo que não apareço por aqui, mas hoje volto ao meu lar, meu recinto secreto e querido.

Meu coração ainda descansa na mais sublime paz e meus pensamentos continuam voando pelo mundo do faz de conta.

Meus olhos estão abertos, mais que nunca, para perceber que não sonho mais, mas vivo a intensa realidade de um amor mais que consolidado.

Meus sentimentos parecem aflorar perto de ti. Meu coração de gelo começa a derreter e me torno completamente indefeso, sem armas contra este sentimento tão puro que me domina.

Minhas mãos procuram as tuas e as encontram de novo. Meus olhos fitam teu lindo rosto, como se eu quisesse guardar este momento para sempre, todo o sempre.

Ainda assim, neste encanto, eu digo que estou bem, melhor do que nunca e com um coração curado, esperando só o próximo abraço.


Matheus.