quinta-feira, 17 de abril de 2008

A Casa do Imortal

A Casa do Imortal

Era ano de 1954, e o grandioso Grêmio precisava de uma nova casa, uma casa que fizesse abrigar toda sua torcida e fazer jus a sua fama de imortal, já instaurada por Lupicínio Rodrigues em 1953. Os dirigentes tricolores então apresentam a sua torcida um novo campo de batalha para o Grêmio, mas não um simples campo para se jogar futebol, e sim um estádio imponente, moderno para sua época para dar mais comodidade a torcida vibrante do imortal tricolor.

O nome tinha de ser definido, teria que ser algo ligado a imortalidade, algo grandioso, portanto Olímpico foi o nome escolhido. Olímpico que se refere à Olimpo, do latim Olympus, lugar onde residem os deuses, os imortais.

Em seu jogo de inauguração no novo estádio, o tricolor dos pampas enfrentou nada menos que o grande Nacional do Uruguai, aplicando 2 tentos a meta uruguaia o Grêmio saiu vencedor.

Em 1980 após alguns anos da construção do estádio Olímpico, o Grêmio termina de fechar a ultima parte do anel superior, tornando o então estádio Olímpico em Monumental.

Como já diz o nome, monumental, vem de grandioso, magnífico que se refere o monumento, portanto o Olímpico Monumental nada mais era que, o monumento ao Imortal.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

o valor de uma nova amizade

Parece que quando tu precisas daquela pessoa, lá está ela, pronta para te ajudar, e sequer pedindo algo em troca, pelo menos no meu caso é assim.
Pode parecer estranho, mas a pessoa que hoje dedico este texto, e que vem me ajudando bastante, não é uma amiga dita das "antigas" e sequer conhecíamos nestas ditas antigas.
Chega a ser engraçado, saber que tudo que ela fala, acontece e que seus conselhos sábios sempre funcionariam, se não fosse a minha dita burrice, ou então minha teimosia, quanto a alguns assuntos.
Cada dia, eu me surpreendo em saber, que uma amizade, mesmo tão recente, dita em anos, pode dar tão certo, parece que tu me conhece a muito tempo, e sabes exatamente o que penso, até pelas mesmas angústias passamos.
Queria ter o mesmo dom que tu, para tentar te ajudar, tanto quanto ajudastes me, e sei que tu queria que isso acontecesse também, mas eu não consigo, meus ditos conselhos, são falhos e de nada te agregam em valor, porém de coração são dados, na melhor das intenções.

Que um dia, possamos usufruir melhor desta amizade, não somente pela tela de um computador, separados por mais de 2 mil quilômetros de distância. Sei que isso acontecerá, nem que sejam nas férias, ou em alguma mudança futura, mas isso tem de acontecer.

agradeço a ti, por tudo que por mim fizestes e que um dia eu ainda saberei te dar alguns conselhos.

um beijo de um amigo que preza por demais a sua amizade x)

sábado, 12 de abril de 2008

sobre a saudade...

Sei que já escrevi sobre esta tal de saudade, mas o tempo passou, e acho que sobre esta devo tentar falar novamente.

Sinto falta de algumas pessoas que as vezes podem até sequer lembrar de mim, ou de quem fui, ou até mesmo do que com elas passei.
Sinto falta de uma cidade na qual me sinto bem, toda vez que a visito, e la encontro meus amigos.
Estes meus amigos, que em momentos delicados, estiveram ao meu lado, seja com um grande conselho, ou com um sábio "xingamento" para que "caísse na real". Não pense que não tenho amigos por estes pagos, ou que estes amigos não são importantes, pois estarás profundamente errado, mas é inegável dizer que existem pessoas que me conhecem a mais tempo, e que sabem mais de mim, do que até eu mesmo.
Não que uma amizade, demore anos para se consolidar, até porque, tenho amigos que sequer a um ano conheço, e já os considero amigos mesmo, mas o fato de uma pessoa te conhecer a bastante tempo, e saber de seus hábitos, costumes e peculiaridades, ajuda no momento de aconselhar.
Só tenho a agradecer, estes amigos, sejam da onde forem, dos pagos do Rio Grande amado, ou das bandas do Rio de Janeiro, pois mesmo que não seguindo conselhos e até fazendo o contrário deles, sei que foram dados na melhor das intenções e procurando ajudar.

ah se pudesse voltar no tempo e viver tudo novamente, de maneira que nada pudesse virar arrependimento depois.

Sinto falta de ti, que jamais voltará, mas que em mim deixou uma lembrança muito boa e forte, que demorará para ser esquecida, até porque eu gosto de tê-la viva dentro de mim.

quarta-feira, 12 de março de 2008

O Craque Imortal

O Craque Imortal

Ao escrever o hino do Grêmio em 1953, o então compositor Lupicínio Rodrigues jamais poderia imaginar que em sua grande composição houvesse um termo que seria eternizado por toda torcida tricolor.

O então imortal, Eurico Lara, o grande goleiro gremista dos anos 30, veio a se tornar realidade depois que o grandioso Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense incorporou a sua história feitos inacreditáveis, que só podem ser explicados no plano da imortalidade. Jamais alguma equipe teve tanta semelhança com sua dita mística quanto o Grêmio.

Ao mencionar Lara como o craque Imortal, o grande Lupicínio já tinha idéia do que este grande arqueiro havia feito pelas cores do Grêmio. Antes de se tornar imortal.

Nascido em1898 na cidade de Uruguaiana, fronteira com a Argentina, Eurico Lara começou a jogar futebol pelo time do exército de Uruguaiana. O que se escutava na época é “que havia um goleiro que quando jogava seu time não perdia”. Sempre atento a novos talentos do meio futebolístico, o Grêmio mandou um de seus dirigentes para observar o então grande goleiro. A primeira impressão que se o dirigente tricolor teve era a de que se tratava de um goleiro com a cara e o jeito do Grêmio.

Porém, Lara nunca tivera o sonho de ser jogador de futebol e recusou a proposta, alegando querer continuar servindo ao Exército em sua cidade natal. Com bons contatos dentro da corporação, alguns dirigentes do tricolor conseguiram a transferência do grande goleiro do quartel de Uruguaiana para o de Porto Alegre, e estando mais perto do Grêmio, Lara acabou aceitando a proposta do tricolor.

Sua chegada ao Grêmio se deu no ano de 1920, quando o Grêmio se consagrou campeão do campeonato da cidade de Porto Alegre.

Lara foi titular da equipe tricolor de 1920 a 1935, conquistando 5 campeonatos gaúchos e 11 campeonatos da cidade de Porto Alegre.A imortalidade de Lara não se deu apenas pelo fato de ser um grande goleiro, mas pelo seu amor ao vestir o manto sagrado tricolor.

Boatos contam que o grandalhão de Uruguaiana, em um dos milhares de jogos feitos pelo tricolor, quebrou um dos braços. Contudo, negou-se a sair, permanecendo em campo até o termino da partida, inclusive defendendo muitas bolas que teriam o destino da meta tricolor.

Era o ano de 1935, em disputa o campeonato da cidade de Porto Alegre, e a equipe tricolor vinha de uma reação incrível. Após um inicio conturbado, o Grêmio retomou o foco na competição; visando a ser campeão citadino daquele mesmo ano, precisava de duas vitórias consecutivas nos 2 últimos jogos, e mesmo assim ainda dependia de 2 fracassos do “outro clube de porto alegre” para que no embate decisivo da última rodada, no GRE-nal, o titulo fosse decidido.O empate bastava para o clube da beira do Guaíba e a certeza de que o título ficaria do lado vermelho de Porto Alegre era mais que certo. Todavia, do lado tricolor o Grêmio vinha com um grande reforço para esta partida histórica: Eurico Lara, que havia sido proibido por médicos de atuar novamente em um jogo de futebol. Lá estava ele em campo, ainda que debilitado devido à tuberculose. O Gre-nal farroupilha, como ficou conhecido por se ter passado na data comemorativa dos 100 anos da Revolução, foi marcado por um grande equilíbrio e pela grandiosa atuação de um goleiro, Eurico Lara.O “outro time de Porto Alegre”, mesmo tendo a vantagem do empate, partiu para cima e conseguiu um pênalti ainda no primeiro tempo. Assim, o jogo poderia ter sido decidido, se não fosse o emblemático Eurico Lara na meta tricolor. Lara, que já havia se destacado durante o primeiro tempo, defendeu a cobrança de seu irmão, que jogava no lado “vermelho”.

Final da primeira etapa da grande decisão do campeonato citadino de Porto Alegre, o placar mantinha-se zerado para ambos os lados, graças à atuação de gala do grandalhão de Uruguaiana que, além de defender a penalidade máxima, teve uma das mais brilhantes atuações de um goleiro, segundo fontes da época. Infelizmente Lara não agüentou continuar em campo naquela tarde de muita glória. Fortemente debilitado, substituído, foi encaminhado de ambulância ao Hospital Beneficência Portuguesa, de onde jamais saiu.

Dois meses após sua internação,no dia 22 de setembro de 1935, Eurico Lara o Craque Imortal, veio a falecer no dia 6 de novembro do mesmo 1935. O Grêmio perdia um herói, mas estava ganhando uma lenda.

Mesmo sem Lara de volta à etapa complementar do Gre-nal Farroupilha, o Tricolor mostrou-se imponente, buscando a vitória até o fim do jogo .Aos 38 minutos do segundo tempo, depois de tanto insistir, o Grêmio chegou ao seu gol, em uma jogada ensaiada. Foguinho, outro craque imortal, disse a seu companheiro que jogasse a bola em cima de Risada, zagueiro colorado. Dito e feito. Após a cobrança da falta, Risada sobe mais alto que todos e tira a bola da área colorada de cabeça, mas a bola sobra nos pés de Foguinho, que já esperava o rebote na entrada da área adversária, disparando um tento sem chances ao goleiro “vermelho”, que só tem o trabalho de buscar a bola dentro do gol. Grêmio 1 x 0 “outro time de porto alegre” . O campeonato já estava decidido naquele momento, o gol tricolor abalou o time da beira do Guaíba que, 2 minutos mais tarde, ainda levaria outro gol em um contra-ataque mortal o ponta-direita Laci, dando números finais ao jogo e ao campeonato.

Se dera a tamanha importância deste título ao Grêmio, que direção e jogadores prometeram comemorar durante 100 anos esta conquista épica, que ficou marcado como o Gre-nal Farroupilha, e como a ultima partida de Eurico Lara pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

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domingo, 24 de fevereiro de 2008

A mística desta camisa

O começo um tanto quanto assustador, nos jogos de bento gonçalves, a desconfiança pairava o ar.
Será que o "novo" time do Grêmio não seria competitivo como os formados nos anos anteriores, será que a direção errou nas contratações?
Essas eram as perguntas de muitos que acompanhavam e temiam pelo futuro incerto do Grêmio neste ano de 2008. Em meio a turbulência de negociações ditas mal feitas, por boa parte da torcida, como o caso do zagueiro William, e da contratação de Victor, então goleiro rebaixado para série C com o Paulista de Jundiaí, surge um nome distante, que sequer vinha a mente dos torcedores gremistas. Sem especulação alguma, Roger, sim aquele mesmo que foi chamado de craque no fluminense e chinelinho no corinthians, chega ao Grêmio, com uma missão. Ser o camisa 10 da equipe.
O que parecia até então um ano ruim, começa a se tornar um ano tenebroso para os críticos mais oportunistas, que sequer esperam a estréia do mais novo contratado para começar a criticá-lo.
A estréia veio, e com ela uma atuação apenas discreta, sem brilho, mas dentro do esperado. Na seqüência, mesmo com o time armado errado, pelo então comandante Mancini, Roger consegue chamar a responsabilidade e mostrar um pouco do que sabe.
Mas foi preciso, a chegada de um novo técnico, Celso Roth, para que o então camisa 10 pudesse jogar a vontade, sem precisar marcar como um volante, mas cercando e dando o primeiro combate, jogando solto, ele chama a responsabilidade e faz sua melhor partida com a camisa tricolor. É um outro Roger, disposto a livrar-se da estirpe de "chinelinho" e subir a condição de craque, de camisa 10.
Alertei-os que vieram me dizer que esta contratação de Roger era um erro, disse a eles que o Grêmio tem camisa, e que está camisa tem história de fazer muitos até então "operários" a craques, e que não seria difícil, somente devolver o brilho a quem já nasceu com ele.


Matheus Sulis

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O carnaval

Ah o carnaval, jamais havia aproveitado este que é um dos símbolos do Brasil.
Não sei por qual motivo, mas esse tal de carnaval nunca tinha me animado a tal ponto de sair e festejar esta festa popular. Até que então, um convite foi feito, seria em Saquarema e com uma gurizada. Uma bela confusão, pensei na mesma hora, uma gurizada em uma casa, só poderia dar em bagunça e muitas coisas engraçadas.
Convite aceito, era hora de partir. No caminho para onde ficaríamos, acabei conhecendo o restante dos guris que ficariam conosco na casa, e as gurias que passariam as noites de carnaval em nossa companhia.
Passadas certas brigas na van, e algumas confusões típicas de viagens, o carnaval tinha tudo para ser muito bom, e melhor que isto, acabou superando todas expectativas, como esquecer de toda gurizada fazendo o brinde antes de toda noite começar, dos copos de whisky, das brigas seguidas de abraços, dos novos amigos feitos.
Como esquecer daquela que em todos dias eu briguei, que em todos dias quis me bater, que em todos dias sentiu raiva. E que hoje depois do carnaval veio a ser sua namorada. Como posso esquecer isto?
Como esquecer daqueles amigos que quando tu estás mal , te ajudam, seja com um abraço ou te carregando para casa.
Como não lembrar, da roda de carteado, dos churrascos feitos, e da louça que foi lavada.

ah o carnaval deixou muitas lembranças e muito mais que isso, alguém que é especial #)

ahh Porto Alegreee

Posso dizer que este nome combina muito bem com esta cidade, pelo menos é o que parece, quando passo as férias lá.
Somente de chegar a capital do Rio Grande do Sul, já me sinto renovado, uma sensação diferente, amigos que antes eram tão distantes, passam a estar tão perto. Todas as coisas deixadas para trás, agora voltam a tona, meses e mais meses a espera desta época, para ela passar tão rápida, mas muito intensamente.
Digamos que essas férias, mais foram de amizades antigas sendo fortalecidas, do que de novas amizades sendo feitas.
De Bento Gonçalves a Imbé, festas engraçadas, muitos tragos e centenas de histórias para se contar.
Assim foi o verão, principalmente os dez dias na praia, que estarão sempre na memória