sexta-feira, 6 de março de 2009

Sobre o mesmo.


O tempo passou. Já faz um ano que sou outro.

Nada a tira de minha memória. Meu coração ainda tem resquícios de uma antiga e, até então, duradoura paixão.

Relembro cada momento que tive com ela. Tenho hoje uma incrível sensação de paz, mas não que a tenha esquecido, longe disto.

Tomamos rumos diferentes, porém sei que ainda a carrego junto de mim. Não demoro a deitar e relembrar seu sorriso mais que envergonhado. Sua voz ainda é clara em minha mente. Seu cheiro ficou eternizado em mim, junto de tudo que passei com ela.

Hoje a tenho como uma lembrança, algo ainda forte em mim, mas que jamais terá um final feliz.

Sou consciente do amor platônico que sinto e que, querendo ou não, continuarei sentindo por muito tempo.

Meus exacerbados sentimentos são verdadeiros por ela. Tudo que disse ainda tem efeito. Nossa jura de amor eterno ainda é válida para este que vos escreve.

Minhas breves condolências a um coração partido e que dificilmente conhecerá um sentimento tão intenso quanto este que descrevi.


Matheus.

terça-feira, 3 de março de 2009

Sobre nada mais que a pura verdade.


Olá. Ainda não pratico toda essa simpatia que lhe demonstro aqui. Acho que já faz tempo que não conversamos de uma forma direta grande Ralf.

Veio lhe contar que não mudei como tu provavelmente esperavas. O inconstante Matheus agora se conhece.

Asseguro a ti que hoje sei quem sou. Sei que já lhe falei isso por repetidas vezes, mas o real enfim encontra o literal.

Dentro de minha cabeça milhões de coisas se passam. Confundo-me a cada instante, sou controverso ao tentar explicar o que sou, ou o que sinto.

Meus atos condizem totalmente com o que penso e faço tudo de caso pensado. Meu instinto não costuma falhar e mesmo que falhe, eu não dou meu braço a torcer. Sou convicto, isto tenho de admitir, porém às vezes estas convicções me fazem perder algumas amizades, não que eu as queira também.

Reconheço minha intensa falta de educação e com louvor digo que não me mudaria. Não sou o repugnante que muitos falam, nada mal ter esta estirpe.

Tenho poucos e bons amigos, pessoas das quais confio. Mantenho aqueles que não me apetecem, que me causam indiferença, por perto, podem ser úteis.

Acho que já falei demais de mim, esta não era a real intenção deste que vos escrevo. Sinto-me incrivelmente bem.

Queria por hora agradecer a alguém que me surpreendeu muito e continua me surpreendendo. Tenho imenso prazer em relatar o gosto e o sentimento de amizade por esta pessoa. A forma como conversamos, mesmo que por raras vezes parece ser sincera e isso me agrada.

Do auge dos meus 19, quase 20 anos, sinto que ganhei uma amiga, ou quem sabe uma irmã mais nova. Meu devaneio para por aqui.

Boa noite insubstituível Ralf!


Matheus.

domingo, 1 de março de 2009

Sobre uma confusão.


Forte anseio que me faz pecar. Pensamentos insanos, pensamentos que não queria ter.

Angustia que me consome aos poucos. Tamanho nervosismo que me assombra a cada piscar de olhos. Ferrenha ilusão que me acompanha a cada sonho delirante.

Está difícil lidar com toda essa insatisfação, com toda confusão de sentimentos e sensações que por hora me assombram.

Estou encantando, não estou apaixonado. Sou sozinho, mas não queria ser. Gosto de alguém que não me quer.

Gosto de mim mesmo, mas não de como venho agindo. Sou estranho, mas longe de achar isso um defeito.

Não me entendo e nem quero entender. Quero estar contigo e tu és a primeira em muito tempo que me fez dizer isso.

Matheus.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sobre a mais bela.


Estranha sensação que me consome. Anseio que domina meu pensamento, que faz meu peito palpitar de forma diferente.

Jamais imaginei a ver e sentir tudo que hoje passa pela minha cabeça. Tu que hoje domina e é senhora, dona de tudo que penso, de tudo que me faz delirar. Teu brando encanto, tua simpatia que me fascina, mesmo de longe, cada vez mais.

Não sei exatamente decifrar o que me passa. Meu fascínio pela tua beleza, pelo teu jeito já fora por vezes lhe dito. Sei que não sou o que gostas e que a ti não sou propício, mas insisto em relatar que algo em ti me deixa louco.

Eu não te amo desta forma. Eu tenho imenso carinho por ti. Tu soubeste me conquistar, tu és alguém que por muitas vezes eu desejei que estivesse comigo.

Que o melodrama fique para trás e que isso não se torne um carta pífia e ridiculamente romântica.


Um beijo eu lhe mando, contando a ti toda saudade que sinto, seja do teu cheiro, do teu sorriso, ou dos teus beijos.



Matheus.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sobre o desabafo.


Estou sem o antigo receio. Meus medos não são mais capazes de dominar meu cotidiano.

Largo meu imponderável destino nas mãos da sorte. Desisto de lutar contra algo que é incontrolável e que está por todo lado.

Meus cuidados ainda serão tomados, mas nada que vá reger minha breve e branda vida.

Declaro meu espanto por como tudo transcorre. A forma como o suposto caos domina tudo que está em nossa volta. Sinto-me por vezes ilhado a tantos fatos e situações trágicas que cada vez são mais constantes.

Olho para os lados e posso até fingir não ver o que me rodeia. Meus olhos, cada vez mais treinados, só enxergam coisas que me atingem diretamente. Paro para pensar por horas e continuo sem entender o descaso de muitos, a forma como fingem estar tudo bem.

Somos e vivemos em um mundo hipócrita, no qual o real só vem à mídia quando algo, ou alguém importante foi atingido.

Não estou relatando intensa revolta só quanto à violência e desigualdade social, mas sim quanto a uma seqüência de fatos que não revela um futuro tão promissor a mim mesmo e a gerações futuras.

Parece de interesse governamental que nada se arrume e que tudo se mantenha no caos, causando risco a todos que supostamente foram seus eleitores.

Tenho breve desvio a linha de teorias conspiratórias e muitas delas revelam a mim que não é de interesse maior que tudo esteja em perfeita harmonia.

O poder que pode resolver, mudar muitas coisas é o mesmo que corrompe a maioria dos encarregados a tais mudanças.

Fica meu desabafo, a forma como tenho para relatar o desprezo e a normalidade como a violência, desigualdade e até a famigerada revolta contra o governo.

Matheus.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Talvez tenha acabado.


Ainda é noite. O escuro predomina o brando céu pouco estrelado. Meus olhos quase se fecham, estão pequenos, adaptados a continua escuridão.

A solidão não me é estranha. O peculiar humor que tenho varia à medida que a noite chega.

Não me conforta o fato de ser livre. Estou cansado, insosso a esta situação que não me é agradável.

Não sei como resolver e sequer sei qual a solução para isto que me afeta. Quero o algo mais, o que ainda não me é conhecido, ou o que talvez possa estar escondido dentro de minhas próprias memórias.

Minha patologia me joga ao relento, ao estranho. Tenho certo receio pelo normal, pelo casual e talvez correto.

Não me retrato de forma correta. Sou péssimo em descrições, talvez até relate de forma equivocada tais fatos.

Não sou assim, não consigo me enxergar assim. Tenho empatia por mistérios, por exageros e perseguições. Já fui taxado de algumas coisas das quais não fazem nenhum sentido.

Meu exagero me torna refém de uma imagem que não é a minha, que não quero ter.

Talvez deva mudar, talvez já tenha mudado. Não mais estou presente, não este que por tanto tempo os enganou.

Matheus.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sobre mais uma vez.


Eu não me sentia mais assim. Já fazia tempo que isso não se fazia presente em mim. Estou novamente sob algum encanto, estranho encanto que me conduz a chatice e ao romantismo.

Declamo os poemas a ti com extrema facilidade, tal como eles surgem em minha cabeça para expressar o que tu tem significado para mim.

Por vezes tenho total consciência de que isso me prejudica, todo esse sentimento que não sei explicar, e passo por chato, desesperado.

Realmente não sei como a ti vou conseguir demonstrar o que sinto. Sou desajeitado, longe de ser um romântico bem sucedido. Queria lhe dizer que tudo que tento fazer, seja algo escrito, ou um bombom barato e nada criativo, é para demonstrar que tu és importante demais a mim.

Eu estou surpreso pela forma como as coisas vem andando, pela forma como gosto de ti e como isso cresce a cada dia. Como a saudade que tenho de ti e como quero saná-la rapidamente.

Queria te surpreender, te conquistar como tu me conquistaste. Eu sou um bobo, implicante e que não sabe nem lhe chamar de um apelido carinhoso, que não seja de mangol.

Digo a ti pela segunda vez, talvez sem a figura de linguagem de um poema, que estou apaixonado por ti e daria tudo para que essa condição fosse recíproca.


Matheus.