
Devo estar sem criatividade e não tiro a razão. Devo ter sufocado minha forma de escrever em algum lugar, pois ela simplesmente desapareceu. Perdi meu hábito, desfiz uma rotina antes tão prazerosa e boa.
Por linhas e entrelinhas tentarei sucumbir meu ódio por estes fatos a uma nova história, mas, provável, do mesmo amor.
Muitos pensam me conhecer, mas a verdade é que eles pouco sabem. Julgam-me por coisas que sequer conhecem, ou por palavras e suas formas variadas de interpretações. Sou, é verdade, uma pessoa eloqüente e poucos têm a chance de realmente saber quem se esconde por detrás desta máscara.
Meu coração por vezes me entrega, ele é constante e eu o conheço como ninguém.
Somos um só, sentimos e processamos a mesma coisa, por mais que eu diga o contrário em algumas ocasiões.
Dizem que sou louco, aliás, até eu às vezes penso ser. Mas a verdade é que eles, estes que me condenam, jamais viveram a loucura de uma paixão.
Ainda sigo meus instintos, sou completamente controlado por eles. Sou fechado, recluso e pouco acessível, é verdade não dou muito espaço aos que não conheço, ou que não quero conhecer.
Tenho um complexo infinitamente estranho quanto a intimidades. Por hoje eu fico por aqui e quem sabe na próxima eu volte ao melodrama.
Matheus.






