terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sobre sonhar.


Eu sonhei, por mais uma vez. Ainda em transe pude enxergar teu belo rosto. Pude ver por mais uma vez teu belo olhar, este que jamais sairá de minha memória.

Por entre sorrisos alcancei minha felicidade, mesmo que inconsciente, longe da realidade. Meu peito parece se abrir de novo, e novamente por ti, só por ti.

Tu que me conquista todos os dias. És tu, com teu jeito querido, que vem me deixando mais apaixonado, louco de um amor sublime que me faz sonhar e querer isto sempre.

Hoje eu te escrevo de peito aberto, contando nos dedos os dias e as horas para te ver, te abraçar e descobrir que tudo isso é verdade.

Eu te amo e te digo do fundo de meu coração, por vezes desaparecido, que tu és minha, só minha. Entre meus lapsos de sensatez e delírios noturnos, eu, me entrego ao sono.

Adormeço de novo, mas com a certeza que tudo dará certo, que segurarei na tua mão mais uma vez e juntos continuaremos, tal qual meu conto de fadas.



Matheus.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sobre Explodir.


Sinto-me pesado. A raiva parece pairar sobre mim, sobre tudo que penso. Respiro fundo, algo não me faz bem, não hoje.

Meus receios parecem voltar, tirando minha tranqüilidade. A dor em meu ego é grande, quase insuportável. Meu humor varia a cada sensação e pensamento que tenho.

Expludo em um grito sem voz, em um choro sem lágrimas e em uma raiva sem precedentes.

Canso-me, perco meu último suspiro de glória, desisto de lutar uma batalha já perdida e somente fantasiada em minha mente.


Até breve e a um novo capítulo.


Matheus.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sobre ficar assim.


Já é tarde, eu sei, mas não tenho sono. Pego-me pensando, recordando de fatos que me deixam feliz, sem algum motivo prévio, ao menos não aparente.

Estou cá, em meu canto, meu doce lar e recanto de minha escrita, por vezes, insana. Minha saudade é imensa e meu coração palpita como nunca, ou talvez como sempre se tratando dela.

Meu sorriso parece leve, juro que não sei o que me faz rir, mas também sequer me importo de não saber. Jogo ao vento tudo que senti e continuo sentindo, dou graças ao destino, a tudo e a todos pelo que ainda mantém isto vivo, cada vez mais pulsante.

O tempo já não é mais meu inimigo, não hoje. Meus pesares começam a desaparecer ao raiar do sol, no começo de um novo dia.

Até breve e com um beijo lhe espero.


Matheus.

sábado, 17 de julho de 2010

Sobre a minha felicidade.


Hoje eu vos escrevo feliz, por mais estranho que isso possa parecer. Meu comodismo pela tristeza se fora e devo admitir minha falta de jeito em descrever tal felicidade.

É verdade, pensei, mas ainda não cheguei a uma conclusão primária de como transcreverei tal sentimento aqui, agora para os que ainda teimam em ler tais devaneios.

Meu sorriso está estampado, sincero devo dizer. Meus olhos ainda te enxergam em todos os lugares, devo admitir que eu realmente amo isto.

O fardo não me é mais doloroso, muito pelo contrário. Sinto-me bem, um pouco estranho em falar, falar e sequer chegar aos pés do que tento lhes passar. Meu coração bate forte, convicto de sua escolha, a verdade é que eu sempre tive certeza disto.

O para sempre parece se tornar tão casual, não mais utopia, ou uma mera brincadeira de criança. Meu conto de fadas já tem seu final feliz todo desenhado e pasmem, não fui eu que o fiz.

Despeço-me decepcionado com minha falta de habilidade, mas com uma alegria imensa, radiante que por hora me faz chorar, lágrimas da mais branda e pura paixão.


Matheus.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sobre a minha alma.


Devo estar sem criatividade e não tiro a razão. Devo ter sufocado minha forma de escrever em algum lugar, pois ela simplesmente desapareceu. Perdi meu hábito, desfiz uma rotina antes tão prazerosa e boa.

Por linhas e entrelinhas tentarei sucumbir meu ódio por estes fatos a uma nova história, mas, provável, do mesmo amor.

Muitos pensam me conhecer, mas a verdade é que eles pouco sabem. Julgam-me por coisas que sequer conhecem, ou por palavras e suas formas variadas de interpretações. Sou, é verdade, uma pessoa eloqüente e poucos têm a chance de realmente saber quem se esconde por detrás desta máscara.

Meu coração por vezes me entrega, ele é constante e eu o conheço como ninguém.

Somos um só, sentimos e processamos a mesma coisa, por mais que eu diga o contrário em algumas ocasiões.

Dizem que sou louco, aliás, até eu às vezes penso ser. Mas a verdade é que eles, estes que me condenam, jamais viveram a loucura de uma paixão.

Ainda sigo meus instintos, sou completamente controlado por eles. Sou fechado, recluso e pouco acessível, é verdade não dou muito espaço aos que não conheço, ou que não quero conhecer.

Tenho um complexo infinitamente estranho quanto a intimidades. Por hoje eu fico por aqui e quem sabe na próxima eu volte ao melodrama.


Matheus.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sobre uma sensação.


É tarde, já adentrei a madrugada, mas curiosamente não sinto sono algum. Meus olhos teimam em continuar abertos, mesmo quando que quero me desligar de tudo, ao menos por um instante, ou talvez algumas horas.

Sei, eu sei o que me causa, ou o que sou e talvez isso tire o meu sono. Meu constante humor rabugento e por vezes mais que grosseiro, agora, parece mudar um pouco.

Sinto-me diferente, algo dentro de mim parece me proporcionar momentos de incrível tranqüilidade, ou risadas sem algum motivo aparente. Solto meu grito preso, minha voz até então enfraquecida e descubro alguma paz, de espírito talvez.

Meu momento é estranho, não sei se isso é bom, ou o que me proporcionará, mas talvez, eu, saiba de onde isso surgiu e isso realmente me agrada.

Sem mais delongas vou ao encontro de meu cobertor, enrolar meus cabelos, já não tão longos, para redescobrir o sono que em alguma parte perdi.



Matheus.

sábado, 5 de junho de 2010

Sobre a minha carta.


Olá, sim sou eu mais uma vez. Já faz tempo que não dirijo a palavra a ti, ou sequer menciono teu nome, mas acho que enfim chegou à hora.

Não sei se sabes, ou não, que vou me mudar e voltar aos pagos que tanto gosto.

Também não sei o motivo para te escrever isto, mesmo sabendo que tu não te importas, ou faz pouco caso do que penso e sinto.

Venho mais uma vez te pedir desculpas, mil delas se for possível.

Jamais quis te chatear, ser algo inconveniente na tua vida.

Queria que tu soubesses que um dia gostei de ti, mesmo que isso não tenha sido recíproco. Fui um bobo apaixonado e por um período pequeno fui uma das pessoas mais felizes, só por estar ao teu lado.

Sei que tudo acabou e me contive, tentei me afastar, mesmo que escrevendo textos que a ti seriam endereçados.

Jamais tornei a falar contigo, seja por vergonha, ou tentando evitar uma situação um tanto constrangedora.

Contudo ainda continuo a te admirar e sigo bobo por um sorriso que me marcou.

Uma vez te agradeci pelo que tu me mostraste e pelo que tu revelaste em mim. Hoje te agradeço novamente. Consegui descobrir algo que não era visível e ainda conheci minha primeira paixão, aquela que ainda por fotos mexe comigo, faz com que perca algumas reações.

Não sabes a felicidade que tive ao ver aquela camisa tão especial em alguém que gosto tanto.

Fico sem palavras e até bobo de pensar que ainda tens algo que lhe dei com tanto carinho.

Despeço-me de ti por esta carta, um tanto quanto tosca.

Queria que tu soubesses que ainda és querida por mim e que um dia ainda espero ser teu amigo.

Um beijão e que tudo de bom aconteça para ti.


Matheus.