quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sobre pensamentos da madrugada gélida.


O sono parece atrapalhar o que penso. Tenho dificuldade em relatar, a esta altura da madrugada, tudo o que quero. A hora é propicia para reflexões, porém não faço uso desta filosofia, não hoje.
Estou entregue a nostalgia do passar dos anos. Relembro tudo que fora passado em minha vida, fatos marcantes, ou não.
As férias sempre oportunas pelas bandas do Rio Grande enriquecem a minha memória.
Por hora sinto não estar totalmente desligado da minha antiga vida. É verdade que não quero esquecer o que fora bom, porém não posso viver na completa sombra de momentos passados.
A nostalgia me traz a mente pensamentos. Quem eu era a alguns anos atrás e quem serei daqui a alguns anos. São perguntas que vem a tona.
Por longo tempo me senti sem sentido nesta nova vida, não que hoje tenha, no entanto é mais que verdade que achei um hobby a seguir.
A escrita que mantém minha mente ocupada me faz refletir. Penso por horas no que deveria fazer, seja nas atitudes errôneas ou nas mudanças acarretadas por tais erros.
Não sinto errar quanto ao modo como trato as pessoas. Respeito suas privacidades, porém se a mim tu incomodar, podes ter certeza que o troco será dado.
Sigo a filosofia de que a internet é um dos males que veio para o bem. A forma, muitas vezes errada, como é usada é que acarreta tamanhos males.
A banalização dos verbos é clara em sites de relacionamento e conversas virtuais. O verbo amar, que tantas vezes fora dito com tanto custo, hoje é sinônimo de boa noite, ou de “como tu é legal”. Mas isso é assunto para outro texto.
Voltando ao assunto principal. Dificilmente irás me ver chamando alguém que não tenho intimidade por apelidos. Não consigo e sequer sinto-me a vontade para banalizar este que vos cito.
Se ficar na tua, sem alarde e querendo aparecer, é fato que sequer pronunciar-me-ei contra a tua pessoa, e não a julgarei antes da primeira conversa.
Por hora o manual de como me agradar na primeira vez é este. E é claro que existem as exceções, para os dois lados.
Ralf, eu acho que tu nunca agradaste a todos, mais que isso, tu causastes aversão. Gosto desta forma como tu foste, indiferente aos que não gostavam de ti.
Matheus.

Sobre o mistério.

O que sinto ainda é um mistério indecifrável, até este momento ao menos.
Não encontro forma de descobrir meus sentimentos, já sequer sei se algum dia foram reais.
Retratei tantas vezes o amor solitário, que até acho ter incorporado este dito estado de espírito. Tamanha proximidade entre amor e ódio me confunde. Por hora pareço só querer relembrar as belas lembranças, para alguns minutos depois revelar o mais amargo lado do rancor deixado.
Gosto de pensar que um dia fiz tudo pela dita paixão. O gelo tão bem feito por mim, fora quebrado em pouco tempo por uma desconhecida.
O revelar da paixão mudou meu jeito de ser, não mudei a forma de agir, apenas aprimorei minhas atitudes. Diria que evolui e junto comigo minha personalidade aprendera a se comportar perante a algumas situações.
O forte sentimento que quebrara a barreira intransponível que eu havia feito, também acabara destroçando o não mais gélido coração deste que vos fala.
A confusão que causastes é grande e sequer sei como continuar este texto, visto que a cada momento enxergo pontos de vista diferentes.
Achei realmente ter encontrado a garota dos meus sonhos, não há mais perfeita para mim. Que garota poderia desafiar a própria lógica e fazer alguém alheio a sentimentos, em um apaixonado convicto.
Não fora a toa que as brigas revelaram algo maior que o ódio tão citado. A infinita raiva que senti e sinto até hoje, pode ser fruto da solidão, do sentimento de que não sou correspondido. Os fatos mostram que não sou de muitas palavras quanto a este sentimento, porém me pego toda hora a desmentir que sou sentimental.
A angustia que me tomara, já não faz parte do ambiente e agora é quase nula. Canalizo a raiva em paixão e paixão exacerbada em raiva. Faço o rodízio até descobrir qual sentimento realmente sinto. Não sei se fui claro, porém não me importo também.
Os gestos que faço condizem com minha personalidade e isso não mudará por um sentimento, seja passageiro ou não. Minhas atitudes independem dos meus sentimentos, serei Matheus sendo amoroso (éca), ou serei Matheus sendo rancoroso.
O amor que me toma é afogado na decepção, na falta de respeito. Porém sobrevive ao fato da esperança, apesar de nula, existir. Por mais que faça força para me livrar desta inconstância, não sei se realmente quero isto. Gosto de alternar momentos de completo desprezo para com todos, ou de total amor para com uma só.
Depressivo, ou muito alegre. Chamo-me Matheus e hoje só estou a fim de conversar contigo Ralf.
Matheus.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Sobre valorizar os dias.


O dia começa bem e a suprema diversão do lado infantil vem à tona. As brincadeiras no parque de diversão são ainda engraçadas e até conseguem entreter quem não quer crescer.
A companhia agradável faz esquecer as fortes decepções que tive e que sinto até hoje.
Como podem perceber, não sofro de amor, porém não nego que o abatimento por hora é grande.
As convicções que tinha, foram mudadas e não lamento ter amadurecido. Sinto gosto em relembrar a infância e o tempo que eu não me preocupava em gostar de alguém.
A constante rotina fora substituída e me agrada o fato de não me achar mais previsível ao extremo. Os dias dormidos fora de casa serviram para me distrair e mostrar a simples felicidade em uma roda de amigos, felicidade esta que já conhecia, porém que fazia tempo não lembrar tão bem, como nos últimos dias.
Como vos sabem, eu gosto é de encher o saco e isso me agrada pelo simples motivo de ter meu mérito reconhecido a cada confusão causada.
Reitero isto aos amigos a cada encontro e faço prevalecer o instinto implicante compulsivo.
É Ralf, sinto estar voltando e que a inconstância não tome conta de mim.
Matheus.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Sobre uma visão diferente.


Quase perdi o velho costume. Aproveito meu ultimo dia de férias com maratona de jogos de videogame.
Não me sinto sozinho e muito menos triste. Estou feliz em saber que tenho textos de certa forma reconhecidos.
Comecei escrevendo para ti e venho terminando nestes longos meses, escrevendo sobre mim e sobre minha dita personalidade.
Falei de tudo que gosto e de tudo que senti, me apresentei sobre diversas perspectivas e agora penso em falar sobre temas atuais. Posso estar perdendo o foco inicial, porém não tenho muita criatividade para tentar reescrever sentimentos antigos.
Tenho tudo guardado dentro de mim. As minhas decepções e as boas lembranças, tudo guardado no seu devido lugar. Serão usados no tempo certo e na circunstância correta. Guardo ainda algo de sentimentalismo, algo que me faça sentir humano. Sentimentos que provem que não fui totalmente alheio a paixão e que um dia eu já gostei de alguém.
Por hora tenho que dizer que estou frio e que dificilmente algo me mudará. Sempre soube que não eram as palavras bonitas que reconquistariam o céu que eu perdi, porém elas aliviaram meu sentimento de culpa ao compartilhar contigo amigo Ralf.
Ralf, estamos juntos nessa empreitada e buscamos reconhecimento. Se a paixão não fora totalmente diluída em ódio, que ao menos sirva para me inspirar mais uma vez.
Matheus.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Sobre a loucura.


Alheio ao mundo, escutando musicas e pensando no que escrever. Hoje não estou muito bem. Sinto forte sensação ao peito, parecida com angustia, porém creio não ser psicológica.
Não gosto de pensar que não tenho controle total sob meu corpo e que estou sujeito a imprevistos quanto a ele. Aprendi a mexer a orelha, tremer as pálpebras e movimentar o nariz, quem sabe seja alguma evolução quanto a controlar meu corpo. Tomo como estimulo, é bizarro, porém faço uso do mesmo pensamento de controlar sentimentos.
Tenho lapsos de sentimentalismo. Loucura que pondera sobre mim nem sempre é total e por vezes dá espaço para outros sentimentos se manifestarem.
Não sei o que quero. As duvidas tomam conta de mim, a grande confiança que passava já some em volto à nebulosa decisão do que fazer.
A escrita que prático parece até me aliviar, porém não fica claro o quão isso é verdade. Minto em dizer que desabafei e por mais que finja conversar com Ralf, sei que não sou compreendido.
Incompreensão, palavra bonita e que tento atribuir a minhas qualidades. Posso parecer meio esquizofrênico e até tento passar esta imagem, quando digo ter duas personalidades, ou ter ideais excêntricos.
Tenho extrema afeição pela loucura em sua forma pura. Atos infames e surpresas são coisas que me agradam. O pensar de um louco me intriga e não sei qual a definição exata para dizer quem alguém vive na loucura do pensamento.
Os ideais até então bem traçados, parecem sucumbir a novas projeções, e idéias até então inesperadas agora são brilhantes. Os momentos raros de lucidez podem demonstrar a genialidade e a falta de afeição por algo que não seja seu grande objetivo.
Tudo bem delineado, traçado e que em instantes viram improvisos mais que perfeitos. Porém sempre com a marca do objetivo inalterado.
Grande Ralf, eu queria ter um momento de loucura para quem sabe ter genialidade suficiente para entrar nesta galeria seleta, da qual tu sempre fizeste parte.
Conheci o verbo amar, suas banalizações me fizeram o canalizar para o rancor e não me arrependo de tal decisão. Já soube o que queria, porém em um segundo apaguei tudo e busco novas respostas.
Sou desapegado e não cativo à simpatia. Timidez não é problema, porém não gosto de quem fala sem ser perguntado. Observo com cuidado e já consegui decifrar personalidades assim. Sei quem posso manipular e quem está ao meu lado. Resta saber se sou capaz de viver na sensatez por mais de um dia inteiro.
Matheus.

domingo, 27 de julho de 2008

Sobre o que jamais será constante.


É sábado a noite Ralf, e por mais uma vez fico em casa. Apesar da bebida que fiz não me sinto bêbado. Tento procurar temas que ainda não explorei para escrever, porém a falta de criatividade me assola neste exato momento.
Escrevo um conto fictício onde a personagem principal é uma amiga que gosto muito. O fato de ser ficção não importa, quando tento me inspirar na personalidade da minha amiga para fazer a personalidade da personagem. Os atos que invento sequer condizem com sua forma de agir e não passam de mero acaso na ficção que invento.
Eu não entendo o fato de já não me conhecer. Sou mais que inconstante, visto que esses ao menos sabem o que sentir. Ainda não decifrei meus sentimentos.
A risada de canto de boca, com tom irônico a cada tentativa de parecer sarcástico me toma e já me sinto bem melhor. Por hora a solidão me assolou, não por estar sozinho quanto a relacionamentos, mas sim por não fazer uso do final de semana.
Careço de afeição, porém exacerbo meus sentimentos por uma pessoa só. São coisas misturadas, impossíveis de ser decifradas, mas que causam temor e rancor.
As 15 linhas escritas não passam nada do que queria escrever. Estou sóbrio, porém queria estar bêbado a ponto de revelar tudo que jamais revelei. Não agüento mais tal forma de viver. Quero sair desta monótona e já dissimulada vida que tenho. Finjo estar bem quando realmente só queria fugir. Fico feliz aos goles alcoólicos sem sequer ter motivos de felicidade. Converso sobre os mesmos assuntos e me gabo por coisas passadas, que sei ser incapaz de repetir.
Ainda me chamo Matheus e queria ser como sempre fui. As palavras malditas que profano até fazem sentido e me renderam apelidos. O que me deixa feliz é saber que muitos sabem de minha capacidade e ainda colho os louros da vitória.
As partes filosóficas estão em abundância, porém prefiro simplificar. Se a naturalidade no agir não vem tão cedo, parto para as atitudes tomadas por força do hábito. Não nego minhas origens e nada do que fiz anteriormente. Mudei a forma de pensar, mudei o jeito de ser, porém não pensem que isso é para sempre. A inconstância é constante, por pior que seja o trocadilho. Como vocês podem ver eu sou antipático e irônico até com o que falo e sinto.
Dissimulado, com olhar cabisbaixo e quase fechado. É assim que ficarei alheio a tudo e a todos que não me importam. Pareço indiferente, mais que isso. Sinto-me indiferente e isso já é verdade, de tanto que falei a mim mesmo.
Falta pouco para voltar a me conhecer, porém muito para terminar de formar minhas convicções e meus pensamentos.
Não queira me conhecer, não valho a pena e a beleza que não existe, não compensa a chatice mórbida de alguém que muitos pensam ser depressivo.
Matheus.

sábado, 26 de julho de 2008

Sobre a felicidade.


A escrita libera o lado sonhador de um apaixonado pela noite. Entre bocejos seguidos do piscar mais que sonolento dos olhos, consigo tirar idéias para manter um desafio.
Queria saber definir a felicidade que tenho a cada fim de noite. Como eis de mensurar algo que sequer é padronizado. A felicidade é vista por várias formas e por diversos ângulos pelas mais diversas pessoas.
Ao beber uma dose de Vodka, ou uma lata de cerveja sinto uma dita felicidade, não comparável a felicidade que já tive em alguns outros momentos. Isto não significa que não seja felicidade, apenas que existem varias formas de perceber um sentimento que aparece até nas horas mais tristes. Basta querer e se consegue enxergar algo que lhe deixe feliz, até nas coisas mais banais e simples.
A tristeza já não me aflige mais, isso se algum dia ela me atingiu. Gosto de passar a imagem de pessimista e até exacerbar meus sentimentos. Parecem a flor da pele, porém a tristeza passada sequer existiu. O sentimento de lembrança era algo vivo, no entanto, nada que viesse a causar a tristeza.
Fico feliz, lisonjeado em saber que pessoas visitam meu amigo Ralf. Apesar de saber que muitas o fazem por indicação minha, tento acreditar que ao menos gostam dos ditos escritos da madrugada.
A brisa da praia parece chegar a minha janela e a bela lua de noites anteriores sumiu em volto às nuvens pesadas. A madrugada que chega silenciosa é igual em todos os dias. Os costumes e hábitos são os mesmos há alguns meses. As músicas repetem no meu ouvido e tento fazer algo novo me baseando no passado.
Costumo ser engraçado pessoalmente, mas não consigo passar isto para ti amigo Ralf. As caretas feitas e a entonação de voz para fazer situações engraçadas não são possíveis ser transgredidas para ti por esta forma, e acabo passando por depressivo. Saiba Ralf que muitos me chamam de palhaço, não que isso seja mérito, ao menos eu penso ser, que seja. Eu ainda tentarei passar para ti algumas situações engraçadas e algumas ditas histórias que tenho.
Gosto do sarcasmo inteligente e até faço uso, porém sou adepto da idiotice e da falta das ditas papas na língua. Por hora até sai do meu estado emocional crônico para voltar e lembrar recentes histórias dos xingamentos compulsivos, e das verdades embutidas nas brincadeiras.
É de fato verdade que gosto de receber elogios pelos textos que carrego em sentimentos. Deixam-me feliz em falar que sei escrever, porém gosto mais de tentar falar como sou chato, impulsivo e idiota, até para alertar futuras pessoas sobre minhas maiores qualidades.
Estar agradando e ser agradado me faz bem, mas prefiro realmente ser autêntico e sequer ser notado perante os olhos dos que a mim não fazem diferença. Um “paratiqueto” às vezes é necessário para botar algumas pessoas em seus devidos lugar e até para levantar a sua moral, para com seus amigos e para consigo mesmo.
Matheus.