terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sobre um novo vazio.


Minha casa está abandonada, jogada as moscas. Meu lar, recanto de meu antigo lamurio está assim por culpa minha, de meu esquecimento, da minha falta de criatividade e ausência suprema de sentimentos.

Sinto-me de novo assim, só em meu estado de ser. Vazio de uma forma já sentida, já relatada e que por vezes me apetece.

Não tenho sensações e sinto ter esquecido meu coração em outro lugar, desconhecido até então.

Meu peito não pulsa mais, parece cheio de si, um pouco eloqüente, mas sem emoção, sem a vida que tantas vezes o caracterizou.

Meu semblante é calmo, alheio ao que acontece, alheio a vida, ou a falta dela que pondera em meu vazio, por vezes sombrio.

O sangue parece congelar em minhas veias, antes tão incandescentes. Meus olhos não fitam mais o além, ou infinito. Sinto desprezo por meus pequenos olhos, olhar de indiferença, da mais pura falta do saber, do sentir.

Estou vazio, isso deve bastar de descrição.



Matheus.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sobre sussurrar.


Eu escrevo, na madrugada, como sempre. Eu penso, mais uma vez, em nós dois. Eu fico, de novo, só em meu leito.

Ainda por estas mesmas linhas me remeto ao saudosismo, relembro cada palavra, gesto, ou atitude para abrir um sorriso, ainda tímido que seja.

Sussurro por minha alma as palavras que tanto tentei lhe falar, mas que por vergonha, ou ocasião não foram ditas. Abro meu coração para te mostrar que não sou mais um, sou teu, aquele que te ama e não consegue mensurar isto.

Minhas lágrimas secaram, já não escorrem mais. Meus olhos se fecham e começo a fantasiar o sonho, nosso futuro já escrito.

Minhas mãos estão livres, sem nada a prendê-las. Meu coração bate, invariavelmente por ti, só por ti.

Dona de todos meus sentimentos e suas variações. Minha frieza se esvaece em mais uma dose do meu sentimentalismo dedicado a tua pessoa.

Com amor,


Matheus.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sobre o longo tempo.


É verdade, faz tempo que não apareço por aqui, mas hoje volto ao meu lar, meu recinto secreto e querido.

Meu coração ainda descansa na mais sublime paz e meus pensamentos continuam voando pelo mundo do faz de conta.

Meus olhos estão abertos, mais que nunca, para perceber que não sonho mais, mas vivo a intensa realidade de um amor mais que consolidado.

Meus sentimentos parecem aflorar perto de ti. Meu coração de gelo começa a derreter e me torno completamente indefeso, sem armas contra este sentimento tão puro que me domina.

Minhas mãos procuram as tuas e as encontram de novo. Meus olhos fitam teu lindo rosto, como se eu quisesse guardar este momento para sempre, todo o sempre.

Ainda assim, neste encanto, eu digo que estou bem, melhor do que nunca e com um coração curado, esperando só o próximo abraço.


Matheus.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sobre sonhar.


Eu sonhei, por mais uma vez. Ainda em transe pude enxergar teu belo rosto. Pude ver por mais uma vez teu belo olhar, este que jamais sairá de minha memória.

Por entre sorrisos alcancei minha felicidade, mesmo que inconsciente, longe da realidade. Meu peito parece se abrir de novo, e novamente por ti, só por ti.

Tu que me conquista todos os dias. És tu, com teu jeito querido, que vem me deixando mais apaixonado, louco de um amor sublime que me faz sonhar e querer isto sempre.

Hoje eu te escrevo de peito aberto, contando nos dedos os dias e as horas para te ver, te abraçar e descobrir que tudo isso é verdade.

Eu te amo e te digo do fundo de meu coração, por vezes desaparecido, que tu és minha, só minha. Entre meus lapsos de sensatez e delírios noturnos, eu, me entrego ao sono.

Adormeço de novo, mas com a certeza que tudo dará certo, que segurarei na tua mão mais uma vez e juntos continuaremos, tal qual meu conto de fadas.



Matheus.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sobre Explodir.


Sinto-me pesado. A raiva parece pairar sobre mim, sobre tudo que penso. Respiro fundo, algo não me faz bem, não hoje.

Meus receios parecem voltar, tirando minha tranqüilidade. A dor em meu ego é grande, quase insuportável. Meu humor varia a cada sensação e pensamento que tenho.

Expludo em um grito sem voz, em um choro sem lágrimas e em uma raiva sem precedentes.

Canso-me, perco meu último suspiro de glória, desisto de lutar uma batalha já perdida e somente fantasiada em minha mente.


Até breve e a um novo capítulo.


Matheus.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sobre ficar assim.


Já é tarde, eu sei, mas não tenho sono. Pego-me pensando, recordando de fatos que me deixam feliz, sem algum motivo prévio, ao menos não aparente.

Estou cá, em meu canto, meu doce lar e recanto de minha escrita, por vezes, insana. Minha saudade é imensa e meu coração palpita como nunca, ou talvez como sempre se tratando dela.

Meu sorriso parece leve, juro que não sei o que me faz rir, mas também sequer me importo de não saber. Jogo ao vento tudo que senti e continuo sentindo, dou graças ao destino, a tudo e a todos pelo que ainda mantém isto vivo, cada vez mais pulsante.

O tempo já não é mais meu inimigo, não hoje. Meus pesares começam a desaparecer ao raiar do sol, no começo de um novo dia.

Até breve e com um beijo lhe espero.


Matheus.

sábado, 17 de julho de 2010

Sobre a minha felicidade.


Hoje eu vos escrevo feliz, por mais estranho que isso possa parecer. Meu comodismo pela tristeza se fora e devo admitir minha falta de jeito em descrever tal felicidade.

É verdade, pensei, mas ainda não cheguei a uma conclusão primária de como transcreverei tal sentimento aqui, agora para os que ainda teimam em ler tais devaneios.

Meu sorriso está estampado, sincero devo dizer. Meus olhos ainda te enxergam em todos os lugares, devo admitir que eu realmente amo isto.

O fardo não me é mais doloroso, muito pelo contrário. Sinto-me bem, um pouco estranho em falar, falar e sequer chegar aos pés do que tento lhes passar. Meu coração bate forte, convicto de sua escolha, a verdade é que eu sempre tive certeza disto.

O para sempre parece se tornar tão casual, não mais utopia, ou uma mera brincadeira de criança. Meu conto de fadas já tem seu final feliz todo desenhado e pasmem, não fui eu que o fiz.

Despeço-me decepcionado com minha falta de habilidade, mas com uma alegria imensa, radiante que por hora me faz chorar, lágrimas da mais branda e pura paixão.


Matheus.