segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sobre a (RE) volta.


Eu sumi, me perdi e talvez ainda esteja tentando me achar. Julguei necessário, joguei fora paradigmas e tentei me remodelar. 

Talvez isso não tenha dado certo, mas por algum tempo pude me manter diferente, ou quem sabe apenas me achando assim. 

O tempo fora longo. Os meses se passaram, voaram junto das estações, dos amores, sentimentos e do vazio. 

Cá estou, em uma (RE)volta, assim dizendo, querendo compartilhar, escrever e desabafar, como um dia já fora feito.

Começo igual, meus cabelos continuam sendo um alvo fácil e castigados são um bom estimulo a esta volta de rotina.

Sinto-me vazio, por enquanto sem um objetivo, e sinto-lhes dizer que isso no momento me basta. Não procuro a felicidade, ou sequer sei meus sonhos para correr atrás.

 Acostumei-me com a minha figura, sem expressão, sem dor ou alegria. Sinto-me frio, extremamente gelado e andando por um universo onde pareço um mero espectador. Sinto-me melhor, confiança, auto-estima, e meu humor segue o mesmo, variável como sempre.

Tenho certa empatia pela intriga, pelo orgulho e uma boa briga, talvez essas sejam as características que mais gosto em mim.

Sem a mesma desenvoltura sigo para o fim, que não seja derradeiro, como o ultimo escrito.


Matheus.                

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sobre um esboço.

Eu sou invisível, ou assim me sinto. Talvez eu não exista, seja apenas ilusão, ou uma criação de mais uma fábula de amor.

Estou aqui, sem ninguém, sem luz, ou esperança. Nada vejo, além da escuridão que parece cercar a minha volta.

Estou em todo lugar, mas ninguém parece querer me encontrar. Sou meu próprio buraco negro, por vezes perdido e sem reação.

Sinto-me literário, um personagem, porém sem uma história, pulando diretamente para o fim, talvez o meu próprio.


Sem mais delongas por hoje.


Matheus.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sobre uma mesma recaída.


Hoje eu escrevo relembrando o que senti e falei.

A angustia toma conta de mim, dos meus pensamentos e principalmente de meu peito.

Volto a sentir palpitações fora de ritmo, comandadas pela raiva, fúria e por vezes por um tom sarcástico, fazendo paródia de meu próprio ser.

Fecho meus olhos e tento destruir o que me consome, é fato que não tenho sucesso em minha jornada. Meus dedos arrancam cada fio de cabelo quebradiço.

Eu te amei e do fundo do meu coração eu te digo isto. Eu simplesmente sou apaixonado por tudo que te cerca, pelo teu sorriso e olhar.

Meu humor se vira contra mim, sem sorrisos sinceros, ou um olhar de calma. Meu breve sofrimento se chama recaída e como todas as outras há de ter fim, tal como eu, ou como o nosso amor.




Matheus.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sobre uma certa paz.


Talvez o até breve tenha sido longo demais. Cá estou, com alguns meses de atraso, mas tentando me recompor. É verdade, o tempo se passara, trocaram as estações e junto delas se foram as minhas sensações.

Por mais uma madrugada de inverno, contraditoriamente quente esta noite, eu, enrolo meus cabelos, quebro-os e penso, talvez em vão, ou não.

O vazio se fora junto com meus males, pesadelos e quantas outras estirpes de ruindade eu tenha criado. Sinto-me realmente diferente, um tanto alegre e não mais ranzinza como ultimamente. Meus hábeis dedos digitam rapidamente, enquanto viajo acordado.

Mais uma vez meu sorriso se estampa, olhos pequenos e sem medo. Sinto meus ombros livres, sem um peso a carregar, fugindo de todo trauma que lhe fora imposto outrora.

Bocejo, rio e quem sabe esta seja à hora de me despedir mais uma vez, voltar à cama e dar continuação a este sonho.


Matheus.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sobre uma nova rotina.


Já é tarde e mais uma vez a madrugada me é conveniente. Estou cá, sentado, recluso em meus domínios, onde eu posso pensar.

Sinto-me estranhamente calmo, sem um vazio para preencher, ou um amor para sofrer.

Diferentemente dos outros dias, hoje, eu não estou ansioso e sequer castigo meus cabelos.

Meu peito se mantém em sintonia, sereno e longe de novos contos de fadas.

Distraio-me por alguns instantes e viajo em meus sonhos, mesmo que ainda acordado.

Descubro que mudei e que algo se perdera pelo caminho, ou talvez eu mesmo tenha o deixado para trás.

Do alto de meus bocejos tomo rumo de minha cama, quente, acolhedora e a espera de um sonhador.


Até breve,


Matheus.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sobre um olhar.


O sono finalmente bate a minha porta. Meus dedos se entrelaçam por meus cabelos vagarosamente. Já ameaço fechar meus olhos, pequenos, atentos e hoje um tanto tristes.

Respiro fundo, ameaço bocejar e começo a pensar.

Sinto-me só hoje, diferente de outros dias. Não estou completo, algo parece ter fugido de mim, ou quem sabe do meu controle.

Minha alma dorme, repousa em algum lugar, acho que desconhecido até então. Meu coração continua assim, parado, constante em suas batidas, como vem sendo nos últimos tempos.

Despeço-me, tomo meu rumo e vou sonhar, mais uma vez.



Matheus.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sobre um bocejo.


O tempo passou e eu também acabei me passando. Me escondi, me procurei dentro de minha branda confusão e ainda não me encontrei, não por completo.

Procuro meu rumo, mas sem um destino ainda traçado, ou um plano sequer orquestrado. Fujo, sem compromisso, sem bagagem e deixando tudo para trás, tudo que não me é saudável.

Dou asas ao imponderável, crio minha própria beleza, meus caminhos e tento segui-los.

Ainda de longe eu continuo o mesmo, talvez seja força do hábito.

Deito e rolo de um lado para outro na cama, mas não consigo dormir. Penso, volto ao passado, vou ao futuro e caio sempre no mesmo dilema, em minhas mesmas dúvidas.

Bocejo, enrolo meus cabelos e no alto de meu sono acabo adormecendo, para sonhar, esquecer o hoje e descobrir que amanha tudo recomeça de onde parei.


Matheus.