terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sobre este ano.


É chegado o fim. Por mais uma vez tudo se encerra. Um novo ciclo será criado e novas perspectivas serão buscadas.

Fora um ano complicado, porém longe de ser ruim. Revelo grande carinho por este que me revelou tantas coisas, até então, escondidas.

Pareço reviver tudo mais uma vez. É sempre igual, é o que penso neste momento.

Não gosto do tom natalino que é dado a dezembro. Todo esse melodrama me causa nojo. As férias já não são o atrativo principal, mas não que seja ruim mais alguns meses sem aula.

Tenho saudades do que era. Este ano me mudou e acho que não foram mudanças boas.

Estou mais preso a este estado, no entanto, longe de estar livre da minha origem.

Quero readquirir meus pensamentos, os incorporar as teses maquiavélicas que elaboro e proponho aos outros.

Sinto-me mais maduro, mas não sei até que ponto evolui em minha vontade de ser criança.

Estou quieto, por incrível que pareça, e só a espera de algo que levante meu ego, original, adormecido.

Matheus.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Sobre o Imortal.


Adentro a madrugada, sem sono e com milhões de pensamentos. Não paro de pensar, não consigo crer que acabara desta forma, porém não estou triste.

Sinto algo diferente, uma sensação nova. A revolta e a frustração não são nada comparadas ao orgulho que sinto agora.

Estou orgulhoso do resultado e como lutamos para chegar a ele. Sinto que a honra e o respeito foram readquiridos por todos os gremistas durante este campeonato.

O ano que começou bem e passara por algumas turbulências chega ao seu final.

Não consigo demonstrar tudo que sinto, mas posso lhes dizer que estou satisfeito. Chorei com a vitória e a coroação de toda uma campanha, mas fica um gosto de querer mais, uma vontade que só a Libertadores pode saciar.

Ao Grêmio deixo meu amor incondicional, minha fervorosa paixão e meu incessante apoio.

Estamos voltando, aos poucos e sem grandes gastos. Somos imortais e isto já basta.

Vivemos de loucura e o fácil para nós não existe. Somos arrogantes, queremos sempre mais, mesmo não sendo há nossa hora. Temos motivos para tal arrogância e não abro mão de afirmar aos quatro ventos que sou do Grêmio campeão mundial.

Nossa hora está marcada e nada mudará o destino promissor que nos aguarda. A reconquista já fora traçada e o primeiro alvo é a América em 2009.


Salve ao Grêmio e a sua torcida, a melhor do Brasil e do mundo.

Matheus.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Sobre o outro.


Não sei como me chamo, na verdade acho que ainda não possuo algum nome.

Não sei falar, de minha boca grunhidos são emitidos com freqüência, tal como gritos de exclamação.

Não tenho uma boa aparência e também não sou muito comunicativo, na verdade nem faço questão de ser.

Provoco o medo, ao menos essa era a real intenção. Devo ser louco, já pensei nesta hipótese.

Tenho olhos bem abertos e ando com a cabeça meio abaixada. O sorriso é irônico e maníaco.

Começo a rir a toa, gargalho com tamanha intensidade sem motivo prévio.

Estou insano, melhor dizendo, sempre fui insano.

Não sou muito bem visto e isto me agrada. Não causo bem estar e isto me motiva.

Sou o outro, a corja, ou a face maníaca de um doente.



O outro.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sobre o cenário.


O cenário não mudara. Ainda estou disperso em meus derradeiros delírios noturnos, quase matinais. Entre sonhos e pesadelos vou buscando meus ideais já, quase, descobertos.

Faço apologia ao desapego, a esta forma mais livre de se viver. Estou sozinho, por opção, afinal em meu sonho posso ter qualquer uma. Balanço minha cabeça como convicto do que quero.

Não vago mais por horizontes desconhecidos. Estou flutuando em minha tese, dentre meus anseios e mais profundos desejos. Foco me no prazer buscado, no que realmente me chama a atenção.

Abro meus olhos, não estou mais cego, e enxergo o que me confronta. Quero o que vai contra mim, tudo que não está ao meu alcance. Sei que posso conseguir, talvez até já o tenha feito, mas pareço ludibriar a mim mesmo para enfatizar tal conquista, ou fracasso.

O que sobra em minha face é a confiança, sem motivo plausível, mas assim mesmo grande.

Sinto-me engraçado, muitos riem de minhas piadas. Sinto-me odiado, muitos não gostam de minhas brincadeiras. Começo a achar que estou no caminho certo, que retomei o que sei fazer de melhor.

Não combinara nada comigo o antigo e ridículo estilo usado. Volto às origens e por conseqüência a ser quem todos não costumam gostar.

Gosto de não os ter como fãs, amigos, ou qualquer sentimento que sequer existe. Nada de relevância nos que sequer influenciam em minhas escolhas, apenas em minhas brincadeiras e de preferência nas de mau gosto.

Só penso em mim e isto não mudará, não mais.



Matheus.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sobre algo sem sentido.


Estou alheio, pareço desatento nesta madrugada. O sono parece interferir em meus pensamentos. Não consigo adentrar minha vasta imaginação e fico refém dos assuntos casuais, quase rotineiros.

Pareço estar diferente, acho que estou. Aprendi a multiplicar minhas personalidades e as controlar de forma única.

Mudo meus gostos de uma forma geral e começo a achar que sou variável.

Os conflitos internos parecem ter dado trégua e finalmente abuso de minhas teorias, de minhas falácias e ditados.

Prático meu enrolar de cabelo enquanto penso no que escrever neste dia pouco inspirado.

Já não sou só um, sou vários e sou um dos últimos desta estirpe. Minha personalidade é criada de acordo com a situação, dia, ou até humor.

Já não sou bem visto, na verdade jamais fui. Minha principal característica provoca raiva e não que isso me incomode, bem pelo contrário.

Gosto de não ser convencional, apesar de interesseiro. Sou sincero e isso faz de mim alguém sem papas na língua, ou escrúpulos na hora de me expressar.

Por hoje fico por aqui. Vou a minha cama, não sem antes tomar um bom copo de Coca Cola, esta que como a Vodka é minha mais fiel companheira de fim de noite.


Matheus.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sobre como deve ser.


A máscara aos poucos vai caindo. Esteve por bastante tempo comigo, mas já não a quero, na verdade nunca a quis.

Dos castanhos olhos que tenho vem à visão. Enxergo como jamais tinha enxergado. Já sei quem sou e estou apto a controlar. Sou meu próprio psicólogo. Ponho-me em situações de teste e consigo reações, antes, surpreendestes para comigo mesmo.

Não estou exposto, nunca mais eis de ficar.

De meus ouvidos vem o som, aquele que quero escutar. Sou quieto, sei perceber a realidade, a situação que estou. Não me pronuncio antes de saber o anseio de todos, de saber suas expectativas e seus medos.

Pareço fácil de agradar, mas não sou. A impressão é que sou manipulado, mas não é o que acontece, muito pelo contrário.

Dou-lhes os fatos, as expectativas e o que querem escutar. Revelo meu êxito na hora de manipular.

Pareço fraco, não tenho motivo de me passar por forte. Sei aonde posso chegar e os caminhos a seguir.

De minha cabeça vem o desenho de cada personalidade, de como devo lidar com as pessoas a minha volta.

Adapto-me bem as situações as diferentes formas de ser. Revelo meu interesse sem emoção, nervosismo, ou qualquer outro sentimento.

Mantenho-me distante, sorrateiro a espera do que pode ser o objetivo final. Abuso da forma humana de ser dos outros. Uso do nervosismo, da raiva alheia para descobrir o que é de meu interesse.

O tom sereno na fala pode ser uma ótima e vantajosa forma de irritar aos que estão nervosos com a situação.


Matheus.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sobre o meu mundo.


Caminho por meu mundo. Estou confuso, talvez bêbado, ainda não sei o que se trata. Vejo os demônios que rondam meu céu.

Voando por tais bandas me dou ao luxo de sentir a brisa em meu rosto. Aprecio da preguiça, da avareza e não nego que prezo o ódio a quem não me apetece. Estou envolto ao mais brando prazer da vida. Escuto minhas músicas, bebo minha dose, quase que diária, de vodka e vejo o infinito fracasso alheio.

Dentre meus pensamentos as bobagens predominam, mas por vezes ainda tenho algum pingo de sensatez. Anseio os meus desejos, quero meus projetos realizados e sucesso eterno.

Acompanhado da branda desilusão e solidão vou ao encontro de meu sofá. Refresco-me ao ligar o ar condicionado. O calor, antes insuportável, agora já não é mais problema. O oásis de meu mundo chega ao cume, ao apogeu da felicidade e do delírio quando ligo a televisão e me deparo com o Grêmio campeão.


Vou voltando ao mundo real, sonolento e insosso, como sempre fui e sempre serei.

Matheus.