sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sobre eu e eu



Talvez seja a hora de voltar. Exercitar algo que já fora tão bom.

Estou bem. Por ora até meus cabelos são poupados.

A indiferença parece estar repousando sobre a minha pessoa. Sinto-me extremamente frio, sem qualquer perspectiva de mudança. Meus dedos digitam devagar, talvez isto seja o reflexo da longa parada, da falta de prática, ou da falta do sentimentalismo exacerbado.

Meu sorriso se mantém, sarcástico, irônico e sem qualquer vergonha. Talvez eu não seja normal e esta seja a minha realidade, meu estilo de vida. Eu gosto. 

Por vezes me sinto bipolar, com raros momentos de uma sensatez envoltos à loucura diária.

Minha inconstância parece estar menos aparente. Sinto-me mais autossuficiente, resolvido com minhas questões pessoais.

Ainda como mero espectador, eu, vejo a vida passar, sentado em meu sofá e esperando que este sentimento não mude.


Sem mais delongas me despeço. Espero voltar em breve.


Matheus.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Sobre um 2015



Então parece definitivo. Meus dedos não param, seja escrevendo, ou arrancando meus cabelos.


Preciso escrever. Sinto a necessidade de aliviar tudo que passa dentro da minha cabeça e peito.


Minha ânsia me consome em pensar que terminou. Que o sempre imaginado não fora verdadeiro. Meu peito teima em sentir, em parecer acreditar que talvez isso seja um pesadelo, ou apenas uma crise.


Meu coração me diz que isto não é o fim, que nossa felicidade está guardada ali, bem pertinho, somente à nossa espera. Me sinto engasgado, de certa forma triste. Queria poder te mostrar que nós somos bons e que esse tempo foi mera bobagem.


Penso tanto no que te falar, mas talvez já tenha dito até demais. Meus pensamentos pairam sobre ti em todos os momentos. Eu quero ser feliz, quero te fazer feliz junto de mim, como um dia já aconteceu, como acontece até hoje.


Eu não sou a pessoa certa, longe de ser, mas eu te juro que sempre fiz tudo para que isso não morresse. Eu sei que não morreu, nem para mim, nem para ti.


Em algum lugar, escondido talvez, está todo nosso companheirismo e a nossa paixão.

Não esconde mais isso de mim, não te esconde mais de mim. Eu quero te achar, como eu já te achei uma vez.


Se entrega, se joga e deixa que o destino faz o resto. Este sou eu tendo fé pela primeira vez na vida.


O que tu sente por mim? Tu não sente a minha falta? E se valer a pena tentar?


Sigo com a mesma paixão de ontem, semana passada, do ano passado e querendo te ter mais uma vez.





Matheus.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Sobre o nosso grande amor.



Então estamos aqui de novo. Retornando ao meu velho lar, recinto das lamúrias e desabafos antes tão constantes. 


Pareço recriar o hábito pelas palavras, pela escrita corriqueira e carregada de sentimento, talvez este seja meu dom, o meu maior. Meu lado dramaturgo parece falar alto em todas as descrições, toda vez que tento exemplificar o que sinto, ou o que senti.


Então eu amei. Mentira, pois eu ainda amo. Então eu me apaixonei. Todos os dias durante semanas e meses eu me apaixonei. Os diferentes pedaços do corpo, as formas diferentes de sorrir, de chorar, de gargalhar. Eu me abri, deixei que esse amor tomasse conta de mim, não só do meu coração, mas do meu corpo, da minha cabeça e principalmente da minha alma.


Um amor constituído antes do primeiro beijo, do primeiro toque, do primeiro chamego. Um amor que lutou contra desconfianças iniciais, que venceu a estranheza naturalmente e me disse claramente para viver, aproveitar cada dia. Eu aproveitei, eu vivi e eu me apaixonei de novo. Me apaixonei pela pessoa que tornou meus dias menos entediantes, que me fez querer ser bobo para que ela pudesse rir sem parar, uma risada tosca e engraçada.


Eu me apaixonei por te ver dormindo deitada no meu ombro, enquanto tu apertavas minha mão, como se pedisse para eu não sair. E eu não saí, eu continuo aqui, sendo a mesma pessoa que se apaixonou há algum tempo atrás.


Meu coração parece palpitar forte, louco para que essa espera termine, para que possamos ser felizes novamente, como já fomos, como juntos nós somos. Minha eternidade aguarda tua mão para que possamos ir juntos buscar nosso entendimento, nossa maneira de ser sensacionais, de novo.


Quase como que de costume eu fiz um texto, carregado da minha maior qualidade referente à ti. O meu intenso e inesgotável amor.


Vem para cá, vem ser feliz moça.


Com toda vontade do mundo de estar junto outra vez,

Matheus.





quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sobre um novo bom começo.



É verdade, faz tempo. Abandonei minha escrita, meus pensamentos e sentimentos. Fui capaz de deixar de lado, de me inovar, reinventar. Talvez esta seja a hora de voltar, de um jeito diferente e sem o drama já bastante conhecido.

O tempo é escasso e a prática já não é mais a mesma de outrora.

 Eu mudei, não sou mais o mesmo e sequer tenho as mesmas crenças. 

Sinto-me diferente, talvez tenha crescido, ou somente aprendido com alguns erros. Estou mais confiante, certo do que sinto, ou talvez da falta disto.  Sou arrogante, defendo de todas as formas o que penso, mais que isso, tento disseminar meus ideais, fazer com que os outros concordem e sigam meu pensamento.

Ainda analiso todo e qualquer movimento. Gosto de traçar a personalidade das pessoas, baseado em gostos, gestos e modo de falar.

Ainda procuro algo que me satisfaça de forma completa, que cure cada vazio dentro de mim.

Sem mais delongas vou ao final, espero que não mais derradeiro, como os últimos. 

Um até breve,


Matheus.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Sobre um Inverno.


Já é madrugada, mas por algum motivo ainda não consigo adormecer. Faz calor, um tanto estranho para um inverno gaúcho. As coisas parecem estar confusas, mas, talvez não para mim, ou não neste momento.

Sinto-me prático, corriqueiro, usual e um tanto agressivo. Meu pior lado parece estar mais amostra, contestando a estirpe que tanto passei por estes escritos melosos.

Eu sei, eu sou arrogante, e por mais que isso pareça errado, eu, me orgulho disto.

Também não me acho uma boa pessoa, não meço esforços para conseguir o que quero e passar por quem quer que esteja a minha frente.

Sinto-me puramente vazio, porém, sem um pedaço faltante, ou algo que tenha de ser consertado. Por muito tempo sonhei em dizer que estou só, sou meu melhor amigo, meu pior inimigo e meu próprio psicólogo.

Acabei e de uma vez por todas consegui destruir o resto de amor, de compaixão que ainda existia circulando por minhas veias e bombeando meu coração, agora, parado.


Matheus.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sobre a (RE) volta.


Eu sumi, me perdi e talvez ainda esteja tentando me achar. Julguei necessário, joguei fora paradigmas e tentei me remodelar. 

Talvez isso não tenha dado certo, mas por algum tempo pude me manter diferente, ou quem sabe apenas me achando assim. 

O tempo fora longo. Os meses se passaram, voaram junto das estações, dos amores, sentimentos e do vazio. 

Cá estou, em uma (RE)volta, assim dizendo, querendo compartilhar, escrever e desabafar, como um dia já fora feito.

Começo igual, meus cabelos continuam sendo um alvo fácil e castigados são um bom estimulo a esta volta de rotina.

Sinto-me vazio, por enquanto sem um objetivo, e sinto-lhes dizer que isso no momento me basta. Não procuro a felicidade, ou sequer sei meus sonhos para correr atrás.

 Acostumei-me com a minha figura, sem expressão, sem dor ou alegria. Sinto-me frio, extremamente gelado e andando por um universo onde pareço um mero espectador. Sinto-me melhor, confiança, auto-estima, e meu humor segue o mesmo, variável como sempre.

Tenho certa empatia pela intriga, pelo orgulho e uma boa briga, talvez essas sejam as características que mais gosto em mim.

Sem a mesma desenvoltura sigo para o fim, que não seja derradeiro, como o ultimo escrito.


Matheus.                

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sobre um esboço.

Eu sou invisível, ou assim me sinto. Talvez eu não exista, seja apenas ilusão, ou uma criação de mais uma fábula de amor.

Estou aqui, sem ninguém, sem luz, ou esperança. Nada vejo, além da escuridão que parece cercar a minha volta.

Estou em todo lugar, mas ninguém parece querer me encontrar. Sou meu próprio buraco negro, por vezes perdido e sem reação.

Sinto-me literário, um personagem, porém sem uma história, pulando diretamente para o fim, talvez o meu próprio.


Sem mais delongas por hoje.


Matheus.