quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Sobre ser pragmático.



Talvez seja um bom momento para retomar. Contar quem sou, ou quem sabe me descobrir por estas linhas mais que tortas.

Sem o calor da emoção eu consigo pensar. Penso, reflito e por vezes consigo formular teorias do motivo de eu ser assim.

Sou pragmático, talvez até em um nível extremo. Sinto falta do sentir, de não saber lidar, mas isto logo se perde dentro da minha cabeça.

Não sei ser meio termo, talvez o desinteresse total seja minha maior virtude. 

Tenho um enorme complexo com intimidades. Tento limitar o que cada pessoa fala, ou faz em minha volta.

Não sei demonstrar, talvez por não sentir, ou quem sabe por não me sentir à vontade. Sinto-me extremamente exposto, frágil e desarmado quando algo fica fora do meu controle.

Por vezes não me sinto bem, mas meu pragmatismo logo volta e comanda as ações. Esqueço, mudo e logo estou novo. 

Meu coração parece não se abalar, continuando suas batidas vagarosas e constantes, sem qualquer alternância de ritmo.


Por hoje fico por aqui, quem sabe em uma próxima semana apareça a outra metade da personalidade deste Matheus.


Matheus.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Sobre um mar.



Lá vamos nós, de novo. Talvez esta seja só mais uma tentativa frustrada de retomar o habito, sem talento, sem sentimento e sem o velho costume.


Por vezes sinto uma vontade absurda de relatar uma enorme falta de sentir. A sensação de andar, pensar e agir sem danos maiores, sem causas, ou arrependimentos posteriores.

Talvez esta jornada tenha me levado ao clímax do meu existir. 


Nada parece influenciar minhas ações, ou como penso. Eu não me importo, seja com opiniões, ou com pessoas.


Eu estou aqui, sentado e enrolando meus cabelos. Já me senti recluso, mas hoje não.


Vejo a vida passar e vou junto, no meu ritmo e aproveitando toda falta de sofrimento que um dia me fora imposto.



Matheus.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Sobre ser volátil.



Eu voltei. Voltei ao recanto de meus segredos, ao lar das minhas confissões.


Diferentemente dos anos anteriores, eu, espero que esta volta não seja passageira.


Sinto-me de volta aos trilhos, mais sarcástico que nunca. Minha estirpe parece estar ativa novamente.  


Minha cabeça trabalha por horas, pensamentos que voam e se perdem na imaginação mais que fantasiosa. Penso e imagino milhões de situações. Desfechos, diálogos e outros acontecimentos que são criados em minha mente.


Talvez eu tenha aprendido, ou não.  Meu humor determina quem eu sou. Inconstante, volátil e sacana.


Dentre todas as formas eu escolhi ser assim. Talvez eu tenha aprendido a ser assim, ou talvez este seja apenas meu dom.




Do alto de minha arrogância encerro mais um escrito solitário.





Matheus.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Sobre um tempo depois.



Doeu, doeu muito. Admito que por muitas vezes, eu, pensei que não fosse suportar. Pensei em ir embora, me desligar do mundo quem sabe.

 Não imaginei que fosse ficar assim, em prantos e a mercê de algo que um dia fora tão bom.

Meu mundo desabou sem eu estar preparado. Meu sono foi embora, horas, dias e semanas em claro. Meu copo se tornara meu único amigo. Uma amnésia temporária que me permitia dormir, mas ao mesmo tempo me proporcionava uma ressaca sentimental algumas vezes pior.

Então passou. Passou como tem que passar. Passou da forma como eu precisava que passasse. 

De certa forma me reinventei, talvez tenha encontrado um lado meu antes tão distante.
Meu ego parece rir de mim, do que passei e senti. Minha bebida parece ser minha eterna companheira, e sinceramente acredito que ela não me abandonará.

Hoje eu estou bem, e por vezes é difícil descrever isto. Sinto-me limpo, mesmo com minha alma por vezes tão suja. Descarreguei meu fardo, tirei o peso dos ombros e resolvi sair fora.
Meus olhos pequenos fitam o horizonte, sem perspectivas, ilusões, ou expectativas a serem criadas.

Espero ter voltado ao normal, ao riso sacana e a forma estúpida de ser. 

Sem mais delongas,


Matheus.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sobre eu e eu



Talvez seja a hora de voltar. Exercitar algo que já fora tão bom.

Estou bem. Por ora até meus cabelos são poupados.

A indiferença parece estar repousando sobre a minha pessoa. Sinto-me extremamente frio, sem qualquer perspectiva de mudança. Meus dedos digitam devagar, talvez isto seja o reflexo da longa parada, da falta de prática, ou da falta do sentimentalismo exacerbado.

Meu sorriso se mantém, sarcástico, irônico e sem qualquer vergonha. Talvez eu não seja normal e esta seja a minha realidade, meu estilo de vida. Eu gosto. 

Por vezes me sinto bipolar, com raros momentos de uma sensatez envoltos à loucura diária.

Minha inconstância parece estar menos aparente. Sinto-me mais autossuficiente, resolvido com minhas questões pessoais.

Ainda como mero espectador, eu, vejo a vida passar, sentado em meu sofá e esperando que este sentimento não mude.


Sem mais delongas me despeço. Espero voltar em breve.


Matheus.