quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sobre uma nova reflexao.



Um ano se passou. Um ano que não paro, reflito e escrevo. As coisas mudaram. O tempo passou e os pensamentos se tornaram rotineiros somente no meu pré sono.

Fazia tempo que não sentia esta vontade de me questionar, redescobrir quem eu sou, ou o que me tornei nestes últimos meses.

Talvez eu esteja em duvida sobre o que eu quero, ou o rumo em que estou indo. A cada digitada vagarosa, uma arrancada de cabelo, piscadas constantes e a certeza que talvez algo me faça falta.

Pode ser que seja somente uma recaída, não de sentimento, mas de um antigo eu, uma vontade de querer me sentir melhor, trazer mais cor aos dias e viver o que está por vir.

Dentre todas estas duvidas me deparo com esta visão insólita do que me tornei e de como fiz força para ser assim.

Acredito que ainda exista tempo para mudança e por hoje isto me basta.



Matheus.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Sobre um outro lado meu.




Por raros momentos eu paro e penso. Reflito e tento sair de minhas contradições diárias.

Meus lapsos de sensatez logo se perdem em teorias mirabolantes e planos infalíveis.

Eu parei, parei de me martirizar, parei de me sentir culpado por tudo que já aconteceu, ou por situações que só aconteceram dentro do labirinto criado em minha mente.

Sinto-me constante nos últimos tempos e sem reviravoltas no meu roteiro tão bem traçado.

Acredito que minha confiança esteja nas alturas, inflando meu ego e fazendo aparecer a melhor, ou pior de minhas características. Por vezes minha arrogância habitual e minha soberba casual até possam atrapalhar, mas nada que mude o meu jeito de ser.

Sinto-me extremamente bem humorado, um humor ácido e por muitas vezes pesado, grande causador de silêncios constantes e constrangimentos alheios.

Sim, isto é muito bom.


Matheus.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Sobre um carma.



Eu me protegi. Fugi de todas as coisas que um dia deram errado, apaguei lembranças, sentimentos e sensações.


Eu me recriei, sempre tomando como base o que já vivi e o que não quero mais viver. Reinventei meus hábitos e pensamentos. 


Talvez eu seja muito intenso. Confundo-me dentro da bipolaridade que meu coração me prega. 


Sinto que toda falta de sentimentos e todo desinteresse alheio é canalizada nessa intensidade que não sei controlar.


Sinto-me zonzo, longe de meu confortável ambiente e minha realidade paralela. Não sei mais jogar este jogo e me perco na batidas rápidas e inconstantes do meu peito. 


Por vezes eu acredito que isso possa ser só um carma, uma forma de a vida me mostrar que por vezes eu posso ser humano sim.


Não consigo respirar, ou dormir, estou imerso sem saber o que fazer. 


Hoje eu me sinto normal, longe do meu pragmatismo habitual.




Matheus.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Sobre ser pragmático.



Talvez seja um bom momento para retomar. Contar quem sou, ou quem sabe me descobrir por estas linhas mais que tortas.

Sem o calor da emoção eu consigo pensar. Penso, reflito e por vezes consigo formular teorias do motivo de eu ser assim.

Sou pragmático, talvez até em um nível extremo. Sinto falta do sentir, de não saber lidar, mas isto logo se perde dentro da minha cabeça.

Não sei ser meio termo, talvez o desinteresse total seja minha maior virtude. 

Tenho um enorme complexo com intimidades. Tento limitar o que cada pessoa fala, ou faz em minha volta.

Não sei demonstrar, talvez por não sentir, ou quem sabe por não me sentir à vontade. Sinto-me extremamente exposto, frágil e desarmado quando algo fica fora do meu controle.

Por vezes não me sinto bem, mas meu pragmatismo logo volta e comanda as ações. Esqueço, mudo e logo estou novo. 

Meu coração parece não se abalar, continuando suas batidas vagarosas e constantes, sem qualquer alternância de ritmo.


Por hoje fico por aqui, quem sabe em uma próxima semana apareça a outra metade da personalidade deste Matheus.


Matheus.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Sobre um mar.



Lá vamos nós, de novo. Talvez esta seja só mais uma tentativa frustrada de retomar o habito, sem talento, sem sentimento e sem o velho costume.


Por vezes sinto uma vontade absurda de relatar uma enorme falta de sentir. A sensação de andar, pensar e agir sem danos maiores, sem causas, ou arrependimentos posteriores.

Talvez esta jornada tenha me levado ao clímax do meu existir. 


Nada parece influenciar minhas ações, ou como penso. Eu não me importo, seja com opiniões, ou com pessoas.


Eu estou aqui, sentado e enrolando meus cabelos. Já me senti recluso, mas hoje não.


Vejo a vida passar e vou junto, no meu ritmo e aproveitando toda falta de sofrimento que um dia me fora imposto.



Matheus.