segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sobre a retrospectiva.


Observo o sol raiar. A madrugada vai abrindo espaço para o amanhecer.

Pestanejo lentamente e meus olhos começam a arder.

Vejo as coisas duplicadas e não paro de bocejar. Estou com sono, muito sono, diga-se de passagem.

Já consigo ver o mar, nada mais está escuro. As ondas estão revoltas, agitadas por enquanto.

O cheiro da praia chega a minha janela. Sinto o astral das férias, o agito do verão carioca.

Sob o canto dos pássaros vou a janela observar tudo que acontece. O dia raiara, mas nem todos parecem estar na rotina diária. O fim de ano é próximo, isso explica as férias de alguns.

Sinto algo bom em mim, algo que não sentia há tempos. Estou sob o encanto, talvez magia de algo, ou alguém diferente.

Trago em meu rosto as dúvidas, o sorriso, verdadeiro desta vez, e arrogância peculiar. Estou confiante que posso dar rumo a minha vida e isto me traz esperança.

Continuo minha saga de peculiaridades. Por vezes me mostro emotivo, outrora falso e quase sempre frio.

Fora capaz de desmembrar cada pedaço de sentimento, pensamento e sonhos que tive. Eis de dizer que fora o amigo calado mais importante que tenho.

Agradeço a ti, grande Adolf, por me fazer pensar, repensar e refletir sobre o que fiz e o que ainda farei.

O fim chega e caso não volte até ele, lhe desejo um bom ano novo.


Matheus.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Sobre triunfar.


Já passara da hora. Ele se retira em silêncio, nada de alarde. Passadas largas em direção ao infinito, sem um destino definido, sem uma idéia na cabeça.

Ele só quer repensar em tudo que um dia pregara e não cometer os mesmos erros. Ainda é novo, jovial, mas sabe que sua imaturidade por vezes o prejudica.

Sente-se novo, tudo parece estar tomando um novo rumo em sua vida. Não caminha mais pelos cantos obscuros, não vaga pela reclusa solidão e já gargalha sem problemas.

É alegre, sempre fora e nada foi capaz de tirar esse sorriso irônico. Fora capaz de caçoar de sua própria situação, fazer piadas de sua tristeza e demonstrar intensa falsidade.

Não gosto dele, a maioria não gosta, mas sou fã de sua forma de ser. É desajeitado, falastrão e não costuma comedir suas palavras.

Já era hora dele voltar, sentíamos falta de sua presença e das risadas que causava em todos.

Seu caráter cômico fora destroçado, mas tudo volta para o seu lugar, sempre há de voltar.

Ele volta por completo e já posso ouvir seus causos engraçados. Sua malícia é irrefutável e chega a ser engraçado como expõe seus fatos, argumentos e xingamentos.

Dou-lhe as boas vindas, pois a volta tem de ser triunfante.



Matheus.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Sobre a bela noite.


Andava só mais uma vez. Corria na chuva e sentia o frescor da gelada garoa. De seus cabelos vinham as gotas que molhavam seu rosto, não mais triste.

Ele tinha sono, tinha calor, mas queria ficar ali, acordado perante a chuva que caia constante naquele momento.

Seus pensamentos foram embora, estava vazio mais uma vez. Sentia-se dono de si mesmo, queria controlar o incontrolável.

Ele já não corria mais. Caminhava por seus últimos sonhos e fantasias. Nada mais o interessara, estava só com o que lhe tinha de melhor.

Era único, sempre fora, ninguém podia mudar a forma como a água limpara seu rosto. Limpara seus sentimentos, suas sensações e também suas mágoas.

Ela começara a cair torrencialmente, porém ele insistia em não sair dali. Ele ficara apreciando o movimento das incontáveis gotas que colidiam ao solo por horas.

Saiu ao amanhecer e nem o sol foi capaz de mudar o que sentia, ou a falta disto.


Matheus.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sobre tal.


Ele é diferente. Ele não se envolve, não consegue mostrar afeto.

Sempre fora assim, talvez jamais mude. Está camuflado entre suas brincadeiras e risos.

Não é fácil, parece ser complexo de o entender.

Suas mudanças de humor o fazem inconstante. Trava conflitos com seus próprios pensamentos.

Não hesita em falar o que pensa. Talvez devesse medir suas palavras.

Ele sabe planejar, porém às vezes é pego pelo improvável. Seu nome muitas vezes não é bem visto, porém isto não lhe causa dor. É diferente dos demais. Ele tem apreço pelo inusitado, irreverente e anormal.

Ele não gosta de suas qualidades. Ele tem orgulho de seus defeitos.

Parece arredio, mas é dócil quando menos se espera.

Sua face conflita a seriedade. Sua mente é criativa e tem sempre uma brincadeira pronta, mesmo que o momento não seja lá muito propício. É irônico mesmo quando quer demonstrar seriedade.

Não fica triste, parece parodiar sua própria situação, mesmo quando desfavorável. Desconhece a raiva, pois essa o faz perder a razão, agir por impulso.

É frio e não gosta do calor. Ele é louco, talvez não seja daqui. Gosta de visualizar cada um, tentar identificar seus perfis.

Ele não é simpático e muito menos educado.



Matheus.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sobre a lua e a chuva.


O verão não tardara a chegar. O calor já era eminente.

O sol que escaldava seu corpo parecia ser queimar como nunca. Tudo estava diferente, tudo não passara de mais um dia de verão. O clima era de irreverência, mas ele não tirara sua expressão séria do rosto.

Era fechado e toda aquela sensação de calor não o agradava. Sentia-se preso, porém não queria libertar seu astral novamente.

Gostava do frio. Tinha certa atração pela garoa que raramente caia. Sentia-se bem aos pingos que tardariam a cair. Já era noite, ele não gostara da claridade do dia.

Estava apreciando a lua, como sempre o fizera. Esperava a garoa, sempre ela, que o aliviaria seu ego. Refrescava-se ao som da água que caia e de frente para a lua que, entre nuvens, insistia em aparecer.

Já era diferente, não mais um garoto inconseqüente. Sabia que estava só, tinha gosto por sua branda e relevante solidão momentânea. Ele procurara esse momento, não queria mais ninguém por perto.

Sob o olhar da lua ele permaneceu e de lá jamais fora capaz de sair.

Matheus.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Sobre o jogo.


Ele acordou de seu sonho. Tudo fora irreal, nada passou de mera ilusão.

Ele está confuso, na verdade sempre fora. De sua cabeça nada mais surge e tudo parece ser falso, irreal aos seus olhos.

Seus olhos enxergam a noite branda e singela. Ele escuta o vento ecoar e parece gostar da solidão. Está só, sempre estivera.

Defende-se ao atacar. É astuto em alguns casos e sabe jogar de acordo com as cartas que tem. Dificilmente perde a razão, são momentos raros que o tornam frágil e ele esconde bem essa fraqueza.

Pode ser um dos primeiros destes novos tempos, mas quem sabe não passa do último de uma safra já extinta. É altruísta e gosta de manipular. Tem em seu ego sua forte aliança. Usa de sua razão para refletir suas emoções. Não titubeia e raramente fica nervoso perante as situações desagradáveis.

Tem enorme prazer em virar o jogo e é assim que começa esta nova partida.

Matheus.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sobre a doce ilusão.


Eu sonhei. Por mais uma vez fui refém de algo que tanto critiquei. Abstive-me por muito tempo, porém não fui capaz de controlar meu inconsciente.

O tempo revelara que mudei, mas nem tudo ficou para trás. Envolto ao sonho fui capaz de perceber que ainda a quero. Fora tão real, tão notável a presença dela em meus pensamentos, no entanto não passara da doce ilusão.

De meu coração tivestes toda paixão que pude oferecer, toda alegria que pude irradiar e também todo sorriso que, mesmo sem graça, pude dar.

Não a trato por nome, não sei seu telefone e sequer sei como estás. És nova, já virou uma personagem, da qual a perfeição faz parte e o final feliz é impossível.

A afastei de meus pensamentos, de meu lamurio, quase rotineiro, e da minha vida. Sou alheio ao que acontece contigo, mas não podes me impedir de lhe imaginar da forma como a conheci, só por mais esta vez.

Prometo ser breve e não me alongar, mas não poderia deixar passar este fato, esta desilusão que me assombrou pela última vez, ao menos assim eu espero.

Tudo parece voltar aos conformes e não estou afim de uma nova e ridícula recaída.

Um bom ano se iniciará e que esses pensamentos voem para bem longe da minha, fértil, imaginação.


Matheus.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sobre este ano.


É chegado o fim. Por mais uma vez tudo se encerra. Um novo ciclo será criado e novas perspectivas serão buscadas.

Fora um ano complicado, porém longe de ser ruim. Revelo grande carinho por este que me revelou tantas coisas, até então, escondidas.

Pareço reviver tudo mais uma vez. É sempre igual, é o que penso neste momento.

Não gosto do tom natalino que é dado a dezembro. Todo esse melodrama me causa nojo. As férias já não são o atrativo principal, mas não que seja ruim mais alguns meses sem aula.

Tenho saudades do que era. Este ano me mudou e acho que não foram mudanças boas.

Estou mais preso a este estado, no entanto, longe de estar livre da minha origem.

Quero readquirir meus pensamentos, os incorporar as teses maquiavélicas que elaboro e proponho aos outros.

Sinto-me mais maduro, mas não sei até que ponto evolui em minha vontade de ser criança.

Estou quieto, por incrível que pareça, e só a espera de algo que levante meu ego, original, adormecido.

Matheus.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Sobre o Imortal.


Adentro a madrugada, sem sono e com milhões de pensamentos. Não paro de pensar, não consigo crer que acabara desta forma, porém não estou triste.

Sinto algo diferente, uma sensação nova. A revolta e a frustração não são nada comparadas ao orgulho que sinto agora.

Estou orgulhoso do resultado e como lutamos para chegar a ele. Sinto que a honra e o respeito foram readquiridos por todos os gremistas durante este campeonato.

O ano que começou bem e passara por algumas turbulências chega ao seu final.

Não consigo demonstrar tudo que sinto, mas posso lhes dizer que estou satisfeito. Chorei com a vitória e a coroação de toda uma campanha, mas fica um gosto de querer mais, uma vontade que só a Libertadores pode saciar.

Ao Grêmio deixo meu amor incondicional, minha fervorosa paixão e meu incessante apoio.

Estamos voltando, aos poucos e sem grandes gastos. Somos imortais e isto já basta.

Vivemos de loucura e o fácil para nós não existe. Somos arrogantes, queremos sempre mais, mesmo não sendo há nossa hora. Temos motivos para tal arrogância e não abro mão de afirmar aos quatro ventos que sou do Grêmio campeão mundial.

Nossa hora está marcada e nada mudará o destino promissor que nos aguarda. A reconquista já fora traçada e o primeiro alvo é a América em 2009.


Salve ao Grêmio e a sua torcida, a melhor do Brasil e do mundo.

Matheus.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Sobre o outro.


Não sei como me chamo, na verdade acho que ainda não possuo algum nome.

Não sei falar, de minha boca grunhidos são emitidos com freqüência, tal como gritos de exclamação.

Não tenho uma boa aparência e também não sou muito comunicativo, na verdade nem faço questão de ser.

Provoco o medo, ao menos essa era a real intenção. Devo ser louco, já pensei nesta hipótese.

Tenho olhos bem abertos e ando com a cabeça meio abaixada. O sorriso é irônico e maníaco.

Começo a rir a toa, gargalho com tamanha intensidade sem motivo prévio.

Estou insano, melhor dizendo, sempre fui insano.

Não sou muito bem visto e isto me agrada. Não causo bem estar e isto me motiva.

Sou o outro, a corja, ou a face maníaca de um doente.



O outro.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sobre o cenário.


O cenário não mudara. Ainda estou disperso em meus derradeiros delírios noturnos, quase matinais. Entre sonhos e pesadelos vou buscando meus ideais já, quase, descobertos.

Faço apologia ao desapego, a esta forma mais livre de se viver. Estou sozinho, por opção, afinal em meu sonho posso ter qualquer uma. Balanço minha cabeça como convicto do que quero.

Não vago mais por horizontes desconhecidos. Estou flutuando em minha tese, dentre meus anseios e mais profundos desejos. Foco me no prazer buscado, no que realmente me chama a atenção.

Abro meus olhos, não estou mais cego, e enxergo o que me confronta. Quero o que vai contra mim, tudo que não está ao meu alcance. Sei que posso conseguir, talvez até já o tenha feito, mas pareço ludibriar a mim mesmo para enfatizar tal conquista, ou fracasso.

O que sobra em minha face é a confiança, sem motivo plausível, mas assim mesmo grande.

Sinto-me engraçado, muitos riem de minhas piadas. Sinto-me odiado, muitos não gostam de minhas brincadeiras. Começo a achar que estou no caminho certo, que retomei o que sei fazer de melhor.

Não combinara nada comigo o antigo e ridículo estilo usado. Volto às origens e por conseqüência a ser quem todos não costumam gostar.

Gosto de não os ter como fãs, amigos, ou qualquer sentimento que sequer existe. Nada de relevância nos que sequer influenciam em minhas escolhas, apenas em minhas brincadeiras e de preferência nas de mau gosto.

Só penso em mim e isto não mudará, não mais.



Matheus.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sobre algo sem sentido.


Estou alheio, pareço desatento nesta madrugada. O sono parece interferir em meus pensamentos. Não consigo adentrar minha vasta imaginação e fico refém dos assuntos casuais, quase rotineiros.

Pareço estar diferente, acho que estou. Aprendi a multiplicar minhas personalidades e as controlar de forma única.

Mudo meus gostos de uma forma geral e começo a achar que sou variável.

Os conflitos internos parecem ter dado trégua e finalmente abuso de minhas teorias, de minhas falácias e ditados.

Prático meu enrolar de cabelo enquanto penso no que escrever neste dia pouco inspirado.

Já não sou só um, sou vários e sou um dos últimos desta estirpe. Minha personalidade é criada de acordo com a situação, dia, ou até humor.

Já não sou bem visto, na verdade jamais fui. Minha principal característica provoca raiva e não que isso me incomode, bem pelo contrário.

Gosto de não ser convencional, apesar de interesseiro. Sou sincero e isso faz de mim alguém sem papas na língua, ou escrúpulos na hora de me expressar.

Por hoje fico por aqui. Vou a minha cama, não sem antes tomar um bom copo de Coca Cola, esta que como a Vodka é minha mais fiel companheira de fim de noite.


Matheus.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sobre como deve ser.


A máscara aos poucos vai caindo. Esteve por bastante tempo comigo, mas já não a quero, na verdade nunca a quis.

Dos castanhos olhos que tenho vem à visão. Enxergo como jamais tinha enxergado. Já sei quem sou e estou apto a controlar. Sou meu próprio psicólogo. Ponho-me em situações de teste e consigo reações, antes, surpreendestes para comigo mesmo.

Não estou exposto, nunca mais eis de ficar.

De meus ouvidos vem o som, aquele que quero escutar. Sou quieto, sei perceber a realidade, a situação que estou. Não me pronuncio antes de saber o anseio de todos, de saber suas expectativas e seus medos.

Pareço fácil de agradar, mas não sou. A impressão é que sou manipulado, mas não é o que acontece, muito pelo contrário.

Dou-lhes os fatos, as expectativas e o que querem escutar. Revelo meu êxito na hora de manipular.

Pareço fraco, não tenho motivo de me passar por forte. Sei aonde posso chegar e os caminhos a seguir.

De minha cabeça vem o desenho de cada personalidade, de como devo lidar com as pessoas a minha volta.

Adapto-me bem as situações as diferentes formas de ser. Revelo meu interesse sem emoção, nervosismo, ou qualquer outro sentimento.

Mantenho-me distante, sorrateiro a espera do que pode ser o objetivo final. Abuso da forma humana de ser dos outros. Uso do nervosismo, da raiva alheia para descobrir o que é de meu interesse.

O tom sereno na fala pode ser uma ótima e vantajosa forma de irritar aos que estão nervosos com a situação.


Matheus.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sobre o meu mundo.


Caminho por meu mundo. Estou confuso, talvez bêbado, ainda não sei o que se trata. Vejo os demônios que rondam meu céu.

Voando por tais bandas me dou ao luxo de sentir a brisa em meu rosto. Aprecio da preguiça, da avareza e não nego que prezo o ódio a quem não me apetece. Estou envolto ao mais brando prazer da vida. Escuto minhas músicas, bebo minha dose, quase que diária, de vodka e vejo o infinito fracasso alheio.

Dentre meus pensamentos as bobagens predominam, mas por vezes ainda tenho algum pingo de sensatez. Anseio os meus desejos, quero meus projetos realizados e sucesso eterno.

Acompanhado da branda desilusão e solidão vou ao encontro de meu sofá. Refresco-me ao ligar o ar condicionado. O calor, antes insuportável, agora já não é mais problema. O oásis de meu mundo chega ao cume, ao apogeu da felicidade e do delírio quando ligo a televisão e me deparo com o Grêmio campeão.


Vou voltando ao mundo real, sonolento e insosso, como sempre fui e sempre serei.

Matheus.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sobre uma quinta feira.


Tudo está escuro, nada parece ter vida nesta madrugada semanal. Ao som de Guns n’ Roses vou lendo e tentando escrever.

A madrugada por tantas vezes fora minha amiga, mas hoje parece estar dispersa e longe de uma conversa amigável.

Nas noites como esta é que me sinto livre de tudo que eu não goste de ter.

Não tenho mais os, antigos, pensamentos e agradeço ao bom Adolf por tantas vezes me ouvir. Já escrevo por diversão e prática, não mais por uma causa, ou bem estar momentâneo.

Não quero fazer deste um documento histórico, tal qual um diário, longe de mim isto, mas por vezes gosto de relatar tais acontecimentos.

Muitas coisas parecem estar mudando, ao menos eu queria que mudassem e isto parece estar fazendo efeito.

Minha concentração determina o que sou capaz de fazer e hoje já penso que tudo está ao meu alcance. Diria ser confiança, quem sabe, mas realmente acho que sou capaz e isto jamais fugira de mim, apenas estava escondido.

Entre um copo de vodka, whisky e afins vou regar meu final de semana com a motivação de me divertir e sucessivamente divertir aos outros.

Que o riso continue a sair fácil e que isso não se modifique, não mais.


Matheus.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sobre outra história.


Não sei o motivo de ter a deixado ir embora. Fui tolo como sempre. Acreditei em minha mais absurda falácia. Achei ser possível controlar o que sequer sabia que existia.

De minha boca duras palavras foram ditas, sem sentido e sem razão eminente. Não choro, isto é coisa de moça, mas me arrependo de não saber sentir a situação, ser sensível a este tipo de apelo.

Não era o conto de fadas que tanto retratei, mas era de suma importância e hoje vejo a falta que me faz. Sinto falta de sua presença, de seus lindos olhos e seu cabelo reluzente.

Estava exposto e isto me deixara completamente insano. Não poderia quebrar a escrita, a estirpe de frio por uma mera sensação de paz, de estar completo.

Preferi ficar com meus dilemas e com minhas teorias que até me completam, porém elas não têm a mesma beleza desta que descrevo.

Hoje percebo o erro, talvez acerto, para quem pense em manter sua identidade, mas é fato que ainda a sinto e a desejo como sempre a desejei.

As palavras árduas seriam substituídas por clássicas frases de galanteio e procuraria tirar-lhe um sorriso para mais uma vez a beijar. O passado não voltará e nem quero, mas ainda eis de ter minha chance de falar o que tanto guardo.
Matheus.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sobre uma mente confusa.


Sempre fui fechado e dificilmente mostrava meu real sentimento. Tudo soava tão falso nas vezes que ousei declamar o amor, ou quando tentei fazer algum carinho.

Parecia tão irreal e de certo ponto até era. Não me sentia a vontade fazendo uma cara bonita, não que a tivesse, ou mostrando um olhar apaixonado.

Jamais tive desenvoltura para tratar de meus sentimentos e na verdade continuo não a tendo.

Revelo meu mais profundo sentimento em ocasiões estranhas. O álcool tende a revelar meu acobertado sentimentalismo e o dá até tons de confiança, tais como expressões e olhares profundos.

A madrugada, que por vezes fora minha amiga, insiste em revelar quem sou, ou quem sabe quem não sou. O sentimentalismo da madrugada é exacerbado e parece não ser real, talvez não seja. Tenho doses da antiga paixão e as uso de acordo com o grau de saudade que sinto.

Não mudarei a forma de ser, até por não conseguir. Desconheço a forma de carinho, ou atenção para quem gosto e acabo os tratando da mesma forma como os demais.

Do outro lado de meu, não tão, brilhante cérebro está a parte como me relaciono com as brincadeiras, tramas e afins. Sinto-me totalmente à vontade para criar e elaborar algo que não tenha real motivo, ou que seja para sacanear alguém. Não importa se conheço, ou se não conheço; se gosto, ou desgosto, pois o importante é que a brincadeira tenha sucesso em seu final.

Chega a ser engraçado a forma como venho a agir em tais circunstâncias e com as mesmas pessoas. Pareço intimidado ao manifestar algo, talvez não tenha o que manifestar quanto ao sentimento. Mas me sinto livre para fazer algo que divirta a mim e aos que estão ao meu redor.

Por vezes penso que está deva ser a minha forma de manifestar o que sinto, por brincadeiras e não direcionando um carinho, ou palavras de afeto. Sou estranho e isto só reflete o que sempre preguei.



Matheus.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sobre a irritada.


Como é irritada esta garota de baixa estatura e que em mim provoca calafrios. Já ousei uma vez lhe dizer que me causava atração.

Seu jeito invocado e mandão contradiz todos meus pensamentos machistas. Fico perplexo e sem saber o motivo de tal encanto. Sinto informar que devo ter prazer na irritação alheia, mas ela me causa mais que esta pura sensação de encher o saco.

É gentil e doce quando quer, quando está em poder do álcool também. Sua entonação de ordem me faz rir e me causa tamanha alegria. Ela me atrai por seu jeito e por seu pequeno tamanho.

Não há como não provocar esta que se irrita por tão pouco. Gosto de irritá-la e causar-lhe raiva, de saber o que sente por suas reações.

Jamais eis de esquecer a ligação mais sincera e melódica que recebi. Ainda vou cumprir o que um dia lhe falei.


Matheus.

Sobre parecer real.


É fácil se sentir no comando. Tenho a nítida sensação de controlar o que sinto. Por vezes me pego a pensar no que já fora esquecido e finjo não perceber que ainda não a esqueci.

Meu pensamento ainda se refere a ela com perfeição, porém insisto em dizer que não a desejo mais.

Não existe beleza no que retrato, a não ser que alguém pense como eu e ache a decepção muito conveniente.

Como posso gostar dela, se em sua felicidade eu fico triste. Sou apaixonado por meu ego. Quero somente meu bem estar, claro que ao lado dela seria melhor.

O egoísmo é o que sinto e o que passo disfarçado de paixão. Procuro o que ela me dera. A sensação de estar completo é algo que estou buscando.

A decepção me mostrara como agir em certas situações. Sinto prazer em acabar com o conto de fadas que muitos vivem e em destruir esta realidade paralela do final feliz.

O interesse perdura sobre mim e não escondo minhas reais intenções, por mais infames que sejam.

Não tenho vergonha, ou medo de mostrar minha face obscura.

Prego o desapego enquanto não encontrar o que tanto procuro. Tenho a sensação de estar indo bem na matéria de parecer real.

Por vezes imagino situações e a reação das pessoas para assim fazer a minha própria reação.

Pareço real em muitas de minhas falas e expressões. Tiro do fundo de mim, daquilo que sequer existe, a ternura, a simpatia desejada em certos momentos.


Matheus.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Sobre eu mesmo.


O ressentimento é minha capa. Fiquei vagando pela desilusão até encontrar minha real motivação.

Tenho consciência de que me tornei rancoroso, mas de forma alguma isso mudara meu jeito de agir, ou de ser.

Já faz bastante tempo que adotei a forma preguiçosa de ser. Não exponho minhas emoções, talvez por preguiça, ou quem sabe para me preservar.

Até sou de agir por impulsos, mas tenho grande parte das ações já planejadas em meu subconsciente.

Não gosto das pessoas e as trato com frieza, sem raiva ou ódio.

Consigo facilmente controlar o que sinto em determinas situações e tenho domínio total de meu corpo. Faço uso de expressões faciais que sequer tenho por espontaneidade.

Não altero meu comportamento, não sinto o nervosismo padrão e adoro uma discussão, desde que baseada em argumentos, sem imposição, ou gritos de intimidação.

Meus conselhos não são sábios e faço uso de muitas palavras de baixo calão.

Tenho prazer em tramar algo, por mais simples que seja. O troco sempre será dado, não importa quanto tempo se passe, mas eu não sou de esquecer quem me fez algo de ruim.

O tom de ironia é marcante, porém nem tudo é brincadeira. As falácias de que sou frio já são reais e começo a gostar disso. Não consigo sentir pena, ou qualquer coisa que esteja ligado a isto.

Meu olho costuma brilhar e fico ensandecido a cada oportunidade de demonstrar minha falta de sensibilidade, ou a loucura que tanto imaginei.

Começo a achar que não é apenas uma imposição o fato de me achar louco. Por vezes tenho surtos que não consigo controlar. Sou psicótico e salto os olhos, tal como berro sem algum motivo prévio.

Estou me conhecendo cada vez mais e isso me torna mais e feliz, se é que a felicidade existe.

Me sinto completo e revigorado.

Matheus.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sobre a misteriosa


Seu sorriso me contagia. Ela me seduz com seu mistério.

Estou fora de mim. Quero loucamente a ver, a tocar e sentir seu cheiro.

Estou instigado envolto a sua beleza e tamanha complexidade. Ela parece se esconder, parece ser difícil e isso só me faz a querer cada vez mais.

Seu belo corpo é mais que um atrativo convite à sedução. Quero saber mais, porém não sei por onde começar. Estou em êxtase e ela faz parte desta sensação.

As conversas mesmo que brandas me deixam milhões de perguntas no ar, centenas de duvidas e apenas uma certeza. A quero a qualquer custo, mesmo que eu ainda não saiba quais são seus gostos, ou que não a entenda por completo.

Ela é única e me sinto idiota ao tentar lhe falar como a admiro.

Seu olhar, mesmo que visto por poucas vezes, é penetrante e pareço a conhecer a décadas. Nos damos bem, ao menos eu acho isto, mas não quero ficar só sendo amigo de alguém que me encanta tanto.

Seu mistério é seu mais belo encanto e quero a desvendar por completo. A forma como é direta e decidida me passa um charme mais que redundante.

Repito por mais uma vez que estou seduzido por ela que pouco fala comigo.

Matheus.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Sobre a Campanha.


“Mamãe eu quero subir no ranking do BlogBlogs!” - É o nome da campanha que começo a participar.

Anote a sua posição atual e, ao final da campanha, olhe para trás e dê risada do quão medíocre você era antes dessa campanha.

Não perca tempo, divulgue já para todos os seus amiguinhos. Não perca tempo. Link é relevância!

Essa é uma iniciativa dos blogs inSUPORTÁveis e Rafabarbosa.com.

Blogs Participantes:



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Sobe conciliar.


Ela não é assim. Ela não é tudo isso que descrevo. Não é doce e sim rude; é bela e indiferente.

O quadro parece perder validade, ou mentiras a parte, ele parece jamais ter sido criado. A decepção é mais bela que poderia imaginar e isto me faz ser mais frio. Frieza que eu tinha e frieza que aperfeiçoei.

Eu não sou assim. Jamais fui sentimental. Ninguém me vira da forma como pareço escrever. O que é falso se confronta com o que parece ser verdade e mesmo assim continuo sem respostas.

Entre baladinhas e músicas pesadas vou variando. Pareço controlar o que antes me afligiu e o que antes me era de bom grado.

Eu admito minha estranheza tradicional. Não tenho pena, nojo e compaixão. O quão estranho sou ainda é um mistério.

A sinceridade parece ser minha inimiga, mas a considero uma fiel companheira, uma de minhas qualidades, ou seria defeitos dos quais gosto.

Não sei do que gosto e se realmente gosto. Pareço desgostar do gosto e assim gostar do desgosto.

É inimaginável como me sinto complexo, como talvez eu seja e como simplesmente resolvo minhas pendências com simples ações. O difícil não me atinge, talvez o fato de fingir que é fácil ajude neste ponto.

Faço teorias e por incrível que pareça elas se encaixam em meu perfil, não dou bola ao dos outros, pois estes não me interessam.

O que sinto por eles, os outros, é irrisório. Minha falta de consideração pode ser marcante, mas não vejo mal em revelar o que todos escondem.

Não gosto e tenho aversão ao falso moralismo, às falsas amizades e a falácia de alguns.

Ela me causa simpatia, faz minhas mãos ficarem tremulas e meu sorriso espontâneo. Ela é bonita, mas não é só isso que me atrai. Eu sou feio, isso todos concordam, e gosto do diferente.

Eu sou diferente e desgosto do normal. Tenho imenso prazer em não ser como eles, em desafiar o tão falado senso moral. Gosto de não seguir padrões e quiçá isso me faça diferente, único talvez.


Digo a verdade Adolf. Ao menos uma vez eu consigo conciliar tudo que sempre preguei.



Matheus.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sobre variar.


Já não sei o que quero, ou o que sou. Por vezes modifico meu humor, meus pensamentos e formas de agir.

Questiono minhas escolhas, minhas dúvidas e minhas ambições.

Habituei-me com a inconstância e ela parece fazer parte de mim já. Não vivo mais a sombra da tristeza, não que tenha vivido, mas ao menos isso fora resolvido.

Algumas vezes tenho a sensação de ser antigo e ter voltado ao começo de tudo, a minha real essência. Por outras vezes me vejo apegado ao comodismo da lembrança vaga e pareço realmente ter mudado, só não sei se fora bom.

Meu humor, apesar de variável, jamais recusara uma boa piada, ou brincadeira, por mais sem graça que esta possa ser.

Modifico minha fala mansa e irônica de acordo com o que sinto no dia-a-dia. A ignorância é padrão e não se modifica.

Vejo-me diferente, porém nada mudara, ao menos não parece ter mudado. Minha estirpe continua a mesma e gosto do estereótipo de mal educado, ou sincero demais.

O que for está bom e acho melhor viver cada dia, de acordo com minha variação, ou inconstância de personalidade.


Matheus.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sobre implicar.


Tenho dom, ou talvez seja retardado. Às vezes penso que tenho problemas e até que gosto de tê-los em certas ocasiões.

As papas na língua parecem não fazer parte de mim.

Diria que autentico é uma característica que me define bem.

Tenho imenso prazer em divertir os outros, nem que para isso alguém pague o pato, e também fazer careta insinuando uma outra personalidade.

Gosto da implicância e acho que a desempenho com desenvoltura de quem tem o dom para isto.

O palavrão é usado com freqüência e também já demonstra a falta de sensibilidade com as coisas, ou pessoas.

Tudo que faço é de caso pensado e não me intimido em dizer que sou oportunista e estúpido para usar algumas fraquezas aparentes.

O fim que desejo não é belo e com final feliz, mas sim de intenso incômodo e implicância.


Ao bom amigo reservo a única palavra de bom grado que me vem a cabeça. Boa noite e sinta satisfação de ter sido agraciado com tal exclamação.



Matheus.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Sobre mais uma história.


Encontro me quase deitado. Bocejo intensamente e meus olhos pestanejam calmamente, quase se fechando.

Grande Adolf eu me sinto muito bem. Estou em paz comigo mesmo, sinto controlar meus pequenos surtos emocionais. Minha aparência, apesar de não ser bela, me rende bons frutos e a confiança esta em alta.

Continuo o mesmo ser ignorante e grosso de antes. Faço piadas infames, falo mal de quem não gosto e trato mal a todos que não me apetecem. Orgulho-me de não agradar ninguém para conseguir as coisas. Sou adepto da sinceridade e por vezes isso me prejudica, mas nada que não possa ser contornado.

Gosto da forma autêntica como me manifesto. Meus olhos ainda são pequenos, não mudarei meu olhar irônico. De minha boca só ouvirás baboseiras, ou piadas sem graça.

A brincadeira é sempre a mesma, a não ser que a outra personalidade assuma o comando. Tenho imenso prazer em revelar a tendência à loucura. Isto ainda continua igual. Por algumas, raras, vezes eu assumo meu ego mais esquizofrênico, problemático, engraçado e até assustador.

Meus surtos psicóticos me fazem parecer hiperativo, inquieto. Tento parar, mas não consigo.

Repito frases que acho engraçada e implico com os que estão a minha volta. Faço o olhar de louco, quem sabe tento intimidar aos que estão presentes. O álcool é meu amigo e gosto da forma como nos relacionamos.


Tenham sossego nestes dias em que ficarei fora. Aproveitarei meu final de semana e até o domingo a noite.


Um abraço grande amigo.


Matheus.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sobre isso mesmo.


A neblina cobre o céu. Não consigo ver o intenso azul do mar, ou a simples falta de movimento na praça. Sinto o calor do nervosismo, aquele que já não sentia há algum tempo.

Queria escrever algo bonito, mas não sei se consigo. Já faz tempo que ando relaxado e quase não escrevo nada que preste, não que um dia tenham prestado.

Ainda me recordo do teu suave perfume e o cheiro que era teu, segundo tuas próprias palavras.

O tanto de tempo que fiquei sozinho não fora suficiente para te esquecer. Nada e nem ninguém fora capaz de me completar. Sinto enorme vazio quando estou com alguém. Tuas lembranças por hora me prejudicam e até já viraram padrão de perfeição.

Sinto-me na obrigação de ser quem só fui contigo. Não consigo ser mais uma vez simpático, ou carinhoso. Não me sinto mais ansioso para uma saída, por mais importante que ela possa ser. As coisas me lembram de ti a toda hora e sinto-me inofensivo a tamanha conspiração, ou talvez lembrança que eu mesmo tento manter.

Deito em meu travesseiro e não demoro a pensar no que fora crucial para o fim. Quem sabe fui apenas mais um, talvez não fosse o certo, tal como tu fostes para mim.

Tu és a garota certa. Não sinto vergonha em falar que tu realmente mexeste comigo e isto parece não passar.

Olho fixamente para a parede e vejo teu sorriso, um tanto quanto rosado. Escuto a música que me mandastes e já sinto tuas mãos junto das minhas. Guardei para mim cada sorriso, cada frase e cada bilhete, mesmo que por computador do qual foram direcionados a mim.

Por vezes me sinto bem, talvez ao ler a carta que me mandastes dizendo que um dia fui perfeito. Mas na maioria das vezes sinto a decepção me assolar e tu não imaginas a falta que faz ao meu dia-a-dia.

O que tentei fazer por ti eu não faria por ninguém e mesmo assim ainda sinto receio em contar, lembrar que fui, ou que ainda sou apaixonado por alguém que não sabe meu nome.

Já não imagino um encontro. O final feliz se perdera entre os muitos distúrbios que tenho, mas ao menos tua bela imagem não fora manchada, não para mim.


Matheus.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Sobre Meados de 30 - Parte XI


Ainda nervosa Julita cai no choro. Compulsivo e seguido de soluços faz crer que ela passa por um momento de tristeza sem fim. O que acontecerá ainda é novidade a bela jovem e ela custa a acreditar que perdera sua inocência de forma tão banal.

O clamor de seu lamurio acorda Vlad que até então dormirá em paz, sob a luz do prazer e da glória.

Aos prantos Julita tenta iniciar o que seria uma conversa crucial, tanto para sua vida amorosa, quanto social. O tom das repostas do belo cafajeste são capazes de interpretar que o esperado acontece e a bela jovem não passara de só mais um atrativo ao sedutor Vladimir.

O relógio badalava o meio dia quando Julita sai do apartamento, da qual vivera sua primeira experiência sexual. Sob o olhar desconfiado de todos que estavam na rua, neste domingo ensolarado, Julita caminha, com cara de choro, em direção a sua casa, em direção a sua família.

O dia sequer começou pelos ares da zona nobre da capital. Ainda colhendo os louros de sua vitória, Isabell se encontra deitada entre lençóis de seda. As garrafas de Champagne ainda estão em seu quarto, assim como alguns de seus amigos que por ali mesmo dormiram.

A festa fora boa e como de costume o álcool fora um dos principais motivos para tal alegria. A bela e rica garota comemora madrugada a dentro junto de seu novo affair, este que a conquistara no baile que a coroou rainha.

A segunda feira promete ter boas surpresas pela Escola Metropolitana e as fofocas do grande baile já correm pela cidade.


Matheus.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sobre a noite.


A chuva começa a cair. Forte e ao som dos relâmpagos ela faz a noite parecer mais gélida do que realmente é.

Tenho receio da noite, isso para não dizer angustia. Gosto da calma que me traz, porém os calafrios me rondam a cada barulho estranho.

Os raios começam a iluminar a sombria noite. Vejo algumas luzes acesas e o mar agitado ao fundo.

O vento balança minha cortina e já aproveito para sanar o calor insuportável que sinto. Presto atenção aos detalhes da vida noturna, seja no agito do final de semana, ou no cotidiano da rotina semanal.

Tomo meu copo de Coca Cola na janela. O vento bate em meu rosto e meus cabelos caem sobre minha face enquanto penso sobre o que escrever ou no fato de só a noite sentir a calma para fazê-lo.

Os cabelos que arranco servem de inspiração e a cada enrolar, eu sinto uma sensação gratificante.

O alivio toma conta de mim e gosto de estar sozinho, apreciando tais momentos de reflexão.

O sono por vezes atrapalha estes momentos de redenção comigo mesmo, mas não que isso seja um empecilho.

Recolho-me sem saber sobre o que escrevi, sem sequer saber o sentido disto, mas com vontade de dormir, ou ver alguma série da qual sou viciado.


Por hora me despeço com um singelo tchau, ou um até breve.


Matheus.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Sobre um ano.


O cansaço me consome e o sono já fecha meus olhos. Tudo que senti nestes últimos dois dias parece ter passado, ao menos por hora.

Bocejo lentamente e já busco minha cama. O final de semana que se aproxima não me rende boas perspectivas, mas fico aliviado em saber que poderei ao menos beber.

A bebida que já faz parte de meu final de semana é boa e me liberta. Sinto enorme prazer em apreciar um bom copo de vodka e ser mais sincero e espontâneo com as pessoas.

Tenho sonhado seguidamente com a mesma coisa. Não crio falsa expectativa grande amigo, mas não deixo de pensar que isto soa estranho dentro de minha cabeça.

Já não sei mais como me livrar deste que agora vem me assolar pela madrugada em meus brandos sonhos, longe do controle de minha mente, perto do controle emocional que não tenho.

O que resta é esperar e ver no que esta sensação, falsa, ou não, tem de real.

Que a monotonia e a rotina deste final de ano se acabem. Isto que espero destes poucos momentos que restam de um ano não tão brilhante como eu esperava.


Matheus.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sobre o cansaço.


Estou cansado. Sinto-me estranho, enjoado e com dores.

Tenho dor de cabeça e mal consigo pensar, quanto mais escrever. Não estou bem e o calor agora me parece excessivo, assim como o forte peso que sinto sobre meus ombros.

Estou de mau humor e me irrito fácil com a situação que começo a viver. Estou enjoado, entediado com os últimos acontecimentos, ou os mesmos acontecimentos.

O ano começa a passar devagar e parece que tudo virou rotina.

Não agüento mais saber que sempre faço as mesmas coisas e que em muitas delas sou obrigado a conviver com quem não gosto.

Tenho nojo de algumas atitudes e não agüento ver a socialização falsa que muitas vezes ocorre.

Sou de fato estúpido e grosso. Orgulho-me de não ser como os outros e sempre deixar claro minhas reais intenções.

Por hora fica por aqui. O peso começa a bater mais forte sobre meus ombros já cansados.

Vou em busca de minha cama com a dúvida de algo sério, ou de um simples mal estar.




Um abraço e até outra hora Adolf.


Matheus.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sobre ela.


Pareço pressentir algo. Estou agoniado, angustiado e aflito com isto que pareço prever.

A música não sai de minha cabeça e parece me perseguir. Gosto de ouvi-la, de saber que isto significa algo a mim e que não esqueci por completo.

Respiro fundo para escrever que ainda a quero; que jamais deixei de querer e que sinto falta de algo que nunca existiu.

Nada fora igual nestes meses que se passaram. O vazio deixado ainda não fora preenchido e por alguma razão ela volta aos meus sonhos derradeiros, aos meus pensamentos rotineiros e a escrita mais que marcada.

É inegável a falta que sinto, e como todos notam o quão diferente fui enquanto com ela estive.

A vejo nos belos sonhos, sinto sua presença em minha estranha palpitação. Já desisti de esquecê-la, como se isso fosse possível também. Conviverei com este que por algum motivo me deixa agoniado.

Pago o preço do que sempre fiz, já diria minha sábia avó. Sua imagem está guardada, porém não viverei somente em prol de algo que não me satisfaz, não desta forma.

Quisera eu que isto tudo que sinto fosse recíproco da tua parte e que ainda hoje estivéssemos apreciando uma boa tarde de mãos dadas, ou um cinema no estilo programa juvenil.

As tardes que com ela passei me fizeram parecer diferente. Carinhoso e com nervosismo, algo que jamais demonstrei. Gostava da forma inocente como nos relacionávamos e já me importo de não ser lembrado por ela.

O sorriso de felicidade é estampado em meu rosto, meus pressentimentos ganham força, porém sem uma definição plausível de bom, ou ruim.

Mergulharei ao mar pela tarde a fim de buscar a paz que tanto procuro. Quero retirar tamanho temor que por hora me aborda.

Matheus.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sobre fluir.


O tempo voa e como passa depressa. Parece que ainda fora ontem que senti tudo pela primeira vez, que descobri de quem gosto e também de quando a perdi.

A música que insiste em tocar não me agrada, não quero ser agradado, não por ela.

Sinto vergonha, fico envergonhado, vermelho de saber que ela é inesquecível, ao menos a mim.

Queria que ela tivesse só um pingo do que sinto e que pudéssemos estar juntos, mas isto já se tornara ilusão.

Meu riso é fácil, acho que aprendi a conviver com tais situações, e vou sendo eu mesmo, sem escrúpulos, sem agradar ninguém, a não ser eu mesmo.

É inegável que gosto de ser assim. Sinto-me engraçado, gosto de parecer tal e a risada alheia me traz alegria sem igual.

A bebida me faz ser espontâneo, mais que sincero eu diria e gosto de ver meus olhos brilharem, nem que seja o brilho do olhar bêbado.

A entonação muda e os atos são mais expressivos, é legal ser espontâneo e forçar a situação.

Trato a todos do mesmo jeito, salve exceções de amigos, mas não me venham dizer que sou grosso, apenas sincero e esta característica é marcante.


Adolf o sono me pegou, o cansaço é visível e vou à direção ao sono profundo.

Um abraço e até breve, espero que seja amanha.


Matheus.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sobre aquele velho e diferente.


O que sinto é irrelevante, ao menos tento parecer que é. O quanto fujo de compromissos se confronta a forma como corri atrás de um.

Ainda tento entender o quanto isto tudo mexeu comigo. Já faz tempo que confronto meus próprios ideais e entro em contradição quanto ao que sinto.

A forma como falo não é a mesma como penso, jamais fora.

Sinto a grande presença dela em meu viver e em meus pensamentos já não cotidianos.

Sou fechado e muitos sabem disto, pouco revelo sobre o que sinto, sinta se privilegiado grande Adolf.

O que não revelo está guardado, tal como o que tanto senti. O guardo profundamente e em breves momentos o relembro.

Não gastarei palavras para definir o que tanto já tentei, mas direi que me fechei mais ainda ao mundo mágico onde eu dou as cartas.

Não gosto de pensar que luto contra a verdade e quanto ao que já fora decidido.

Sou persistente, mas não tolo, não neste sentido. Tenho bom grado em revelar que não sou fácil de conquistar e que demonstro total falta de afeição a sentimentos.

Vou à direção do futuro, incerto, mas sem mais projeções do que acontecerá. Estou livre, mas queria não estar. Estou preso a algo que se restringe a delimitar os, poucos, sentimentos que posso sentir.

Não quero mais saber de falsas convicções. O que fora tão belo continua sendo, sincero e inocente, porém já calejado sentimento por ela.

Enquanto isto não passar e também não sei se passará, não sei se quero, eu estou alheio a compromissos, estou longe da forma humana de sentir algo por alguém.



Matheus.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Sobre o igual diferente.


Volto à realidade. A vida de vagabundo me é grata e tenho gosto por tais afazeres, ou falta deles.

Sinto estar diferente, rejuvenescido quem sabe, pode até ser. A bela Porto Alegre revelará meu carinho pela cidade maravilhosa e como posso acreditar em mim mesmo.

Estou de volta, como já diriam os amigos. A piada, mesmo que sem graça já é contada e mesmo com a falta de riso dos outros, eu não tirarei meu sorriso falso e irônico do rosto.

Nada mudou, não aparentemente. Nada está diferente, não internamente. Sou diferente, meu olho brilha e parece que alguns, ou algumas percebem tal fato.

O que tanto relatei é passado, quase esquecido. O que ela me ensinou fora a vontade de ser livre.

Os compromissos não me agradam, não mais, ao menos a curto prazo.

O que me modifica é a confiança e pareço estar com ela desde que viajei.

Dou-me ao luxo de estar em alta comigo mesmo e agora só quero uma roda de amigos, com boa bebida para relaxar.


Um abraço a amigo dos tempos de cólera e que jamais me abandonara. Adolf tu és o cara.

Matheus.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sobre a viagem - O Fim.


A viagem chega ao seu destino final. Estou de volta a casa.

A satisfação de rever os amigos foi grande, no entanto senti muita falta dos amigos que aqui deixei, mesmo que por pouco tempo.

O pouco tempo foi suficiente e tudo fora resolvido. Volto para casa com saudade de um lugar que aos poucos me conquistou.

Sinto-me feliz nesta nova vida e já não sei qual seria minha decisão final.

Não sinto mais as ásperas pontadas do sentimento antigo. Estou feliz e confiante.

O cansaço começa a bater em minha porta e vejo tudo duplamente em minha frente.

Grande amigo, eu vou me recolher, talvez amanha volte com inspiração suficiente, ou não.

Um abraço e meia garrafa de vodka.


Matheus.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Sobre a viagem - parte I


O frio parece congelar meus dedos. O vento que sopra é intenso e faz a sensação térmica ser baixa.

Estou em Erechim e aprecio a bela culinária interiorana.

O aniversário que passei dentro de um carro fora engraçado, diferente, mas ao som das mais diversas músicas.

O ipod que tenho fora de ótimo uso e agora me preparo para mais 6 horas de incessante viagem. Anseio chegar logo a Porto Alegre e o desejo de ir ao jogo fora adiado.

A comemoração de meu aniversário não poderá ser de outra forma e já imagino o trago que tomarei para celebrar entre amigos.

Quero repetir esta viagem, talvez com amigos, quem sabe curtir mais as cidades que passamos e sem pressa de chegar ao destino final.

Bom Adolf, vou lhe mantendo informado, claro que cada vez que assim puder. A viagem recém começara e ainda será bastante intensa.

Um abraço grande amigo e até a próxima.






Matheus.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sobre sei lá o que.


Os dias passaram rapidamente. O sono tirou minhas perspectivas de escrita neste final de semana que passara.

Não tenho inspiração, não sei sobre o que falar.

Meu aniversário chegou e não posso dizer que estou feliz. Sinto a juventude passar em velocidade muito rápida, como em passe de mágica.

Minhas lembranças e histórias vão crescendo ao passar dos anos. Já me sinto um grande contador de causos, um pouco deturpados, mas verdadeiros.

A bebida fora minha companheira pela sexta feira. Companhia das boas, em quantidade, nem tanto em qualidade, mas pude esbanjar e não me sentir mal depois pelo ocorrido.

A viagem fora antecipada e passarei o meu, glorioso, aniversário na estrada. Nem lá e nem cá, não foi isso que eu estava esperando.

Terei de escrever, sinto falta da escrita nos dias que passo em branco, principalmente por esta ter me ajudado tanto.

Já estou completo há algum tempo. Já transpareço gestos e expressões faciais de sentimentalismo.

O recordar não me é mais tenebroso e sei que não voltará, ao menos enquanto eu não quiser.

O aprendizado fora bom. O interesse é marcante e sincero, parece ao menos.

Posso gargalhar mais uma vez, muitas eu diria. Estou como gosto e volto para onde isto tudo fora criado, o berço deste que sequer conhece emoções.


Matheus.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sobre estar diferente.


Adentro a madrugada. As horas passam vagarosamente nesta parte de transição da noite para o dia.

Estou contente. Tive a notícia de uma possível viagem e isso me deixara feliz.

Posso voltar ao meu refúgio, ao meu mais precioso esconderijo. Sinto-me escoltado nas origens, longe de tudo.

A possibilidade me deixa ansioso e palpito como nos últimos meses. A bela cidade de Porto Alegre revela meu lado inocente.

Tenho pouco tempo, quero rever a todos bons amigos e isso acaba custando tempo precioso para “aproveitar”.

Minha branda satisfação se encontra no prazer da companhia. Os amigos, que por tantos anos guardei junto de mim, estão todos lá.

É a oportunidade de matar a saudade, relembrar antigas histórias e contar a eles o que tenho passado, seja bom, ou ruim.

Meu bom coração parece reviver. Hoje fora um dia difícil para ele.

As vagas lembranças tornam a voltar, são fracas e sem toda demasiada felicidade de um conto de fadas, mas mesmo assim atormentam minha mente, quem sabe deturpada.

Meus longos fios de cabelo são as vítimas para uma possível ansiedade, talvez queira descontar neles isto que sinto.

A forma como a amei fora estranha, diferente e longe de uma definição plausível.

Entretive-me ao segurar suas mãos, olhar seu sorriso envergonhado e mesmo que de longe, senti felicidade ao ver seu sorriso sincero mais uma vez.

Por muito tempo mantive longe de mim o egoísmo e até acho que errei neste ponto.

Meu orgulho próprio fora ferido, mas não que isso importasse, não naquela época.

Havia mudado, estava diferente e, por mais que dissesse o contrário, eu me orgulhava deste que me tornara.

Tive de regredir, voltar à condição humana, ou a falta de condição para tornar minha vida racional novamente.

Não estava preparado, não queria estar. Precisava de sua presença para viver junto de mim e assim direcionar este novo que ajudastes a criar.

O mundo em que vivo dizia-me para voltar, não sei se o problema era eu, ou o modo em que sempre conduzi as coisas.

O fato é que estou perdido, não sei onde estou e uma parte minha ficou perdia por aí.

Ficaria grato se algum dia alguém me disser que posso ser completo de novo, de preferência que ela, a quem endereço este texto, diga-me isto com todas aquelas belas palavras que caracterizam o amor, esse mesmo que tanto desprezo.


Matheus.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sobre mais um dia.


O prenúncio fora dado. A última sensação é de prazer. O tempo que estive longe deixou feridas, cicatrizáveis, mas marcantes.

Toco meu ponto fraco a cada vez que reluto em tentar ser quem jamais fui e ao voltar a este que seqüestrara meu orgulho próprio.

O lado sombrio, quem sabe o único, é perceptível. Os interesses ponderam sobre minhas intenções.

Faço uso do sarcasmo e não importa a mim o que sentirão, se bem que isso jamais fora mudado, nem mesmo neste longo período negro, ou colorido, como preferirem.

A teoria funciona. Minha tese passa por aprovação e a parte prática está cada vez mais avançada, claro que testando em mim.

Vou buscando a perfeição e já sinto a confiança voltar, rápida e grandiosa como sempre fora.

Meu brando olhar não revela nada. Minha face sem expressões é um disfarce, ou talvez o espelho do que sinto.

O brilho no olhar não é notado, tal que minhas pálpebras não se abrem muito, por opção é claro, nada de defeitos, ou anomalias.

Minhas constantes provocações e piadas são formas de destruir a moral dos que viso atingir. Não tenho vergonha em revelar meu desgosto por certas situações, ou pessoas.

Como de praxe, tenho certa empatia pela bebida, pela madrugada e pela escrita.

Meu sotaque ainda é forte e, mesmo vivendo fora de meu estado, tenho orgulho de manter tal cultura comigo.

O dito amor é inexistente. O sentimentalismo é mera falsidade e torno-me hipócrita ao afirmar isto.

A palpitação não me é comum, mas a rara exceção se chama Grêmio e por isto prendo-me a dizer que o amor entre pessoas não existe, somente algo acima do entendimento humano pode o causar, visto este time imortal.

Minha rotina é a mesma e a madrugada já se tornara amiga deste que gelado se sente. Meu coração não bate mais e ao som da música conduzo este texto, sem inspiração, pois ela não voltará mais.

Ao gelo que me tornei e ao gelo que sempre fui; a forma como sempre quero ser e a arrogância preponderante, eu brindo a satisfação de controlar, saber domar o que sinto, ou a falta de sentir, seja lá o que for isto.


Matheus.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sobre alguns relatos.


Os relatos da madrugada estão de volta. Tento mergulhar em um inconsciente já distante, não mais atingível.

Quero restabelecer antigas conexões e voltar a sentir tais sensações que por muito tempo relatei.

Meu murmúrio, baixo e sem nexo é sempre o mesmo. Tento reencontrar este que jamais gostei, mas que por hora me faz falta.

O caminho árduo fora a toa e o sucesso não é atingido, espero que não o atinja, não neste desejo.

Purifiquei minha mente, minha fonte do saber. Sou puro mais uma vez. Minha frieza fora restaurada junto de minha racionalidade.

Meu antigo e belo sentimento caiu ao esquecimento. Sua sombra sequer é notada e o rastro deixado é apagado aos poucos.

A força que fiz para relembrar não foi suficiente e meu coração voltara ao normal.

Meu lado sombrio fala mais alto e com grande autonomia comanda meus atos. Cansei do lado emotivo, já não tenho, ou talvez sequer tenha tido, os sentimentos que tanto retratei.

A falta deles me deixa aliviado. Já não tenho o medo de relacionar-me.

Sou alto suficiente e minha forma de ser é complexa. Controlo meu coração, não que precisasse, mas o tenho em rédeas curtas.

Consigo mais uma vez transcender os limites da razão. Ao contrário dos demais, eu não sou normal. Sinto-me um visionário, alheio as relações sentimentais e mais baboseiras emotivas.

Meu linguajar vai se adequando ao meio que estou. Minha sinceridade, por vezes marcante, é notada na forma como me expresso.

Gosto da verdade, uso-a a meu favor a tal ponto de a contrapor a mentira, a falsidade e a invenção de sensações, que por diversas vezes fiz.

O sono que chega não é capaz de relembrar os bons, ou fantasiosos momentos.

Meus pensamentos rotineiros da vida foram incapazes de alcançar tamanho buraco em que joguei estes terríveis males que me assombraram.

Os poucos bons momentos sucumbiram à razão, à volta por cima da arrogância e chatice deste que vos escreve.


Matheus.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sobre tudo.


Meu instinto não falha, não mesmo. Percebo a malícia, não sou fácil de convencer e percebo as intenções, na maioria das vezes, ruins.

Pareço prever e antecipar o que acontecerá.

Meu nome já é conhecido e minhas virtudes também. A sinceridade é marcante, gosto dela, e meu bem humor já é mais que cotidiano.

Tenho sono, estou cansado, mas continuo a pensar, quem sabe formular minhas teorias.

Sou complicado e tenho de achar algo racional na irracionalidade. Não tenho traços da normalidade, ao menos não pareço, e gosto de ser assim.

Compartilho minhas opiniões e muitas vezes as imponho perante aos fáceis de controlar.

Gosto de mandar, e como gosto, me sinto bem frente aos que se subordinam pela autoridade deste que vos escreve.

Meus gostos, mais que excêntricos, são esquisitos perante o senso comum. Tenho total empatia por ditadores e até tento entender seus motivos.

Os piercings que tenho são de meu inteiro gosto e não faço questão de mostrá-los para causar boa impressão.

Tenho certo gosto pelo caseiro, apesar de não negar uma boa festa. Sou fã ferrenho de uma discussão, assim como uma boa cerveja.

Meus amigos são importantes e apesar de não sentir muito, ou não saber sentir, sentimentos por eles, sei reconhecer o valor de uma boa amizade.

Valorizo tudo, desde as pequenas coisas, até as grandiosas e mais importantes.

Sinto-me estranho ao saber que sou solitário, que tenho prazer em não ser legal, ou praticar a gentileza.

Acostumei-me a viver desta forma. Já não sou mais criança e reconheço que delineei minha vida, ainda, curta.

Tracei meu próprio caminho, minhas escolhas e racionalizei qualquer forma de irracionalidade dentro de mim.

Não sinto, não mais, e provavelmente não voltarei a sentir.

Sou vazio e vejo com brincadeira isto, assim como sempre o fiz.

A mágoa e o choro revelado jamais foram reais, não desta forma. A deturpada madrugada necessita de um sentimentalismo exacerbado.

Não nego que ela revelara meu doce fracasso como amante, mas isso não acontecerá mais.

O prazer é tudo que busco. Meu rosto, mais que risonho, é irônico agora e aproveito para galantear. Sou um palhaço, por opção e por gosto próprio. Faço graça e realmente me sinto bem.

A hora é propicia e tendo a revelar que exorcizei meu pior male, aquele que ameaçou derrubar o último dos racionais, o primeiro de uma nova época.

O interesse tende a dominar e minhas teorias quem sabe serão comprovadas em um futuro próximo, ou não.

O alucinado Matheus termina por aqui.



Matheus.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sobre um dom.


Sou um dos últimos, ou quem sabe o primeiro. Tenho um dom e aprendo a utilizá-lo, ou ao menos pareço aprender.

Por longos meses fui carente, precisava desta paixão, talvez fictícia, talvez real. Cansei minha lábia e meus pensamentos para descrever, com sinceridade, uma causa nobre e perfeita.

Minha cabeça fora refeita. A lavagem cerebral e toda esta ladainha de amor foram por água a baixo. Minhas teses são reais, funcionam para mim, nem tanto para os outros.

Foco minha estapafúrdia mente aos motivos, fatos e afins que me fizeram ser quem jamais deveria ter sido.

Enxergo com clareza minha antiga tolice e somente fui capaz de superar ao descobrir que a controlava. Sabia de meu gosto, de sua beleza e assim acomodei-me perante a esta, primeira, paixão.

Era tão belo que fechei meus pequenos olhos ao ridículo, ao inesgotável fracasso e falta de orgulho, este que por tantas vezes me orgulhara.

Não sei o que virá, nem poderia, sou louco, mas não vidente. Minha vida tende a novos rumos e a volta para a casa querida é bem possível.

O futuro é indecifrável e ainda descobrirei como este funciona.

As brincadeiras são constantes, tal como o sorriso fácil e enganador.

Por opção mantive um amor insípido, puro e meigo, e por esta mesmo opção acabo com qualquer forma de afeto que pondere sobre mim.

Praga, chato e implicante, estes sim meus verdadeiros apelidos.

Até breve Adolf. O sono começa a virar meu amigo e tenho de lhe dar a chance de mostrar suas alucinações.



Matheus.