segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sobre um inferno.


Estou recluso, cá em meu canto, meu esconderijo mais que perfeito.

Ainda sob a dor, eu, caminho, vago entre meus delírios rotineiros e meus lapsos de sensatez.

O calor me sobe, estranho e descomunal. Meu peito se abre e meu vazio parece exposto, tão desguarnecido e fraco. Meus medos parecem sair, procuram me amedrontar perante a esse inferno que vivo.

Tento suportar, mas torna-se cada vez mais difícil conviver com tal erro, com tal culpa.

Meus olhos se fecham na busca por uma solução, algo que possa saciar esse vazio deixado. Ainda que pequenos, meus olhos, fitam o horizonte, belo e em completo silêncio, nesta madrugada quente.

Meu peito palpita de forma descontrolada, agonizante a ansiosa. Meu corpo inteiro sua gelado e se mostra apreensivo. Minhas lágrimas secaram, não mereço tal clemência, tamanha fora minha crueldade.

Despeço-me da dor com um salto, ao infinito, as nuvens para sonhar e tentar apagar essa chama que ainda me consome.

Para que de onde esteja, seja um anjo, de chifres e rabo, eu possa cuidar de ti e lhe manter longe de qualquer um que um dia venha a lhe fazer mal, como um dia eu fiz.


Matheus.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Sobre a minha maior dor.


Eu te amo. Talvez isso bastasse para representar o que tu és para mim, o quão importante é tua presença, mas não, isso não basta.

Eu ainda te amo e como sempre te amei. No silêncio dos últimos meses me mantive e a sombra dessa paixão, deste amor, se mantinha branda e triste, porém escondida em cada sussurro, ou lágrima derramada.

Meu peito dói, dói de uma forma antes jamais sentida e que me assusta. Eu sinto que perdi, entre meus erros, muitos deles, eu te perdi, talvez para sempre. Meu vazio parece me consumir em uma dor insana, sem previsão de fim.

Eu errei, sei que errei. Meu arrependimento parece me enlouquecer, mostrar que meus defeitos superam minhas qualidades em tal ponto.

A dor parece não passar, não sinto alivio ao escrever. Meu amor persiste em lutar, crer, mas sem forças não sei se agüentarei ficar afastado, com a culpa de ter acabado tudo, de ser o destruidor do meu mais belo e puro sentimento.


Com condolências, Matheus.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Sobre essa coisa estranha.


Não posso mentir. Meu peito me desmente, mais uma vez. Ainda sei como é sentir aquilo tudo que tanto descrevi.

Minha palpitação rápida e diferente começa a ser sentida mais uma vez. Meus olhos estão cheios de lágrimas, lágrimas que mostram o que isso tudo me causa e o que eu ainda sinto.

Dentre meus pensamentos, tu, és dona de tudo que me passa e de tudo que um dia já pensei.

Tento fingir, esconder, mas nada consegue dissipar o que isso ainda importa para mim e o quão importante és para a minha pessoa.

Despeço-me em tom melancólico e sabendo que talvez isso não tenha importância alguma para ti.



Matheus.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sobre um longo tempo.


Intenso calor que parece não passar. Meus olhos teimam em continuar abertos, dispersos no marasmo sem fim desta noite mais do que quente.

Estou sumido, talvez revigorado e não mais propenso a longas conversas com minha antiga terapia.

Tudo mudara e nada é como um dia foi esperado. Meus medos se foram, minha confiança voltara e mais uma vez posso dizer que estou bem.

Um sorriso me encanta, talvez este seja um começo, mas isso só o tempo dirá.

Minha cabeça parece se confundir em datas, já não me recordo de muitas coisas, mas isto eu devo aos goles exagerados de vodka, ou absinto.

Entre um copo e outro tudo corre bem e não tenho nada a reclamar, a não ser da falta de prática para escrever, este pequeno texto já está me enojando.


Despeço-me, sem uma data prévia para voltar.


Matheus.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sobre uma a volta dos que não foram.


Acho que já não tenho a mesma prática de antes, mas tentarei, serei breve em minhas palavras.

Meu mundo parece diferente, pareço vagar por nuvens, talvez um sonho, em que o marasmo se fora e levara consigo todo o tédio e o que um dia já não me foi benéfico.

Sinto-me renovado, a cada palavra não me alivio mais, porém, encho-me de alegria e talvez consiga projetar a felicidade por entre nossos abraços.

É verdade, estou sumido, nada me causa mais pavor, não sinto meus antigos receios, ou medos que por tanto tempo me cercaram. Sinto meu olhar diferente, ao horizonte, sem a pressão que um dia me fora tão casual, ou o medo de me afundar em algo do qual não seria capaz de sair.

Eu te peço que acredite em mim, pois meus dedos pedem clamor, querem lhe escrever, mesmo que seja em um pedaço amassado e com uma caligrafia ridícula.

Meu sorriso é sincero, meu abraço quer lhe confortar, te deixar segura e mostrar que tudo é verdade.

Por mais miseras linhas vou caminhando, junto de um copo, ao bocejar da madrugada e no brilho do meu olhar, eu, quero que saibas que isso vai dar certo.


Matheus.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sobre um sacrificio.


Por tanto tempo fui capaz de me conter, mas hoje isso parece não funcionar. Muito tempo se passara e posso dizer que estou melhor, de uma forma como sempre sonhei estar, no entanto, meu humor parece variar de forma inusitada.

Meus pensamentos vagam em um marasmo sem fim, coordenados por minhas batidas estranhas, por vezes agonizantes.

Tento respirar fundo, mas nada parece dissipar tamanha agonia, tamanho conflito interno, uma sensação de dor, da ânsia de um choro.

Tudo parece rondar sobre ela, sobre o que sinto por ela e como lido com tal.

Sinto-me longe, distante de tudo que um dia fora tão belo, de toda fantasia que um dia criei e que por algum tempo tentei manter.

Minha dor parece afetar meu humor e minha capacidade de pensar. Minha imensa saudade consome tudo que um dia disse e todo aquele amor, aquela paixão vigorosa que sinto.

Tua felicidade me conforta, jamais gostaria de vê-la triste. Sinto dizer que por entre um choro escondido, destes olhos mais que vermelhos, eu, despeço-me de ti, afasto-me por um bem maior, para que tua felicidade possa ser plena sem a minha figura incomodativa.


Matheus.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sobre o meu vazio.


Tanto tempo se fora, mas ainda posso recordar, talvez jamais eis de esquecer. O vazio deixado nunca foi preenchido e, sinceramente, acho difícil que seja.

Por minha nostalgia caminho, vagarosamente, ao encontro da minha melhor lembrança, do meu mais marcante momento.

Ela se fora, mas tal marca, tal vazio ainda são sentidos em mim, por mim.

Relembro com um sorriso fácil o que vivi, o quão pude ser feliz, me surpreender comigo e com o que senti.

Meus pensamentos me levam a ela, consigo visualizar suas bochechas rosadas e sentir aquele perfume suave que ficou impregnado, junto de meu desejo.

Sinto meu peito palpitar de forma louca, meu coração se assanha, só de pensar nela, naquela que tanto amei, naquela que eternizei.

Meu amor não fora esquecido e as lágrimas, não mais de tristeza, tentam sair de meus olhos. Por teus dedos pude brincar, sentir cada pedaço teu em um abraço, sincero, carinhoso e meigo.

Ainda gosto de lembrar do amor para sempre que tanto lhe falei e que perdura até hoje.

Faltam-me palavras, me sinto bobo, perdido e envergonhado, mesmo que longe, mesmo que esquecido por ti.

Hesito em escrever, não sei como mais o fazer, como tentar demonstrar o que um simples sorriso revela.

Tu, que sequer me conhece, ainda me causas intenso calafrio e uma sensação indescritível de paz.

Estranho me descobrir por ti, saber que mudei e que por ti faria tudo de novo, sem titubear, mesmo sabendo que o final seria este.

Matheus.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Sobre o divã.


Meus olhos querem se fechar, teimo em deixá-los abertos.

Ainda que sonolento, eu, tento escrever, talvez sem um causo, uma história, mas tentando me decifrar.

Por entre meus pensamentos alço vôo, incrível imaginação. Passeio por minhas alegrias, por meus mais belos dias e conquistas. Consigo enxergar meus anseios, não mais tão assustadores, agora tratados de frente, meus antigos receios e passadas tormentas.

Sinto-me bem, diferente, meio alheio a fatos, aos meus sentimentos.

Não sei o que sinto mais, é estranho conviver com uma dúvida, não saber, ou simplesmente se sentir vazio, mas confesso que gosto, ao menos por agora.

Em brandas linhas tento dizer, talvez desabafar, soltar o grito que sequer sei se existe. Leio e releio, faço minha auto-análise perante o que escrevo ao passar do dia, sou meu próprio psicólogo, por mais bizarro que isso possa parecer.

Faço meus próprios testes, minhas teorias e sinto-me louco, um tanto quanto tosco, mas consigo sorrir, aquele sorriso de canto de boca, meio irônico, sentindo-me mais esperto que os demais.

Finalizo mais uma sessão noturna. Até breve.


Matheus.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sobre Meados de 30 - Capítulo XII


Já passava das duas quando a jovem moça adentrara sua casa. Seus olhos lacrimejavam sem parar, suas mãos trêmulas demonstravam seu estado de choque, toda sua comoção.

Sua cabeça latejava em uma dor insistente, um clamor, uma culpa irreversível.

Cabisbaixa, sequer cumprimentou seus familiares, que atônitos esperavam por sua chegada, depois do sumiço da última noite, de sua apresentação perante a sociedade.

Julita devia explicações, não só para sua família, mas para consigo própria.

Ela carregava em suas mãos os sapatos, aqueles saltos que a consagraram, agora eram levados como sacolas, no mais completo cenário de tristeza. Seu cabelo despenteado e sua maquiagem toda borrada. Suas bochechas, tão sardentas, agora beiravam o encarnado do nervosismo, do choro compulsivo.

Passara reto por todos, evitando perguntas, evitando o que seria mais constrangedor, que pudesse relembrar tudo que tivera vivido e como tinha se libertado de tal forma, com tal cafajeste.

Em seu quarto deitara-se sob a cama, sob os lençóis limpos e arrumados, diferentemente de como acordara nesta manhã.

Por outro lado, Isabell acorda por entre lençóis de seda. Mesmo entre lençóis, anda pelo admirável quarto, a busca de uma janela, espera apreciar sua glória, sua conquista por mais quanto tempo for possível.

Suas roupas ao chão, seu perfume ligado à pele, tão doce, tão excitante, tão supremo e ao mesmo tempo marcante.

Por breves momentos, a janela, Isabell aprecia mais um gole de seu champanha na companhia do tragar de um cigarro. Nua, coberta somente por jóias, ela desfruta sua soberania, nada pode tirar o brilho dela, não desta mulher em erupção.


Matheus

domingo, 6 de setembro de 2009

Sobre o mesmo papo tosco.


Já passa das cinco e meus olhos não querem se fechar. Sinto um desejo imensurável de escrever, quase como um vício eu diria.

Não sinto muitas mudanças nos últimos dias, talvez minha inconstância tenha me abandonado.

Sem meus males, sem meus medos, fico cá, sem palavras, sem alguma história para contar.

Devo estar vazio, dominado pela falta de sensações. As coisas já não mexem comigo, não como antes. Talvez minha vida antiga esteja retornando, pode ser um bom presságio.

Meus dedos não tremem mais, não de nervosismo, ou de ansioso.

É estranho sorris sem parecer falso, sem uma máscara, ou ter que esconder as frustrações.

Já não tenho tanto receio, sem mais temores, sem mais dores constantes.

Começo a bocejar e realmente adoro a escrita, ela me proporciona até o sono.

Entre sarcasmos e ironias vou me conduzindo de volta aos trilhos, aqueles que, eu, venho buscando há tempos.

Até breve, sem mais delongas.


Matheus.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sobre uma diferença,


Finalmente posso me olhar no espelho, sem culpa, sem medo.

Sinto-me novo, aliviado de algo que desconheço. Por meros momentos sinto-me diferente, ou igual, entendam como quiserem.

Pareço ter me reencontrado por brandas linhas, por momentos novos, tais como os do passado.

Meu ego, sempre ele, volta a se valorizar, saber que pode e ele começa a me convencer por completo.

Minha fala exacerba confiança, seguida de um sorriso presunçoso e um olhar irônico.

Abuso de meu sarcasmo, minhas caretas e gestos de pouca importância.

Minha arrogância parece falar mais alto, gritar aos quatro cantos que cá estou, de volta, novamente.

Pouco me importa, não estou nem aí, meus olhos pequenos, quase sempre fechados, demonstram minha falta de interesse.

Sem mais bocejos, despeço-me.

Boa noite e viva uma sexta feira agradável.



Matheus.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sobre o meu coração.


Fecho meus olhos e posso te ver, tuas falas como sonetos chegam aos meus ouvidos e agradam minha mente.

Meu olhar me entrega, estou aqui e feliz. De minha boca ouvirás, por tantas e quantas vezes mais quiser escutar que tu és especial.

Meu sorriso deixa implícito qualquer sentimento, ele se abre ao te ver. Minha alma sorri a cada conversa, ou por uma simples demonstração de carinho.

Sim, eu estou com saudades, imensas saudades de ti, do teu sorriso e tudo que um dia já descrevi por aqui.

Meu reflexo parece mais simpático agora, não tão carente, ou triste, longe disto.

Por entre meus olhos as lágrimas não correm mais.

Meus dedos pequenos te esperam para segurar tua mão e acariciar o teu cabelo.

Por brandas linhas tento transparecer o que me passa, mas isto parece cada vez mais difícil. Meu coração dispara, mas cá estou na mais completa paz, a espera da hora e momento certo.

Se o brilho dos meus olhos pudesse ser visto, garanto que isso bastaria para um bom entendimento.

Despeço-me por entre linhas, ao som dos pássaros que tendem a cantarolar. Vou a minha cama com um desejo, um sonho que espero concretizar.


Um beijo, e, por favor, venha cá matar minhas saudades.


Matheus.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sobre os meus pensamentos.


Mais uma madrugada, mais uma rotina.

Estou cá, hoje sem auxilio do álcool, brando e bom companheiro.

Meus olhos se fecham lentamente, talvez o sono tenha começado a me afetar. Bocejo e com dificuldade mantenho-me sentado.

O sonho fora belo, talvez cá esteja louco para voltar a ele. Meu olhar lhe achou pela multidão, sentada, me esperando de braços abertos.

Meus olhos, quase que por milagre, se abriram e meu sorriso, ainda que feio, mostrara minha felicidade.

Pude lhe abraçar, sem falas, sem cartas, somente um abraço apertado e com todo o carinho que por ela eu tenho.

Era um sonho, mais um de meus devaneios diários, mas isto mexera comigo.

Hoje consigo rir, ser aquele que por tanto tempo fui e idolatrei.

Ela me acordou, tirou de mim um fardo, um peso que me esgotava aos poucos.

Poderia falar sem parar, dizer aos quatro cantos o que sinto, ou descrever minha felicidade, mas nada seria capaz de ilustrar a serenidade que passa por mim.

Finalmente pude compreender. Confie em mim.

Eu voltei e meu amor não sucumbirá, mas não viverei mais de tristezas.


Talvez minha confusão não seja entendida, talvez palavras aleatórias sejam incapazes de mostrar que meu ego continua alto, que sinto saudades e estou louco por um abraço, tão carinhoso quanto possa ser.


Matheus.

domingo, 30 de agosto de 2009

Sobre tudo igual.


Eu errei e como sempre a culpa é toda minha. Nada, nada tem sentido, não neste momento, não desta forma.

Meus pensamentos sobrevoam, vão de encontro a ti. Meus olhos teimam em pestanejar e em lacrimejar.

Ainda deitado posso escutar a tua voz, doce e linda, vindo em minha direção.

Teu sorriso ilumina meu dia, meu puro sentimento, sincero e belo.

Consigo sentir teu cheiro e o eternizo em meu pensamento, em minhas memórias.

Meu olhar não é mais o mesmo, estou cá sozinho, sonhando.

Perdoe-me, não tens culpa do que sinto, jamais quis lhe colocar em tal situação.

Entre um soluço e outro me despeço, sem sofrer, longe disso, sorriso boquiaberto, olhos brilhantes e a certeza de que encontrei algo que quero cultivar.


Um beijo, mil deles talvez. Não estarás sozinha, jamais a deixarei.

Matheus.

sábado, 29 de agosto de 2009

Sobre mais uma madrugada.


Cá estou, como prometido, ou bem ressaltado no último texto. Meus pensamentos se confundem a esta hora, depois de uma dose de bebida.

Talvez ela não me compreenda, não sei se eu consigo me compreender, mas é fato que ela me causa um alvoroço, sensações misturadas e diferentes de tudo que já senti.

Meu ego diz que não, reluto em escrever algo, não devo, não posso ser o que um dia já fui. Meu peito não se abstém, teima em palpitar, contra minha vontade, a favor de minha ânsia.

Não, eu não posso. Eu estou recluso, cá em meu canto, meu esconderijo, minha última e branda fortaleza.

Meus olhos lhe fitam na multidão. Sou imperceptível e estou aqui, sempre, lhe observando.

Como em um conto de fadas, eu acredito no final feliz, onde o mar de rosas possa ser recriado.

Meu ego me ameaça, tem razão, não posso ser tão ridículo.

Um até breve, ou um beijo sincero.


Matheus.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sobre a minha inconstante pessoa.


Olá, acho que ninguém me conhece, talvez eu não me conheça. Entre meus delírios, meus devaneios e sonhos corriqueiros, eu, vou buscando minha perfeição, a tal sensação que descobri e que desejo ter novamente.

Confesso que sou estranho, tenho lapsos de um humor sagaz, às vezes simpático e muitas vezes grosseiro.

Sou de uma inconstância desumana. Sou e não sou em questão de horas, dias e por mais quanto tempo tiver de pensar. Alguns arriscam dizer que me conhecem, mas não sei se acredito nisto, ao menos não por completo.

Sou um romântico, se é que possamos falar isso, mas não sou sucedido, passo, bem, longe disto.

Muitos dizem que sou grosso, não nego a fama, gosto de tal. Sinto me seguro por entre minhas falas de auto confiança e meus breves lampejos de uma arrogância sem limites.

Gosto do que sou, nem sempre, mas em uma totalidade. Não posso dizer que fui reverenciado com a beleza, inteligência, ou seja lá mais o que é preciso hoje em dia.

Tenho em meus olhos a minha fisionomia, meu espelho, o que demonstra o que sinto e o que quero sentir.

Já fui triste, às vezes me pego curtindo a mais branda solidão, afogado ao lamurio e a desilusão de algo que sequer acabou.

Sou de fato perturbador, isso é comprovado. Falo sem ser questionado, talvez esse seja um grande defeito, não para mim, não da forma como penso.

Entre a linha tênue da razão e da paixão, talvez amor, vou me conduzindo, sem saber o que fazer, mas com um ideal.

O melhor de mim, isso que eu procuro e isso que vou encontrar, por mais irônico que possa parecer, eu acho que eu tenho algo de bom.

Isso parece ser mero acaso, talvez em horas cá esteja me contradizendo e derramando lágrimas, gotas de uma paixão sem fim, sem limites.

Esse sou eu, Matheus, de tantos defeitos, que faz as coisas precipitadas e fora de ordem.


Vou ao encontro de minha cama, está que me espera, noite após noite e sem hesitação.


Matheus.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sobre uma aparição.


Ele apareceu. Depois de tanto tempo ele voltou, não definitivamente, mas por breves momentos, instantes que valeram a pena, que talvez se perpetuem.

Ele ainda sonha, tem em si o mais puro sentimento e o amor não o deixa pestanejar, porém ele mudara sua forma de enxergar, de ver o mundo.

Seu coração bate forte por ela, aquela que o faz ser alguém desconhecido, mesmo de si próprio.

Seus medos parecem ter se esvaecido em algo maior, um bem maior. Seus olhos brilham, seu sorriso parece sincero, talvez seja o primeiro em muito tempo.

Ele deixara suas inconstâncias, talvez tenha achado o que lhe faltara por tanto tempo. Seu peito não o sufoca, está banhado em um amor doce, sem culpa e egoísmo.

Respira fundo, tragando o mais puro ar, ele sabe o que quer e vai à busca deste ultimo lampejo, esta ultima chance de tê-la, de conquistá-la.

Sua animação parece caucasiana, talvez falsa, mas nada é mais real que seu pensamento, sua forma de mostrar que tudo pode mudar e que tudo está mudando.

Sem mais delongas, me despeço, digo, ele se despede em um bom tom. Dizendo a todos que seu bom humor voltou e que fará de tudo para que não se perca mais em um caminho, não mais, cheio de farpas.

Boa noite, com carinho, mas nem tanto.

Matheus.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sobre a nossa decisão.


Talvez ela esteja certa e tudo possa piorar. Quem sabe eu estou certo e as coisas se acertem.

Ainda não prevejo o fim, por mais próximo que ele possa estar. O seu sorriso ainda me segura, me faz crer que tudo pode mudar, não tão fácil, mas sim, eu acredito nisso e me agarro com toda força.

Eu me sinto bem, por mais irônico que isso possa parecer. Talvez suas palavras sinceras tenham me feito acordar e já não me sinto tão angustiado.

Consigo sorrir, mesmo que discretamente, sob a perspectiva, ou a falta dela, de viver sem culpa, sem tentar prever o amanha.

Darei o melhor de mim, pode ter certeza disso e seguirei acreditando que isso pode dar certo, que eu posso fazer dar certo.

Sem mais inconstâncias, sem mais lamurio. A saudade me é prazerosa, quando no reencontro se trocam olhares, abraços, ou um simples beijo de paixão.


Matheus.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sobre o que ela me faz ser.


Eu não agüento mais, não desta forma. Meu coração parece palpitar de forma mais rápida e cada vez mais o grito ameaça sair de minha garganta.

Estou prestes a explodir, não consigo mais guardar isto, tudo que penso, dentro de mim, dentro de meu peito.

Não me sufoque, não faça com que tenha de esconder isso tudo que tanto sinto.

Mostre-me, por favor, eu lhe peço que mostre o que realmente queres, não posso mais viver em um mundo de imaginação, onde a angustia é minha mais breve companheira.

Preciso gritar, ou quem sabe desabafar, talvez as lágrimas sejam sinais de que algo está errado, que me sinto preso e sem perspectiva de algo melhor.

Eu quero, tenha certeza que ainda te quero, talvez tu sejas minha simbólica paixão, meu sonho mais belo, aquela por quem me apaixonei e por quem quero estar apaixonado.

Guardo junto de mim o teu sorriso, teus olhos lindos e algumas palavras que me deixam bobo, com sorriso fácil e olhos molhados.

Eu escolheria, sem sobra de duvidas, ficar contigo, para que ao menos um beijo, aquele que gosto tanto, me faça viajar, esquecer as coisas por mais vezes.


Matheus.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sobre o que eu realmente sou.


Meus olhos se perdem no escuro. Meu sorriso parece ser sincero, devo estar sonhando, ou somente viajando em mais um de meus delírios.

Ainda não tenho sono, apesar do sol quase raiar. Vejo-me suspenso, flutuando em mais um dos meus sentimentos exacerbados. A intensidade parece me perseguir e meu peito palpita rapidamente, seja por ansiedade, ou temor.

Eu já não sou mais aquele, do qual sempre me orgulhei. Tudo mudara de forma repentina.

Sinto-me perdido por inúmeras vezes, mesmo quando estou ao seu lado. Meus dedos teimam em repousar sobre teus cabelos.

Sou inseguro, talvez isso explique muito de mim, mais até do que eu realmente esperaria.

Tenho a imensa necessidade em demonstrar, pois este forte anseio, tal sentimento, me causa temor, me faz soluçar e lacrimejar ao pensar que um dia, longínquo talvez, eu possa te perder.

Meus olhos tendem a se fechar, isso já virara rotina, e por vezes a tristeza me assola. Eu gostaria de lhe surpreender, mostrar que sou o ideal e que nada ficará em nosso caminho.

Entre gemidos e sussurros, eu, vou tentando te conquistar. Sonho um dia lhe mostrar que não sou tão ruim e que estaria disposto a mudar, por ti, somente por esta paixão.


Com carinho, Matheus.

domingo, 16 de agosto de 2009

Sobre tudo solto.

Oi, venha para cá, não me deixe sozinho.
Me de um beijo e sejamos felizes.
Abraçados, ou de mãos dadas.
Quero te olhar, apreciar o teu sorriso e guardar em mim o teu jeito.
Por favor, leve-me à eternidade, só em um beijo neste apaixonado.

Matheus.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Sobre a lorota de sempre.


Eu mudo, mas nada parece te tocar. Eu tento, juro que tento te conquistar. Parece que tudo é em vão e que nada que seja feito será notado.

Não quero mais essa situação, nunca mais. Eu gosto e minha paixão por ti não pode sucumbir a brigas e indiferenças, mesmo que estas me incomodem e me façam sofrer.

Tu podes não saber, ou fingir talvez, que me encantas e que estou apaixonado, envolto a um sublime desejo de lhe ter.

Sinto lhe ter por meros instantes, desejo que isso seja eternizado, mas, ao acender das luzes, reparo que tudo parece ser ilusório e que nunca a tive por completo.

Estranho, é assim que me sinto ao escrever e perceber que nada mais passa, que meu antigo remédio já não cura esse anseio que teima em me dominar.

Fecho os olhos e pareço ver o infinito, com ela e feliz, talvez seja só mais um oásis nesse devaneio.


Boa noite, um beijo e até breve.

Matheus.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sobre uma nova Porto Alegre.

Já faz algum tempo que não escrevo e talvez tenha perdido um pouco o jeito, não que algum dia eu o tenha tido.

Minha vida mudara de forma radical em poucas semanas, talvez neste último mês.

Eu estou de volta, a um lugar, ou simplesmente a minha personalidade.

Eu a encontrei e talvez ninguém a conheça, mas tenho certeza que é ela. Minha menina, dos olhos claros e sorriso fácil.

É por ela que meu coração bate rapidamente. Por incrível que pareça não estou triste com uma paixão, tal como sempre o faço.

Ela é especial, eu sei disso. Desejo a conquistar, ser a pessoa certa a ela, aquela que a cada beijo me faz esquecer de tudo e que eu ainda sonho em ter como a minha namorada, só minha.


Matheus.

domingo, 5 de julho de 2009

Sobre a mesma coisa de sempre

Não consigo mudar. Como sempre fiz cagada, estraguei tudo mais uma vez.

Sou idiota e burro ao mesmo tempo. Consigo estragar tudo que tento me meter.

Não tenho escrúpulos e acabo magoando muitos dos que se envolvem comigo.

Estou cabisbaixo, enrolando meus cabelos e pensativo. Tento encontrar algo que eu possa fazer, ou talvez um pedido de desculpas mais bem elaborado.

Estou encantando. Gosto da forma como me sinto e isso me deixa estranho, meio nervoso.

Não quero decepcioná-la, muito menos a magoar. Estou por ela e talvez por isso ela domine os meus pensamentos.

Despeço-me em tom melancólico por algo que perdi, da qual considerava de suma importância, mas com a certeza de que algo bom finalmente é visível em mim.


Matheus.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sobre deixar tudo.


Eu vou embora. Voltarei ao meu lugar, ao meu estado.

Meu coração pulsa sem parar. Cá estou, inerte, porém ansioso.

Dou adeus a meu ultimo suspiro de esperança. Encerro meu mais lindo sonho. Tudo que fora acabado um dia, já não tem mais volta.

Sou o mesmo, aquele que tem de volta seu sorriso irônico e sua frieza tradicional.

Não consigo mais sentir nada de anormal, pareço recriar minha realidade que tanto funcionou.

Sem mais exageros encerro minha angustia, meu amor platônico por alguém que se não esquecida por bem, agora pela distancia será.

Os dedos gelados já percorrem meu cabelo e consigo sentir o vento gelado que me espera. Já anseio novas ambições e sei que tudo voltará a ser como um dia já fora.

Com o sorriso estampado recordo de momentos bons dos quais vivi aqui, de pessoas que certamente não esquecerei.

Mas com os olhos pequenos e com uma cerveja na mão, posso pressentir que tudo mudará e provavelmente serei aquele que os escrúpulos estão em falta e que a grosseria reina.

Meus medos se foram, ficarão por aqui, enquanto eu vou de encontro do que me provoca, do que eu quero e a uma Porto Alegre da qual tanto gosto.


Matheus.

sábado, 30 de maio de 2009

Sobre a última despedida.


Estranha névoa que restringe minha visão. Aperto constante que abafa meus pensamentos.

Sinto-me perdido em meio ao caos, dentro do meu mais sombrio pesadelo e meu mais belo devaneio. Meus sonhos parecem se realizar, porém, algo me faz ficar triste.

Tudo perde o tom. O choro, escondido e sem soluços, já se tornara rotineiro. Meu peito tenta palpitar, sem sucesso, afogado em meio a lamurio e decepções.

Terei de abandonar, esquecer que um dia existira e admitir que isso seja o fim, sem mais delírios derradeiros.

Meu amor, eu te digo mais uma vez que tu serás eterna e única. O brilho em meus olhos é notável e não canso de declamar a ti toda a poesia, todo meu amor incondicional que já fora mais que mencionado.

Minhas mãos sentem falta das tuas, meu pensamento teima em ir de encontro a tua lembrança e eu, tolo como sempre, ainda sonho em te abraçar por mais uma vez.

Queria tanto sentir o teu calor, ver tuas bochechas rosadas e gritar ao vento que te amo.

Pareço um poço de amargura, de ressentimentos envoltos a uma capa que insiste em me cobrir.

Gosto de ser assim, talvez eu seja assim.

Despeço-me em tom melancólico e dizendo que na eternidade ainda vou te encontrar. Talhando árvores com nossas iniciais e fazendo juras de que nosso amor será para sempre.


Matheus.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sobre a mesma verdade.


Não passo de mais um. Aquele que não é agradável e por vezes está sozinho.

Sou somente mais um a vagar pelas ruas e em companhia de minha inseparável garrafa.

Meu peito, antes inflado, agora me remete ao confuso sentimentalismo. Algo que bate, inconstante e me deixando ansioso. Não sei o que fazer, ou se algo devo fazer.

É verdade, tua face, sempre ela, traz a tona tudo que um dia eu quis eternizar e que hoje luto para esquecer.

Meus dedos tremem, seja de nervosismo, ou do constante vento gelado que colide contra meu corpo inerte.

Meu semblante é o mesmo de sempre e minha cara meio enjoada, insossa já virara rotina.

Acostumei a ver no espelho minha frustração, minha solidão quase corriqueira.

Ainda posso repetir meus votos de fidelidade, ou o brinde a eternidade que um dia fizemos. Meu sentimento fervoroso agora parece se esmaecer em um tom cinza cada vez mais apático.

As lágrimas não correm mais por meu rosto, mas o rancor, este sim domina meu coração. Não há graça, nada com vida ao olhar, dos pequenos olhos, deste que vos escreve.


Matheus.

sábado, 25 de abril de 2009

Sobre o incontestável


Acho que estou perdido, quem sabe no tempo, talvez dentro de meu peito. Não consigo lhe tirar de minha cabeça, também não sei se quero.

Meus pensamentos voam ao teu encontro. Minhas lembranças me fazem palpitar, sentir aquela velha e boa sensação que tu tanto me proporcionaste.

Meus olhos estão fechados, não que isso não seja casual, e acabo te vendo entre meus delírios noturnos.

Eu sonho, não nego tal alucinação, em te encontrar e declamar a ti todo meu sublime amor.

Mãos geladas e tremulas. Tento conter meu estranho nervosismo, minha ansiedade que já mudara minha forma de respirar.

Estou ansioso, ainda de olhos fechados e esperando que esse sonho não acabe. Não te esqueci, jamais eis de te esquecer. Teu sorriso marcara minha memória, tal como teu amor marcou meu coração.

Mais uma vez sou este que na madrugada lhe escreve. De longe, do alto de minha prepotência te declamo amor eterno.

Minha paixão, ardente e irrefutável que mesmo distante sobrevive.

Tua rejeição já não é capaz de mudar o que sinto e talvez meu conto de fadas seja para sempre, porém, sem um final feliz.



Matheus.

sábado, 11 de abril de 2009

Sobre ficar em branco

Sou teu. Sempre fui só teu. Tu dominas meu coração, comanda meus sentimentos.

Serei este que te declama poesias, que tenta te agradar, mesmo que sem sucesso.

Teu olhar denuncia, estás sem graça, bochechas coradas perante a algum elogio.

Minha avassaladora paixão que consome meu ego e é emanada de meu coração. Minha paixão, eu quero a ver, sentir teu perfume e olhar teus belos olhos. Saber que nada passara de um sonho e que um dia já fui teu escolhido.



Matheus.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sobre apenas um sonho.


Eu a vi. Seu rosto sempre belo, seus longos cabelos dourados e seu sorriso gracioso.

Ah o teu cheiro, sempre ele, que me conduz ao imaginável. Tuas palavras, sempre tão doces, parecem sonetos vindos em minha direção.

Não sofro, não pense isso, por favor. Jamais sofri, tu sempre me passou paixão, nada de sofrimento.

Dentro de meu peito algo bate forte ao te ver. Tu talvez não entendas, não pense mal de mim. Eu sou apaixonado e somente uma coisa te peço. Aceite minhas palavras, por mais insossas que possam ser. Só quero teu bem, nada mais que isso.

Meu amor por ti é puro, é ingênuo, algo que me faz suspirar e a ti sussurrar, bem baixinho, no canto da sala, que te amo.

Não imaginas o bem que me faz, a cada conversa, qualquer coisa contigo me faz sentir diferente.

Penso que não fui esquecido, apesar disto já ter ocorrido. Tu estás guardada no meu peito, graciosa, fazendo meu coração ter vida pela primeira vez.

Como em um conto de fadas, sonho em te conquistar, a bela princesa salvar.

Acho que tu, mangol preferida, continua me fazendo amar.


Matheus

sábado, 28 de março de 2009

Sobre o alcool.


Anima-me, me deixa diferente. Tu que me consome, me deixa extasiado e ao mesmo tempo insosso.

Tu despertas meu intimo sentimento e meu sonho mais longínquo.

Por quanto mais serei teu. Sou teu mais fiel amante, aquele que te ama, mesmo distante.

Sinto os traços do alcoolismo, mas não que isso importe. Meu desejo é forte e ameaço chorar perante as lembranças. Te amo mangol e talvez isso jamais tenha sido tão sincero quanto agora.

Lágrimas que escorrem por minha face, choro que compulsivo me traz soluço. Te quero, por favor volte a mim. Não direi mais nada, as lagrimas respondem por mim.

Sou este que chora por ti, tal como um idiota. Idiota apaixonado, este do coração dilacerado.


Matheus.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Sobre uma partida.


A vejo ir embora. Ignorando meu lamurio, minha face triste. Soluço ao te ver partir, sem dó, sabendo que te amo.

Lágrimas se atrevem a cair do meu rosto, insosso agora, pálido, sem vida após a tua partida.

Tu me fazes oscilar, me contradizer e ser totalmente inconstante. Contigo não tenho receios, na verdade nem penso na vida. Foco-me em ti, só te quero, sempre te quis. Olho nos teus olhos e ameaço correr, talvez não seja a hora.

Não sei qual será o fim, ou se este já chegou. Quero-te por uma eternidade, nem que seja de longe, só te olhando dançar.

Mesmo sem graça, aquele que deixa as bochechas rosadas, teu sorriso é magnífico, capaz de me alterar. Estou em transe, completamente perdido por tua beleza, teu charme e envolto a uma bela paixão.

Teus lábios ainda sonho beijar e tuas mãos de novo eis de segurar. Quero acreditar e fingir que este devaneio tem sentido.

Por mais uma noite tu me prende, talvez seja só o começo de muitas.


Matheus.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sobre um curioso caso.


Sob o meu peito cresce uma paixão. Parece ser emanada, saindo de meu coração. Teu esplendor a provoca, a chama para fora. Ela quer sair, porém não sabe como se mostrar.

De meus olhos, entreabertos, vem à visão sublime. Pequeno oásis que guardo junto de minha memória, dentro de meu peito. Minhas mãos, agora tremulam, se contorcem, massacrando meus pobres dedos.

Estranho nervosismo que me consome, querendo a ver não importa quando.

Sorriso que me causa, sem graça, pouco charmoso, porém, feliz. Pisco a ti, querendo ser engraçado, querendo lhe ter, a conquistar por essa minha brincadeira tão real.

Vou te abraçar, quero teu braço quente envolto ao meu, teu cheiro tão próximo de mim.

Teu beijo me lança, vou ao céu, as estrelas sonhar. Quero teu aroma e teu jeito meigo de sussurrar; dizer que te amo e um beijo ganhar.



Matheus.

terça-feira, 24 de março de 2009

Sobre pensamentos que voam.


Me perco em teu olhar. Profundo, lindo e ingênuo. Não tenho pressa de me achar, voltar a minha realidade. Continuo assim, diferente, rindo a toa só de pensar em ti.

Tu és capaz de inflar os meus pensamentos de felicidade e transformar meu choro em riso compulsivo. Minhas mãos procuram as tuas e não as encontro.

Acabo rindo, sorriso largo e sensação de paz. Pensamentos que voam sem direção, que sem sentido me confundem. Cabeça ao vento, olhos que se dissipam na escuridão, no horizonte.

Sentimento que não me causa mais ânsia, que agora me traz leveza. Compreendo-me e tua felicidade apenas me completa. Sou teu e talvez venha sempre a ser.

Procuro-te no escuro, quero iluminar meu pensamento, trazer mais vida a ele.

Tu me fazes amar, me faz sentir tudo e ao mesmo tempo nada. Sinto saber o que quero, mas não sei como o fazer.

Me sinto ansioso, mas tu me passa serenidade, calma, mesmo quando anseio lhe ter.

Acho que estou em meio a uma paixão, não sei quão grande, mas não tão singela quanto uma de verão.


Matheus.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Sobre uma última chance.


Talvez seja impossível. Tento por todos os dias a conquistar, demonstrar o que sinto e o que faria para tê-la novamente.

Não quero a perder por completo, ser esquecido, nada ter significado em sua vida.

Meu coração dispara, meus olhos começam a lacrimejar, suspiros de tristeza.

Volto a lhe dizer que ainda sonho em te conquistar. Quero ir contigo as estrelas e morar lá, para que o sempre seja verdadeiro.

É lindo lembrar do teu doce sorriso, alegria constante. Sou realmente bobo por ti, por tudo que tu faz e pela forma como me mudou.

Sou eu ao teu lado, querendo te agradar, de formas inusitadas, mas não menos carinhosas.

Desculpe-me pela falta de jeito. Te quero e não sei como demonstrar isso de forma mais clara.

Sou tosco, até demais, mas te juro que tentei de tudo para te impressionar. Estarei recluso, a tua espera e de mais ninguém. És tu que domina meus sentimentos e pensamentos.

Meu profundo olhar não sabe como dizer, demonstrar que tanto a desejo, o quão isto me consome.

Dormirei com um pensamento, um sonho em minha mente. Tentarei até meu último suspiro a conquistar, conseguir dizer que a amo e que isto parece ser definitivo.

Oi, será que contigo não tenho mais nenhuma chance?

Matheus.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Sobre algumas sensações.


Sorriso estampado, sublime sensação. A tenho dentro de mim, mesmo que em meus mais profundos sonhos e mais belos devaneios da madrugada.

Ainda posso me sentir envolto aos teus braços, quentes e aconchegantes. Sentir teu rosto corar, fazer um sorriso sem graça mais gracioso do mundo.

Consigo relembrar teus beijos, inocentes, ingênuos e mágicos. Meu coração ainda recorda das vezes que contigo fiquei sentado, esperando a eternidade chegar.

Minhas mãos esperavam as tuas, lisas, maiores que as minhas, para fazer cócegas em tuas palmas e brincar entre teus dedos.

Jamais esquecerei teu cheiro, sedutor, o caminho do infinito, do mar de rosas que sempre imaginei.

Tudo está devidamente guardado e nunca se apagará. Cada lágrima não representa a dor, mas sim o amor que sinto por ti.

Amor que me completa, que me fez feliz e continuará fazendo.


Matheus.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sobre uma paixão.


Sou estranho. Não me entendo, talvez ninguém me entenda.

Meu coração bate diferente por ela. Esta que ousa duvidar de minha paixão. Serena, capaz de me tirar do sério, de confundir os sentimentos do mais cético.

Eu te amo. Do fundo lhe digo, falando teu nome aos quatro cantos. O mais profundo desabafo, grito de louvor.

Tu jamais estarás sozinha. Meu coração acompanha teus passos, teus pensamentos e teus martírios. Será minha eterna paixão. Louca paixão, arrasadora que desmantelou aquilo que sempre preguei.

Lágrimas que não correm. Sussurros de uma paixão, face luminosa. Tu me deixas diferente, sublime, calmo e a ti querendo agradar. Meus pensamentos vagam em minha memória.

Daria uma vida para que tudo parasse no momento que segurei tua mão pela primeira vez.


Matheus.

domingo, 15 de março de 2009

Sobre o bem.


Eu menti. Como sempre sou pego na mentira. Vou ao encontro da minha nova paixão, arrasadora posso dizer.

Meu coração ainda diz que estou apaixonado. Expresso minha paixão através da minha mais pura preocupação. Meu peito palpita de forma curiosa. Busco o ar, respiração profunda e olhos cansados.

Estou sob este encanto. Sonho estar ao teu lado e contigo enxergar as estrelas. Quero tua felicidade, doce e ingênua, sob qualquer custo.

Meus olhos fitam tua passagem, teu caminhar sublime. Teu olhar profundo e carinhoso, me faz sentir a paz.

Tua fala mansa, jeito espontâneo, riso de menina, remete a perfeição.

Quero segurar tua mão para sempre, dizer que estou aqui, mesmo que isso pareça um clichê dos mais básicos.

Sou rude, não sei me expressar. Talvez só consiga dizer que tu me conquistaste e que isso não parece passar.

Eu te vejo tão bela por entre meus pensamentos. Viajo acordado, sorriso abestalhado, e percebo o quanto quero te agradar.

Paixão que me sustenta, que me faz querer o teu bem. Gosto de estar assim por ti. Busco a ti conquistar, não quero mais tentar te esquecer, dar um fim a algo que gosto. O sentimento é sincero e eu já cansei de tentar descreve-lo.


Matheus.

sábado, 14 de março de 2009

Sobre uma capa.


Cortina que me cobria. Estranha capa que me escondia. Resolvi voltar, não ser mais aquele que tanto odiei.

Minha revolta me satisfaz. Minha irritação me faz crer que posso, sou capaz de reassumir o antigo rumo.

Cansei das inúmeras frases de amor, das intensas declarações e de seguir algo, ou alguém, que não me da importância.

Não sou o mesmo que deixara passar. Meus olhos parecem finalmente se abrir e, sob a face da desilusão, começo um novo trajeto.

Dificilmente conseguirei esquecer. As decepções me dizem o que não ser. Sou aquele que não quer mais e que quer distância de tudo que lhe causara mal.

O cansaço determina o fim. Cansei de como levei tudo por este tempo. Meu amor não sucumbirá, mas enterrado tentarei o manter.

O alento não me é mais saboroso. Sinto o desgosto da desilusão. Consigo perceber o cheiro da branda e doce reconciliação com meu antigo ego.

A luz que vejo não é clara e muito menos animadora. Enxergo minha face, lúcida, limpa e serena. Meu olhar eloqüente diz que voltei e que nada será como um dia já fora.



Matheus.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sobre a eternidade.


Acho que jamais a esquecerei. Vasculho meus antigos escritos, antigos arquivos e te reencontro.

Ainda sou aquele bobo apaixonado pelo teu sublime encanto. Tuas rosadas bochechas ainda me conduzem ao imaginável da perfeição.

Teu sorriso perfeito me faz sonhar. Esqueço que um dia fui renegado e a nostalgia é completa.

Encantadores olhos que me hipnotizam. Serei teu por uma vida inteira.

Meus votos são sagrados, assim como esse sentimento que perdura em mim. Sequer deve saber quem sou, mas, não a tiro de minha memória, lembro de ti por todos os dias.

Meus olhos te procuram, na multidão quem sabe, ou em uma esquina qualquer. Meu coração sabe que tu ainda estás dentro de mim.

Ainda a quero, acho que por todo sempre vou te querer. Tu és a perfeição, minha completa e singela paixão, não mais de verão.

Amei-te como jamais amei ninguém. Continuo a te amar, te ver em meus sonhos, devaneios noturnos e assim sempre será.

Hoje te digo o quão consigo te amar. Tua presença me faz falta. Soluço por vezes ao pensar, mas tuas lembranças, marcas deixadas em mim, me fazem melhorar.

Serei este que a ti descreve por uma vida inteira. A eternidade meu amor por ti não sucumbirá. Te amo e mesmo isso não é capaz de definir em palavras este que me consome.


Matheus.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sobre o descompasso.


Estou envolto ao sublime delírio. Sonho corriqueiro, nada estranho.

Meus olhos estão fechados, não quero abri-los. Meu íntimo segredo é revelado nestas linhas tênues da imaginação e do desejo.

Tua presença flutua em meus pensamentos. Tua beleza, como sempre, é redundante.

O esplendor é emanado em minha direção. Sinto coceira em minhas, geladas e pequenas, mãos.

Meu coração parece estar arrítmico, irregular. Teus passos guiam meus olhos e teu perfume me conduz a algo superior.

O entrelaço dos dedos já não é possível. Insisto em declamar poemas, revelar tua importância, mas isto não parece fazer mais sentido.

Nossas bocas talvez não se toquem mais, estranha sensação de perda.

Sorriso perfeito, eu queria te trazer tamanha felicidade.

Tremulas mãos, soluço preso e sentimentos sendo jogados ao vento.

Acho que jamais me imaginastes assim. Ainda não gosto de me expor, mas não tenho como evitar que assim o faça, não assim, sabendo o que significas a mim.

Meu olhar ainda te exalta, eu te quero e ele revela isso como poucos.

Meu sorriso aparece só ao teu lado, sou bobo, felicidade por estar contigo.

Obrigação de te conquistar. Quero lhe ter, não por mais uma vez, talvez pela eternidade.

Meu descompassado coração ainda lhe te tem como paixão e, dependendo de mim, ainda continuará tendo.




Matheus.

domingo, 8 de março de 2009

Sobre as estrelas.


As estrelas são lindas. Escrevo das alturas, do mais irradiante e estrelado céu.

Minha sensação é estranha. Meus pensamentos se confundem a cada instante. Não sei o que pensar e também não sei se quero pensar.

Minha intensa felicidade contrasta com minha tristeza momentânea. Eu a quero de todas as formas possíveis. Estou encantando, não sei como expressar isso de forma mais clara.

Tua simpática companhia me deixa em êxtase, confuso e bobo. Olho-te com ingenuidade, como se admirasse todo teu encanto.

Cada palavra, cada gesto me faz sonhar, viajar até o infinito mar de rosas, no qual tu és minha, de mais ninguém.

Olho de longe, das estrelas observo o mundo. Sensação de paz contida no último beijo, na última vez que toquei tua mão. Não sou mais aquele que tu queres, talvez jamais tenha sido. Não nego meu fervoroso sentimento por ti.

Meu sorriso demonstra meu ultimo suspiro de glória, meu ultimo riso de orgulho. Talvez não acredite em mim, isto não importa mais. Sei que não sou levado a sério e, pela primeira vez, isto me incomoda.

Minha paixão, suponho que seja isso que eu sinta, é intensa por ti. Tudo cresce tão rápido e, infelizmente, não consigo controlar este que me consome.

Peço-te desculpas em um ato desesperado. Agradeço-te de todo meu coração. Serei teu por um longo tempo.



Matheus.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sobre o mesmo.


O tempo passou. Já faz um ano que sou outro.

Nada a tira de minha memória. Meu coração ainda tem resquícios de uma antiga e, até então, duradoura paixão.

Relembro cada momento que tive com ela. Tenho hoje uma incrível sensação de paz, mas não que a tenha esquecido, longe disto.

Tomamos rumos diferentes, porém sei que ainda a carrego junto de mim. Não demoro a deitar e relembrar seu sorriso mais que envergonhado. Sua voz ainda é clara em minha mente. Seu cheiro ficou eternizado em mim, junto de tudo que passei com ela.

Hoje a tenho como uma lembrança, algo ainda forte em mim, mas que jamais terá um final feliz.

Sou consciente do amor platônico que sinto e que, querendo ou não, continuarei sentindo por muito tempo.

Meus exacerbados sentimentos são verdadeiros por ela. Tudo que disse ainda tem efeito. Nossa jura de amor eterno ainda é válida para este que vos escreve.

Minhas breves condolências a um coração partido e que dificilmente conhecerá um sentimento tão intenso quanto este que descrevi.


Matheus.

terça-feira, 3 de março de 2009

Sobre nada mais que a pura verdade.


Olá. Ainda não pratico toda essa simpatia que lhe demonstro aqui. Acho que já faz tempo que não conversamos de uma forma direta grande Adolf.

Veio lhe contar que não mudei como tu provavelmente esperavas. O inconstante Matheus agora se conhece.

Asseguro a ti que hoje sei quem sou. Sei que já lhe falei isso por repetidas vezes, mas o real enfim encontra o literal.

Dentro de minha cabeça milhões de coisas se passam. Confundo-me a cada instante, sou controverso ao tentar explicar o que sou, ou o que sinto.

Meus atos condizem totalmente com o que penso e faço tudo de caso pensado. Meu instinto não costuma falhar e mesmo que falhe, eu não dou meu braço a torcer. Sou convicto, isto tenho de admitir, porém às vezes estas convicções me fazem perder algumas amizades, não que eu as queira também.

Reconheço minha intensa falta de educação e com louvor digo que não me mudaria. Não sou o repugnante que muitos falam, nada mal ter esta estirpe.

Tenho poucos e bons amigos, pessoas das quais confio. Mantenho aqueles que não me apetecem, que me causam indiferença, por perto, podem ser úteis.

Acho que já falei demais de mim, esta não era a real intenção deste que vos escrevo. Sinto-me incrivelmente bem.

Queria por hora agradecer a alguém que me surpreendeu muito e continua me surpreendendo. Tenho imenso prazer em relatar o gosto e o sentimento de amizade por esta pessoa. A forma como conversamos, mesmo que por raras vezes parece ser sincera e isso me agrada.

Do auge dos meus 19, quase 20 anos, sinto que ganhei uma amiga, ou quem sabe uma irmã mais nova. Meu devaneio para por aqui.

Boa noite insubstituível Adolf!


Matheus.

domingo, 1 de março de 2009

Sobre uma confusão.


Forte anseio que me faz pecar. Pensamentos insanos, pensamentos que não queria ter.

Angustia que me consome aos poucos. Tamanho nervosismo que me assombra a cada piscar de olhos. Ferrenha ilusão que me acompanha a cada sonho delirante.

Está difícil lidar com toda essa insatisfação, com toda confusão de sentimentos e sensações que por hora me assombram.

Estou encantando, não estou apaixonado. Sou sozinho, mas não queria ser. Gosto de alguém que não me quer.

Gosto de mim mesmo, mas não de como venho agindo. Sou estranho, mas longe de achar isso um defeito.

Não me entendo e nem quero entender. Quero estar contigo e tu és a primeira em muito tempo que me fez dizer isso.

Matheus.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sobre a mais bela.


Estranha sensação que me consome. Anseio que domina meu pensamento, que faz meu peito palpitar de forma diferente.

Jamais imaginei a ver e sentir tudo que hoje passa pela minha cabeça. Tu que hoje domina e é senhora, dona de tudo que penso, de tudo que me faz delirar. Teu brando encanto, tua simpatia que me fascina, mesmo de longe, cada vez mais.

Não sei exatamente decifrar o que me passa. Meu fascínio pela tua beleza, pelo teu jeito já fora por vezes lhe dito. Sei que não sou o que gostas e que a ti não sou propício, mas insisto em relatar que algo em ti me deixa louco.

Eu não te amo desta forma. Eu tenho imenso carinho por ti. Tu soubeste me conquistar, tu és alguém que por muitas vezes eu desejei que estivesse comigo.

Que o melodrama fique para trás e que isso não se torne um carta pífia e ridiculamente romântica.


Um beijo eu lhe mando, contando a ti toda saudade que sinto, seja do teu cheiro, do teu sorriso, ou dos teus beijos.



Matheus.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sobre o desabafo.


Estou sem o antigo receio. Meus medos não são mais capazes de dominar meu cotidiano.

Largo meu imponderável destino nas mãos da sorte. Desisto de lutar contra algo que é incontrolável e que está por todo lado.

Meus cuidados ainda serão tomados, mas nada que vá reger minha breve e branda vida.

Declaro meu espanto por como tudo transcorre. A forma como o suposto caos domina tudo que está em nossa volta. Sinto-me por vezes ilhado a tantos fatos e situações trágicas que cada vez são mais constantes.

Olho para os lados e posso até fingir não ver o que me rodeia. Meus olhos, cada vez mais treinados, só enxergam coisas que me atingem diretamente. Paro para pensar por horas e continuo sem entender o descaso de muitos, a forma como fingem estar tudo bem.

Somos e vivemos em um mundo hipócrita, no qual o real só vem à mídia quando algo, ou alguém importante foi atingido.

Não estou relatando intensa revolta só quanto à violência e desigualdade social, mas sim quanto a uma seqüência de fatos que não revela um futuro tão promissor a mim mesmo e a gerações futuras.

Parece de interesse governamental que nada se arrume e que tudo se mantenha no caos, causando risco a todos que supostamente foram seus eleitores.

Tenho breve desvio a linha de teorias conspiratórias e muitas delas revelam a mim que não é de interesse maior que tudo esteja em perfeita harmonia.

O poder que pode resolver, mudar muitas coisas é o mesmo que corrompe a maioria dos encarregados a tais mudanças.

Fica meu desabafo, a forma como tenho para relatar o desprezo e a normalidade como a violência, desigualdade e até a famigerada revolta contra o governo.

Matheus.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Talvez tenha acabado.


Ainda é noite. O escuro predomina o brando céu pouco estrelado. Meus olhos quase se fecham, estão pequenos, adaptados a continua escuridão.

A solidão não me é estranha. O peculiar humor que tenho varia à medida que a noite chega.

Não me conforta o fato de ser livre. Estou cansado, insosso a esta situação que não me é agradável.

Não sei como resolver e sequer sei qual a solução para isto que me afeta. Quero o algo mais, o que ainda não me é conhecido, ou o que talvez possa estar escondido dentro de minhas próprias memórias.

Minha patologia me joga ao relento, ao estranho. Tenho certo receio pelo normal, pelo casual e talvez correto.

Não me retrato de forma correta. Sou péssimo em descrições, talvez até relate de forma equivocada tais fatos.

Não sou assim, não consigo me enxergar assim. Tenho empatia por mistérios, por exageros e perseguições. Já fui taxado de algumas coisas das quais não fazem nenhum sentido.

Meu exagero me torna refém de uma imagem que não é a minha, que não quero ter.

Talvez deva mudar, talvez já tenha mudado. Não mais estou presente, não este que por tanto tempo os enganou.

Matheus.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sobre mais uma vez.


Eu não me sentia mais assim. Já fazia tempo que isso não se fazia presente em mim. Estou novamente sob algum encanto, estranho encanto que me conduz a chatice e ao romantismo.

Declamo os poemas a ti com extrema facilidade, tal como eles surgem em minha cabeça para expressar o que tu tem significado para mim.

Por vezes tenho total consciência de que isso me prejudica, todo esse sentimento que não sei explicar, e passo por chato, desesperado.

Realmente não sei como a ti vou conseguir demonstrar o que sinto. Sou desajeitado, longe de ser um romântico bem sucedido. Queria lhe dizer que tudo que tento fazer, seja algo escrito, ou um bombom barato e nada criativo, é para demonstrar que tu és importante demais a mim.

Eu estou surpreso pela forma como as coisas vem andando, pela forma como gosto de ti e como isso cresce a cada dia. Como a saudade que tenho de ti e como quero saná-la rapidamente.

Queria te surpreender, te conquistar como tu me conquistaste. Eu sou um bobo, implicante e que não sabe nem lhe chamar de um apelido carinhoso, que não seja de mangol.

Digo a ti pela segunda vez, talvez sem a figura de linguagem de um poema, que estou apaixonado por ti e daria tudo para que essa condição fosse recíproca.


Matheus.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sobre os dias especiais.


O sorriso que dera, mesmo que envergonhado, fora o suficiente para me tirar da apreensão. Era tão belo olhar, apreciar tal sorriso, tal sensação de felicidade.

Meu peito palpitava de ansiedade, e eu sentia a velha sensação de o tempo estar parando naquele momento.

Minhas mãos iam ao encontro das suas. Meus dedos gelados faziam caricias, cócegas em sua quente mão e em sua barriga lisinha.

Seus belos olhos me hipnotizavam. O verde que tanto me atraía somente completava o dourado de seus reluzentes cabelos lisos.

As tardes, noites, ou o que for que passe com ela são diferentes. Meu dia se completa ao lhe ver, tocar suas mãos e saber que ela é especial a mim.

Era cada vez mais notável como eu a queria e como ela me conquistava dia após dia.

Minha forma meio desajeitada era um empecilho para cortejá-la, para conquistá-la. Tentava demonstrar tudo que sinto, mas nada parece chegar aos pés do que realmente tento expressar.

Um bombom jamais demonstrará tudo que sinto, mas é um começo para aprender a conquistar quem um dia já me conquistou.



Matheus.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Sobre uma tarde.


O sol ainda raiava quando meus olhos a encontraram. Caminhava serenamente em meio à multidão.

Era bela, sempre fora, e quase como bailando vinha em minha direção. Seus longos cabelos dourados reluziam a luz que parecia emanar de seu esplendor.

Fiquei a admirando antes de ir ao seu encontro. Queria lhe surpreender, a conquistar, lhe ter mais uma vez.

O calor piorara à medida que meu nervosismo aumentava. Minha mão, agora, tremula foi de encontro a sua. Seu perfume irresistível me fazia sonhar, a querer mais perto.

Brincava entre seus dedos, fazendo cócegas na palma de sua mão e acariciando seu braço que repousara sobre o meu.

Esperava um beijo, precisava de tal, mas só a sua companhia e o entrelaço de nossas mãos já valeu mais do que eu sempre quis.



Matheus.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sobre a partida.


Seus olhos, cada vez menores, tentavam esconder o sono. Apertados, parecendo sentir dor, eles demonstravam a solidão.

O marrom se confundia com a escura mancha preta que marcava seu olho esquerdo. Seus cílios, mesmo que não tão grandes, ainda escondiam bem seu olhar deprimente.

O nariz torto, levemente marcado pela tênue curvatura, aspirava pedindo ar fresco. O rosto jovial não parecia ser de alguém de sua idade.

Seus pensamentos flutuavam, quase saiam de sua cabeça. Ele tentava não os falar, os omitir, mas não podia deixar de escrevê-los em brandas linhas.

A imaginação fértil e por vezes sadia o pegou de jeito. Ele agora estava preso por seus pensamentos, sonhos e conquistas.

Tudo parecia mais fácil, com um simples franzido na testa tudo desaparecia de sua vista.

Em seu mundo tudo era possível e nada conseguia lhe tirar a expressão amena do olhar.

Ele não imaginara sair de lá, de seu intimo pensamento, de sua mais vaga lembranças sobre a perfeição. No entanto, nada conseguia completar a angustia que se formava dentro de si.

O aperto em seu peito era tão formidável, real e humano. Os anseios de sua vida começavam a mudar e seus olhos finalmente se abriram ao encontro do luar.

Sentia falta da espontaneidade característica em cada riso que dava. Gostava de ouvir o quebrar do cabelo por mais um momento.

Seus olhos estavam mais uma vez pequenos, angustiantes, ansiosos a espera de mais uma decisão. Ele tagarelava em seus pensamentos, quase como falas de autoconfiança.

O rosto ainda insosso mostrava um sorriso, mesmo que forçado, no canto de sua boca. Ele não estava mais deitado, e em pé, pronto para sair, piscou da forma mais irônica que lhe era conhecida.

Pela porta, seu caminhar lento, por vezes descompassado e saltitante, foi o levando embora para novos rumos, novos horizontes.

Suas roupas, seus fios de cabelo ao chão, tudo fora deixado para trás junto de seu cheiro cítrico que insistia em permanecer por ali.


Matheus.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sobre um fardo.


Meus braços envolviam meu tórax. Abraçava-me com força, tentando prender algo.

Queria amenizar o frio que comecei a sentir naquela ensolarada tarde. Suava frio com tal situação, tudo parecia estar voando em meu horizonte.

Estava quieto e meus pensamentos voavam com as possibilidades, mesmo que, irreais.

Não me recordava onde estava e nada mais importava naquele momento, eu definitivamente estava alheio ao mundo.

O fardo me assombrava. Meu temor estava de volta e regredindo a minha cabeça e coração.

Fechei meus olhos e por breves momentos senti meu peito palpitar rapidamente. Minha respiração ficou assanhada, talvez ansiosa.

Eu tentava recobrar a consciência, mas nada me fazia tirar os olhos daquela imagem, por mais perturbadora que ela fosse para mim.

Fugi do enfrentamento, não fui capaz de ser rude. Não queria demonstrar meu incômodo, minha face repleta de lamurio por ela.

O silêncio me confortara nas derradeiras horas que demoraram a passar. Não a afastei, não como queria. Não a sinto mais, não como um dia a senti.

Meus olhos se fecharam enquanto minha testa franzida desejava que tudo acabasse logo, que isto não tivesse passado de um sonho.

Eu não estava preparado, não sei se um dia eu estarei.


Matheus.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Sobre mais uma análise.


Ela sumira de meus pensamentos e coração. Nada era como antes, finalmente eu estava de volta.

O temor havia desaparecido de sua mente. O terrível sentimento era passado, não passara de ilusão, talvez não tenha nem existido.

A memória ainda tem lapsos da antiga história, fábula que contei, porém as marcas foram extintas e consumidas por algo maior que a antiga dor.

Tudo parece tão belo, simples e chuvoso. O antigo não era capaz de me fazer refém, não mais. Ele estava recomposto, como se nada o tivesse quebrado.

Duro, frio e insosso ele permanecia. Era gracioso ver como não se alterava e não demonstrava nenhum sinal de exaltação, nervosismo, ou qualquer outro sentimento barato em suas batidas constantes.

A constância voltava aos seus domínios. Era mais uma vez amigo de seu rude e arrogante ego.

Sua face refletida no espelho mostrara como era. Os poucos movimentos que fazia já bastavam para mostrar sua reação. Parado, não se mexia para nada e por ninguém.

Estava dormindo, parecia sonhar, quem sabe, cochilar por seus olhos entreabertos.

Seu longo cabelo caia por sua testa e orelha. O preto que os dominava, também era a cor de seus petulantes olhos levemente manchados de um marrom bem delineado.

Sua pele branca, pouco bronzeada demonstrava o desafeto pelo sol. O clima chuvoso era de bom grado a sua diferente personalidade.

O arrogante ar que ventilava por suas narinas traduzia seus pensamentos. Era capaz de dizer qualquer coisa, seja boa, ou ruim. Sua sinceridade marcante não lhe rendia bons frutos, mas isso não tirara o orgulho de ser sincero.

Sabia o que falar. Mentia na mesma entonação como falava a verdade. Por vezes exacerbava em seus sentimentos sintéticos, tudo bem planejado, sabendo o que cada um desejava escutar.

Sua boca, por vezes, tão áspera e maquiavélica sabia como conduzir um bom dialogo e irritar a quem ousasse discordar de suas opiniões, muitas vezes controversas.



Matheus.