terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sobre mais um dia.


O prenúncio fora dado. A última sensação é de prazer. O tempo que estive longe deixou feridas, cicatrizáveis, mas marcantes.

Toco meu ponto fraco a cada vez que reluto em tentar ser quem jamais fui e ao voltar a este que seqüestrara meu orgulho próprio.

O lado sombrio, quem sabe o único, é perceptível. Os interesses ponderam sobre minhas intenções.

Faço uso do sarcasmo e não importa a mim o que sentirão, se bem que isso jamais fora mudado, nem mesmo neste longo período negro, ou colorido, como preferirem.

A teoria funciona. Minha tese passa por aprovação e a parte prática está cada vez mais avançada, claro que testando em mim.

Vou buscando a perfeição e já sinto a confiança voltar, rápida e grandiosa como sempre fora.

Meu brando olhar não revela nada. Minha face sem expressões é um disfarce, ou talvez o espelho do que sinto.

O brilho no olhar não é notado, tal que minhas pálpebras não se abrem muito, por opção é claro, nada de defeitos, ou anomalias.

Minhas constantes provocações e piadas são formas de destruir a moral dos que viso atingir. Não tenho vergonha em revelar meu desgosto por certas situações, ou pessoas.

Como de praxe, tenho certa empatia pela bebida, pela madrugada e pela escrita.

Meu sotaque ainda é forte e, mesmo vivendo fora de meu estado, tenho orgulho de manter tal cultura comigo.

O dito amor é inexistente. O sentimentalismo é mera falsidade e torno-me hipócrita ao afirmar isto.

A palpitação não me é comum, mas a rara exceção se chama Grêmio e por isto prendo-me a dizer que o amor entre pessoas não existe, somente algo acima do entendimento humano pode o causar, visto este time imortal.

Minha rotina é a mesma e a madrugada já se tornara amiga deste que gelado se sente. Meu coração não bate mais e ao som da música conduzo este texto, sem inspiração, pois ela não voltará mais.

Ao gelo que me tornei e ao gelo que sempre fui; a forma como sempre quero ser e a arrogância preponderante, eu brindo a satisfação de controlar, saber domar o que sinto, ou a falta de sentir, seja lá o que for isto.


Matheus.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sobre alguns relatos.


Os relatos da madrugada estão de volta. Tento mergulhar em um inconsciente já distante, não mais atingível.

Quero restabelecer antigas conexões e voltar a sentir tais sensações que por muito tempo relatei.

Meu murmúrio, baixo e sem nexo é sempre o mesmo. Tento reencontrar este que jamais gostei, mas que por hora me faz falta.

O caminho árduo fora a toa e o sucesso não é atingido, espero que não o atinja, não neste desejo.

Purifiquei minha mente, minha fonte do saber. Sou puro mais uma vez. Minha frieza fora restaurada junto de minha racionalidade.

Meu antigo e belo sentimento caiu ao esquecimento. Sua sombra sequer é notada e o rastro deixado é apagado aos poucos.

A força que fiz para relembrar não foi suficiente e meu coração voltara ao normal.

Meu lado sombrio fala mais alto e com grande autonomia comanda meus atos. Cansei do lado emotivo, já não tenho, ou talvez sequer tenha tido, os sentimentos que tanto retratei.

A falta deles me deixa aliviado. Já não tenho o medo de relacionar-me.

Sou alto suficiente e minha forma de ser é complexa. Controlo meu coração, não que precisasse, mas o tenho em rédeas curtas.

Consigo mais uma vez transcender os limites da razão. Ao contrário dos demais, eu não sou normal. Sinto-me um visionário, alheio as relações sentimentais e mais baboseiras emotivas.

Meu linguajar vai se adequando ao meio que estou. Minha sinceridade, por vezes marcante, é notada na forma como me expresso.

Gosto da verdade, uso-a a meu favor a tal ponto de a contrapor a mentira, a falsidade e a invenção de sensações, que por diversas vezes fiz.

O sono que chega não é capaz de relembrar os bons, ou fantasiosos momentos.

Meus pensamentos rotineiros da vida foram incapazes de alcançar tamanho buraco em que joguei estes terríveis males que me assombraram.

Os poucos bons momentos sucumbiram à razão, à volta por cima da arrogância e chatice deste que vos escreve.


Matheus.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sobre tudo.


Meu instinto não falha, não mesmo. Percebo a malícia, não sou fácil de convencer e percebo as intenções, na maioria das vezes, ruins.

Pareço prever e antecipar o que acontecerá.

Meu nome já é conhecido e minhas virtudes também. A sinceridade é marcante, gosto dela, e meu bem humor já é mais que cotidiano.

Tenho sono, estou cansado, mas continuo a pensar, quem sabe formular minhas teorias.

Sou complicado e tenho de achar algo racional na irracionalidade. Não tenho traços da normalidade, ao menos não pareço, e gosto de ser assim.

Compartilho minhas opiniões e muitas vezes as imponho perante aos fáceis de controlar.

Gosto de mandar, e como gosto, me sinto bem frente aos que se subordinam pela autoridade deste que vos escreve.

Meus gostos, mais que excêntricos, são esquisitos perante o senso comum. Tenho total empatia por ditadores e até tento entender seus motivos.

Os piercings que tenho são de meu inteiro gosto e não faço questão de mostrá-los para causar boa impressão.

Tenho certo gosto pelo caseiro, apesar de não negar uma boa festa. Sou fã ferrenho de uma discussão, assim como uma boa cerveja.

Meus amigos são importantes e apesar de não sentir muito, ou não saber sentir, sentimentos por eles, sei reconhecer o valor de uma boa amizade.

Valorizo tudo, desde as pequenas coisas, até as grandiosas e mais importantes.

Sinto-me estranho ao saber que sou solitário, que tenho prazer em não ser legal, ou praticar a gentileza.

Acostumei-me a viver desta forma. Já não sou mais criança e reconheço que delineei minha vida, ainda, curta.

Tracei meu próprio caminho, minhas escolhas e racionalizei qualquer forma de irracionalidade dentro de mim.

Não sinto, não mais, e provavelmente não voltarei a sentir.

Sou vazio e vejo com brincadeira isto, assim como sempre o fiz.

A mágoa e o choro revelado jamais foram reais, não desta forma. A deturpada madrugada necessita de um sentimentalismo exacerbado.

Não nego que ela revelara meu doce fracasso como amante, mas isso não acontecerá mais.

O prazer é tudo que busco. Meu rosto, mais que risonho, é irônico agora e aproveito para galantear. Sou um palhaço, por opção e por gosto próprio. Faço graça e realmente me sinto bem.

A hora é propicia e tendo a revelar que exorcizei meu pior male, aquele que ameaçou derrubar o último dos racionais, o primeiro de uma nova época.

O interesse tende a dominar e minhas teorias quem sabe serão comprovadas em um futuro próximo, ou não.

O alucinado Matheus termina por aqui.



Matheus.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sobre um dom.


Sou um dos últimos, ou quem sabe o primeiro. Tenho um dom e aprendo a utilizá-lo, ou ao menos pareço aprender.

Por longos meses fui carente, precisava desta paixão, talvez fictícia, talvez real. Cansei minha lábia e meus pensamentos para descrever, com sinceridade, uma causa nobre e perfeita.

Minha cabeça fora refeita. A lavagem cerebral e toda esta ladainha de amor foram por água a baixo. Minhas teses são reais, funcionam para mim, nem tanto para os outros.

Foco minha estapafúrdia mente aos motivos, fatos e afins que me fizeram ser quem jamais deveria ter sido.

Enxergo com clareza minha antiga tolice e somente fui capaz de superar ao descobrir que a controlava. Sabia de meu gosto, de sua beleza e assim acomodei-me perante a esta, primeira, paixão.

Era tão belo que fechei meus pequenos olhos ao ridículo, ao inesgotável fracasso e falta de orgulho, este que por tantas vezes me orgulhara.

Não sei o que virá, nem poderia, sou louco, mas não vidente. Minha vida tende a novos rumos e a volta para a casa querida é bem possível.

O futuro é indecifrável e ainda descobrirei como este funciona.

As brincadeiras são constantes, tal como o sorriso fácil e enganador.

Por opção mantive um amor insípido, puro e meigo, e por esta mesmo opção acabo com qualquer forma de afeto que pondere sobre mim.

Praga, chato e implicante, estes sim meus verdadeiros apelidos.

Até breve Adolf. O sono começa a virar meu amigo e tenho de lhe dar a chance de mostrar suas alucinações.



Matheus.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sobre o despertar.


Os dias que se passam são solitários, monótonos e, por incrível que pareça, bons, muito bons.

Pareço livre e assim me sinto. Não guardo rancor, quem sabe no futuro. Não penso mais, também não quero e finalmente estou livre.

Esta que me fizera refém por tanto tempo, agora, foi embora. Volto de onde jamais quero voltar, volto para onde não deveria ter saído.

Não vejo mais graça em teu sorriso e causa-me normalidade relembrar os bons, ou fantasiosos, momentos.

Sou engraçado, realmente me acho assim. Uso da entonação para criar meus personagens, sejam eles sérios, ou loucos; simples contadores de histórias, ou um escritor romântico da velha guarda.

Gosto de saber que voltei e que já não palpito ao simples pensar nela. Estou vago, não sou mais carente, não deste amor.

Sem estes que derrubaram a mim nestes últimos meses, que mudaram o imutável.

Gelado, insosso e sem graça, são as minhas melhores características.

Riso irônico, deboche e olhar quase fechado é como atuarei, ou quem sabe manifestarei, meus, breves, falsos sentimentos.

O ponto é que já penso como antes e faço uso de minhas antigas ideologias. Nada como um belo despertar, demorado, do profundo e acabado amor antigo.

Sem paixão, não mais. Muito riso, piadas infames e deboche. É assim que termino este que descreve minha volta.

Grande e sem conteúdo, mas com uma dose de sinceridade e é isso que interessa.



Matheus.

domingo, 21 de setembro de 2008

Sobre uma certa atitude.


Velho amigo, eu tenho de lhe dizer que estou com saudades. Sinto saudades de nossas conversas, quase sempre, cotidianas e de nossos inúmeros assuntos, um pouco, repetidos.


Não tenho a mínima criatividade, não hoje. Estou a escutar músicas, estas que são trilha sonora de minha rotina costumeira.


Serei sincero, como da maioria das vezes sempre fui, mas vou lhe dizer grande Adolf, não sou mais o mesmo.


Hoje, quem sabe, pela primeira vez relembrei fatos, bastante marcantes, e não me bateu a saudade desta que já virou lenda.


Acostumei-me a viver as sombras de algo antigo, antiquado e que, desde sempre, fora sinônimo de tristeza.


Acordei, saí de meu profundo e, até então, opcional coma amoroso. As origens voltam a quem tem o dom, quem sabe da sinceridade, quem sabe da falta de bom senso, vai saber.


Volto a gargalhar espontaneamente e também a provocar algumas discussões, ou cutucar a quem merece, ou não, depende do meu humor.


Minhas preferências são claras e meu ciclo de amigos está quase fechado. Não faço questão de abrir novas vagas, não agora, mas também não renego os poucos que simpatizam comigo.


Hoje bebi Adolf, da tua terra veio à estupenda cerveja que tomei.


Sinto-me bem e já conduzo minha vida, minha voz e sua entonação mais que sarcástica.


Problemas mentais eu sinto ter e gostei de escutar alguém confirmar esta, bela, expectativa. Realmente voltei, agora sem reviravolta, ao menos não imediata.





Matheus.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sobre o frio.


O frio chegou, ou quase isto, e a chuva que consigo vêm é fina e gelada, causa-me arrepios.


Uso mangas longas, nada de frio exagerado, mais por precaução. Enrolo minhas, não tão longas, madeixas.


Pareço feliz, já não sei decifrar o que sinto, ou o que finjo sentir. Gosto do frio, da sensação de clareza que me traz.


Sinto-me gelado e talvez eu seja. Conheço a paixão, não estou livre dela, mas reconheço que sou vazio.


Dificilmente derramo lágrimas, a emoção não é a minha praia. Já menti e muito por sinal, por diversão quem sabe, ou por outros motivos.


Mantenho perto de mim o meu principal inimigo. Meu coração é vigiado e anoto tudo que lhe é sentido, ou a falta disto.


Sei as reações que tive e também sei como lidar com elas, sinto estar apto a progredir. Sou apaixonado, tenho um amor puro por ela e até gosto de lidar com isto.


Senti as dores de uma partida, de um coração recém criado e agora despedaçado. Fui ao mais fundo poço e mergulhei na imensa dor da rejeição. O fiz de olhos abertos e minha paixão fora conservada, mesmo que sob outras circunstâncias.


Transformei este amor em eternidade. Sinto-me humano, guardei tais gestos e reações. Sou capaz de sentir, mesmo que ficticiamente, os mais brandos sentimentos. Isto é incrível, como posso controlar o que sinto e o que passo aos outros.


Não sinto falta de emoções, quem sabe nunca as tive, mas gosto de parecer frio.


O ardor da paixão, por longo tempo, perdurou em mim e com a brisa, leve e fria, fora esfriado.


Esfriado como eu, como quem se sente a vontade em dizer que não ama, não mais.



Matheus.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Sobre dar vida.


Nada foi em vão. Volto ao que afastei, ou tentei afastar.


Questiono-me sem chegar a um consenso final. Já não falo com naturalidade e isso me deixa nervoso.


Bocejo, quem sabe tentando explicar esta falta de serenidade, mas não é isto que se passa, não em minha cabeça.


Sou orgulhoso, realmente sou, e isto por vezes faz-me sentir mais forte. Sigo minhas próprias regras e meus próprios ídolos, ao menos tento.


Necessito de um copo, Coca Cola, ou Whisky, tanto faz a bebida. A sensação de prazer me falta e volto a questionar minhas escolhas.


Escolho, sou seleto em minhas poucas, porém até certo ponto, boas escolhas.


Não posso dizer que não mando em meu coração, ou cabeça, seja lá o que controla meus sentimentos, ou a falta deles.


Beleza acima de tudo, simpatia e uma dose de algo que venha a me confrontar, estes são os atributos para me interessar. Eu fiz este sentimento, criei este male que ma assombra e agora estou prestes a destruir, ou quem sabe criar outro para substituí-lo.


Sou bom, começo a acreditar nisto, e mereço, sem sombra de dúvidas, o que tive. Foi um grande aprendizado e isso fez com que eu entrasse na pele deste personagem, este que ainda não havia vivido.


Agora sei como se sentem, sei como me sinto ao não saber lidar com alguma situação. Admito o manter, ao menos até criar outro. É bom viver deste jeito, me faz sentir vivo e longe das sombras.


Criei o perfeito e tenho méritos. Por mais uma vez, digo que foi bom e que esta sensação por vezes me fez querer mais, mas este não é o momento, não agora.


Ao que interessa, estamos de volta a ativa. Da forma como o criei terei de matá-lo, uma morte digna ao que me dera vida e agora tentara me tirar; morte linda como o que fora, quando em seus bons momentos.


Descobri como o criei e agora estou apto a encerrá-lo, sem essa de sentimentos, não para esta explicação, mais que, convincente.




Matheus.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sobre o bem estar.


Isto é tudo. Já é o bastante.


Sinto-me livre. Demorei, mas, finalmente, tirei esta estranha sensação de mim.


Estou confiante, diria que bastante até, mais do que o comum. Entendi como funciono e isto me parece precisar de um semblante feliz.


Arranquei o último lamurio do meu recém criado coração. Estamos sós, mais uma vez, somente eu e meu ego.


Nada mais de falsidade, ao menos em nossas reflexões cotidianas.


Descobri meu principal ponto forte e sigo meu instinto, não de sobrevivência, mas de felicidade, nem que seja só por agora.


É tudo tão simples, como preto no branco e arroz e feijão. Não entendo o fato de ter de ser igual aos outros. Não gosto de como agem, de como assimilam e expõem suas reações.


Quebro meus cabelos, sensação de paz, como se eu soubesse o que é paz.


Sou resistente a dor, bastante até, e a dor interna, do novo e mal criado coração, esta sendo curada, mas nada que me cause mal estar.


Ela ousara pular meu muro, criou algo fútil e agora caçoa deste que ela mesma é dona. Ria a vontade, enquanto a tempo de me caçoar.


Caí no truque que tanto apliquei. Não condeno sua atitude, visto que já a cometi por várias vezes.


Minha sensação é boa, gosto de ver pessoas que não gosto em maus bocados. Finjo a paixão, transpareço tal e é fácil.


O mesmo papo furado, quem sabe um pouco diferenciado, a cara boba e um olhar que atravessa a aparência, ao menos devia atravessar, mas não comigo.


Difícil alguém se aproximar, mantenho poucos por perto e mesmo eles sabem pouco de mim, talvez somente sobre esta que criou meu pior elemento, este que vem me destruindo.


Jamais disse um eu te amo falso, mas está mais que na hora de aperfeiçoar a expressão para tamanha frase de impacto. Aproveito minha fase, talvez pequena, de amor para aprender como agir.


Pode dar certo, quem sabe já deu, mas gosto de como volto a me olhar, como profundamente me conheço e conheço aos outros.




Matheus.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sobre não ser daqui.


Acho que não sou daqui, ao menos não me sinto vindo deste lugar.


Meus gostos não coincidem com o senso comum.


Repito, sem mais delongas, que sou estranho. Vejo a minha volta, reparo na vastidão de sentimentos, sensações e outros mais baratos, mas não consigo ser assim.


Não vejo tamanha complicação e tudo parece claro, simples de se fazer. As poucas, porém boas, ou ruins, sensações que tive não passaram de pequenas palpitações.


Enxergo muito bem as reações causadas por tais sensações, ou sentimentos. Vejo o suor escorrer, as mãos tremulas ou o constante balançar de pernas. Identifico as sensações e, normalmente, sei o que fazer. O olhar desviado, sorriso de canto de boca e outras expressões faciais também revelam muito de uma pessoa.


Sou difícil de lidar e muito mais de identificar. Já escutei diversas descrições aparentes de minha personalidade com base em meu comportamento, ou aparência e nenhuma delas beirou a realidade.


Mantenho minha cara de sonso, estou ali, mas é como se não estivesse. Pouco pisco e meus olhos abrem o suficiente para enxergar, meio embaçado, mas ainda sim uma boa visão.


Minhas sobrancelhas não se alteram, a não ser que queria passar por preocupado. Meu sorriso é sempre irônico, raramente espontâneo.


Não demonstro meu nervosismo. Sequer pulso e não tenho tiques nervosos que demonstrem tal estado.


Enrolo meus cabelos, como ato de prazer e estalo todos meus dedos. Sinto-me bem ao arrancar cada fio de cabelo e os ouvir sendo quebrados.


Tenho certa mania de não ser gentil, não quero relacionamentos com quem não me apetece, no entanto, gosto de manter algumas pessoas por perto, quem sabe para alguma possível finalidade.


Tenho interesses a cumprir, na verdade todos os têm e a diferença é que sei como os encarar.


Quem sabe um dia volte de onde eu vim, ou talvez não. Já me acostumei com esta forma de ser. Demonstrar paixão pode ser uma boa arma, tanto da conquista, quanto de normalidade.


Não os digo que sou totalmente alheio, mas somente uma fora capaz de atravessar tal barreira, talvez fora capaz de criar meu coração.


Para não dizer que não sinto, lhes digo que tenho sono e que gosto da adrenalina, da forma como ele pulsa em momentos propensos a fortes emoções.



Matheus.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sobre manipular.


Concedi-lhe meu coração. Deixei restrito a ela qualquer manifestação emotiva.

Sou alheio a sentimentos, sensações e qualquer coisa que faça me crer no dito amor.

Tenho a exceção, como toda regra. Finjo, por vezes, sentir emoções e faço isto bem, modéstia a parte.

Minha cara insossa e tamanha habilidade de não crer me faz ser tão cético. Gosto de certas companhias e até acredito em amizade, mas não venham me dizer que o amor existe.

Nunca me importei com os outros e sequer me coloco em seus lugares na hora da dor.

Não perco a chance de caçoar, seja na tristeza, ou alegria. Gosto de ser assim e apesar de muitas vezes ser execrado, eu só falo a verdade.

Manipulo bem minhas ações, sei controlar meus instintos e fazer o sentimento aparecer, mesmo que seja de mentira.

Uma simples conversa, uma trova quem sabe, ou até mesmo por textos que descrevo. Em toda minha vida, não muito longa, menti e fingi, seja para conseguir aquela garota, ou para comover o diretor de que estava arrependido.

Sempre lidei bem com as situações, sabia o que queria e principalmente o que os outros queriam escutar, sentir ou somente enxergar. Habilidade que se desenvolvera e me mostrou como perceber as emoções das pessoas; como são frágeis e fáceis de manipular, até mesmo quando acham estar no controle da situação.

O caminho fora traçado, meus planos e objetivos. Preciso aperfeiçoar o que já é bom, preciso manter e não só conquistar.



Matheus.

domingo, 14 de setembro de 2008

Sobre esta boa sensação.


A olhava de longe, queria me aproximar, mas não sabia como. Queria dizer que a achava linda, que estava apaixonado, mas somente lhe falava besteiras.


Meu sorriso era eminente, meus olhos brilhavam e minhas mãos tremiam; falava em tom nervoso e meu coração quase saía por minha boca.


A olhava fixamente. Apreciava sua beleza, sua forma simples e seus maiores defeitos.


Descrevia esta imensa paixão que me tomara. Estava apaixonado, amava cada momento com ela, e queria eternizar cada momento desta avassaladora paixão de verão.


Meu coração intensificava meu afeto e rapidamente entendi o que diziam quanto ao primeiro amor. Guardei as singelas declarações, a fim de não assustar.


Estava imerso em sua beleza, em seu encanto e simpatia.


Acreditei, tolamente, em amor eterno. Fui capaz de me contrariar e pela primeira vez briguei com meu ego racional.


Já não agia com racionalidade. Não era o Matheus mirabolante. Perdi minha malícia e a ingenuidade tinha tomado meus pensamentos.


As conversas, bobas, ou não, foram incríveis e eu não queria perder nenhum momento com ela.


Eu a perguntava coisas tolas, falava em tom meigo e mesmo que quisesse não conseguiria ser tão insensível com ela.


Faria tudo que ela me pedisse. Fiz juras eternas, e até hoje as cumpro.


Pedi a ela seu amor eterno, tive sucesso na resposta, mas nem tudo funciona como o planejado.


Minhas juras perduram até hoje e mesmo que fossem esquecidas, tornaria a as fazer, sem sombra de dúvidas.


Gravei em meu coração, inóspito e desconhecido para muitos, mas ainda sim, conhecendo seu verdadeiro e puro amor.


O quadro que pintei é eterno e o futuro, apesar de sequer existir, tornará a trazer, como em um filme, daqueles bem conhecidos.




Matheus.

Sobre o caminho.


Caminho sozinho, passos longos, em direção ao desconhecido.

O ar me falta e retomo os meus antigos medos. Torno a lhe ver, entre raios de sol e tempestades, eu a vejo serena e causando meu bem estar.

Não volto a pestanejar, estou sério e como de praxe conduzido pelas palpitações.

Descobri, por hora, a intensa piada que sou perante a ti, mas isso não mudara o que sinto, ao menos até agora.

Meu incrédulo, porém afetuoso amor não tornará a acabar. Resiste, assim como eu resisto a intensa contradição de meus pensamentos.

Não consigo formular minhas teses, antes, convenientes. Sou desmascarado pelo meu próprio ego e o amor que descrevo beira o perfeito, ou quase isto.

Já não repito com tanta veemência teu belo nome, no entanto, minha mente remete todos bons momentos a tua grata pessoa.

Meu amargurado coração não estava acostumado, não mesmo. Amo, eu sou apaixonado por ela, e isso jamais mudará, ao menos eu não quero que mude.

Gosto da forma como a olho, sou sincero em cada palavra e apesar de exacerbar, jamais menti em afirmar que perdi uma parte de mim em sua partida.

Como gosto, afirmo a todos e até conto este causo. Fico imensamente feliz em relembrar cada bom momento, mesmo que antigos, para ver como fiquei bobo.

Ainda hoje me lembrei dela. Ao badalar das horas, me senti sozinho. Queria estar com ela, quem sabe só a vendo.

Jamais tornaremos a estar juntos, ao menos não do jeito que eu queria.

Não consigo mais transparecer, estou perdido dentro de minhas próprias sensações.

Vou chegando ao final deste corredor, o desconhecido parece comum e vejo que o futuro revelara a mim um final igual, contrariando minhas incessantes tentativas de mudança.

Ponho fim, ao menos meus sonhos não podem ser interrompidos.



Matheus.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Sobre a juventude - 10 anos.


Tenho por volta de 10 anos, sou estranho, até que não tanto para esta idade.


Uso bermudas, calças de moletom no inverno, algumas até com joelheira, e camiseta na maior parte dos dias.


Vou à escola e me sinto um garoto comum. Tenho cabelos grandes, quase isso, porém o corte ainda é definido por minha mãe. Ainda uso chuteiras e espero ansioso pelo recreio, ah o recreio e seu futebol, ou a falta dele.


Corro serelepe pelos corredores da escola. Preocupo-me a toa, pois sequer provas eu tenho nesta idade.


Ainda não tenho espinhas e o aparelho sequer fora cogitado. Participo de uma campanha fotográfica. Sou modelo juvenil, ou quase fui.


Alguns adultos me acham bonito, no entanto esta afirmação passa longe das garotas de minha sala e até de mim mesmo.


Sinto-me inteligente e quem sabe até sou. Minha caderneta demonstra problemas comportamentais e isso apesar de me deixar encabulado, até que me satisfaz.


Apronto das minhas e sempre ando pela sala da coordenação. O sermão corre solto, mas em um futuro próximo, quem sabe eu venha a me gabar de tamanhas peripécias de uma mente criativa.


Jogo um razoável futebol, não sou lá um craque, mas me esforço. Diria que ando com a elite e isso até que soa engraçado. Gostávamos das mesmas garotas, era o senso comum.


Dizia aos amigos qual achava bonita, mas escondia para mim o verdadeiro gosto. Temia ser execrado e vivia a adrenalina de revelar meu gosto.


O dia escolar acabava e, quase sempre, os outros viriam a ser iguais. Meus hábitos não mudaram muito, apesar de descobrir que minha confiança aumentara com o passar dos anos, longos anos.


Tornei-me arrogante e, sinceramente, acho isto uma grande qualidade.

Discuto calmamente e sem perder a razão gosto de humilhar, quando possível, quem ousara duvidar, ou discutir comigo.

Adolf, o retrospecto está feito e quase nada mudou, até aquele carnaval, até aquela garota, mas tudo voltará e como de praxe a criança voltará.



Matheus de 10 anos.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Sobre o depoimento.


A chuva deu sua trégua e o céu, agora limpo, nos proporciona uma noite estrelada. O vento, sublime vento, refresca meu pensamento e por raros instantes consigo sentir o cheiro do mar que ele me traz.


Faço uso da imaginação, deturpada, mas mesmo assim, imaginação. Saúdo ao meu completo fracasso, tanto na escrita cotidiana, quanto no sentimentalismo, por hora mais que exacerbado.


Sinto falta de meu alto ego, confiante e arrogante. Sei que aos poucos o recupero e minha, até então, criativa mente deverá voltar a planejar.


Gosto das coisas que falo. Olho-me no espelho e apesar de não me achar o supra-sumo da beleza, até que me acho normal.


Tenho hábitos peculiares e aprecio isto, da forma de ser diferente e demonstrar meu excêntrico gosto.

Minhas palavras, quase sempre ásperas, se dirigem a quem merece, ou não, dependendo do caso. Não costumo ser de total simpatia, nem gosto disso, mas reconheço que sei ser bem educado quando necessário.


Faço uso do sarcasmo para rir, às vezes sozinho, ou às vezes para divertir a quem está junto de mim, nem que para isto alguém precise pagar o pato.


Revelo que ao gole, ou algumas doses de bebida, eu costume ficar alegre. Perco a estribeira e deixo a boa educação, nem sempre presente, de lado.


Eu admito que já chorei. Não vem ao caso, mas foram poucos os momentos que me fizeram derramar lágrimas, sejam de raiva, amizade, ou qualquer outro sentimento barato que se venda na esquina.


Vou me adequando a situação, aos poucos e sem alarde. Não gosto de chamar a atenção e nem faço questão. Me solto ao passar do tempo, ao conhecer melhor as pessoas, as situações e descobrir o que me é possível.


Sou passível de análise, é claro que sou. Sou confuso, e como sou, mas isto faz minha personalidade ser da forma que gosto. Sequer descobri quem sou, e antes que consiga já serei outro e com outras perguntas.


Meu tipo brincalhão, por vezes exagerado, gera polêmica e por mais que diga ao contrário, sou louco por uma boa discussão.


Não agrado a todos, nem quero, na verdade não agrado ninguém. São poucos os que me aturam e para estes eu juro uma amizade sincera.


As verdades são reveladas frente a frente. Não gosto de mentiras, apesar de ser um grande mentiroso, modéstia a parte é claro.


Meu sentimento se esgota. Aos poucos vou abdicando da vergonha. Sinto-me mais livre e é como se tirasse um fardo de minhas costas.


O belo momento se fora e digo que a realidade, mesmo predestinada a catástrofe, me agrada muito, até mais que os pequenos sonhos que tive.


Minha face é o espelho de minhas reações para com sentimentos. Os olhos, quase sempre fechados, não mudam nunca e passam a sincera sensação de inércia. Gosto de parecer alheio aos fatos, ao sentir e eu somente lhes respondo com o sorriso que apesar de não ser belo, não conquistar e muito menos ser de felicidade, é o sorriso mais irônico possível e que demonstra claramente minha preocupação com algumas situações vividas.


Bom Adolf, pareço ter lhe dado um grande depoimento e espero que agora me entendas, ou entenda o fato de me contradizer tanto.


Um bom começo a este novo ciclo. Pego a Coca Cola enquanto tu vais buscar a pizza.



Matheus.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sobre a minha melhor personalidade.


Levanto, vagarosamente, de meu incessante sono. Sono brando e leve, a famosa soneca de sofá.

Por hora, gargalho intensamente. Agitado e com gargalhadas cada vez mais profundas acabo demonstrando meu nervosismo.

Estou aflito comigo mesmo e já anseio acabar com este que agora me causa raiva.

Assombra-me tamanha capacidade de reação que demonstro estar tendo e a cada segundo que passa sei que o fim disto tudo se aproxima.

Não seguro mais o breve e silencioso lamurio, ele já não existe, não nesta noite, e tenho algumas centenas de palavras engasgadas, das quais dolorosamente guardo esperando a hora certa.

Resguardo-me e quanto mais o faço, mais tenho o consenso de que quem me fez mudar está fazendo tudo para que eu volte, não só em breves momentos, mas sim de forma triunfante, diria até sensacional pelo que posso ver dentro de mim.

Congelei o último momento, foi bonito, mas agora se torna banal. Joguei ao vento o resto dos batimentos que sustentavam meu coração.

Minha face ilustra quem eu sou e tenho de dizer que fui agraciado com o dom.

Meu sorriso é de canto de boca, os olhos estão quase fechados e levanto a sobrancelha como em um ato irônico.

Minhas atitudes, mais que sarcásticas, demonstram a arrogância de quem sabe que é capaz. Trato a mim mesmo com intenso fervor e admiro-me a cada dia, ainda mais tratando deste que fiz e continuarei fazendo pela vida toda, modéstia a parte, muito bem.

Adolf, minhas confissões vão chegando ao fim, tal qual este melodrama que vivi sozinho. Vou a minha cama reluzindo intensa serenidade e, talvez, um pouco de rancor, para botar lenha na fogueira.

Digo boa noite. O que é meu voltará, estou a espera de meu tesourou, minha nada bela e antipática antiga personalidade.



Matheus.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Sobre voltas e lero lero.


A chuva fina e constante traz consigo a breve neblina. O vento sopra, e gelado chega minha janela, causando breves calafrios.


Adolf, eu estou inerte a madrugada por mais uma vez. Meus breves momentos de imaginação sucumbem ao cansaço pleno da alma e corpo, não mais acostumado a menos de 9 horas de sono.


Escuto as músicas que sequer sei cantar. Enrolo minha língua, que mal sabe pronunciar o português correto, para tentar acompanhar o inglês musical.


Ao som que escuto vou levando minha vida, até que boa e pacata. Busco a essência do meu viver, o surgimento de uma nova esperança e algumas coisas a mais.


Carrego dentro de mim o orgulho ferido e a forte vontade de querer voltar. Gostaria de voltar, mas já não sei se isso é possível.


Carrego o pesado fardo daquilo que insisto em não dar um fim. Ao contrário de outras vezes, eu estou bem. Não faço uso da tristeza para lhes descrever pensamentos e alucinações cotidianas.


Parte de mim fora perdida, mas seria hipocrisia dizer que mudei totalmente. Não me sinto mais maduro, nem quero isto, apenas sinto experimentar o gosto de tal rejeição e do bom abraço, às vezes mais válido que um dos tantos beijos que se pode encontrar pelas noites a fora.


Faço minhas brincadeiras e já escuto chavões antigos, dos quais me identifico.

Gosto de estar em companhia dos amigos, me distrai, mas também sei apreciar um belo momento de reflexão, mesmo que ele seja sempre igual e com o mesmo final, até então, triste.


Adolf, por favor, pegue um copo de Whisky, ou uma Vodka. Estou querendo afogar minhas mágoas, das quais já afoguei até minha própria auto-estima. Vamos brindar ao inconfundível e bom sarcasmo e que a ironia esteja presente nas diversas brincadeiras, assim como a idiotice deste que vos escreve.


Um tapinha no traseiro de uma bela garota e um brinde a volta, ou quase, desta característica imutável.



Matheus.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sobre o último dia.


Eu a tive. Por mais um único momento, eu a tive em meus braços. Juntos, ao som de uma bela música, entrelacei meus lábios junto aos dela e vivi por mais um segundo o momento mais magnífico de toda uma vida.

Guardei aquele raro momento, seja de amor, ou esquecimento de problemas, em uma parte da qual ainda não conheço neste meu universo tão confuso.

A meia luz, eu segurei suas mãos e, como por mágica, meus gelados dedos se aqueceram rapidamente, assim como meu coração.

A paixão que reluzia de meus olhos parecia contagiante e mesmo eu, tão cético, agora acreditava em amor eterno.

O dia parecia não ter fim e nem eu queria que acabasse. Aproveitava cada momento como se fosse o último.

Declamava poesias e lia a ela alguns dos textos que a enderecei. Seu sorriso lindo me contagiava e mesmo sabendo que estava prestes a acabar, eu tentava contrariar o destino e mudar o curso de minha história, quase fábula.


O insucesso já era previsto e quando tudo se dissolvera no ar, a lembrança ficou e o arrependimento havia ido embora, silencioso deu lugar a forte e eternizada paixão.

Luto, até hoje, para lhe mostrar, mudar este conto de fadas sem um fim ainda prévio. A esperança é nula, mas insisto em sempre relembrar este último e belo dia.


Matheus.

domingo, 7 de setembro de 2008

Sobre se conformar.



Anseio a liberdade. Procuro em vão o que tenderia a silenciar meu amargo choro.


Entre os bocejos e as leituras cotidianas vou tentando me desvencilhar. O que parece difícil se torna impossível e já vejo o conformismo me rondar. Acostumei-me a não dar ouvidos aos murmúrios do coração, dilacerado, mas ainda assim apaixonado.


Vou, a passos largos, em direção ao abismo sentimental. O equilíbrio entre as ações e o sentimento parece estar sucumbindo a forte dor que sinto em meu peito.


Já não me decepciono e muito menos tento relembrar, mas não controlo as fortes ligações que ficaram marcadas em mim. Uma simples música, ou um simples ato. Soltos em um contexto, ou direcionados a tua pessoa, tudo me faz lembrar do quão bem fiquei e o quanto tentei lhe fazer feliz.


Não quero ser visto. Gostaria de manter o quase anonimato, esconder o que se estampa em minha testa e lhe ter somente mais uma vez.



Matheus.

sábado, 6 de setembro de 2008

Sobre o singelo olá.


Olá, não que seja simpático, mas hoje até que estou de bom humor.
Tento decretar o fim. Não obtenho sucesso e caminho a passadas largas em direção a branda desilusão.

O brilho no olhar revela meu gosto, meu ser e o que até eu duvidei existir.
Brilham intensamente e fazem escorrer lagrimas, de tristeza ou felicidade, do meu rosto.
Ao gole da mais fraca, ou forte bebida, vou revelando o que me engasga. Sinto a situação e pareço recordar dos breves momentos, a fim de sentir tamanha felicidade mais uma vez.
Sinto-me bem e estou confiante. Pareço voltar ao tempo e os bocejos somem envoltos ao mar de flores que recriei.

Já esgoto meus breves pensamentos. Procuro os renovar, mas quando falo em ti me sinto bem somente ao te ver, seja em sonhos, fantasias ou até mesmo no longínquo passado.
Que seja. Nada mais importa. Estou aqui, sem a ti e querendo estar ao teu lado, mas só não me sinto tão mal, ao menos não agora.

O tempo que passara me ensinou a conviver com tamanha desilusão, sem sofrimento, mas com o algo sincero a dizer, a sentir e tentar passar aos poucos que acabam por ler tamanhas asneiras.
O meu desabafo se encerra e digo que estou apaixonado, mais que isso quem sabe, estou envolto em tua graça, em tua beleza e encanto. Não quero me libertar e não anseio pelo fim deste sentimento do qual tenho imenso prazer de relatar.
Matheus.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sobre o mais belo.


É no mínimo curioso. Pareço triste, quem sabe estou triste, mas eu não queria passar tristeza.


Sim, sou confuso. Admito algum caráter típico da tristeza, solidão e até tenho fascínio por tamanha dramaticidade.


A paixão que tanto relato é de fato verdadeira e me alegra por saber que tive, ou ainda tenho sentimentos, mas também incomoda pelo fato de não estar ao lado de quem gosto.


Jamais havia me apaixonado de tal forma. Pensei por diversas vezes que havia encontrado alguém de quem gostava, no entanto, foi por ela, aquela que me causara palpitação que me apaixonei.


Fui sincero demais ao dizer que a amei, que provavelmente ainda a amo e que dificilmente a esquecerei. Sinceridade que me deixara encabulado, frente ao sorriso lindo e por vezes envergonhado.


Falo aos quatro cantos, porém ninguém me escuta. Discuto com fantasmas um conto de fadas que criei. O fim sequer foi selado, mas é difícil ver outro final, da qual a felicidade não passe bem longe.


Mantenho, por orgulho próprio, este sentimento. Sou estranho e repito, perante a humilhação resguardo o resquício de sentimentalismo que me sobrara para futuros contos, fábulas e afins que por vezes invento.

Não condeno ninguém, entendo a situação, mas seria demais pedir a mim que mandasse no meu coração.


O esquartejado, negro, coração é forte e só me resta descobrir por quanto tempo agüentarei retratar, sem me sentir mal, este que descrevo como o mais belo e puro sentimento.

Com alguma tristeza, quem sabe, com muito sono e cansaço, com toda certeza, mas acima de tudo sem um rancor, ao menos imediato.



Matheus.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Sobre o arquivo.

É tarde. A madrugada consome parte da minha rotina.

Estou sem sono. Estalo meus dedos compulsivamente. Jogo cartas ao computador e escuto músicas, as mesmas de sempre.


Posso observar algumas luzes ligadas nos prédios vizinhos, poucas, mas pareço não ser o único a viver na madrugada.


Vou à janela, tomo um ar e procuro, em vão, movimentos na rua.

Devo ser muito estranho. Fico horas e mais horas a frente do computador. Escrevo, procuro e jogo. Coisas que poderiam ser feitas à tarde, manha ou até mesmo a noite.


A explicação, apesar de simples, remete ao gosto aficionado pela calma, tranqüilidade e mais tantos adjetivos da escura madrugada.


Sinto-me só, sem companhia, livre para relaxar e escrever o que sinto.

Gosto do fato de não me sentir observado. Pareço excluso, invisível e uso a escuridão como escudo, proteção para me manter anônimo.


Demoro a escrever. Tenho dificuldades em remeter, hoje, meus sentimentos a este texto.

Já não sinto a forte palpitação de ontem. Estou a cantarolar, mesmo que baixo, quase sussurrando, a música que conduz meu texto e meus pensamentos neste momento.


Guio-me pela sua batida, nem tanto pela melodia, mas sim por seu ritmo.

Tenho a mania de compartilhar tudo ao amigo Adolf. Tenho imensa saudade de alguns momentos. A madrugada abre meu coração, revela meus sentimentos e os faz vir à tona.


É como se um filme passasse por minha cabeça, vejo tudo, todos bons momentos estão bem guardados nesta parte do meu coração, da qual chamo: Arquivo morto.

Ele é aberto toda santa noite, é revisto e parece estar sempre buscando algo perdido, que ainda não fora relembrado.


O tal arquivo na maioria das vezes tem sucesso Adolf, e por mais que ele se abra, na maioria das vezes sem minha permissão, não passa de um arquivo morto, tal qual sua denominação.

Parece, ou pareço gostar de tal nostalgia. Ando pelo passado, de mãos dadas a decepção, caminho pelos antigos momentos.


Por incrível que pareça eu desejo o bem. Não dei fim ao fim. Ainda tenho esperanças, sim eu sou um idiota, e por mais que pareça não ter volta, pareço crer em um final feliz.


Que estranho eu sou. Sinto isto ao demonstrar o que sinto. Não sou capaz de falar coisas belas e ofensas são consideradas por mim como breves elogios, guardadas as devidas proporções é claro.


É hora de encerrar. Sinto-o vivo e palpitando sem parar. Estou angustiado e somente diria que te amo.

Te amo, nada mais seria mais plausível, no entanto, não seria suficiente para demonstrar o carinho que sinto.


Encerro por aqui Adolf, antes que comece a me embebedar e fazer as cafonas declarações de amor que sempre faço e que acabei fazer, tal estas ultimas linhas.



Matheus.


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sobre a escrita sonolenta.


Admito, estou entregue ao sono. Hoje não serei capaz de retratar nada, nem aquilo que é mais simples e puro dentro de mim.

Não tenho condições. Meus olhos estão lacrimejando, quase se fecham e já enxergo tudo duplicado.

O bocejo já domina minhas ações e cambaleio pelos cantos a fim de encontrar minha cama.

Minha pequena soneca ao sofá demonstrara meu cansaço. Normalmente não largo um filme em sua metade, por pior que seja, mas desta vez o fiz.

Escrevo contando os minutos para deitar em meu travesseiro, apoiar minha cabeça e ser conduzido ao imaginário mundo dos sonhos.

Adolf, eu quero sonhar. Quero ter a antiga esperança novamente.

O sono pesado possivelmente dificultará o meu antigo sonho. Vou em busca de minha coberta, a coberta aconchegante da qual já não durmo sem, e já imagino meu travesseiro abreviando meu momento de descanso.

Sonharei acordado, ou não, contigo. Levarei-te ao perfeito mundo que criei e do qual alimento até hoje. Adentrarei a esta fábula que conto a todos, quem sabe para explicar tamanha paixão, ou para não me convencer que o fim já se dera e que vivo em uma realidade alternativa.

Matheus.