terça-feira, 2 de setembro de 2008

Sobre o arquivo.

É tarde. A madrugada consome parte da minha rotina.

Estou sem sono. Estalo meus dedos compulsivamente. Jogo cartas ao computador e escuto músicas, as mesmas de sempre.


Posso observar algumas luzes ligadas nos prédios vizinhos, poucas, mas pareço não ser o único a viver na madrugada.


Vou à janela, tomo um ar e procuro, em vão, movimentos na rua.

Devo ser muito estranho. Fico horas e mais horas a frente do computador. Escrevo, procuro e jogo. Coisas que poderiam ser feitas à tarde, manha ou até mesmo a noite.


A explicação, apesar de simples, remete ao gosto aficionado pela calma, tranqüilidade e mais tantos adjetivos da escura madrugada.


Sinto-me só, sem companhia, livre para relaxar e escrever o que sinto.

Gosto do fato de não me sentir observado. Pareço excluso, invisível e uso a escuridão como escudo, proteção para me manter anônimo.


Demoro a escrever. Tenho dificuldades em remeter, hoje, meus sentimentos a este texto.

Já não sinto a forte palpitação de ontem. Estou a cantarolar, mesmo que baixo, quase sussurrando, a música que conduz meu texto e meus pensamentos neste momento.


Guio-me pela sua batida, nem tanto pela melodia, mas sim por seu ritmo.

Tenho a mania de compartilhar tudo ao amigo Adolf. Tenho imensa saudade de alguns momentos. A madrugada abre meu coração, revela meus sentimentos e os faz vir à tona.


É como se um filme passasse por minha cabeça, vejo tudo, todos bons momentos estão bem guardados nesta parte do meu coração, da qual chamo: Arquivo morto.

Ele é aberto toda santa noite, é revisto e parece estar sempre buscando algo perdido, que ainda não fora relembrado.


O tal arquivo na maioria das vezes tem sucesso Adolf, e por mais que ele se abra, na maioria das vezes sem minha permissão, não passa de um arquivo morto, tal qual sua denominação.

Parece, ou pareço gostar de tal nostalgia. Ando pelo passado, de mãos dadas a decepção, caminho pelos antigos momentos.


Por incrível que pareça eu desejo o bem. Não dei fim ao fim. Ainda tenho esperanças, sim eu sou um idiota, e por mais que pareça não ter volta, pareço crer em um final feliz.


Que estranho eu sou. Sinto isto ao demonstrar o que sinto. Não sou capaz de falar coisas belas e ofensas são consideradas por mim como breves elogios, guardadas as devidas proporções é claro.


É hora de encerrar. Sinto-o vivo e palpitando sem parar. Estou angustiado e somente diria que te amo.

Te amo, nada mais seria mais plausível, no entanto, não seria suficiente para demonstrar o carinho que sinto.


Encerro por aqui Adolf, antes que comece a me embebedar e fazer as cafonas declarações de amor que sempre faço e que acabei fazer, tal estas ultimas linhas.



Matheus.


3 comentários:

  1. Vi seu blog na comunidade do Orkut e vim comentar!
    Adorei o post!
    Passa lá no meu tb:
    http://blogdapattyandrea.blogspot.com

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  2. Olá! Valeu por ter ido visitar e por ter comentado o meu blog!!!

    Volte sempre!=)

    Bjus!

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