segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sobre a escrita sonolenta.


Admito, estou entregue ao sono. Hoje não serei capaz de retratar nada, nem aquilo que é mais simples e puro dentro de mim.

Não tenho condições. Meus olhos estão lacrimejando, quase se fecham e já enxergo tudo duplicado.

O bocejo já domina minhas ações e cambaleio pelos cantos a fim de encontrar minha cama.

Minha pequena soneca ao sofá demonstrara meu cansaço. Normalmente não largo um filme em sua metade, por pior que seja, mas desta vez o fiz.

Escrevo contando os minutos para deitar em meu travesseiro, apoiar minha cabeça e ser conduzido ao imaginário mundo dos sonhos.

Adolf, eu quero sonhar. Quero ter a antiga esperança novamente.

O sono pesado possivelmente dificultará o meu antigo sonho. Vou em busca de minha coberta, a coberta aconchegante da qual já não durmo sem, e já imagino meu travesseiro abreviando meu momento de descanso.

Sonharei acordado, ou não, contigo. Levarei-te ao perfeito mundo que criei e do qual alimento até hoje. Adentrarei a esta fábula que conto a todos, quem sabe para explicar tamanha paixão, ou para não me convencer que o fim já se dera e que vivo em uma realidade alternativa.

Matheus.

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