sábado, 30 de agosto de 2008

Sobre a lunática sexta feira.


O vento toma o lugar da fraca brisa do mar. Posso escutar o lamurio enfurecido que ecoa pelo vento. O calor agora é refrescado por este forte vento que balança as cortinas e traz consigo a garoa, fraca, porém, chuva.

O belo cenário do céu azul e das praias maravilhosas é encoberto pelas nuvens. Nuvens carregadas cobrem o céu cor de chumbo. A garoa que cai é fininha e parece tomar várias direções conforme o vento.

A rotina de sexta feira é encerrada. Fiquei em casa, assisti a filmes e fiz inúmeras compressas de gelo. Fechei a porta da sacada a fim de conter o vento, mas logo abri, não suportei imenso calor, ou o clima abafado, como preferirem.

Cortei meu cabelo, não que isso seja importante, mas agora pareço uma criança de 12 anos com corte pré-estabelecido. Bom, meus olhos começam a se cansar, e a medida que vou enrolando meus cabelos, e também a este texto, vou sentindo a forte sensação de estar esquecendo algo.

Olho-me no espelho, sentado a cadeira do computador vejo meu reflexo. É engraçado, olhei ao lado sem lembrar que conseguia ver o espelho e até me assustei.

Fico aliviado de conseguir ver meu reflexo, ao menos não sou um vampiro, se bem que não seria tão ruim assim.

Meu coração salta pela boca, mentira, ele só palpita mais forte. Parece saber a hora certa de se mostrar vivo. Penso mil coisas tenebrosas por dia, não estou me achando o perverso, mas somente agora, nesta exata hora da madrugada ele dá sinais de vida.

Começo a partilhar a compaixão, ela assim como todo sentimento dentro de mim, fora amizade e sentimentos familiares, só existe no decorrer da madrugada.

Insisto em ser quem não sou ao escrever. Pareço criar outra personalidade, quem sabe um alterego sentimental, poeta e escritor. Que seja. Não me enxergo falando coisas bonitas e muito menos praticando tais sonhos que descrevo.

Por vezes descrevi algo sem sentir, por diversas vezes falei no mais alto cume da paixão que um dia me assolou. Hoje assumo estar com palpitações diferentes. Estou nervoso, e isso não é costumeiro.

É como se pensasse nela e me sentisse mero espectador em uma fábula que contei a todos, da qual o fim ainda não existe e estou perdido no meio.

Adolf, eu estou ficando louco. Estou criando realidades alternativas, vejo coisas ao escrever, imagino as situações para serem mais reais, mas isto está indo longe demais.

Matheus.

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