terça-feira, 26 de agosto de 2008

Sobre a recaída.


Não tardou a voltar Adolf. Estou mais uma vez refém da insegurança.

Insisto em voltar, pareço gostar de tamanha sensação e o choro que quase vêm me faz sentir fraco.

Fraquejo quando estou prestes a melhorar, volto ao que digo não querer. Recaio sobre meu antigo amor e dilacero todas as convicções que já preguei.

Tenho tudo guardado, seja dentro de mim, ou em um arquivo antigo. Reabro e fico alguns longos minutos, horas sem sequer ver o tempo passar. Vejo o mesmo filme, são momentos que são bem reais dentro de mim e que me fazem sorrir ao mesmo tempo em que choro a grande perda.

Soluço sem parar, a voz me falta e meus olhos lacrimejam como se estivesse sentindo esta dor novamente.

Não consigo esconder, é tão visível, este sentimento que parece não querer ir embora.

Finjo, digo que não e balanço a cabeça para me dizer livre. Mas é fácil descobrir quando meu sorriso se abre facilmente, sem uma piada de mau gosto, ou uma brincadeira idiota, é quando lembro. Lembro muito bem, não faço questão de apagar e jamais eis de substituir.

Sinto-me envergonhado, por tantas vezes disse que era algo ilusório, que havia passado e cá estou emotivo de novo.

Ao contrário do que eu disse sobre este sentimento, ele não tende ao esquecimento, ao menos pareço não querer esquecê-lo.

Não sei, realmente não sei se gosto, ou se apenas guardo algo que fora tão bonito para mim.

O tempo que passara só me ajudou a ver como fui, e que realmente vivi uma paixão pela qual posso lamentar a perda.

Lamento, para todo sempre lamentarei por não ser capaz de conquistar a quem me fez sentir esta sensação de paz, de estar tão bem e querer parar o tempo.

Desculpe Adolf, não queria encher teus ouvidos com estas bobagens de um chorão rejeitado.

Toda esta paixão que por hora me faz gostar, também tem seu lado sombrio e se chama rancor.

Alterno entre a linha tênue do ódio e da paixão, com breve inclinação para o ódio, rancor, mas com deslizes amorosos, ou seria a paixão escondida?

Matheus.

Um comentário:

  1. ao mesmo tempo que eu gosto de ler esses textos, pq eles me parecem mais carregados de verdade, eu me sinto mal pelo teu sofrimento :/

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