quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sobre pensamentos da madrugada gélida.


O sono parece atrapalhar o que penso. Tenho dificuldade em relatar, a esta altura da madrugada, tudo o que quero. A hora é propicia para reflexões, porém não faço uso desta filosofia, não hoje.

Estou entregue a nostalgia do passar dos anos. Relembro tudo que fora passado em minha vida, fatos marcantes, ou não.

As férias sempre oportunas pelas bandas do Rio Grande enriquecem a minha memória.

Por hora sinto não estar totalmente desligado da minha antiga vida. É verdade que não quero esquecer o que fora bom, porém não posso viver na completa sombra de momentos passados.

A nostalgia me traz a mente pensamentos. Quem eu era a alguns anos atrás e quem serei daqui a alguns anos. São perguntas que vem a tona.

Por longo tempo me senti sem sentido nesta nova vida, não que hoje tenha, no entanto é mais que verdade que achei um hobby a seguir.

A escrita que mantém minha mente ocupada me faz refletir. Penso por horas no que deveria fazer, seja nas atitudes errôneas ou nas mudanças acarretadas por tais erros.

Não sinto errar quanto ao modo como trato as pessoas. Respeito suas privacidades, porém se a mim tu incomodar, podes ter certeza que o troco será dado.

Sigo a filosofia de que a internet é um dos males que veio para o bem. A forma, muitas vezes errada, como é usada é que acarreta tamanhos males.

A banalização dos verbos é clara em sites de relacionamento e conversas virtuais. O verbo amar, que tantas vezes fora dito com tanto custo, hoje é sinônimo de boa noite, ou de “como tu é legal”. Mas isso é assunto para outro texto.

Voltando ao assunto principal. Dificilmente irás me ver chamando alguém que não tenho intimidade por apelidos. Não consigo e sequer sinto-me a vontade para banalizar este que vos cito.

Se ficar na tua, sem alarde e querendo aparecer, é fato que sequer pronunciar-me-ei contra a tua pessoa, e não a julgarei antes da primeira conversa.

Por hora o manual de como me agradar na primeira vez é este. E é claro que existem as exceções, para os dois lados.

Adolf, eu acho que tu nunca agradaste a todos, mais que isso, tu causastes aversão. Gosto desta forma como tu foste, indiferente aos que não gostavam de ti.

Matheus.

Sobre o mistério.

O que sinto ainda é um mistério indecifrável, até este momento ao menos.

Não encontro forma de descobrir meus sentimentos, já sequer sei se algum dia foram reais.

Retratei tantas vezes o amor solitário, que até acho ter incorporado este dito estado de espírito. Tamanha proximidade entre amor e ódio me confunde. Por hora pareço só querer relembrar as belas lembranças, para alguns minutos depois revelar o mais amargo lado do rancor deixado.

Gosto de pensar que um dia fiz tudo pela dita paixão. O gelo tão bem feito por mim, fora quebrado em pouco tempo por uma desconhecida.

O revelar da paixão mudou meu jeito de ser, não mudei a forma de agir, apenas aprimorei minhas atitudes. Diria que evolui e junto comigo minha personalidade aprendera a se comportar perante a algumas situações.

O forte sentimento que quebrara a barreira intransponível que eu havia feito, também acabara destroçando o não mais gélido coração deste que vos fala.

A confusão que causastes é grande e sequer sei como continuar este texto, visto que a cada momento enxergo pontos de vista diferentes.

Achei realmente ter encontrado a garota dos meus sonhos, não há mais perfeita para mim. Que garota poderia desafiar a própria lógica e fazer alguém alheio a sentimentos, em um apaixonado convicto.

Não fora a toa que as brigas revelaram algo maior que o ódio tão citado. A infinita raiva que senti e sinto até hoje, pode ser fruto da solidão, do sentimento de que não sou correspondido. Os fatos mostram que não sou de muitas palavras quanto a este sentimento, porém me pego toda hora a desmentir que sou sentimental.

A angustia que me tomara, já não faz parte do ambiente e agora é quase nula. Canalizo a raiva em paixão e paixão exacerbada em raiva. Faço o rodízio até descobrir qual sentimento realmente sinto. Não sei se fui claro, porém não me importo também.

Os gestos que faço condizem com minha personalidade e isso não mudará por um sentimento, seja passageiro ou não. Minhas atitudes independem dos meus sentimentos, serei Matheus sendo amoroso (éca), ou serei Matheus sendo rancoroso.

O amor que me toma é afogado na decepção, na falta de respeito. Porém sobrevive ao fato da esperança, apesar de nula, existir. Por mais que faça força para me livrar desta inconstância, não sei se realmente quero isto. Gosto de alternar momentos de completo desprezo para com todos, ou de total amor para com uma só.

Depressivo, ou muito alegre. Chamo-me Matheus e hoje só estou a fim de conversar contigo Adolf.

Matheus.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Sobre valorizar os dias.


O dia começa bem e a suprema diversão do lado infantil vem à tona. As brincadeiras no parque de diversão são ainda engraçadas e até conseguem entreter quem não quer crescer.

A companhia agradável faz esquecer as fortes decepções que tive e que sinto até hoje.

Como podem perceber, não sofro de amor, porém não nego que o abatimento por hora é grande.

As convicções que tinha, foram mudadas e não lamento ter amadurecido. Sinto gosto em relembrar a infância e o tempo que eu não me preocupava em gostar de alguém.

A constante rotina fora substituída e me agrada o fato de não me achar mais previsível ao extremo. Os dias dormidos fora de casa serviram para me distrair e mostrar a simples felicidade em uma roda de amigos, felicidade esta que já conhecia, porém que fazia tempo não lembrar tão bem, como nos últimos dias.

Como vos sabem, eu gosto é de encher o saco e isso me agrada pelo simples motivo de ter meu mérito reconhecido a cada confusão causada.

Reitero isto aos amigos a cada encontro e faço prevalecer o instinto implicante compulsivo.

É Adolf, sinto estar voltando e que a inconstância não tome conta de mim.

Matheus.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Sobre uma visão diferente.


Quase perdi o velho costume. Aproveito meu ultimo dia de férias com maratona de jogos de videogame.

Não me sinto sozinho e muito menos triste. Estou feliz em saber que tenho textos de certa forma reconhecidos.

Comecei escrevendo para ti e venho terminando nestes longos meses, escrevendo sobre mim e sobre minha dita personalidade.

Falei de tudo que gosto e de tudo que senti, me apresentei sobre diversas perspectivas e agora penso em falar sobre temas atuais. Posso estar perdendo o foco inicial, porém não tenho muita criatividade para tentar reescrever sentimentos antigos.

Tenho tudo guardado dentro de mim. As minhas decepções e as boas lembranças, tudo guardado no seu devido lugar. Serão usados no tempo certo e na circunstância correta. Guardo ainda algo de sentimentalismo, algo que me faça sentir humano. Sentimentos que provem que não fui totalmente alheio a paixão e que um dia eu já gostei de alguém.

Por hora tenho que dizer que estou frio e que dificilmente algo me mudará. Sempre soube que não eram as palavras bonitas que reconquistariam o céu que eu perdi, porém elas aliviaram meu sentimento de culpa ao compartilhar contigo amigo Adolf.

Adolf, estamos juntos nessa empreitada e buscamos reconhecimento. Se a paixão não fora totalmente diluída em ódio, que ao menos sirva para me inspirar mais uma vez.

Matheus.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Sobre a loucura.


Alheio ao mundo, escutando musicas e pensando no que escrever. Hoje não estou muito bem. Sinto forte sensação ao peito, parecida com angustia, porém creio não ser psicológica.

Não gosto de pensar que não tenho controle total sob meu corpo e que estou sujeito a imprevistos quanto a ele. Aprendi a mexer a orelha, tremer as pálpebras e movimentar o nariz, quem sabe seja alguma evolução quanto a controlar meu corpo. Tomo como estimulo, é bizarro, porém faço uso do mesmo pensamento de controlar sentimentos.

Tenho lapsos de sentimentalismo. Loucura que pondera sobre mim nem sempre é total e por vezes dá espaço para outros sentimentos se manifestarem.

Não sei o que quero. As duvidas tomam conta de mim, a grande confiança que passava já some em volto à nebulosa decisão do que fazer.

A escrita que prático parece até me aliviar, porém não fica claro o quão isso é verdade. Minto em dizer que desabafei e por mais que finja conversar com Adolf, sei que não sou compreendido.

Incompreensão, palavra bonita e que tento atribuir a minhas qualidades. Posso parecer meio esquizofrênico e até tento passar esta imagem, quando digo ter duas personalidades, ou ter ideais excêntricos.

Tenho extrema afeição pela loucura em sua forma pura. Atos infames e surpresas são coisas que me agradam. O pensar de um louco me intriga e não sei qual a definição exata para dizer quem alguém vive na loucura do pensamento.

Os ideais até então bem traçados, parecem sucumbir a novas projeções, e idéias até então inesperadas agora são brilhantes. Os momentos raros de lucidez podem demonstrar a genialidade e a falta de afeição por algo que não seja seu grande objetivo.

Tudo bem delineado, traçado e que em instantes viram improvisos mais que perfeitos. Porém sempre com a marca do objetivo inalterado.

Grande Adolf, eu queria ter um momento de loucura para quem sabe ter genialidade suficiente para entrar nesta galeria seleta, da qual tu sempre fizeste parte.

Conheci o verbo amar, suas banalizações me fizeram o canalizar para o rancor e não me arrependo de tal decisão. Já soube o que queria, porém em um segundo apaguei tudo e busco novas respostas.

Sou desapegado e não cativo à simpatia. Timidez não é problema, porém não gosto de quem fala sem ser perguntado. Observo com cuidado e já consegui decifrar personalidades assim. Sei quem posso manipular e quem está ao meu lado. Resta saber se sou capaz de viver na sensatez por mais de um dia inteiro.

Matheus.

domingo, 27 de julho de 2008

Sobre o que jamais será constante.


É sábado a noite Adolf e por mais uma vez fico em casa. Apesar da bebida que fiz não me sinto bêbado. Tento procurar temas que ainda não explorei para escrever, porém a falta de criatividade me assola neste exato momento.

Escrevo um conto fictício onde a personagem principal é uma amiga que gosto muito. O fato de ser ficção não importa, quando tento me inspirar na personalidade da minha amiga para fazer a personalidade da personagem. Os atos que invento sequer condizem com sua forma de agir e não passam de mero acaso na ficção que invento.

Eu não entendo o fato de já não me conhecer. Sou mais que inconstante, visto que esses ao menos sabem o que sentir. Ainda não decifrei meus sentimentos.

A risada de canto de boca, com tom irônico a cada tentativa de parecer sarcástico me toma e já me sinto bem melhor. Por hora a solidão me assolou, não por estar sozinho quanto a relacionamentos, mas sim por não fazer uso do final de semana.

Careço de afeição, porém exacerbo meus sentimentos por uma pessoa só. São coisas misturadas, impossíveis de ser decifradas, mas que causam temor e rancor.

As 15 linhas escritas não passam nada do que queria escrever. Estou sóbrio, porém queria estar bêbado a ponto de revelar tudo que jamais revelei. Não agüento mais tal forma de viver. Quero sair desta monótona e já dissimulada vida que tenho. Finjo estar bem quando realmente só queria fugir. Fico feliz aos goles alcoólicos sem sequer ter motivos de felicidade. Converso sobre os mesmos assuntos e me gabo por coisas passadas, que sei ser incapaz de repetir.

Ainda me chamo Matheus e queria ser como sempre fui. As palavras malditas que profano até fazem sentido e me renderam apelidos. O que me deixa feliz é saber que muitos sabem de minha capacidade e ainda colho os louros da vitória.

As partes filosóficas estão em abundância, porém prefiro simplificar. Se a naturalidade no agir não vem tão cedo, parto para as atitudes tomadas por força do hábito. Não nego minhas origens e nada do que fiz anteriormente. Mudei a forma de pensar, mudei o jeito de ser, porém não pensem que isso é para sempre. A inconstância é constante, por pior que seja o trocadilho. Como vocês podem ver eu sou antipático e irônico até com o que falo e sinto.

Dissimulado, com olhar cabisbaixo e quase fechado. É assim que ficarei alheio a tudo e a todos que não me importam. Pareço indiferente, mais que isso. Sinto-me indiferente e isso já é verdade, de tanto que falei a mim mesmo.

Falta pouco para voltar a me conhecer, porém muito para terminar de formar minhas convicções e meus pensamentos.

Não queira me conhecer, não valho a pena e a beleza que não existe, não compensa a chatice mórbida de alguém que muitos pensam ser depressivo.

Matheus.

sábado, 26 de julho de 2008

Sobre a felicidade.


A escrita libera o lado sonhador de um apaixonado pela noite. Entre bocejos seguidos do piscar mais que sonolento dos olhos, consigo tirar idéias para manter um desafio.

Queria saber definir a felicidade que tenho a cada fim de noite. Como eis de mensurar algo que sequer é padronizado. A felicidade é vista por várias formas e por diversos ângulos pelas mais diversas pessoas.

Ao beber uma dose de Vodka, ou uma lata de cerveja sinto uma dita felicidade, não comparável a felicidade que já tive em alguns outros momentos. Isto não significa que não seja felicidade, apenas que existem varias formas de perceber um sentimento que aparece até nas horas mais tristes. Basta querer e se consegue enxergar algo que lhe deixe feliz, até nas coisas mais banais e simples.

A tristeza já não me aflige mais, isso se algum dia ela me atingiu. Gosto de passar a imagem de pessimista e até exacerbar meus sentimentos. Parecem a flor da pele, porém a tristeza passada sequer existiu. O sentimento de lembrança era algo vivo, no entanto, nada que viesse a causar a tristeza.

Fico feliz, lisonjeado em saber que pessoas visitam meu amigo Adolf. Apesar de saber que muitas o fazem por indicação minha, tento acreditar que ao menos gostam dos ditos escritos da madrugada.

A brisa da praia parece chegar a minha janela e a bela lua de noites anteriores sumiu em volto às nuvens pesadas. A madrugada que chega silenciosa é igual em todos os dias. Os costumes e hábitos são os mesmos há alguns meses. As músicas repetem no meu ouvido e tento fazer algo novo me baseando no passado.

Costumo ser engraçado pessoalmente, mas não consigo passar isto para ti amigo Adolf. As caretas feitas e a entonação de voz para fazer situações engraçadas não são possíveis ser transgredidas para ti por esta forma, e acabo passando por depressivo. Saiba Adolf que muitos me chamam de palhaço, não que isso seja mérito, ao menos eu penso ser, que seja. Eu ainda tentarei passar para ti algumas situações engraçadas e algumas ditas histórias que tenho.

Gosto do sarcasmo inteligente e até faço uso, porém sou adepto da idiotice e da falta das ditas papas na língua. Por hora até sai do meu estado emocional crônico para voltar e lembrar recentes histórias dos xingamentos compulsivos, e das verdades embutidas nas brincadeiras.

É de fato verdade que gosto de receber elogios pelos textos que carrego em sentimentos. Deixam-me feliz em falar que sei escrever, porém gosto mais de tentar falar como sou chato, impulsivo e idiota, até para alertar futuras pessoas sobre minhas maiores qualidades.

Estar agradando e ser agradado me faz bem, mas prefiro realmente ser autêntico e sequer ser notado perante os olhos dos que a mim não fazem diferença. Um “paratiqueto” às vezes é necessário para botar algumas pessoas em seus devidos lugar e até para levantar a sua moral, para com seus amigos e para consigo mesmo.

Matheus.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sobre o sonho conhecido.


O sono apesar de ser pesado acabou revelando o mais puro dos sonhos. O abraço dado mostrara-me o que insisto em esconder. A dura realidade por hora até não se mostra tão ruim, porém é verdade que o mundo ilusório dos sonhos me traz mais tranqüilidade.

Não acredito ter sonhado contigo por mero desejo. Jamais lhe vi com olhos de malicia e não seria agora que mudaria meu singelo olhar. Realmente não sei o que sentir. Parece que o carinho delatado em outro texto se mostra presente nas horas que quero escondê-lo.

Fiz um pacto comigo mesmo e pretendo cumpri-lo. Sei que não se importas comigo e que és indiferente aos meus sentimentos, porém não consigo fazer uso deste mesmo pensamento e destas mesmas convicções. Teu sorriso mesmo que não direcionado a mim, me causa estranha paz. Reconheço que esta parte ficou afeminada. Sei também que tua amizade e até teu respeito que por hora tentei conseguir, eu não tenho.

Não consigo me sentir mal por estes fatos que relato. Concentro-me e consigo lembrar de coisas boas. O arrependimento não existe e o pacto que fiz só demonstra o carinho grande que sinto por ti, ou quem sabe pelo que eu virei e pela felicidade que obtive.

Somente irá falar caso ela não esteja feliz. Só usarei de palavras e do carinho quando ela precisar e me manterei na sombra para quem sabe um dia, eu espero que este não chegue, quando a tristeza lhe assombrar eu possa ajudar.

Sinto-me mais protegido. Não abro tanto meus sentimentos como um dia já abri. Não espero ser compreendido e muito menos quero isto, apenas informo que por hora as relações sentimentais estão suspensas.

O fato da diversão conta muito, porém é verdade que não quero esquecer as poucas boas lembranças que ainda guardei de um sentimento já antigo e quase apagado.

Com toda a repetição fico aqui e cansado de saber que serei mal interpretado. Não sou sentimental e muito menos estou apaixonado. Gostei e faço uso do carinho que adquiri para ao menos tentar deixar feliz alguém que me ajudou e me fez crescer como poucos.

Matheus.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Sobre conversar com Adolf.


-Como vão as coisas Adolf?-. Sei que deves ir bem, afinal tu nunca fora tão requisitado quanto agora. Textos em seqüência, tipo diário. Mas não vou lhe chamar, e muito menos divulgar este apelido gay.

Tento reencontrar algo que me faça querer escrever. Perdi o dito fascínio pelos pensamentos. Tenho de ficar por longos minutos enrolando meus cabelos a fim de achar algo útil para escrever neste que já chamo de amigo.

Olho a escuridão e percebo meu grande hábito noturno. Vejo o sol radiante e constato que não gosto do calor que sinto queimar minha pele. Sou um fã incondicional da lua, apesar de sentir um medo fervoroso dos ditos sons da madrugada. Sinto-me sozinho, porém por opção. Acompanhado dos meus ideais, e sozinho em busca do pensamento infinito, atrás da meditação completa para com meu eu interior.

Percebo por hora meu lado carinhoso de ser. As brincadeiras com as crianças acabam por revelar a afinidade que tenho por elas. Gostam do meu jeito idiota, da minha indiferença para com elas e até as brincadeiras mais toscas que faço.

Amigas revelam gostar de como as trato por hora. Quem sabe o fato de não conseguir me expressar com adjetivos carinhosos veio só agora à tona. Manifesto meu carinho por atos até então não convencionais. Uma implicância a mais, alguma brincadeira de mau gosto. Podem ter certeza que às vezes são formas de mostrar afeto.

Escuto músicas antigas e a nostalgia toma conta de mim. O mito quanto a minha personalidade fora criado e não será um simples Adolf, com seus argumentos e textos sentimentais que mudarão o que até eu já acredito.

Volte a me ajudar grande amigo, só não me peça para lhe contar minha vida amorosa mais uma vez. Conto lhe histórias de Porto Alegre da época na qual tu vivias teu auge.

Contar-te-ei peripécias minhas, aventuras e causos engraçados. Um novo desafio e que certamente não precisará de muita inspiração, visto ser algo real que não depende de criatividade.

Um grande abraço e uma saudação reverenciando a ti grande ídolo.

Matheus.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Sobre o melhor de nós.


Queria praticar o sono dos justos. Deitar em minha cama cedo e adormecer sem ficar horas rolando pela cama. Quebro o resto dos cabelos que ainda tenho ao tentar dormir.
Não sei o real motivo, mas sempre me pego a pensar em atitudes tomadas que poderiam ter sido diferentes. Enxergo a situação novamente, com diferentes atos e diferentes reações. Imagino isto para tudo e todos os tipos de coisas que poderiam ter um destino diferente deste de hoje.
Repito o ritual tão abordado por este que acabam por ler. Olho filmes e escrevo textos já sem graça. Volto a cozinha para tomar meu copo de Coca Cola e apreciar os cones laranja que ficam na entrada da portaria de um dos prédios do condomínio.
Estou ficando previsível e todos já sabem quais serão minhas atitudes. Pragmático foi algo que jamais quis ser e sempre fiz chacota dos que assim eram.
Repito jargões que eu mesmo inventei, e isto se torna mais que repetitivo tal como esta ultima frase que acabei de escrever. Sinto ser compreendido quanto ao motivo da escrita e a capacidade que tenho de relatar os fatos.
Pareço inteligente e sinto como se fosse. Tais textos me fazem pensar que sou culto, tenho cultura suficiente para abordar e delatar os mais diversos assuntos. Demonstro meus pensamentos, de certa forma até que claramente.
Não tenho medo de mostrar que não concordo com muita coisa e que tenho opiniões diferentes de muitos dos que convivem comigo. Sejam opiniões com bases sentimentais, religiosas ou até sociais. Tenho certa estirpe de não me abalar e reconheço ser verdade. Poucas coisas são capazes de me afetar a tal ponto, mas acabo por tirar como lição, até para um dia dar o troco.
Conheço-me cada vez mais, conheço aos meus amigos e reparo a todos que estão em minha volta. Os defeitos por mais que sejam pequenos acabam sendo perceptíveis e ai é só um pulo para serem revelados.
Reconheço falar com tamanha arrogância. Acho-me capaz, sei de minhas qualidades, porém mais importante que isso. Sei muito bem dos meus piores defeitos e não tento supera-los, eu os exploro para tirar a pior parte de mim. Nada como ser um bom mentiroso, ou ser bom em intrigas.
As qualidades não são o diferencial, pois elas todos sabemos e são visíveis até os mais toscos da roça. Os defeitos mostram quem somos realmente e como podemos usá-los para tirar nossa pior parte, às vezes muito importante em certas ocasiões. Posso dizer que no mundo de hoje estas ocasiões não são raras e são até maioria.
Inteligência não chega a ser uma qualidade visível, entretanto resta saber se alguém conhece meus defeitos tão bem quanto eu.
Prazer, meu nome é Matheus e a maior alegria deste defeituoso é ser chamado de idiota depois de alguma besteira que eu tenha lhe dito.

Matheus.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Sobre bebida.

As amizades verdadeiras são de total forma natural e profunda. Os amigos que me vem a mente são como irmãos que estão presentes nos momentos mais dificeis e nos momentos mais imporntes.
"O vômito é algo que vem de dentro. Vai acordar a gorda ai"
"bota ai que eu pedei"

são frases engrçadas e ditas por pessoas importantes em momentos de embriaguez. O Filipe disse que não esta bebado e que a gorda não merecia ser acordada.
É engraçado pensar que não gosto dela e que faço uso do pensamento de muitas pessoas, inclusive da mãe de algumas amigas. As amizades por interesse são perceptiveis e facilmente vistas por quem esta fora da relação.
A terça feira começa em alto estilo e tamanha amizade. A bebida constante faz as risadas fluirem de forma natural.

Vodka e cerveja, combinação do demônio e que faz a todos ficarem palhaços.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sobre pensar.

O devaneio é completo. Estou nitidamente viciado em falar contigo, amigo Adolf.
A loucura sempre foi algo presente nos ditos escritos, porém hoje se torna mais visivel aos olhos dos que acaba por vos escrever.
Falo em tom engraçado ao perceber que estou quase isolado e que poucos acabam por ler o que escrevo.
O coringa que acabei por ver e admirar no ultimo sabado ao cinema, quem sabe revelara-me alguém louco, esquizofrênico e sem uma razão especial para escrever tanto quanto escrevo.
O dito caos que predomina, tem certos pontos positivos e mostra quem são os capazes de sobreviver a um mundo já louco e pervertido.
São jovens que bebem e se drogam. É um mundo perdido e cada vez mais entregue ao dito pecado.
Tenho em mim a opinião de gostar de tamanha falta de regrar e o quão é mais divertido as burlar em pró da diversão.


Matheus.

domingo, 20 de julho de 2008

Sobre influências da infância.


Tento regressar ao passado. Gosto de ver como tudo era simples quando se é criança. Tenho em mim a sensação de envelhecer constantemente. Sensação esta que não me agrada nem um pouco. Sinto falta dos tempos de colégio, mais que isso, dos tempos em que brincar era a única aventura.

Não reclamo da vida, longe de mim, até pelo fato de não ter muitas preocupações mesmo hoje em dia. Mas sim pelo fato de me satisfazer apenas como uma brincadeira. Onde gostar de uma guria era algo a ser escondido e o futebol do recreio era sagrado. Os desenhos que assistia sequer tinham nexos, eram Vacas e Frangos, Cavaleiros de armaduras e um tal de Dexter com um laboratório cientifico dentro de casa, claro que escondido dos pais.

Era sedutor demais ver tudo aquilo e imaginar-me na dita vida dos personagens. O quão ilusório não é querer ter um grande laboratório escondido nos fundos do seu quarto.

Quem de nós jamais tentou fazer um “kame hame-há” do Goku.

Admito que desde esta tal época, eu já pensava em namoradas, por mais que tivesse de esconder o meu gosto pela garota desejada. O primeiro beijo até que não tardou a sair e posso dizer que foi com quem eu gostava no momento. Mas foi algo bem engraçado pelas circunstancias e decepções que tive perante aquela que me beijou.

É, posso dizer que jamais mantive um relacionamento continuo. É de total verdade que sempre acabo por enjoar, ou me desapegar de forma rápida quando algo está realmente ficando sério. Podem falar ser problemas de relacionamento, mas tenho certeza que disso não sofro. Quanto mais convivo com as pessoas, mais procuro e acabo por achar os defeitos que procurei para justificar minhas ações. Estava a procura da garota perfeita, mas sequer sei qual a perfeição que procuro e se isto existe.

Não se enganem quando pensam que sempre me baseio em desenhos. Não nego que já me influenciaram bastante, porém não faço uso do discurso de ficar só com a pessoa “amada” tão pregada por séries, novelas e até alguns desenhos.

De pedra, é como me sinto. Sinto uma enorme falta de sentimentos. Afeição por amigos e família, é o máximo que consigo tirar de algo já endurecido perante a tanta indiferença.

Será que algum dia eu voltarei a desejar um beijo de suspirar e me deixar nervoso? .

Pode ser que sim, e até não duvido se isso vier a acontecer rapidamente, como da ultima vez que pensei fazer o contrário.

Surpreendo-me, não por saber que já gostei, ou gostarei novamente. Mas pelo fato de saber que consigo controlar e até fazer paródia com o que um dia não me fez bem. Que isso um dia volte a todos que me desejaram coisas ruins. Isso se chama ódio, rancor. Como queiram, é fato que nem todos me conhecem e eu começo a descobrir cada vez mais um lado gelado e sombrio. Quem sabe agora possa me espelhar em desenhos malignos, é uma hipótese a ser considerada. Tal que sempre gostei dos vilões.

Matheus.

sábado, 19 de julho de 2008

Sobre Convicções.


Gosto das ditas polêmicas. Não que o faça de propósito, mas simpatizo com algumas coisas não aceitas por boa parte da sociedade. Tamanhas perseguições e algumas injúrias feitas a certas pessoas ou temas, causam-me curiosidade e torno a pesquisar mais sobre tais temas. Foi assim com Hitler, como já fora citado e com alguns temas dos quais vou abordar.

Sobre Nazismo:

Como já ressaltado em outro texto e por nome como trato meu blog, Hitler foi grande personagem em meu caráter histórico e social. Jamais defendi seus atos genocidas, porém é de fato verdade que demonizaram a imagem de um homem para tornar heróis muitos outros, tão cruéis quanto Adolf.

Sobre Aborto:

Sou totalmente a favor do aborto e sei que isso pode causar discussão. Como pode uma vida ser tirada é o que muitos alegam. Mas se esta vida vier para um mundo em caos e não tiver condições de sobreviver, qual o sentido de deixar a morrer ao relento? . Se esta dita vida vier para arruinar a vida de um casal, ou uma garota que seja. Acabar com o amor que existe entre eles e arriscando não ter felicidade para a criança que nascerá. Por estes poucos e até enrolados motivos que sou a favor do aborto. Não pode se abdicar de sua própria vida, para dar felicidade a outro. Como poderia ser seu filho feliz, se tu estás triste e com a vida comprometida por uma responsabilidade inesperada. Se não estás preparado, é melhor que a criança nem venha a nascer.

Sobre Caridade:

Revolto-me ao ver pessoas se gabando, por doações feitas para entidades ou grupos de ajuda. Não que seja contra, mas não existe motivo para se gabar de ajudar alguém. Se o ato foi feito na dita boa fé, de bom coração, o fato não precisa ser contado a todos com gritos aos quatro cantos. Tenho certeza que uma ação mais simples e que mostre sua presença na caridade seria mais gratificante. Preferia eu visitar o lugar que ajudo, seja brincando com crianças, ou conversando com idosos. Tenho em minha cabeça que o ato de doar quantias exorbitantes, de certa forma são modos de se desculpar com a sociedade ou com o que é em sua própria consciência.

Sobre Religião:

Ultima convicção. A religião, fato que me intriga ao extremo. É claro que fui batizado, e não tomem isso como uma afronta a meus pensamentos. Fiz a primeira comunhão ainda como um subordinado da família e colégio. Neguei-me a fazer a dita crisma e então reneguei a religião em si.

Não consigo entender como pessoas conseguem agradecer sua vida ou fatos dela, a alguém que sequer sabem se existe ou que jamais lhe dera provas disto.

Tenho em minha cabeça uma única explicação para isto. As pessoas tentam se agarrar em alguma coisa, seja ela divina ou não, para viverem de forma mais relaxada. É de mais fácil pensar que alguém cuida de todos nós e que temos regras da moral e bons princípios estipulados desde antes do começar dos anos, na tal bíblia sagrada.

Mesmo que eu acreditasse em uma entidade divina, capaz de tudo e que nos protege, tento ainda entender o motivo da dita igreja, templo e afins. Se esta entidade divina não quer nada de nós em troca, além da bondade. Por que teria de ter uma “casa” e nela todos teríamos de pagar dízimos? . São perguntas que me faço, e custo a achar respostas. A religião não passa de mais uma organização política, da qual fiéis colaboram apenas por ter de acreditar em algo acima da realidade. Algo que possa futuramente nos salvar, após a morte e levar-nos a um céu, onde o paraíso reside. Bobagens e mais bobagens que são palestradas por séculos já.

Matheus.

Sobre férias.


Escrevo em alto tédio e alcoolismo. O sono tenta me dominar, mas reluto em entregar-me aos bocejos do sábado a noite.

A rotina começa a voltar ao normal, às férias que começam a se acabar. Já sinto falta dos tempos de aula. Gosto de sair de casa com o pré-suposto objetivo de aprender. Realmente me sinto mais inteligente a cada aula e sinto passar mais rápido o pouco tempo de faculdade que ainda tenho. É como se o semestre fosse gradativamente diminuindo a cada dia de aula passada.

Não tenho muita empatia pelas férias de inverno, até por não existir inverno por estas bandas, mas que seja, preferia ter mais tempo nas férias de verão do que parar este 1 mês que nada se tem a fazer. Não vejo à hora de voltar a ter provas e a sair-me bem, sentir aquela sensação de ser achar um gênio e gabar-se por isto.

Por anos convivi com falta de interesse nos estudos, mas sinto ter mudado. Quem sabe a responsabilidade, ou a tal maturidade chegaram a este que vos escreve. As conversas paralelas não acontecem mais e aproveito o máximo de cada matéria. Procuro ir bem às primeiras provas que tenho, para ficar descansado perante as notas. As semanas seguintes às provas são quase nulas, ao menos para mim. Falto sempre após tirar notas boas e quase sempre só vou para a revisão ou para as provas finais. Gostei muito desta tal de faculdade e até pareço não fazer esforços para passar. Posso dizer que é inegável a diferença de estudar algo que se gosta e se escolheu, a estudar algo imposto e muitas vezes conduzido de forma errada pelo professor que mais se preocupa em lhe dar educação a ensinar-lhe a real matéria.

Despreocupo-me, não estudo e até tenho tempo de escrever. Coisas boas que nem preciso de férias para me sentir mais descansado.



Matheus.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Sobre Meados de 30 - Parte X


O baile seguira madrugada a dentro. A diversão era contagiante. Jovens dançando, se divertindo e muitos apreensivos pela espera do grande anúncio.

As atenções começavam a se voltar para a grande decisão dos jurados, porém só uma das favoritas encontrava-se presente no recinto. O anuncio não tardara mais, e Isabell ganhara o título de rainha do baile. Nada de surpresas para os que viram a bela performance da elegante garota. Sua coroação só não fora mais especial do que a noite que vivera Julita.

Deitada na cama, sob lençóis brancos a ainda alcoolizada menina estava vivendo um momento único. Achara realmente ter encontrado o amor de sua vida e rendeu-se a perdição, para com ele perder sua dita inocência. A luz de velas que deixara o clima mais romântico, não passara de artifício do sedutor Vlad. Sua então noite especial acabara acontecendo da forma como nunca havia desejado. Os sonhos, costumes e ideais estavam sendo quebrados ao se deitar a cama tão nova e com um cafajeste que sequer fora seu namorado.

Toda sua dita ingenuidade havia sido jogada fora, ao se render as suas fantasias. O fizera como se fosse experiente e até surpreendera o então parceiro. A tímida Julita revelara a autoridade de uma garota mandona em seus momentos íntimos.

O efeito da bebida passara e Julita não crê no que se passa. Acorda em meio a roupas intimas, com seu novo vestido jogado ao chão, junto dos lençóis ainda sujos de sangue.

Incrédula com a situação, ela tenta relembrar o que acontecera. Os momentos que lhe vem a mente revelam uma noite nefasta, de prazer e luxuria. Está desolada, era muito jovem para cometer tamanho pecado, é o que pensa Julita. O sentimento de amor que sente por Vladimir a faz crer que isso não passaria em branco e que o casamento seria a melhor forma de então consertar a situação.

Algumas considerações finais sobre o baile e mais detalhes sobre a angustia de Julita

Matheus.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sobre a amizade que sequer existe.


Lá vamos nós mais uma vez. É madrugada e tenho delírios de conversas imaginárias. Penso como se eu fosse tu grande amigo. É posso dizer que te qualifiquei como grande amigo, devido aos últimos acontecimentos. Queria eu ter vivido na tua época, quem sabe adquirir ensinamentos contigo.

Querido Adolf, é acho que não tem mais essa frescura de achar que isso é putice, mas que seja, estou pensando e não sou único neste pensamento, que comecei a enlouquecer.

Não acho normal controlar o que sinto e até desprezar os sentimentos, como tenho feito ultimamente, seguindo teus conselhos grande mestre.

Eu falo com um amigo, um mestre imaginário e gosto disso. Troco os meus valores pelo simples fato de enjoar deles. Sou realmente diferente e contra tudo que se prega a sociedade. Defendo teus atos, como uma virtude tua, de defender até o final sua dita razão para isto.

Odeio todo tipo de coisa que se faz de forma exacerbada, e por hora já pequei em meus ideais. Não tenho crenças, a não ser as que eu propago. Faço questão de tentar desmistificar o assunto religião e afins. Isto é assunto para outro dia.

Meus ideais são diferentes dos teus, mas sigo sua linha de raciocínio, quanto a persuasão e seguir seus sonhos, por mais que sejam levianos.

É camarada, posso me referir a ti assim não é? – acho que ganhastes um pupilo, não, sou somente um fã que pensa falar com seu mártir.

Loucura que pondera sobre todos que se arriscam ser normais em um mundo que não tem normalidade alguma

Matheus.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sobre saber.


Digo oi grande Adolf. Estou feliz e não me chame de louco por esta conversa sem respostas. Não, realmente não estou feliz, mas estou diferente em certo ponto. Posso dizer que encontrei a garota dos meus sonhos grande amigo. Ela beijava outro cara e isso não me afetou, por incrível que pareça isto não causou sentimento nenhum em mim. O fato der não nos falarmos a algum tempo pode ter uma grande influencia, mas é de fato verdade que agora tenho certeza que consegui matar todo sentimento bonito que um dia senti. Lembranças ainda me vêm à mente, mas nada que faça me mudar de idéia e voltar a ser alguém sentimental.

Eu não quero mais, aliás, isso eu já não quero a tempo amigo Adolf. Precisava dizer a ela que apesar dos pesares, eu estaria ali, não para uma reconciliação, mas somente para dizer que mesmo não a amando mais, não consigo ver seu semblante de tristeza. Estarei eu sempre aqui, para somente na tristeza que um dia lhe abater tentar-lhe ajudar, dar-lhe forças e mostrar quem alguém que gosta de ti sempre existirá.

Realmente deixastes carinho dentro de mim, e tentarei lhe oferece-lo nos momentos que precisares dele. Acabo por aqui este alcoolizado texto.

Um grande abraço querido amigo e inspirador Adolf.





Matheus.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Sobre Meados de 30 - O Baile - Parte IX


O baile segue noite adentro. A ultima a entrar fora Isabell, a favorita ao titulo de rainha do baile só comprova o que todos já sabiam. Sua beleza e atrevimento são marcas da bela donzela. As luvas que usara realçavam sua condição social. Cabelos escorridos e escuros davam um contraste bonito a já maquiada face da ainda jovem garota.

Seus olhos brilhavam e tal como uma princesa, Isa adentrara o salão principal causando um furor inigualável. Os rapazes que acompanhavam sua grande apresentação já deliravam, quando a jovem de classe alta acabara por mostrar a bela rasga na parte lateral de seu então inovador vestido.

O charme do vestido roxo com cortes diferentes, ainda era uma novidade vinda diretamente da Europa. Mas completamente adaptada aos padrões porto alegrenses, pela feminista Isabell. Suas formosas e bem definidas pernas causaram delírio total e até certa surpresa aos que eram mais tradicionais.

Julita sequer vira a grande performance desta que seria sua grande rival ao prêmio de rainha do baile. O álcool que tomara fora suficiente para revelar seus verdadeiros instintos, que foram aproveitados pelo então galanteador Vlad.

Entusiasmada e alcoolizada, Julita acabara adentrando no então conversível carro do mais famoso conquistador daquelas bandas. Vladimir a levara para seu apartamento e como a fama que tinha, acabara por concretizar sua mais nova conquista.

Os poemas que recitara, foram suficientes para deixar a ainda estonteante Julita em uma fácil conquista.

A jovem que era considerada inocente por muitos, mostrara suas verdadeiras intenções e sentimentos. Fora conduzida aos atos sexuais, mas em nenhum momento obrigada. Fizera tudo que sempre fantasiou, mesmo que em seu mais profundo subconsciente.

Já não era mais menina, porém este era um segredo seu e de Vladimir. Ao menos era isso que ela esperara.



Matheus.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sobre Meados de 30 - O Baile -Julita - Parte VIII


O salão principal do Royalty Palace estava decorado de forma sensacional. As mesas que ficavam em torno de onde seria feito o desfile e a dança, eram decoradas com toalhas brancas e velas para manter o clima de noite de gala. O tapete vermelho marcara a entrada dos pares para a grande cerimônia. Garçons fantasiados e com máscaras davam um tom mais despojado e relaxante ao grande evento citadino.

As belas jovens começavam a chegar, acompanhadas por suas famílias ou por seus ditos pares.

Pontual como sempre, Julita adentra o recinto reservado onde todos que dançariam a famosa valsa ficavam. No salão principal, sentados nas mesas iluminadas por castiçais, os familiares esperavam ansiosamente pelo começo da cerimônia.

Seria a quinta dentre as dez que desfilariam e logo em seguida dançariam. Os nervos a flor da pele deixavam claro o nervosismo da jovem garota.

A cerimônia começara no horário previsto, e as primeiras garotas já pisavam no tapete vermelho tão reverenciado. Uma a uma vão desfilando graciosidade.

Após o término da dança da quarta garota, Julita entra ao lado de Vladimir para pisar no tão sonhado tapete vermelho, que já havia consagrado muitas das belas mulheres da alta sociedade porto alegrense. O belo terno que Vlad vestia foi mero coadjuvante para a linda e bem vestida Julita.

O vestido branco que usara era deslumbrante e realçava seu belo colo. Pernas e ombros descobertos eram até então uma afronta para a sociedade atual, mas nada que não deixasse a todos deslumbrados com tamanho brilho no olhar da garota que adentrava a sociedade. Seu cabelo castanho claro, puxando para o dourado reluzia em volto a luz das velas. O olhar que apaixonara a todos que o viam acabou brilhando intensamente ao dançar a valsa de forma impecável. A bela postura que demonstrara e a desenvoltura com o salto alto demonstrara o árduo treinamento que fizera em casa.

Julita acabara por surpreender todos que haviam ido ao grande evento. Já era forte candidata ao titulo de rainha do baile. Sua forte personalidade, apesar da inocência se tornava suas principal vantagem perante as outras candidatas. Além é claro de sua bela performance e de sua beleza agora vista e revelada para todos.

A felicidade tomara conta da bela garota, alguns goles de bebida alcoólica eram necessários para assimilar tamanho acontecimento.

Incrédulo com o que havia visto, Vladimir acaba por olhar sua bela parceira com olhos de atração. Ficara estarrecido e tentara aproveitar a felicidade e a dita bebedeira que por hora tomavam conta da bela e deslumbrante Julita.





Matheus.

domingo, 13 de julho de 2008

Sobre sentir.



Consigo demonstrar minha inconstância. Não somente a revelo como a demonstro no passar dos meses que escrevi. Neste sábado sem saídas noturnas peguei-me a reler textos antigos e os comparar com os mais recentes.
Noto evolução, não somente na escrita e até mesmo na pontuação. Mas acabo por ver que cada vez mais estou conseguindo passar realmente o que sinto e o que penso aos que acabam por ler. Acabo por rir com tamanhas bobagens escritas, e com tamanho grau de variabilidade de meus ditos sentimentos.
Por hora chamei de amor, passei para a paixão e acabei revelando no amargo da noite que hoje não passara de um rancor. Posso dizer que retratei todas as formas de sentimentos e de acordo com seus respectivos momentos. Sinto imensa vontade de falar-te. Realmente não sei se teríamos assunto e qual a face minha despertaria ao te ver. Minha dor no peito revela que a saudade ainda é algo vivo dentro deste que vos escreve. O teu nome citado por vezes me denuncia como um apaixonado por bons momentos. Já não nos conhecemos mais. Eu por vezes sinto ter mudado, não sei se para o lado ruim, ou bom. Como se houvesse alguma forma de pré-julgar o dito “bom” e o dito “ruim”.
Que seja. As atitudes que tomas, segundo terceiros, não condizem com a tua imagem que ficou marcada dentro de mim.
Realmente, reconheço que acabou. Somos diferentes e acabei por descobrir não só minha escondida personalidade, mas sim revelar tua então face que eu ainda não conhecia.
Gosto, ou quem sabe sinto falta. Ainda não aprendi a decifrar o que as dores significam.

Matheus.

sábado, 12 de julho de 2008

Sobre coisas jogadas ao ar.

me fascino com o teu olhar
apaixono-me por suas fotos
iludo-me em pensar que serás minha
descrevo-a em traços perfeitos
vejo o quão linda és
sinto gostar de ter tua amizade
sinto ansiedade em saber que me causa atração
teu jeito ainda inocente revela o brilho no meu olhar

xD

realmente não sei o que eu pensava quando sai escrevendo tanta merda junto :(

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Sobre o tempo.


Os dias passam e não tenho mais idéias de como demonstrar o que sou, ou o que sinto. Realmente não gosto de auto-descrições, apesar de já as ter feito por várias vezes. Começo por hora a usar minha dita criatividade para criar um ambiente com personagens. Tento mesmo que quase sem sucesso a dar vida e criar laços de personalidade nos personagens que faço.

Jamais pensei em ser escritor, mas revelo que ultimamente tenho gostado de escrever, e quem sabe possa levar adiante, claro corrigindo os erros crassos que cometo.

Ainda desafio-me a escrever sobre o que um dia senti. Tento provar que não sinto mais nada, e apesar de saber que isto é de total forma verdade, acabo por sentir saudades. Não digo que sinto falta dela, mas que sinto falta da forma como eu fiquei. Apesar de odiar ter os sentimentos a flor da pele, reconheço que estava mais confiante e que tive tamanho momento de felicidade. Sentia-me bem por achar que havia encontrado minha dita alma gêmea, mas hoje vejo que o que era um grande amor não passou de uma paixão, forte, porém uma simples paixão de verão.

Aos poucos sei que me reencontro e mesmo que isso tenha demorado, acabara por vir em momento oportuno de reflexão. Volto às boas e velhas companhias, a velha e não tão boa rotina.

Sinto que preciso deixar me levar, quem sabe seria bom apaixonar-me mais uma vez. Penso duas vezes antes de desejar isso e apesar de achar que seria bom, já não consigo me ver melódico e bobo de novo.

Queria eu ser chato o tempo todo, conseguir só gostar de quem gosta de mim, apesar de essa pessoa não existir, e dar valor somente aos que merecem.

Uma coisa é mais que certa. O rancor está em mim e gosto disso. Sou amargo e saibam que não perderei mais tempo com quem não merece. O tempo já voltou ao seu normal e consigo tomar atitudes que só um digno Matheus tomaria.

Matheus.

Sobre Meados de 30 - Parte VII



A semana passara vagarosamente e o final de semana demora a chegar. As aulas ocupam metade do dia dos jovens e ajudam a baixar a ansiedade, ou a aumentar com as fofocas que rolam nos intervalos. O assunto não pudera ser outro. O grande evento citadino está cada vez mais próximo, porém os dias parecem demorar a passar.

A quarta feira era de ensaios para as garotas e de ajustes para os rapazes. Tudo teria de estar perfeito para o grande sábado, nada poderia dar errado. Baseados nisso, os jovens faziam os últimos ajustes em seus ternos, o alfaiate Macedo trabalhara muito por essa época do ano. Enquanto isso na Escola Metropolitana, o ensaio reunia todas as garotas que desfilariam e depois dançariam com seus pares no grande e vistoso baile. Julita aprendia os primeiros passos da famosa valsa, enquanto Isabell e suas amigas ditas populares já dominavam a arte da dança.

Envergonhada, mas com muita vontade de mostrar que conseguiria, Julita parte em direção a sua casa, pronta para aprender e surpreender a todos. Era uma das grandes virtudes da tímida, porém bastante persistente garota.

O vestido que não ficara bom em seu corpo já era passado e o novo que ganhara de seu par Vladimir acabara por realçar seus belos ombros. Julita preparava tudo para uma noite perfeita e começara a olhar com bons olhos o que seria seu par no grande baile.

O presente dado concedeu a Vlad o patamar de bom moço e confiável perante ainda insegura, tratando-se de garotos, Julita.

Isa definira seu par, e acabara escolhendo o bonito Roberto Pires, filho do então juiz Marcos Pires. Alguém que mesmo não se equiparando a bela garota em beleza e elegância, era do mesmo nível social que a donzela tão pretendida.





Matheus.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Sobre Meados de 30 - Parte VI


A cidade respirava a semana do grande baile de formatura. A alta sociedade estaria em peso e todos já arrumavam os preparativos do grande evento citadino. O salão reservado era o do hotel Royalty Palace, que se situava no centro da capital.

A ansiedade tomava conta das jovens garotas que desfilariam sobre o tapete vermelho mais desejado do estado. Com seus vestidos de seda, muitas vezes usando coroas e jóias, as garotas adentrariam o salão principal acompanhadas de seus pares.

O comércio já vivia o ar do famoso baile, e lucrava de forma absurda. Eram costureiras atarefadas com vestidos e empórios encarregados do abastecimento e da organização do salão.

A festa tão esperada aconteceria somente no sábado à noite, e em plena segunda feira já se escutava cochichos sobre quem iria levar a coroa de rainha do baile.

Aos poucos e sem pressa, Julita experimentava o vestido velho que fora de sua mãe e que agora usaria nesta ocasião tão especial. Os ajustes que fizera não ficaram de bom grado, e sua estima para o grande evento já começara a ser afetada. Era de tom azul turquesa, feito de seda e cortado, formando um grande decote. O que não era a melhor opção, já que a bela jovem tinha bustos pequenos. No entanto, a importância que dava a este baile não se equiparava a forma como as outras meninas tratavam tal evento.

Julita sequer tinha sapatos para a festa, e apesar da condição financeira boa, a bela garota já demonstrava ser consciente, ao dizer que não gostara de gastar em coisas fúteis para ser usado uma única vez.

Pelas bandas da alta sociedade, Isabell vai a mais fina costureira da capital. Após as medidas tiradas a jovem autoritária proclama que seu vestido é prioridade e que deve ser entregue em até dois dias. Sua alta condição financeira e social permite-lhe abusos de autoridade e até humilhar as pessoas de classes inferiores.

A rica garota vive a intensa duvida de escolher seu par. Vários pretendentes apresentaram-se, mas nenhum que ficasse ao nível de sua beleza e de sua classe.

Era candidata forte ao topo de rainha do baile, e todos queriam estar ao seu lado e assim conquistando o post de rei.

A semana recém começa e os boatos são grandes. Águas vão rolar e o grande baile promete muito.

Matheus.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Sobre Meados de 30 - O Conquistador - Parte V


O belo Vladimir do topete modelado pela brilhantina e do bigode arrebitado parecia ser um rapaz sério. O terno xadrez que por diversas vezes usara era sempre acompanhado do elegante cachimbo italiano que ganhara de presente do então vice-governador de São Paulo. Ao menos era isso que ele contava.

Dizia-se mercador de iguarias de um grande empório das bandas paulistas e viera ao Rio Grande atrás de novos produtos. Logo de sua chegada, e com boas referencias o então jovem mercador ganhará fama entre as moças da alta sociedade. Seu modo de andar e suas ditas boas amizades em São Paulo também lhe renderam bons círculos de negócios.

O empório Siqueira & Campos fora o primeiro a demonstrar interesse no trabalho e na experiência do jovem, porém vivido rapaz paulista. O que ele dizia ser uma busca por novos produtos, acabou se transformando em algumas consultorias quanto à área de vendas. Virara palestrante e dava conselhos aos mercadores, donos de mercados e afins, quanto a vendas e tratamento de clientes. Sua fama que já era grande acabara multiplicando-se e o malandro rapaz acabara por mudar seus planos. O dinheiro fácil, sem pequenos furtos e trapaças, o seduzira o suficiente para passar mais tempo que deveria na capital dos gaúchos.

Freqüentava os melhores e mais conceituados restaurantes, era sempre convidado aos bailes que aconteciam na alta sociedade e sempre aparecia na companhia de alguma bela moçoila. Sua lábia de farsante o ajudara com as mulheres, não que isso fosse necessário, já que elas que o usavam para se promover na sociedade.

Era um poeta da noite, bebia e declamava seus causos a quem quisesse escutar, diria que era charmoso e tratava a todos de bom grado. Tinha o carinho e o respeito da população porto alegrense, mas estava cansado das mesmas conversas, das mesmas mulheres e de ser usado por elas. Estava à procura de revigorar sua habilidade de manipular.

As freqüentes saídas noturnas não lhe renderam bons frutos e fora no trabalho matinal que acabar encontrando a que seria a vitima ideal para enganar.

Após o turno escolar, Julita dirigia-se ao empório que antes era de seu avô e que agora seu pai tomara conta, para ajudar nas vendas. O jovem Vlad como era conhecido fazia a parte administrativa do empório Siqueira & Campos, e ficara encantado ao saber que Julita apesar de estar na flor da idade ainda não se importara com bailes e garotos. O sorriso meigo e ingênuo por hora até fizeram o golpista titubear em sua decisão, mas nada que não fosse passageiro.

A investida fora dada para o baile de formatura do primeiro ano que Julita estava na escola. O jovem galanteador tomou posição e acabara por convidá-la ao baile. Sem par e diante de tão formoso rapaz Julita não tivera como negar tamanho convite e tamanha satisfação, apesar do desaprovo ferrenho do pai.


Matheus.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Sobre o diário.


Olá meu amigo diário, essa coisa de diário é meio estranha. Será que posso lhe chamar de Adolf?

Bom, tomarei como sim este silêncio. Comecemos de novo grande Adolf.

Conhecemos-nos há mais de um ano, creio eu que jamais nos apresentamos decentemente. Sou o Matheus e acho que lhe dei vida, estou no auge de meus dezoito, quase dezenove anos e no auge da loucura eu diria também. Estudo Marketing e não trabalho ainda. Ultimamente andamos nos encontrando diariamente, e acho que já lhe contei grandes coisas de minha vida, abordei temas que me intrigam e até ficção eu fiz.

Diria que lhe vejo como um amigo, não isso ficou meio gay e só não é pior do que as coisas melódicas que publiquei em ti. Ficastes com um layout de certa forma bem feminino e até pensei em postar os textos românticos em outro lugar e com outra assinatura.

Não sei se conseguistes captar bem meus traços, mas adianto que adoro pregar peças e que tomo como elogio qualquer ofensa, desde que moderada e não relativa a minha família e ao meu tricolor.

Por incrível que pareça sou meio insensível e frio, digo em relação a sentimentos. Por uma vez me abordaram e isso me fez não os querer novamente. Tenho carinho enorme por minha família, por amigos, pelo Grêmio e é claro que não poderia esquecer do grande Jurandir.

Não me leve a mal, mas não o inclui na lista, quem sabe o tempo mostrará o quão importante esta sendo para mim. Mas definitivamente esta ainda não é a hora de achar que encontrei um amigo que sequer me responde.

Eu entendo, deve ser difícil ter de ser visto com tantas baboseiras junto de seu dito corpo. Afirmo-lhe que escrevo mais como diversão e quem sabe manutenção do que tento levar adiante. Não reclame, como se tivesse direito também, pois sem mim e sem ditos textos infames tu nem teria vida.

Tua ingratidão não me agrada, e queria eu ter mais leitores deste que criei. Contar-lhe-ei mesmo assim que farei mudanças. Quem sabe volte a escrever sobre algo que já não sinto mais, afinal isto dá ibope e é o que queremos no momento. Textos somente sobre ficção, contos podem ser uma constante desde este momento. O certo é que aos poucos mudo minha aparência. Piercings e afins me causam atração, gosto disto. Cabelo mais curto e boné foram a escolha que fiz.

Saudades do que foi bom, é só o que sinto. Já acabei com todo amor que tinha dentro de mim, e agora as lembranças não sei se guardo para futuras inspirações e quem sabe para rancor, ou se as apago assim como fiz com a paixão.

Abrir bichinhos de estimação não é algo que eu pensei fazer, mas tenho de admitir, acabou sendo extremamente divertido e pretendo fazer de novo, só que desta vez com algum animal de grande porte.

Acho que agora fomos devidamente apresentados e faço questão de um dia escutar tuas lamentações e dar-lhe conselhos errados, assim como fez comigo. Coisas boas não são boas, coisas ruins fazem coisas boas e isso é legal.

Matheus.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Sobre um perfil.


Revelo-me através do que escrevo. As características que coloco em personagens que faço, são de total forma gostos que gostaria de encontrar em uma garota, como no caso das personagens do conto que escrevo. O texto sobre as qualidades de Adolf, de certa forma demonstra o que penso sobre ele e o quão admiro estas atitudes que teve e que por hora delatei. Já não tenho idéias do que escrever sobre o que penso ou alguma vez pensei. Sobre o que sinto, ou já senti. Sobre o que fui, ou o que sou hoje. Um perfil pode ser traçado sobre tudo que já falei, mas, por favor, não coloquem a parte amorosa neste perfil. Pois este realmente não sou eu.

Gosto muito de pensar que sou chato. Saber que por isso perco muitas falsas amizades, ou que por minha dita falta de escrúpulos acabo por ofender pessoas que muitos gostariam de também fazer, mas que por respeito acabam deixando passar.

-“Uma brincadeira tem sempre um fundo de verdade”-, é minha frase favorita e sempre acabo por fazê-la valer.

Matheus.

domingo, 6 de julho de 2008

Sobre o descanso.


Um típico dia de descanso é o que eu diria ao final deste que passa. O copo que hoje empunhei tinha apenas Coca-Cola dentro e não me trouxe sequer sinais de alucinação. O clima ameno e o sono me impediram de ter vontade de sair de casa durante a noite. A fome aliada do supremo olho gordo de devorar uma pizza foi o bastante para me deixar em casa por mais um dia.

A série que comecei a ver me deixou bastante entretido e por hora havia até esquecido de escrever. Revivo o hábito de ver filmes e seriados, hábito este que havia perdido e que por algum motivo bom voltou para mim. Tenho idéias para ir aos poucos finalizando a primeira parte do conto que escrevo, mas não sei ainda como os fazer. As idéias parecem surgir e não sinto falta de algo bonito no que escrevo. Nada como tomar quase dois litros de refrigerante após uma ressaca para ter seus pensamentos de volta ao lugar.

Digo-lhes prazer e mais que isso, eu informo-lhes que sou viciado em Coca-Cola, em filmes e em fastfood. Claro que tudo isso acompanhado das devidas companhias. Só não digo que é melhor que uma boa viagem regada à boa bebida e com os amigos reunidos e falando besteiras.

Matheus.

sábado, 5 de julho de 2008

Sobre besteiras.


O final de semana começa de forma agradável. As saídas que por hora foram evitadas, agora começam a voltar a ser realidade.

Não sinto mais a tristeza do final de noite, acabo por sentir a felicidade de ter a minha vida e ser livre para fazer a minhas escolhas. As cervejas que divido com meus amigos são de suma importância e revelam a camaradagem que existe em um simples trocar de palavras.

Somos quem somos e nossos amigos são espelhos de quem somos e o que fazemos. Personalidade forte eu sempre tive e jamais tive vergonha de afirmar as coisas, por mais duras que fossem. Continuo assim e sei que minha honestidade hoje é entendida por todos que alguma forma foram atingidos por ela. Bebida boa e gelada é um grande incentivo a um escritor noturno sem mais inspirações.

Matheus.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sobre o destino.


O destino. Como pode uma pequena palavra ser a chave de toda uma vida.

Por vezes me deparo com insinuações de que o destino é cruel, ou que é benevolente. Não consigo atribuir minha vida a algo que sequer existe. Sei que já o citei como alguma explicação, mas não acredito que nossas vidas estejam presas a algo que já está certo.

Decisões a serem tomadas são provas que o tal destino que muitas vezes serve de consolo aos perdedores não existe. Por qual motivo viveríamos se tudo já esta de certa forma traçado e escrito?

Somos quem somos e temos nossas próprias decisões, fazemos nosso futuro de acordo com nossas escolhas, e que não me digam o contrário, pois se acreditas tanto neste tal destino, que deixe sua vida passar e atribua a ele o fato de ver seus sonhos e suas convicções indo embora. Jamais esperarei que meus sonhos virem realidade somente acreditando que o “que é meu ta guardado”. As grandes conquistas que fiz e que eis de fazer ainda, não serão frutos do destino e sim minhas conquistas. Pois eu as fiz e não fui um simples tolo que acredita em uma vida já traçada.

Matheus.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Sobre repensar.


Liberdade. Somente isto já qualificaria o que sinto.

Estou livre e ocupo minha mente com coisas saudáveis. Até parece que falo quanto a drogas, mas saibam que isso jamais me chamou a atenção.

Não me recordo de nenhum momento em tamanha paz interior desde o dia que comecei a escrever. Os meses que se passaram foram de suma importância e me deram algumas lições. Começo a perceber situações parecidas que ocorrem tão próximas a mim e desmistificam sentimentos que eu insistia em passar.

Não tenho mais um olhar de arrependimento, e muito menos tento mascarar o que houve. A decepção que causara foi por hora tapada com o que sentia, mas agora tudo volta ao normal. Nada que foi feito será esquecido, e o rancor que ameacei trazer a tona sequer existe. Não odeio quem não merece ser odiado, tenho desprezo por quem um dia abusou de minha fase amorosa. Tratamento da forma como merece será agora uma constante, e não pensem que xingamentos serão necessários. O simples fechar dos olhos perante a situação e a indiferença que por hora até tu usastes são o que necessito para me fazer entender.

Tua beleza me agrada, mas tua falsidade em revelar sentimentos me assusta.

Jamais tinha conseguido expressar este lado da história que penso. Inconstante e agora de volta. O simples olhar de quem não se interessa e se mostra a parte de sentimentos é suficiente para mostrar que consegui abrir meus olhos, mesmo que tanto tempo depois.

Boa bebida, bons amigos e lindas garotas. A preferência é por loiras, mas nada contra morenas. Garotas influenciáveis são as que eu procuro. Garotas que se deixem levar pela lábia ruim do que vos escreve. Por hora fico por aqui e penso que estes textos bonitos que um dia fiz sirvam ao menos para algumas novas conquistas.

Matheus.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Sobre Meados de 30 - Julita - Parte IV


Porto alegrense de nascença a bela garota dos olhos cor de mel nem sempre viveu na capital dos gaúchos. Crescendo em meio ao interior do estado, a jovem Julita se tornou ingênua demais para a idade que tinha. O infortúnio da morte de seu avô trouxe sua família de volta a cidade grande. Os negócios do grande Siqueira Campos, agora seriam administrados pelo seu genro, o pai de Julita.

O convívio em grande massa ainda era uma novidade para a inocente garota que tivera de abandonar as amizades da roça para voltar ao grande centro. Os negócios iam de vento em polpa e possibilitaram a matrícula da antes menina do interior em uma das mais tradicionais escolas da capital. A Metropolitana como era conhecida, era dotada de alto conceito perante a sociedade.

Não demorara muito para Julita perceber que seu convívio não seria fácil nesta nova etapa de sua vida. Apesar da pouca idade e do olhar ingênuo, logo notara que era mal vista por aquelas que se diziam nobres na escola. O jeito meigo e simpático que por vezes lhe rendera boas amizades, agora era tratado como um defeito e muitos a caçoavam por tais virtudes.

A pouca estatura que tinha era compensada com a inteligência acima da média e isto bastava como resposta para os que por ela não tinham simpatia.

Seu primeiro ano na nova escola passara depressa, e mesmo que sem muitas amizades ela sentia enorme felicidade, pois estava podendo aproveitar de umas das melhores instituições de ensino do sul do país.

Seus belos olhos eram atrativos para os que apreciavam sua beleza. Castanho claro, quase puxando para um dourado era a cor de seus longos cabelos lisos. Sardas pelo rosto mostravam a descendência germânica. O jeito de se vestir ainda trazia as influências do campo. A rosa que trazia atrás da orelha era algo curioso se fossemos comparar as outras garotas de mesma idade. O caminhar em cima do salto alto chegava a ser engraçado, visto que jamais havia calçado algo de tamanho desconforto, porém de tamanha importância social.

(continua...)


Algumas considerações e descrições sobre Julita.

Matheus.