sábado, 26 de julho de 2008

Sobre a felicidade.


A escrita libera o lado sonhador de um apaixonado pela noite. Entre bocejos seguidos do piscar mais que sonolento dos olhos, consigo tirar idéias para manter um desafio.

Queria saber definir a felicidade que tenho a cada fim de noite. Como eis de mensurar algo que sequer é padronizado. A felicidade é vista por várias formas e por diversos ângulos pelas mais diversas pessoas.

Ao beber uma dose de Vodka, ou uma lata de cerveja sinto uma dita felicidade, não comparável a felicidade que já tive em alguns outros momentos. Isto não significa que não seja felicidade, apenas que existem varias formas de perceber um sentimento que aparece até nas horas mais tristes. Basta querer e se consegue enxergar algo que lhe deixe feliz, até nas coisas mais banais e simples.

A tristeza já não me aflige mais, isso se algum dia ela me atingiu. Gosto de passar a imagem de pessimista e até exacerbar meus sentimentos. Parecem a flor da pele, porém a tristeza passada sequer existiu. O sentimento de lembrança era algo vivo, no entanto, nada que viesse a causar a tristeza.

Fico feliz, lisonjeado em saber que pessoas visitam meu amigo Adolf. Apesar de saber que muitas o fazem por indicação minha, tento acreditar que ao menos gostam dos ditos escritos da madrugada.

A brisa da praia parece chegar a minha janela e a bela lua de noites anteriores sumiu em volto às nuvens pesadas. A madrugada que chega silenciosa é igual em todos os dias. Os costumes e hábitos são os mesmos há alguns meses. As músicas repetem no meu ouvido e tento fazer algo novo me baseando no passado.

Costumo ser engraçado pessoalmente, mas não consigo passar isto para ti amigo Adolf. As caretas feitas e a entonação de voz para fazer situações engraçadas não são possíveis ser transgredidas para ti por esta forma, e acabo passando por depressivo. Saiba Adolf que muitos me chamam de palhaço, não que isso seja mérito, ao menos eu penso ser, que seja. Eu ainda tentarei passar para ti algumas situações engraçadas e algumas ditas histórias que tenho.

Gosto do sarcasmo inteligente e até faço uso, porém sou adepto da idiotice e da falta das ditas papas na língua. Por hora até sai do meu estado emocional crônico para voltar e lembrar recentes histórias dos xingamentos compulsivos, e das verdades embutidas nas brincadeiras.

É de fato verdade que gosto de receber elogios pelos textos que carrego em sentimentos. Deixam-me feliz em falar que sei escrever, porém gosto mais de tentar falar como sou chato, impulsivo e idiota, até para alertar futuras pessoas sobre minhas maiores qualidades.

Estar agradando e ser agradado me faz bem, mas prefiro realmente ser autêntico e sequer ser notado perante os olhos dos que a mim não fazem diferença. Um “paratiqueto” às vezes é necessário para botar algumas pessoas em seus devidos lugar e até para levantar a sua moral, para com seus amigos e para consigo mesmo.

Matheus.

Um comentário:

  1. "Ao beber uma dose de Vodka, ou uma lata de cerveja..."

    cuida do teu fígado!

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