sábado, 30 de agosto de 2008

Sobre a lunática sexta feira.


O vento toma o lugar da fraca brisa do mar. Posso escutar o lamurio enfurecido que ecoa pelo vento. O calor agora é refrescado por este forte vento que balança as cortinas e traz consigo a garoa, fraca, porém, chuva.

O belo cenário do céu azul e das praias maravilhosas é encoberto pelas nuvens. Nuvens carregadas cobrem o céu cor de chumbo. A garoa que cai é fininha e parece tomar várias direções conforme o vento.

A rotina de sexta feira é encerrada. Fiquei em casa, assisti a filmes e fiz inúmeras compressas de gelo. Fechei a porta da sacada a fim de conter o vento, mas logo abri, não suportei imenso calor, ou o clima abafado, como preferirem.

Cortei meu cabelo, não que isso seja importante, mas agora pareço uma criança de 12 anos com corte pré-estabelecido. Bom, meus olhos começam a se cansar, e a medida que vou enrolando meus cabelos, e também a este texto, vou sentindo a forte sensação de estar esquecendo algo.

Olho-me no espelho, sentado a cadeira do computador vejo meu reflexo. É engraçado, olhei ao lado sem lembrar que conseguia ver o espelho e até me assustei.

Fico aliviado de conseguir ver meu reflexo, ao menos não sou um vampiro, se bem que não seria tão ruim assim.

Meu coração salta pela boca, mentira, ele só palpita mais forte. Parece saber a hora certa de se mostrar vivo. Penso mil coisas tenebrosas por dia, não estou me achando o perverso, mas somente agora, nesta exata hora da madrugada ele dá sinais de vida.

Começo a partilhar a compaixão, ela assim como todo sentimento dentro de mim, fora amizade e sentimentos familiares, só existe no decorrer da madrugada.

Insisto em ser quem não sou ao escrever. Pareço criar outra personalidade, quem sabe um alterego sentimental, poeta e escritor. Que seja. Não me enxergo falando coisas bonitas e muito menos praticando tais sonhos que descrevo.

Por vezes descrevi algo sem sentir, por diversas vezes falei no mais alto cume da paixão que um dia me assolou. Hoje assumo estar com palpitações diferentes. Estou nervoso, e isso não é costumeiro.

É como se pensasse nela e me sentisse mero espectador em uma fábula que contei a todos, da qual o fim ainda não existe e estou perdido no meio.

Adolf, eu estou ficando louco. Estou criando realidades alternativas, vejo coisas ao escrever, imagino as situações para serem mais reais, mas isto está indo longe demais.

Matheus.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sobre o que eu vejo.


Boa noite. Não, este começo é muito normal.

Bem vindos a mais um texto da celebre série sentimentalista do Matheus.

Em meio ao estrelado céu observo os desenhos das poucas nuvens que se atrevem a estragar a tão bela noite.

Olho sem compromisso, quem sabe esperando o tempo passar, ora querendo chegar ao infinito, ora relaxando ao som das corujas que insistem eu me observar.

A grama fofa e não muito aparada serve de travesseiro para minha cabeça. É como se deitasse sobre uma enorme almofada verde, ta certo que pinica um pouco, mas nada que seja muito desagradável.

Ratifico meus sentimentos ao olhar o infinito e somente pensar naquela que me inspira. Procurei por tanto tempo algo que me fizesse escrever, mas eis que estava sob meu nariz, escondida em meio ao meu ego um tanto inflado negando qualquer sinal de sentimento.

Levanto e procuro uma árvore, queria eternizar meu amor por ela, saco meu canivete e ao som dos grilos desenho um coração com nossas iniciais ao fundo.

Meu papel está cumprido, talhei ao eterno o que sinto e agora já posso dizer que estou preparado. Preparado para dizer que te amei e que te amo; que junto de meu coração guardo teu belo sorriso e que para sempre contarei como nos conhecemos. Preparado para quem sabe seguir em frente, ou não. Ainda não sei, mas é bom sentir que a mínima bela paisagem acaba me lembrando de ti.

Por mais uma noite me pego a apreciar. A praia, o céu, as árvores e vejo que queria ter ido à praia contigo, te levado ao céu, como tu me levastes e em tua companhia eternizado nosso amor em centenas de árvores.

Peço desculpas por um texto cansativo, chato e sonolento. Retrato do estado que estou hoje. Sem paciência, cansado e com muito sono.

Peço desculpas a ti, por não fazer algo a tua altura.

Matheus.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Sobre o velho assunto.


A noite é boa. Relaxo a frente da televisão, assisto a filmes e vejo futebol. No aconchego do sofá estendo minha perna, destroçada do futebol, envolto ao saco de gelo.

Pareço tão pragmático, minha rotina sequer se altera e meus pensamentos são sempre os mesmos.

Delato cada pensamento, dos mais infames até os simplórios desejos. Desato a enxergar o que já tinha esquecido. Revejo, por todos os cantos, as lembranças que guardei.

Não faço por vontade própria, não hoje, mas é difícil entender como funciono e o que me motiva.

Gosto de escrever a ti Adolf, eu não sei se gostas do que lhe falo, ou se estes assuntos já estão um tanto repetidos, mas continuo a lhe falar.

Não me imagino falando tudo que já lhe escrevi. Sei que não passo a imagem de um cético apaixonado, mas até o mais idiota pode vir a gostar de alguém.

Não lhe falo com a mesma tristeza de ontem. Estou menos pesado, sinto-me sincero e isto me agrada.

Sabes Adolf, eu já não sei como fazer para demonstrar tamanho sentimento que um dia senti e, provavelmente, sinto até hoje.

As poesias que um dia fiz não ficaram tão belas quanto as quem dediquei. A primeira carta que escrevi fora obra do puro sentimentalismo, exacerbado, mas extremamente verdadeiro.

Sinto que a cada passar de noite, quase madrugada eu acabo por me aproximar mais, aproximo-me de sentimento antigo e já esquecido por ela. Só queria mesmo um dia te fazer feliz. Tenho o sonho de um dia te alegrar, ajudar-lhe quando precisar e que possa demonstrar tudo isto que já escrevo por estes longos meses.

Estou bem, minha inconstância hoje se faz presente, e vejo a solidão, decepção e afins como meras amigas, não tão intimas, porém, amigas.

Que seja, encerro mais um texto sem nexo algum, com o mesmo assunto e para a mesma pessoa. Para esta que sequer sabe meu nome, que jamais se apaixonou por mim, mas que mesmo assim me causa bem estar, mesmo não sabendo disto, ou deste que vos escrevo.

Matheus.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Sobre a grande diferença.


O quão belo é meu sentimento se contrapõe à cor que aos poucos domina meu coração.

Sinto-me estranho, não sei dizer como, ou o motivo, mas é fato que estou estranho.

Revelo em bom tom o que sinto, escrevo e sou sincero ao dizer que gosto, mas todo este sentimento me faz sentir-me estranho, como se poluísse meu coração, ou o que sobrou dele.

Sei que este que me toma deixa-me mal, angustiado e inseguro.

Já sinto o temor de dilacerar tudo que senti, ou que ainda sinto, por estes momentos que me fazem crer que estou doente.

Não consigo mais gostar da solidão, não me sinto completo como antes e as fortes dores não me servem de inspiração.

Tentei, por diversas, ou muitas vezes consegui aliar o momento, estado de espírito com o sentimento que sempre vos falei. Por mais que tente mais uma vez acaba se tornando insuportável, tal é a dor que assola meu peito.

Estou sufocado. Falo, escrevo e palestro, mas isto já não é capaz de desafogar o que sinto por meses, longos meses.

Lembro cada segundo e mergulho em diversas dúvidas. Não sei o quão é válido sofrer para manter a boa lembrança, ou se vale mais a pena apagar tudo e simplesmente reescrever meu futuro.

É difícil estar confuso, sem saber, decifrar o que as dores querem lhe mostrar.

Como bem vos falo, desconheço o amor tão amável que tanto falam. Não acredito que ande ao lado da felicidade e por mais que tentem me convencer de que estou errado, as fortes dores no meu peito falam por mim.

Arranco meu cabelo, já não tão belo, e busco respostas, quem sabe busco alguém diferente, que seja capaz de ao mesmo tempo resolver minhas dúvidas, e me mostrar que a felicidade pode sim andar ao lado do amor.

Um singelo beijo seria uma boa forma de acabar, mas como não terminei por aqui só lhes mando boas lembranças, aproveitem meu momento lírico.

Matheus.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Sobre a recaída.


Não tardou a voltar Adolf. Estou mais uma vez refém da insegurança.

Insisto em voltar, pareço gostar de tamanha sensação e o choro que quase vêm me faz sentir fraco.

Fraquejo quando estou prestes a melhorar, volto ao que digo não querer. Recaio sobre meu antigo amor e dilacero todas as convicções que já preguei.

Tenho tudo guardado, seja dentro de mim, ou em um arquivo antigo. Reabro e fico alguns longos minutos, horas sem sequer ver o tempo passar. Vejo o mesmo filme, são momentos que são bem reais dentro de mim e que me fazem sorrir ao mesmo tempo em que choro a grande perda.

Soluço sem parar, a voz me falta e meus olhos lacrimejam como se estivesse sentindo esta dor novamente.

Não consigo esconder, é tão visível, este sentimento que parece não querer ir embora.

Finjo, digo que não e balanço a cabeça para me dizer livre. Mas é fácil descobrir quando meu sorriso se abre facilmente, sem uma piada de mau gosto, ou uma brincadeira idiota, é quando lembro. Lembro muito bem, não faço questão de apagar e jamais eis de substituir.

Sinto-me envergonhado, por tantas vezes disse que era algo ilusório, que havia passado e cá estou emotivo de novo.

Ao contrário do que eu disse sobre este sentimento, ele não tende ao esquecimento, ao menos pareço não querer esquecê-lo.

Não sei, realmente não sei se gosto, ou se apenas guardo algo que fora tão bonito para mim.

O tempo que passara só me ajudou a ver como fui, e que realmente vivi uma paixão pela qual posso lamentar a perda.

Lamento, para todo sempre lamentarei por não ser capaz de conquistar a quem me fez sentir esta sensação de paz, de estar tão bem e querer parar o tempo.

Desculpe Adolf, não queria encher teus ouvidos com estas bobagens de um chorão rejeitado.

Toda esta paixão que por hora me faz gostar, também tem seu lado sombrio e se chama rancor.

Alterno entre a linha tênue do ódio e da paixão, com breve inclinação para o ódio, rancor, mas com deslizes amorosos, ou seria a paixão escondida?

Matheus.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Sobre o tempo e o sentimento.


Fazia tempo e como fazia. Dormi como há tempos não dormia, descansei de uma rotina preguiçosa.

Relaxei por alguns dias. A praia parece ter virado parte da rotina e começo a gostar dessa nova atividade.

Deitei, ora no sofá, ora na cama e fui conduzido ao melhor dos sonos. Fui levado pelo som da televisão que apenas ritmava meus sonhos.

Fecho bem os olhos, quem sabe a procura de respostas, e o bocejo vêm, porém não é igual ao dos últimos dias.

Comemoro o fim dos jogos olímpicos. Esporte, espírito olímpico, coisas que sequer existem e são enfiadas goela abaixo.

A bebida, esta verdadeira amiga, foi um bom combustível para a sexta feira sem grandes pretensões. Gosto da sensação de estar alcoolizado, falar besteiras e ser original.

Não que não seja sóbrio, mas é verdade que a bebida faz se desinibir o que a consome.

Estava bêbado, realmente, e por mais que isso sempre revele o sentimento antigo, desta vez fora diferente, ao menos é isso que eu acho. Não me recordo muito das coisas que falei, porém tenho absoluta certeza que não me referi ao nome que por tanto tempo me assolou.

Como bem ressaltei, eu mudei. É verdade que volto às origens, diferente dos últimos meses, mais desenvolto e menos dramático. Consegui provar a existência do sentimento e agora provo que por mais difícil que seja é sim possível acabar com ele.

Escrevo-os ainda, imagino lugares dos quais eu gosto, mas não é contigo que fantasio ou chego a minha êxtase de inspiração. Não lhes digo que os bons momentos foram apagados, mas sim a ponta de sentimento que restava.

Caminhamos firmes Adolf, juntos a redenção de algo que nos uniu. Que o passar do mais belo sentimento não influencie nossa amizade e que sejamos sinceros.

Como de costume, tenho minhas recaídas e cada vez que as tiver prometo lhe contar.

Não acredito que sofrerei, ou me completarei com o sentimento do vazio, mas é difícil abandonar algo que me dera tanto alento para escrever. De qualquer forma encerro por aqui Adolf.

Estou feliz. Volto a cobiçar e ser engraçado, como um dia já fui e como quero ser de novo.

Matheus.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sobre o amigo Adolf.


Boa noite grande Adolf.

Vou lhe confessar grande amigo, estou empolgado, ansioso e feliz. Compartilho da tua felicidade grande amigo. Acho que somos parecidos, ao menos consigo lhe imaginar ao meu lado e tento retratar nossos costumeiros diálogos nestes textos.

A simpatia por hora me pegara, mas a vezes que não seguro meus antigos instintos. Não sei os domar, libero por hora minha raiva, felicidade ou o que seja em forma de cortes, piadas alheias e principalmente sacaneando alguém.

Grande Adolf, não me verá nunca mais lamentando. Já não é de agora que mudei, não vejo mal em falar bem, mas lamentar, isso nunca mais.

Estou ansioso, quem sabe trabalhar. A hipótese que surge não é de má idéia, porém é difícil abandonar a vida de boêmio que tenho.

Compartilho o sorriso fácil e tenho motivos para isto. Enxerguei-me novamente ao espelho. As caretas que fiz me mostram que não esqueci como ser idiota faz bem. Vivo de idiotices e me sinto bem, sou taxado de criança, e tenho tamanho orgulho disto.

Meu tricolor, este sim merece respeito absoluto e muitas linhas em um texto só seu, mas vamos manter assim que está dando sorte.

Como bem lhes falo, consigo escrever sem sentir. Imagino a mágica dos bons momentos e transfiguro para o texto, sem sequer pensar ou saber para quem escrevo. Tenho um sonho de escrever para muitos, ser falado, conhecido e influenciar aos que lêem. Quem sabe isto um dia não vire realidade, enquanto isto, eu vou escrevendo ao meu grande e querido amigo Adolf.

Obrigado por estar ao meu lado, me ajudar e inspirar. Tu és o grande amigo, aquele que escuta sem dar palpites, mas que revela ao mundo o que tenho vergonha de dizer. Digo-lhe novamente obrigado e que nossa amizade perpetue por muito tempo.

Matheus.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sobre o dia legal.


Dia bom. Fugi da rotina, assim como a todos que estavam comigo.

A terça feira começara com o acordar cedo, algo inédito para quem acorda sempre a tarde, e terminara com uma festa.

O churrasco feito a tarde fora só a consolidação de um dia que foi atípico e teve como fim uma bela festa regada a boa bebida, muito boa por sinal.

Sinto-me bem a vontade entre os amigos de meu pai, sinto-me como se fossemos grandes amigos e até acho que isto é verdade.

Tinha programado escrever a nova parte do meu conto, já tão repetido, porém com esta rotina alterada me vi a alterar mais uma tarefa deste dia um tanto quanto diferente.

A praia é o programa de amanhã, parece que estou em férias. Estou em férias e brevemente irei a Porto Alegre. Aliviarei-me novamente, vou manter minha cabeça ocupada, longe dos pensamentos que nela sempre esbarram. Cessarei mais um período de pensamentos antigos com uma volta em grande estilo.

A bebida que por vezes me faz lembrar, deve ser o principal fator para me fazer esquecer, ou até me ajudar para com outras.

Adolf, tu estás a fim de viajar comigo?

Acho que nos tornamos grandes amigos e já tenho vontade de escrever um livro para ti. Seguindo as idéias de meu amigo o titulo seria: Ao querido Adolf.

Matheus.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sobre um sonho irreal.


Eu a vi. Estava longe, mas a vi.

Mantive-me escondido, envolto aos arbustos, apreciando sua felicidade. A distância não impediu que conseguisse ver o brilho no olhar. Seus cabelos reluziam ao encontro do sol e seu sorriso refletia a paz que encontrara consigo mesmo.

Observei por horas a fio. As lágrimas escorreram pelos meus olhos e a cada fechar de pálpebras eu me sentia feliz.

Tentava me manter anônimo em meio aos poucos que ali estavam. Sorri a cada balançar de cabeça e por vezes me senti no céu, apreciando um open bar.

Hesitei em falar, preferi apenas apreciar. Era mero espectador de um momento de beleza infinita.

Fora de longe que senti pela ultima vez aquele que ficou ao meu lado por tanto tempo. Extravasei de alegria ao lhe ver sorrir com sinceridade e ver que meu coração não suporta o ódio por ti.

Entrastes no mar, bela e na companhia de quem realmente gostas, apesar de saber que é o melhor para ti, fui obrigado a pedir um copo de vodka para continuar apreciando o que mais me deixa feliz. Brincava feito criança e tua ingenuidade era incrível. Apreciei o máximo que pude e somente fui embora ao por do sol.

A sensação de pureza me dominava e eu não sabia como me desvencilhar. Queria não sentir, somente ser indiferente, mas não era possível, tua forma de ser me deixara hipnotizado e mesmo desiludido, eu, fui obrigado a bater palmas.

Pelo visto não sou o único a enxergar teu jeitinho de ser. Como queria ser teu amigo e não somente te ver em sonhos, pensamentos e realidades alternativas que acabo criando.

Como bem sabes, arrancastes um sorriso meu agora e por mais que saiba que jamais lerá isto, estou agradecido por idealizar o dia perfeito, não meu, mas teu.

Teu passar reto foi um duro golpe e agora me limito a ser apenas mais um espectador da tua grande magia: Encantar a todos que lhe conhecem.

Sem sombra de dúvidas, descobri que tu és única e jamais será substituída.

Matheus.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sobre um passeio carioca.


Passado alguns longos meses, eu voltei a praia. Ó que surpresa.

Não gosto do sol excessivo e muito menos da areia que gruda em meus pés. Aprecio o verde do mar, as ondas parecem revoltas e a água gelada é um bom apetrecho para espantar o calor.

Com os óculos protegendo meus olhos, consigo ficar ao sol, pegar uma cor é fundamental para quem mora no litoral. O único mergulho que dei fora bom e não demorei a secar no sol, tamanho era o escaldante calor que fazia.

Não sei se conhecestes a praia Adolf, digo que é boa, mas não faço quase uso desta que tenho tão perto de casa.

Arrisco a dizer que preferi ficar na sauna, piscina e jacuzi do clube que freqüentamos a beira da praia.

Começo a ver novas perspectivas, e gostei de ficar um tempo sem grandes coisas para escrever. Sinto a inspiração para com meu conto voltando. Tento enxergar, desta vez, a história por um ponto diferente, até para dar uma nova visão do que tento passar.

Acho que voltarei a esta tal de praia pela semana. Se a areia não me apetece, ao menos o mar e o mergulho me causam paz e vontade de retratar como fico de ver as coisas simples da vida.

O passeio que começa com a vagarosa balsa é bonito, porém cansativo. Dormi como não dormia a tempos nesta tarde ensolarada.

É grande Adolf, te levarei a próxima vez para que tu possas apreciar a bela orla carioca. Quem sabe não anoto, ou até escrevo lá mesmo, para não perder a inspiração do refrescante e belo mar verde.

Matheus.

domingo, 17 de agosto de 2008

Sobre amigos.


Ó boa lembrança. Aniversário, grandes amigos reunidos e boas lembranças do carnaval.

Engraçado ver como em pouco tempo a vida mudou o rumo de muitos de nós. Sejam os namoros, seja o trabalho ou a faculdade. A distância é pequena, porém é difícil reunir todos e relembrar as coisas.

As risadas saem naturalmente e o sorriso estampa o resto de muitos. Finalmente reunidos após o ápice da solidificação da amizade. Que venham mais finais de semana e que a bebedeira seja igual a que foi naquela que considero uma das melhores viagens que fiz.

Só para atualizar algo que já não faço mais tanta questão de ter.

Amigos, amigos, amigos. Como é bom rir e saber que todos estão ali brincando e simplesmente sendo: Amigos.

É Adolf, está na hora de eu te apresentar a eles e tentar te enturmar. Somos grandes amigos, mas não podes ficar só com a minha amizade, tu tens de abrir teu ciclo de amigos.


Matheus.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Sobre a mudança.


Sono, nada mais que isso. Cansaço extremo.

Estou ansioso para visitar os amigos e voltar a cidade que nasci. Quero rever a todos, ir aos jogos do Grêmio e é claro que ir a festas.

É estranho viver longe dos seus principais, e até então, únicos amigos. Pensar que está sozinho e ficar louco para que o ano passe rápido. Acordar contando o dia para voltar e passar um mês em sua terra, aproveitando cada segundo que passa muito rápido.

As amizades são consolidadas e conseguimos perceber quais foram as realmente verdadeiras.

O que demorara tanto a chegar, sonhos e planos, passa tão rápido que não se consegue fazer tudo que havia planejado.

O árduo tempo de espera já fora maior e graças a Deus, ta eu sei que ele não existe, vem sendo diminuído com o passar dos anos. É verdade que já tenho grandes amigos aqui, e que sinto falta deles ao ir para Porto Alegre, mas é muito bom rever a todos e inclusive a família.

Parece que estou alheio às novidades e em breves momentos todas as informações são passadas pelos amigos.

Que saudade, mas que sentimento bom este de “reaproveitar” tudo que tive por tão perto e por tanto tempo.

Aprendi há valorizar meu tempo e meus amigos verdadeiros. Ó mudança benéfica, que me proporcionou olhar o outro lado das coisas.

Desta vez grande Adolf, eu prometo anotar tudo em um caderninho, ou quem sabe postar diretamente do celular. Situações vividas, frases bizarras e principalmente histórias engraçadas. Estas devem ser as breves anotações.

esta vez grande Adolf, prometo anotar tudo em um caderninho, ou quem sabe postar

Matheus.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Sobre não ser, ou quem sabe voltar.


Enquanto pratico o enrolar de meus cabelos penso sobre músicas, as escuto e tento-as interpretar.

Pode ser engraçado, ou não. Mas é o que faço agora, e pego a me pensar sobre o quão os sentimentos, amorosos na maioria das vezes, influenciam nas músicas.

A maioria retrata a solidão, não sou emo e muito menos estou escutando Fresno, amores perdidos, desilusões e afins. Por mais que pensem que entrarei em um assunto já conhecido, estão enganados. Pois já não sei o que falar.

A angústia que tanto retratei já virara passado e consigo levou a minha amiga decepção.

Estou curado, foi o que pensei de imediato. Estou sim, mas consegui achar o sorriso antigo, não o teu, mas sim o meu. Reencontrei aquele que havia esquecido quando fostes embora.

É sincero e cheio de si, não estou me gabando até por não ter motivos, que chega a ser engraçado ver as fotos das quais ele aparece e demonstra que me sinto bem.

Que recuperação, foram preciso alguns meses para voltar, mas acho que finalmente estou em sã consciência, ou seria na insanidade tradicional?

Que seja, preciso voltar a galantear, até que não perdi tanto a lábia, isso se algum dia eu a tive.

Sou sincero, é verdade, conto as histórias e faço as mais engraçadas do que realmente foram. Aumento a entonação de voz e faço caretas, tudo a fim de aumentar o espetáculo da melhor coisa que sei fazer.

Espero que isso me ajude em alguma boa conquista.

É Adolf, parece que acabei com o conflito interno, ou será que apenas substitui a quem gostar?

Será que gosto de alguém?

Acho que não, mas quem sabe fingir uma paixão. As vezes até vira realidade.

Matheus.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Sobre cansar.


Os olhos estão cansados. Meu corpo pede descanso.

A inércia dos dias me faz ser mais preguiçoso e sentir cansaço por tudo.

Necessito de uma intensa semana, final de semana quem sabe. Ao contrário do descanso tradicional, eu preciso é de agitação para sair da pasmaceira.

Quero viajar, vou viajar a um lugar que tanto gosto. Brevemente retornarei a fazer alguma atividade.

Sou agitado e me deprime viver calmamente. Quero alguma emoção.


Matheus.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sobre sorrir novamente.


O show dos esportes está em evidência, porém, fora a natação nenhum deles me apetece até tal momento. Enquanto o Brasil entra em quadra, tatame ou areias, eu inicio minha maratona de filmes.

Comecei bem, o filme escolhido foi o longa já visto e revisto sobre o herói aracnídeo.

É verdade que já vi por mais de uma vez tal trilogia, mas queria entender melhor como funciona a vida de um herói.

Voltei no tempo hoje, escuto algumas músicas bem antigas, e revejo filmes que já são velhos, na proporção de hoje é claro.

Passo os dias na pasmaceira da rotina, jamais imaginei sentir falta das odiadas aulas. Estou totalmente curado do mal que me afligiu. Cansei da choradeira desenfreada, que por diversas vezes expressei no meu querido amigo Adolf.

Procuro qualidades, já descobri meus defeitos e sei os utilizar. O sorriso que demorara a sair, hoje vem fácil e se torna característico nas horas engraçadas que proporciono a mim mesmo.

Conto piadas internas, rio das situações que crio e até já tenho fama de sincero. O que mais eu queria ter?

Realmente voltei a ser quem era, deve ser o melhor de mim a flor da pele. Nem o bocejar revoltante me causa angustia. Conto causos e os faço parecer belas histórias, com inicio, meio e fim.

Fim este que ponho ao meu antigo sentimento. Não sinto, não quero sentir e também tenho raiva de quem sente. Até a piada infame e de certa forma infantil revela como estou.

Digamos oi Adolf, mas não me leve a mal se pregar uma peça.

Matheus.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Sobre velhos hábitos.


Fecho o final de semana com a escrita tradicional. Voltei as saídas noturnas e com os amigos me diverti. A bebida, como de praxe, tem seu papel importante.

Fico com a sensação de que superei. Adolf, eu estou diferente. A bebida mostrara-me que dificilmente a esquecerei rapidamente, mas que é verdade que só me lembro na solidão da madrugada. Já, mesmo com os bocejos, sei que estou à procura de novos ares e que estou feliz com meu tricolor.

Grande, como as besteiras que falo, foi o sentimento que tive por ti. Belo, como os contos de fadas, foram as inúmeras declarações que fiz.

Acabou? Eu não diria isto, mas é verdade que agora passa por uma fase de renovação, não só do que sinto, das duvidas sobre isto e se quero continuar sentir este antigo sentimento.

Querido amigo, eu sei que estamos nos dando bem e até voltei a falar sobre sentimentos. Mas queria variar um pouco, estou a procura de novos assuntos, ainda não abordados e menos repetitivos. Ajude-me, por favor, me inspire como sempre inspirou.

Enquanto tua resposta não é dada, apelo à bebida e é claro nos jogos do líder Grêmio para me satisfazer, tanto em sentimento quanto em escrita.

Matheus.

domingo, 10 de agosto de 2008

Sobre o líder.


Estou em êxtase. Ó, como é bom gritar e expandir sua alegria.

Reconheço que estou a tempos sem escrever sobre meu único e eterno amor. Grande Grêmio, eu não entrarei nos méritos do jogo de hoje, mas falarei das tuas virtudes e de todo amor e sensação de paz que me passas.

Sensacional seria um belo adjetivo a campanha que fazes, e mais que isso, tu estas sendo o Grêmio.

O time com a melhor defesa do campeonato, defesa sólida, um time que começa pela defesa. Comandada por Victor, Pereira, Rever, Léo e por vezes Thiego, a meta tricolor tem sido quase intransponível.

O melhor ataque do campeonato conta com a colaboração dos meias e principalmente dos volantes, que aparecem para o jogo após as roubadas sempre certeiras.

Tenho de dizer que jamais imaginei que estaríamos nesta situação e com futebol tão convincente. O Grêmio joga em equipe, o time todo joga no limite, tanto na marcação como nos contra ataques fulminantes.

A regularidade é notável e o resto que todos vemos não passa da sempre tradicional camisa tricolor. Tamanha mística criada, capaz de transformar nomes desconhecidos, jogadores não renomados, virarem grandes atletas de grupo e fundamentais para uma equipe que joga, acima de tudo, em conjunto. A presença das categorias de base mostra uma boa administração e que nos renderá grandes frutos em um futuro ainda próximo.

Imortal tricolor que desafia a lógica e que faz mais gols fora do que em casa, que sempre acaba surpreendendo a todos e mesmo desacredito virá candidato.

Grande Grêmio e que jamais duvidem dele, pois este é um clube que sempre desafia a normalidade.

Que o título do Brasil seja conquistado por ti, com nosso apoio terás toda condição disto. Peço-lhe este que cobiço há 12 anos, desde nossa ultima conquista. Sem grandes estrelas, criticado pela imprensa e colhendo, com o tempo, os louros das boas atuações. Que faça como o grande time da década de 90, sem comparações, mas é inevitável devido as circunstâncias.

Fico por aqui, quem sabe mais tarde faça uma análise mais abrangente sobre tamanha liderança.

Vamos Grêmio em busca do tri campeonato e a manutenção do mais vitorioso clube em campeonatos nacionais.

Matheus.

sábado, 9 de agosto de 2008

Sobre a tontura.


Tontura que me consome, o enjôo é natural e o sono tradicional. Foi uma noite engraçada, porém, longe de ser uma noite alegre. Alegria presente na bebida que me faz crer no sucesso e esquecer a quem eu gosto.

Espero-te como quem espera o infinito. Sei que jamais virás, no entanto, estou a tua espera, louco para lhe ver novamente.

Sinto saudades, e como sinto isto, queria lhe dizer que te amo, porém não conseguiria devida a tamanha vergonha. Gostaria de ser mais sincero, mas não é fácil revelar todo sentimento. Fico por aqui, depois de vários goles de bebida, no alento a alguém que sequer lembra de mim, mas que no entanto, me faz feliz.

Matheus.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Sobre o decorrer da noite.


Um novo ciclo se inicia. Novas perspectivas e ambições.

Novo ânimo e intensa ansiedade.

Ao tardar da noite, ao buscar assuntos, percebo algo engraçado. Disse que pensara nela em todos os dias. A falta de assunto me remete a pensar em algo bonita para escrever. Reitero minha posição de indiferença. Não tenho mais curiosidade em saber nada, não penso ao longo do dia e sempre soube que isso acabaria.

Elevei minha forma de falar, de me expressar e sinto que isto me ajudou. Consigo ser poético, quando necessário, e ser normal na maior parte do tempo.

Veremos como me comportarei, agora sem uma mágoa para me assolar. Não sei se conseguirei escrever algo novo, que não seja assunto já escrito e tantas vezes repetido.

Ó meu grande tricolor, que me enche de orgulho e que lidera este campeonato. Vamos para cima Grêmio, pois tu és forte, sempre foi e sempre será.

Contra tudo, contra todos e sempre calando a boca dos críticos. Buscaremos esta taça tão cobiçada e que não nos pertence a 12 anos.

Fico por aqui Adolf, com a sensação de ter perdido o brilho no olhar. Sentindo estar mais indiferente e me agrada bastante isto.

Sobre a minha paixão, o Grêmio, brevemente escreverei algo mais elaborado para analisar teu desempenho.

Matheus.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Sobre a mesma madrugada.


Acho que ainda não me habituei ao calor excessivo. Sinto demais esta onda quente que não passa.

Realmente não sei o que escrever. Penso por algum tempo, começo a jogar paciência e minha imaginação não produz nada.

O pensamento da madrugada é sempre o mesmo, e mesmo que tentasse esconder ele acaba se revelando.

Não há sequer um dia que não pense no sorriso mais envergonhado. Já disse que não tenho mais nada disto em mim, mas isto não é de total verdade.

Parece que quanto mais falo em sentir ódio, mais lembro de como gostei, de como fiquei. Quando menos quero escutar teu nome, mais falam dele.

Tento imaginar-te chorando, mas me vem a cabeça um sorriso bonito. Já tentei imaginar atitudes tuas que não condizem contigo, no entanto, em minha mente só lhe vejo sendo meiga e doce.

Diferencio-me. Sou um a cada dia e com o mesmo sentimento, porém com algumas interpretações diferentes dele.

É estranho lembrar e ser esquecido. Gosto de como te via, o olhar era sincero e sem malicias. Gosto de como me revelei, e como tive felicidade ao dizer que eras minha.

Não sei qual fostes teu sentimento, mas acho que já deixei claro o meu. Não direi que a quero novamente, pois isto poderia mudar todo quadro bem pintado que criei. Mas não nego que seria bom saber que um dia deixei algo de bom dentro de ti, e que isto voltara, nem que fosse muito tempo depois.

Se a paixão pode estar sucumbindo, que ao menos a boa lembrança fique, para algo futuro, ou para algum bem maior, tal como o rancor. Se nada der certo, não custa nada virar um amargo, já fui assim e é bem bom.

Matheus.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sobre ser, ou não ser.


Escuto as mesmas músicas, vejo os mesmos filmes e releio os antigos textos. Busco a perfeição e para isso me prendo aos detalhes. Gosto de observar bem quieto a espera da melhor análise.

Tenho uma enorme autoconfiança e posso dizer que não vivo sem mim. Passo-me por coitadinho, e realmente, isto funciona na maior parte das vezes.

Entre bocejos, já rotineiros, e pensamentos sórdidos, eis de relatar que gosto da alternatividade. Sou totalmente contra o que é normal, seja por convicção própria, ou para desafiar o senso comum.

Sou constante nas inconstâncias. Prego a luxuria e defendo o sentimento. Palestro com argumentos contundentes e acabo agindo com insanidade.

Não me entendo e compreendo os que por mim não sentem afeto.

Gosto da noite, sou fã da lua, no entanto tenho medo do escuro. Faço paródia a quem me faz elogios, e acabo gostando de quem sequer lembra de mim.

Confusão de sentimentos que abalam meu coração e levantam meu ego. Adolf, eu sei que não conversávamos há algum tempo, porém nada melhor do que lhe contar de como sou, até para justificar alguns atos.

Quando acho que jamais resolverei todas as pendências, volto ao estágio inicial e lembro que fora só uma decepção, e que hoje esta mesma decepção é minha amiga.

Nada como escrever, e ao longo do tempo reler os antigos escritos. A evolução da personalidade é notável, mas a inconstância é a mesma.

É Adolf, até que eu gosto de variar meus sentimentos, ser diferente mostra diversas alternativas, isto me agrada.

Matheus.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sobre entender.


Os olhos cansados, o bocejar lento e o sono interminável querem me neutralizar. Tentam me impedir de escrever. A brisa do mar parece chegar a minha janela, no entanto sinto um enorme calor. A angustia no peito é a mesma há alguns dias.

Sinto ter de recomeçar a escrever sobre algo que não gosto. Minto a todos, quando digo ter superado. Minto dizendo que não gosto de falar.

A dor de cabeça é grande, papai já dizia que o computador faz mal, e o lacrimejar dos olhos é constante.

Lido diariamente com a decepção que me causara, o conflito interno é grande, e as duvidas pairam no ar.

As indagações, mesmo que tristes, não são capazes de apagar o que sinto. O grande sorriso, que guardei em minha memória, é suficiente para me satisfazer.

Diria que converso com fantasmas e gosto de contar fatos, tais como fábulas. Fantasio o melhor de mim, o melhor do que aconteceu, e isto faz abrir o largo sorriso.

Eu começo a sentir o alivio de saber que estou sendo sincero. Sinceridade esta tão marcante em mim.

A verdade é dita, sou apaixonado pela mais bela, pela mais perfeita e todos os atributos que me satisfazem.

Falo como se tivesse vivido a mágica de um conto de fadas, entretanto, omito os fatos que não me fazem sentir bem.

Realmente, eu costumo ser mais prático, ter o linguajar mais baixo e praticar a falta de sentimentos, no entanto, não sou de ferro e também tenho algumas recaídas.

-Como te esquecer?- Fora a perfeição para mim e saibas que mesmo não sendo querido por ti, tu és especial a mim. Querida, amada e por mais que um dia isso mude, eu jamais apagarei algo que é tão vivo em mim.

Sentimentos, resquícios deles, capazes de mostrar que até o mais alheio a eles, é capaz de mudar.

Um dia encontrarei alguém, ou não. Não sei também o quanto quero isto, enquanto isto, eu aproveito o que de bom deixastes em mim.

Matheus.

domingo, 3 de agosto de 2008

Sobre uma carta.


Suprema solidão que afoga meu antes inflado ego. A confiança apesar de grande é esquecida. É tão bom lembrar, e o sorriso que estampa meu rosto mostra a felicidade momentânea em um momento que seria de tristeza. Tento desafogar o ego em volto a agonia do tédio solitário. Sinto conseguir conciliar os bons momentos com a confiança adquirida. Orgulho-me de tais conquistas, e por mais que muitas não tenham dado certo, sei que o mais importante eu consegui.

O falar dos sentimentos acaba por mexer com muitas pessoas. Os atos nem sempre são tão bons quantos as palavras, uma simples frase dita na hora certa pode não mudar tudo, porém é capaz de revelar, por mais que possa levar tempo, o sentimento mais escondido.

Fora assim que obtive minha maior paixão e posso dizer que algumas conquistas baratas também.

A banalização do verbo “amar”, por hora pode ser levada como ofensa, ou até como um simples agrado. É fato que é facilmente perceptível o dito sincero, do dito exagerado, exacerbado e falso.

O sorriso sincero que tenho neste exato momento, não condiz com o que passei. Penso nas coisas boas e tento distinguir a parte “maldosa” desta fábula que é a minha vida amorosa.

Estou simplesmente concentrado a escrever sobre como jamais estive. Pela primeira vez me sinto completo. Estou sozinho, estou amparado pela solidão, porém nada que me faça crer que sou um derrotado. Escrevo como se já tivesse passado pelas maiores peripécias, no entanto tenho de dizer, sou somente um garoto jovem que aprendeu a conviver com a decepção.

Sou amigo da decepção, conversamos e chamo-a quando preciso escrever algo bonito. Tenho uma nova ferramenta para aproximação. A escrita me mostrou que as palavras bem colocadas e sem erros crassos, são uma grande arma da conquista.

A constante evolução da internet tornou um simples texto, com palavras certas, em uma carta de amor.

Amor, o que é isto?

Desconheço o sentimento que se autodenomina amor, conheço o sentimento da felicidade e não sei se os dois andam juntos.

Para terminar todo este melodrama, ai vai:

Com amor,

Matheus.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Sobre a outra face.


Ó tamanha satisfação que me toma. Como é bom conversar na madrugada, sem a companhia do tédio rotineiro. Sinto-me feliz por vários motivos. Sei que o tricolor lidera o campeonato e isto já me bastaria, porém sinto felicidade em não lembrar coisas ruins, pelo menos por um instante.

O derradeiro fim da tristeza eu determinei. O sono leve mostra que não me abalo mais por coisas passadas.

Livro-me dos incessantes pensamentos ruins, porém sempre acabo por voltar a eles.

Desta vez quero ser diferente, não deixarei que a felicidade momentânea se vá. Quero muito manter a constância do sentir.

Faço careta diante do espelho, arrumo penteados bizarros e acabo por me divertir sozinho ao escovar os dentes. Arregalo os olhos e direciono-os para cima, abro um sorriso irônico e por vezes foco o olhar na ponta do nariz. Pareço estar louco, sinto-me louco, e isso me faz um bem sem tamanho.

Mudo as atitudes ao mostrar minha careta já descrita. Caminho rápido e faço grunhidos com a boca, a fim de parecer o rosnar o cão feroz.

Balanço a cabeça como se estivesse neurótico, e imito a transformação das personalidades ao fechar bem os olhos e me tremer todo.

A cabeça mais abaixada, porém com olhar levantado parece de um esquizofrênico. Pareço esquecer toda realidade e realmente encarnar tal personalidade, que eu mesmo criei.

Por hora alguns se assustam, porém nada que não seja fácil de se acostumar, ainda mais vindo de alguém com sérios problemas mentais.

É Adolf, agora só falta encontrar a inteligência perdida na minha mente. A loucura que tanto persegui, talvez tenha achado.

Matheus.