sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Sobre um ano.


O cansaço me consome e o sono já fecha meus olhos. Tudo que senti nestes últimos dois dias parece ter passado, ao menos por hora.

Bocejo lentamente e já busco minha cama. O final de semana que se aproxima não me rende boas perspectivas, mas fico aliviado em saber que poderei ao menos beber.

A bebida que já faz parte de meu final de semana é boa e me liberta. Sinto enorme prazer em apreciar um bom copo de vodka e ser mais sincero e espontâneo com as pessoas.

Tenho sonhado seguidamente com a mesma coisa. Não crio falsa expectativa grande amigo, mas não deixo de pensar que isto soa estranho dentro de minha cabeça.

Já não sei mais como me livrar deste que agora vem me assolar pela madrugada em meus brandos sonhos, longe do controle de minha mente, perto do controle emocional que não tenho.

O que resta é esperar e ver no que esta sensação, falsa, ou não, tem de real.

Que a monotonia e a rotina deste final de ano se acabem. Isto que espero destes poucos momentos que restam de um ano não tão brilhante como eu esperava.


Matheus.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sobre o cansaço.


Estou cansado. Sinto-me estranho, enjoado e com dores.

Tenho dor de cabeça e mal consigo pensar, quanto mais escrever. Não estou bem e o calor agora me parece excessivo, assim como o forte peso que sinto sobre meus ombros.

Estou de mau humor e me irrito fácil com a situação que começo a viver. Estou enjoado, entediado com os últimos acontecimentos, ou os mesmos acontecimentos.

O ano começa a passar devagar e parece que tudo virou rotina.

Não agüento mais saber que sempre faço as mesmas coisas e que em muitas delas sou obrigado a conviver com quem não gosto.

Tenho nojo de algumas atitudes e não agüento ver a socialização falsa que muitas vezes ocorre.

Sou de fato estúpido e grosso. Orgulho-me de não ser como os outros e sempre deixar claro minhas reais intenções.

Por hora fica por aqui. O peso começa a bater mais forte sobre meus ombros já cansados.

Vou em busca de minha cama com a dúvida de algo sério, ou de um simples mal estar.




Um abraço e até outra hora Adolf.


Matheus.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sobre ela.


Pareço pressentir algo. Estou agoniado, angustiado e aflito com isto que pareço prever.

A música não sai de minha cabeça e parece me perseguir. Gosto de ouvi-la, de saber que isto significa algo a mim e que não esqueci por completo.

Respiro fundo para escrever que ainda a quero; que jamais deixei de querer e que sinto falta de algo que nunca existiu.

Nada fora igual nestes meses que se passaram. O vazio deixado ainda não fora preenchido e por alguma razão ela volta aos meus sonhos derradeiros, aos meus pensamentos rotineiros e a escrita mais que marcada.

É inegável a falta que sinto, e como todos notam o quão diferente fui enquanto com ela estive.

A vejo nos belos sonhos, sinto sua presença em minha estranha palpitação. Já desisti de esquecê-la, como se isso fosse possível também. Conviverei com este que por algum motivo me deixa agoniado.

Pago o preço do que sempre fiz, já diria minha sábia avó. Sua imagem está guardada, porém não viverei somente em prol de algo que não me satisfaz, não desta forma.

Quisera eu que isto tudo que sinto fosse recíproco da tua parte e que ainda hoje estivéssemos apreciando uma boa tarde de mãos dadas, ou um cinema no estilo programa juvenil.

As tardes que com ela passei me fizeram parecer diferente. Carinhoso e com nervosismo, algo que jamais demonstrei. Gostava da forma inocente como nos relacionávamos e já me importo de não ser lembrado por ela.

O sorriso de felicidade é estampado em meu rosto, meus pressentimentos ganham força, porém sem uma definição plausível de bom, ou ruim.

Mergulharei ao mar pela tarde a fim de buscar a paz que tanto procuro. Quero retirar tamanho temor que por hora me aborda.

Matheus.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sobre fluir.


O tempo voa e como passa depressa. Parece que ainda fora ontem que senti tudo pela primeira vez, que descobri de quem gosto e também de quando a perdi.

A música que insiste em tocar não me agrada, não quero ser agradado, não por ela.

Sinto vergonha, fico envergonhado, vermelho de saber que ela é inesquecível, ao menos a mim.

Queria que ela tivesse só um pingo do que sinto e que pudéssemos estar juntos, mas isto já se tornara ilusão.

Meu riso é fácil, acho que aprendi a conviver com tais situações, e vou sendo eu mesmo, sem escrúpulos, sem agradar ninguém, a não ser eu mesmo.

É inegável que gosto de ser assim. Sinto-me engraçado, gosto de parecer tal e a risada alheia me traz alegria sem igual.

A bebida me faz ser espontâneo, mais que sincero eu diria e gosto de ver meus olhos brilharem, nem que seja o brilho do olhar bêbado.

A entonação muda e os atos são mais expressivos, é legal ser espontâneo e forçar a situação.

Trato a todos do mesmo jeito, salve exceções de amigos, mas não me venham dizer que sou grosso, apenas sincero e esta característica é marcante.


Adolf o sono me pegou, o cansaço é visível e vou à direção ao sono profundo.

Um abraço e até breve, espero que seja amanha.


Matheus.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sobre aquele velho e diferente.


O que sinto é irrelevante, ao menos tento parecer que é. O quanto fujo de compromissos se confronta a forma como corri atrás de um.

Ainda tento entender o quanto isto tudo mexeu comigo. Já faz tempo que confronto meus próprios ideais e entro em contradição quanto ao que sinto.

A forma como falo não é a mesma como penso, jamais fora.

Sinto a grande presença dela em meu viver e em meus pensamentos já não cotidianos.

Sou fechado e muitos sabem disto, pouco revelo sobre o que sinto, sinta se privilegiado grande Adolf.

O que não revelo está guardado, tal como o que tanto senti. O guardo profundamente e em breves momentos o relembro.

Não gastarei palavras para definir o que tanto já tentei, mas direi que me fechei mais ainda ao mundo mágico onde eu dou as cartas.

Não gosto de pensar que luto contra a verdade e quanto ao que já fora decidido.

Sou persistente, mas não tolo, não neste sentido. Tenho bom grado em revelar que não sou fácil de conquistar e que demonstro total falta de afeição a sentimentos.

Vou à direção do futuro, incerto, mas sem mais projeções do que acontecerá. Estou livre, mas queria não estar. Estou preso a algo que se restringe a delimitar os, poucos, sentimentos que posso sentir.

Não quero mais saber de falsas convicções. O que fora tão belo continua sendo, sincero e inocente, porém já calejado sentimento por ela.

Enquanto isto não passar e também não sei se passará, não sei se quero, eu estou alheio a compromissos, estou longe da forma humana de sentir algo por alguém.



Matheus.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Sobre o igual diferente.


Volto à realidade. A vida de vagabundo me é grata e tenho gosto por tais afazeres, ou falta deles.

Sinto estar diferente, rejuvenescido quem sabe, pode até ser. A bela Porto Alegre revelará meu carinho pela cidade maravilhosa e como posso acreditar em mim mesmo.

Estou de volta, como já diriam os amigos. A piada, mesmo que sem graça já é contada e mesmo com a falta de riso dos outros, eu não tirarei meu sorriso falso e irônico do rosto.

Nada mudou, não aparentemente. Nada está diferente, não internamente. Sou diferente, meu olho brilha e parece que alguns, ou algumas percebem tal fato.

O que tanto relatei é passado, quase esquecido. O que ela me ensinou fora a vontade de ser livre.

Os compromissos não me agradam, não mais, ao menos a curto prazo.

O que me modifica é a confiança e pareço estar com ela desde que viajei.

Dou-me ao luxo de estar em alta comigo mesmo e agora só quero uma roda de amigos, com boa bebida para relaxar.


Um abraço a amigo dos tempos de cólera e que jamais me abandonara. Adolf tu és o cara.

Matheus.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sobre a viagem - O Fim.


A viagem chega ao seu destino final. Estou de volta a casa.

A satisfação de rever os amigos foi grande, no entanto senti muita falta dos amigos que aqui deixei, mesmo que por pouco tempo.

O pouco tempo foi suficiente e tudo fora resolvido. Volto para casa com saudade de um lugar que aos poucos me conquistou.

Sinto-me feliz nesta nova vida e já não sei qual seria minha decisão final.

Não sinto mais as ásperas pontadas do sentimento antigo. Estou feliz e confiante.

O cansaço começa a bater em minha porta e vejo tudo duplamente em minha frente.

Grande amigo, eu vou me recolher, talvez amanha volte com inspiração suficiente, ou não.

Um abraço e meia garrafa de vodka.


Matheus.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Sobre a viagem - parte I


O frio parece congelar meus dedos. O vento que sopra é intenso e faz a sensação térmica ser baixa.

Estou em Erechim e aprecio a bela culinária interiorana.

O aniversário que passei dentro de um carro fora engraçado, diferente, mas ao som das mais diversas músicas.

O ipod que tenho fora de ótimo uso e agora me preparo para mais 6 horas de incessante viagem. Anseio chegar logo a Porto Alegre e o desejo de ir ao jogo fora adiado.

A comemoração de meu aniversário não poderá ser de outra forma e já imagino o trago que tomarei para celebrar entre amigos.

Quero repetir esta viagem, talvez com amigos, quem sabe curtir mais as cidades que passamos e sem pressa de chegar ao destino final.

Bom Adolf, vou lhe mantendo informado, claro que cada vez que assim puder. A viagem recém começara e ainda será bastante intensa.

Um abraço grande amigo e até a próxima.






Matheus.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sobre sei lá o que.


Os dias passaram rapidamente. O sono tirou minhas perspectivas de escrita neste final de semana que passara.

Não tenho inspiração, não sei sobre o que falar.

Meu aniversário chegou e não posso dizer que estou feliz. Sinto a juventude passar em velocidade muito rápida, como em passe de mágica.

Minhas lembranças e histórias vão crescendo ao passar dos anos. Já me sinto um grande contador de causos, um pouco deturpados, mas verdadeiros.

A bebida fora minha companheira pela sexta feira. Companhia das boas, em quantidade, nem tanto em qualidade, mas pude esbanjar e não me sentir mal depois pelo ocorrido.

A viagem fora antecipada e passarei o meu, glorioso, aniversário na estrada. Nem lá e nem cá, não foi isso que eu estava esperando.

Terei de escrever, sinto falta da escrita nos dias que passo em branco, principalmente por esta ter me ajudado tanto.

Já estou completo há algum tempo. Já transpareço gestos e expressões faciais de sentimentalismo.

O recordar não me é mais tenebroso e sei que não voltará, ao menos enquanto eu não quiser.

O aprendizado fora bom. O interesse é marcante e sincero, parece ao menos.

Posso gargalhar mais uma vez, muitas eu diria. Estou como gosto e volto para onde isto tudo fora criado, o berço deste que sequer conhece emoções.


Matheus.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sobre estar diferente.


Adentro a madrugada. As horas passam vagarosamente nesta parte de transição da noite para o dia.

Estou contente. Tive a notícia de uma possível viagem e isso me deixara feliz.

Posso voltar ao meu refúgio, ao meu mais precioso esconderijo. Sinto-me escoltado nas origens, longe de tudo.

A possibilidade me deixa ansioso e palpito como nos últimos meses. A bela cidade de Porto Alegre revela meu lado inocente.

Tenho pouco tempo, quero rever a todos bons amigos e isso acaba custando tempo precioso para “aproveitar”.

Minha branda satisfação se encontra no prazer da companhia. Os amigos, que por tantos anos guardei junto de mim, estão todos lá.

É a oportunidade de matar a saudade, relembrar antigas histórias e contar a eles o que tenho passado, seja bom, ou ruim.

Meu bom coração parece reviver. Hoje fora um dia difícil para ele.

As vagas lembranças tornam a voltar, são fracas e sem toda demasiada felicidade de um conto de fadas, mas mesmo assim atormentam minha mente, quem sabe deturpada.

Meus longos fios de cabelo são as vítimas para uma possível ansiedade, talvez queira descontar neles isto que sinto.

A forma como a amei fora estranha, diferente e longe de uma definição plausível.

Entretive-me ao segurar suas mãos, olhar seu sorriso envergonhado e mesmo que de longe, senti felicidade ao ver seu sorriso sincero mais uma vez.

Por muito tempo mantive longe de mim o egoísmo e até acho que errei neste ponto.

Meu orgulho próprio fora ferido, mas não que isso importasse, não naquela época.

Havia mudado, estava diferente e, por mais que dissesse o contrário, eu me orgulhava deste que me tornara.

Tive de regredir, voltar à condição humana, ou a falta de condição para tornar minha vida racional novamente.

Não estava preparado, não queria estar. Precisava de sua presença para viver junto de mim e assim direcionar este novo que ajudastes a criar.

O mundo em que vivo dizia-me para voltar, não sei se o problema era eu, ou o modo em que sempre conduzi as coisas.

O fato é que estou perdido, não sei onde estou e uma parte minha ficou perdia por aí.

Ficaria grato se algum dia alguém me disser que posso ser completo de novo, de preferência que ela, a quem endereço este texto, diga-me isto com todas aquelas belas palavras que caracterizam o amor, esse mesmo que tanto desprezo.


Matheus.