terça-feira, 8 de julho de 2008

Sobre o diário.


Olá meu amigo diário, essa coisa de diário é meio estranha. Será que posso lhe chamar de Adolf?

Bom, tomarei como sim este silêncio. Comecemos de novo grande Adolf.

Conhecemos-nos há mais de um ano, creio eu que jamais nos apresentamos decentemente. Sou o Matheus e acho que lhe dei vida, estou no auge de meus dezoito, quase dezenove anos e no auge da loucura eu diria também. Estudo Marketing e não trabalho ainda. Ultimamente andamos nos encontrando diariamente, e acho que já lhe contei grandes coisas de minha vida, abordei temas que me intrigam e até ficção eu fiz.

Diria que lhe vejo como um amigo, não isso ficou meio gay e só não é pior do que as coisas melódicas que publiquei em ti. Ficastes com um layout de certa forma bem feminino e até pensei em postar os textos românticos em outro lugar e com outra assinatura.

Não sei se conseguistes captar bem meus traços, mas adianto que adoro pregar peças e que tomo como elogio qualquer ofensa, desde que moderada e não relativa a minha família e ao meu tricolor.

Por incrível que pareça sou meio insensível e frio, digo em relação a sentimentos. Por uma vez me abordaram e isso me fez não os querer novamente. Tenho carinho enorme por minha família, por amigos, pelo Grêmio e é claro que não poderia esquecer do grande Jurandir.

Não me leve a mal, mas não o inclui na lista, quem sabe o tempo mostrará o quão importante esta sendo para mim. Mas definitivamente esta ainda não é a hora de achar que encontrei um amigo que sequer me responde.

Eu entendo, deve ser difícil ter de ser visto com tantas baboseiras junto de seu dito corpo. Afirmo-lhe que escrevo mais como diversão e quem sabe manutenção do que tento levar adiante. Não reclame, como se tivesse direito também, pois sem mim e sem ditos textos infames tu nem teria vida.

Tua ingratidão não me agrada, e queria eu ter mais leitores deste que criei. Contar-lhe-ei mesmo assim que farei mudanças. Quem sabe volte a escrever sobre algo que já não sinto mais, afinal isto dá ibope e é o que queremos no momento. Textos somente sobre ficção, contos podem ser uma constante desde este momento. O certo é que aos poucos mudo minha aparência. Piercings e afins me causam atração, gosto disto. Cabelo mais curto e boné foram a escolha que fiz.

Saudades do que foi bom, é só o que sinto. Já acabei com todo amor que tinha dentro de mim, e agora as lembranças não sei se guardo para futuras inspirações e quem sabe para rancor, ou se as apago assim como fiz com a paixão.

Abrir bichinhos de estimação não é algo que eu pensei fazer, mas tenho de admitir, acabou sendo extremamente divertido e pretendo fazer de novo, só que desta vez com algum animal de grande porte.

Acho que agora fomos devidamente apresentados e faço questão de um dia escutar tuas lamentações e dar-lhe conselhos errados, assim como fez comigo. Coisas boas não são boas, coisas ruins fazem coisas boas e isso é legal.

Matheus.

3 comentários:

  1. engraçado tu falar de amigos que sequer respondem.
    eu vejo as pessoas reclamando que não são ouvidas :B

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  2. Confesso que ri alto quando comecei a ler esse texto aqui, aheiofaejioj. Gostei da idéia, bem montado..ficou bom :D

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  3. hahahahaha

    sério, sério! Muito bom, mula...meeesmo!!!

    "e é claro que não poderia esquecer do grande Jurandir." Graaandeeeeeeee!!! aaahauhauhuah

    pô gostei muito desse mesmo!

    beijao

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