quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sobre um dom.


Sou um dos últimos, ou quem sabe o primeiro. Tenho um dom e aprendo a utilizá-lo, ou ao menos pareço aprender.

Por longos meses fui carente, precisava desta paixão, talvez fictícia, talvez real. Cansei minha lábia e meus pensamentos para descrever, com sinceridade, uma causa nobre e perfeita.

Minha cabeça fora refeita. A lavagem cerebral e toda esta ladainha de amor foram por água a baixo. Minhas teses são reais, funcionam para mim, nem tanto para os outros.

Foco minha estapafúrdia mente aos motivos, fatos e afins que me fizeram ser quem jamais deveria ter sido.

Enxergo com clareza minha antiga tolice e somente fui capaz de superar ao descobrir que a controlava. Sabia de meu gosto, de sua beleza e assim acomodei-me perante a esta, primeira, paixão.

Era tão belo que fechei meus pequenos olhos ao ridículo, ao inesgotável fracasso e falta de orgulho, este que por tantas vezes me orgulhara.

Não sei o que virá, nem poderia, sou louco, mas não vidente. Minha vida tende a novos rumos e a volta para a casa querida é bem possível.

O futuro é indecifrável e ainda descobrirei como este funciona.

As brincadeiras são constantes, tal como o sorriso fácil e enganador.

Por opção mantive um amor insípido, puro e meigo, e por esta mesmo opção acabo com qualquer forma de afeto que pondere sobre mim.

Praga, chato e implicante, estes sim meus verdadeiros apelidos.

Até breve Adolf. O sono começa a virar meu amigo e tenho de lhe dar a chance de mostrar suas alucinações.



Matheus.

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