domingo, 16 de agosto de 2009

Sobre tudo solto.

Oi, venha para cá, não me deixe sozinho.
Me de um beijo e sejamos felizes.
Abraçados, ou de mãos dadas.
Quero te olhar, apreciar o teu sorriso e guardar em mim o teu jeito.
Por favor, leve-me à eternidade, só em um beijo neste apaixonado.

Matheus.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Sobre a lorota de sempre.


Eu mudo, mas nada parece te tocar. Eu tento, juro que tento te conquistar. Parece que tudo é em vão e que nada que seja feito será notado.

Não quero mais essa situação, nunca mais. Eu gosto e minha paixão por ti não pode sucumbir a brigas e indiferenças, mesmo que estas me incomodem e me façam sofrer.

Tu podes não saber, ou fingir talvez, que me encantas e que estou apaixonado, envolto a um sublime desejo de lhe ter.

Sinto lhe ter por meros instantes, desejo que isso seja eternizado, mas, ao acender das luzes, reparo que tudo parece ser ilusório e que nunca a tive por completo.

Estranho, é assim que me sinto ao escrever e perceber que nada mais passa, que meu antigo remédio já não cura esse anseio que teima em me dominar.

Fecho os olhos e pareço ver o infinito, com ela e feliz, talvez seja só mais um oásis nesse devaneio.


Boa noite, um beijo e até breve.

Matheus.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sobre uma nova Porto Alegre.

Já faz algum tempo que não escrevo e talvez tenha perdido um pouco o jeito, não que algum dia eu o tenha tido.

Minha vida mudara de forma radical em poucas semanas, talvez neste último mês.

Eu estou de volta, a um lugar, ou simplesmente a minha personalidade.

Eu a encontrei e talvez ninguém a conheça, mas tenho certeza que é ela. Minha menina, dos olhos claros e sorriso fácil.

É por ela que meu coração bate rapidamente. Por incrível que pareça não estou triste com uma paixão, tal como sempre o faço.

Ela é especial, eu sei disso. Desejo a conquistar, ser a pessoa certa a ela, aquela que a cada beijo me faz esquecer de tudo e que eu ainda sonho em ter como a minha namorada, só minha.


Matheus.

domingo, 5 de julho de 2009

Sobre a mesma coisa de sempre

Não consigo mudar. Como sempre fiz cagada, estraguei tudo mais uma vez.

Sou idiota e burro ao mesmo tempo. Consigo estragar tudo que tento me meter.

Não tenho escrúpulos e acabo magoando muitos dos que se envolvem comigo.

Estou cabisbaixo, enrolando meus cabelos e pensativo. Tento encontrar algo que eu possa fazer, ou talvez um pedido de desculpas mais bem elaborado.

Estou encantando. Gosto da forma como me sinto e isso me deixa estranho, meio nervoso.

Não quero decepcioná-la, muito menos a magoar. Estou por ela e talvez por isso ela domine os meus pensamentos.

Despeço-me em tom melancólico por algo que perdi, da qual considerava de suma importância, mas com a certeza de que algo bom finalmente é visível em mim.


Matheus.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sobre deixar tudo.


Eu vou embora. Voltarei ao meu lugar, ao meu estado.

Meu coração pulsa sem parar. Cá estou, inerte, porém ansioso.

Dou adeus a meu ultimo suspiro de esperança. Encerro meu mais lindo sonho. Tudo que fora acabado um dia, já não tem mais volta.

Sou o mesmo, aquele que tem de volta seu sorriso irônico e sua frieza tradicional.

Não consigo mais sentir nada de anormal, pareço recriar minha realidade que tanto funcionou.

Sem mais exageros encerro minha angustia, meu amor platônico por alguém que se não esquecida por bem, agora pela distancia será.

Os dedos gelados já percorrem meu cabelo e consigo sentir o vento gelado que me espera. Já anseio novas ambições e sei que tudo voltará a ser como um dia já fora.

Com o sorriso estampado recordo de momentos bons dos quais vivi aqui, de pessoas que certamente não esquecerei.

Mas com os olhos pequenos e com uma cerveja na mão, posso pressentir que tudo mudará e provavelmente serei aquele que os escrúpulos estão em falta e que a grosseria reina.

Meus medos se foram, ficarão por aqui, enquanto eu vou de encontro do que me provoca, do que eu quero e a uma Porto Alegre da qual tanto gosto.


Matheus.

sábado, 30 de maio de 2009

Sobre a última despedida.


Estranha névoa que restringe minha visão. Aperto constante que abafa meus pensamentos.

Sinto-me perdido em meio ao caos, dentro do meu mais sombrio pesadelo e meu mais belo devaneio. Meus sonhos parecem se realizar, porém, algo me faz ficar triste.

Tudo perde o tom. O choro, escondido e sem soluços, já se tornara rotineiro. Meu peito tenta palpitar, sem sucesso, afogado em meio a lamurio e decepções.

Terei de abandonar, esquecer que um dia existira e admitir que isso seja o fim, sem mais delírios derradeiros.

Meu amor, eu te digo mais uma vez que tu serás eterna e única. O brilho em meus olhos é notável e não canso de declamar a ti toda a poesia, todo meu amor incondicional que já fora mais que mencionado.

Minhas mãos sentem falta das tuas, meu pensamento teima em ir de encontro a tua lembrança e eu, tolo como sempre, ainda sonho em te abraçar por mais uma vez.

Queria tanto sentir o teu calor, ver tuas bochechas rosadas e gritar ao vento que te amo.

Pareço um poço de amargura, de ressentimentos envoltos a uma capa que insiste em me cobrir.

Gosto de ser assim, talvez eu seja assim.

Despeço-me em tom melancólico e dizendo que na eternidade ainda vou te encontrar. Talhando árvores com nossas iniciais e fazendo juras de que nosso amor será para sempre.


Matheus.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sobre a mesma verdade.


Não passo de mais um. Aquele que não é agradável e por vezes está sozinho.

Sou somente mais um a vagar pelas ruas e em companhia de minha inseparável garrafa.

Meu peito, antes inflado, agora me remete ao confuso sentimentalismo. Algo que bate, inconstante e me deixando ansioso. Não sei o que fazer, ou se algo devo fazer.

É verdade, tua face, sempre ela, traz a tona tudo que um dia eu quis eternizar e que hoje luto para esquecer.

Meus dedos tremem, seja de nervosismo, ou do constante vento gelado que colide contra meu corpo inerte.

Meu semblante é o mesmo de sempre e minha cara meio enjoada, insossa já virara rotina.

Acostumei a ver no espelho minha frustração, minha solidão quase corriqueira.

Ainda posso repetir meus votos de fidelidade, ou o brinde a eternidade que um dia fizemos. Meu sentimento fervoroso agora parece se esmaecer em um tom cinza cada vez mais apático.

As lágrimas não correm mais por meu rosto, mas o rancor, este sim domina meu coração. Não há graça, nada com vida ao olhar, dos pequenos olhos, deste que vos escreve.


Matheus.